Quinta-feira, 4 de agosto de 2011

S.João Maria Vianney (presbítero e confessor),  Ano Impar, 2ª do Saltério (Livro III), cor branca

 

 

Hoje: Dia do Padre

 

Santos: Agábio de Verona (bispo), Aristarco de Tessalônica (bispo, mártir), Cicco de Pesaro (ordem franciscana secular, bem-aventurado)Eufrônio de Tours (bispo, 573), João Maria Vianney (padre, 1859), Lugaido, Iá (Pérsia, mártir), Eleutério (Constantinopla), Eufrônio (573), Protásio de Colônia (mártir), Rainério de Spalatro (monge, bispo, mártir), Tertulino de Roma (presbítero, mártir), William Horne e Companheiros (monges, mártires, bem-aventurados).

 

Antífona: Eu vos darei pastores segundo o meu coração, que vos conduzam com inteligência e sabedoria. (Jr 3,15)

 

Oração: Deus de poder e misericórdia, que tornastes são João Maria Vianney um pároco admirável por sua solicitude pastoral, dai-nos, por sua intercessão e exemplo, conquistar no amor de Cristo os irmãos e irmãs para vós e alcançar com eles a glória eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Número (Nm 13,1-2.25-14,1.26-29)

Até quando vai murmurar contra mim esta comunidade perversa?

 

Naqueles dias 1O Senhor falou a Moisés, no deserto de Faran, dizendo: 2'Envia alguns homens para explorar a terra de Canaã, que vou dar aos filhos de Israel.

 

Enviarás um homem de cada tribo, e que todos sejam chefes'. 25Ao fim de quarenta dias, eles voltaram do reconhecimento do país, 26e apresentaram-se a Moisés, a Aarão e a toda a comunidade dos filhos de Israel, em Cades, no deserto de Fará. E, falando a eles e a toda a comunidade, mostraram os frutos da terra, 27e fizeram a sua narração, dizendo: 'Entramos no país, ao qual nos enviastes, que de fato é uma terra onde corre leite e mel, como se pode reconhecer por estes frutos. 28Porém, os habitantes são fortíssimos, e as cidades grandes e fortificadas. Vimos lá descendentes de Enac; 29os amalecitas vivem no deserto do Negueb; os hititas, jebuseus e amorreus, nas montanhas; mas os cananeus, na costa marítima e ao longo do Jordão'. 30Entretanto Caleb, para acalmar o povo revoltado, que se levantava contra Moisés, disse: 'Subamos e conquistemos a terra, pois somos capazes de fazê-lo'. 31Mas os homens que tinham ido com ele disseram: 'Não podemos enfrentar esse povo, porque é mais forte do que nós'. 32E, diante dos filhos de Israel, começaram a difamar a terra que haviam explorado, dizendo: 'A terra que fomos explorar é uma terra que devora os seus habitantes: o povo que aí vimos é de estatura extraordinária. 33Lá vimos gigantes, filhos de Enac, da raça dos gigantes; comparados com eles parecíamos gafanhotos'.

 

14,1Então, toda a comunidade começou a gritar, e passou aquela noite chorando. 26O Senhor falou a Moisés e Aarão, e disse: 27'Até quando vai murmurar contra mim esta comunidade perversa? Eu ouvi as queixas dos filhos de Israel. 28Dize-lhes, pois: 'Por minha vida, diz o Senhor, juro que vos farei assim como vos ouvi dizer! 29Neste deserto ficarão estendidos os vossos cadáveres. Todos vós que fostes recenseados, da idade de vinte anos para cima, e que murmurastes contra mim, 34Carregareis vossa culpa durante quarenta anos, que correspondem aos quarenta dias em que explorastes a terra, isto é, um ano para cada dia; e experimentareis a minha vingança'. 35Eu, o Senhor, assim como disse, assim o farei com toda essa comunidade perversa, que se insurgiu contra mim: nesta solidão será consumida e morrerá'. Palavra do Senhor.

 

 

Salmo: 94,1-2.6-7.8-9 (R. 8ab)

Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba

 

1Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! 2Ao seu encontro caminhemos com louvores, e com cantos de alegria o celebremos!

 

6Vinde adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! 7Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão.

 

8Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: 'Não fecheis os corações como em Meriba, 9como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras'.

 

Evangelho: Mateus (Mt 16, 13-23)
Sobre esta pedra construirei a minha Igreja

 

Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou a seus discípulos: "Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?" 14Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; Outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas".

 

15Então Jesus lhes perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?" 16Simão Pedro respondeu: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo". 17Respondendo, Jesus lhe disse: "Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu.

 

18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus". 20Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias. 21Jesus começou a mostrar aos seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia.

 

22Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: "Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto nunca te aconteça!" 23Jesus, porém, voltou-se para Pedro, e disse: "Vai para longe, Satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus mas sim as coisas dos homens!" Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Mc 8, 27-30; Lc 9, 18-20; Jo 6, 67-71

 

 

 

Comentando o Evangelho

Para vocês, quem sou eu?

O testemunho das palavras e dos gestos de Jesus faziam com que as pessoas fossem formando uma imagem dele. Há muitos séculos, o povo de Israel nutria, a esperança da chegada do Messias de Deus. E o identificava de muitas maneiras. Várias imagens eram projetadas em Jesus, que acabava sendo confundido com elas. Quem havia conhecido o testemunho fulgurante de João Batista, pensava que Jesus fosse a reencarnação do Batista. Outros projetavam nele a figura de Elias cuja volta era esperada no fim dos tempos, em conformidade com a profecia de Malaquias. De acordo com outra tradição, ele seria uma espécie de reencarnação do profeta Jeremias que desaparecera no Egito, sem deixar traços, dando margem para especulações.

 

As opiniões do povo interessavam a Jesus. Era preciso ajudá-lo a corrigir as imagens deturpadas sobre ele, para não virem a se decepcionar.

 

Entretanto, o interesse do Mestre era principalmente saber que imagem os discípulos faziam dele e de sua missão. Daí a pergunta: "Para vocês, quem sou eu?" Quando recebessem a missão de apóstolos, teriam a obrigação de transmitir uma imagem verdadeira de Jesus. Seria desastroso se pregassem uma falsa imagem e levassem o povo a nutrir esperanças enganosas a respeito dele. Por conseguinte, em primeiro lugar, precisavam ter um conhecimento correto de Jesus, antes de torná-lo conhecido. [Evangelho Nosso de Cada Dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Oração da assembleia (Liturgia Diária)

Para que o papa Bento 16 seja sinal de unidade e fortalecimento da Igreja, rezemos. Escutai nossa prece, Senhor.

Para que amemos sempre mais a Igreja com nossas orações e nossa ajuda, rezemos.

Para que as autoridades cumpram seu papel de atender às necessidades do povo, rezemos.

Para que as famílias busquem, no diálogo e na compreensão, a superação dos problemas, rezemos.

(Intenções próprias da Comunidade)

 

Oração sobre as Oferendas:

Aceitai, ó Deus, as oferendas do vosso povo em honra de são João Maria Vianney; e possamos receber a salvação pelo sacrifício que oferecemos em vossa honra. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

O filho do homem veio não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para a salvação de todos (Mt 20,28).

 

Oração Depois da Comunhão:

Recebemos, ó Deus, o vosso sacramento em memória de são João Maria Vianney; concedei que esta eucaristia se transforme para nós em alegria eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Para sua reflexão: Cesaréia de Filipe, povoado construída perto da nascente do Jordão por Herodes Filipe, em honra de Augusto, no ano 2 a.C. Hoje chama-se Bânias.  A confissão de Pedro tem raízes no Antigo Testamento, mas, com a fé cristã, adquire a plenitude do seu sentido: os discípulos e a Igreja afirmam a divindade de Jesus. Sendo uma revelação divina, Pedro ainda não tinha compreensão profunda do seu conteúdo. A Igreja designa a comunidade nova que Jesus vai edificar, na qual Pedro ocupa um lugar eminente. A promessa de Jesus inclui a vitória sobre o poder das portas do inferno, garantindo à comunidade dos discípulos a vitória sobre as forças do mal e a certeza de viver para sempre com Ele. Jesus promete a Pedro o poder de ligar e desligar, ou seja, de proibir ou permitir o acesso à comunhão com a comunidade cristã. Essa autoridade vem reforçada com a imagem das chaves do Reino do Céu, e o seu exercício pressupõe uma certa estrutura. Jesus rejeita a sugestão de Pedro, do mesmo modo que resistiu à tentação no deserto. Pedro estava a ser pedra de estorvo. De resto Jesus convida o discípulo a segui-lo. [Bíblia dos Capuchinhos]

 

 

São João Maria Vianney

 

 

João Maria Batista Vianney sem dúvida alguma se tornou o melhor exemplo das palavras profetizadas pelo apóstolo Paulo: "Deus escolheu os insignificantes para confundir os grandes". Ele nasceu em 08 de maio de 1786, no povoado de Dardilly ao norte de Lion, França. Seus pais, Mateus e Maria, tiveram sete filhos, ele foi o quarto. Gostava de freqüentar a Igreja e desde a infância dizia que desejava ser um sacerdote.


Vianney, só foi para a escola na adolescência, quando criaram uma na sua aldeia, que freqüentou por dois anos apenas, porque tinha de trabalhar no campo. Foi quando se alfabetizou e aprendeu a ler e falar francês, pois em sua casa se falava um dialeto regional. Para seguir a vida religiosa, teve enfrentar muita oposição de seu pai. Mas com a ajuda do pároco, aos vinte anos de idade, ele foi para o seminário de Écully, onde os obstáculos eram devido a sua falta de instrução.


Foram poucos os que vislumbraram a sua capacidade de raciocínio. Para os professores e superiores era considerado um rude camponês, que não tinha inteligência suficiente para acompanhar os companheiros nos estudos, especialmente de filosofia e teologia. Entretanto, era um verdadeiro exemplo de obediência, caridade, piedade e perseverança na fé em Cristo. Em 1815, João Maria Batista Vianney foi ordenado sacerdote. Mas com um impedimento: não poderia ser confessor. Não era considerado capaz de guiar consciências. Porém, para Deus ele era um homem extraordinário e foi através deste apostolado que o dom do Espírito Santo se manifestou sobre ele. Transformou-se num dos mais famosos e competentes confessores que a Igreja já teve.


Durante o seu aprendizado em Ecully, o Abade Malley havia percebido que ele era um homem especial e dotado de carismas de santidade. Assim, três anos depois, conseguiu a liberação para que pudesse exercer o apostolado plenamente. Foi então designado vigário geral na cidade de Ars-sur-Formans. Isto porque, nenhum sacerdote aceitava aquela paróquia do norte de Lion, que possuía apenas duzentos e trinta habitantes, todos não praticantes e afamados pela violência. Por isso, a igreja ficava vazia e as tabernas lotadas. Ele chegou em fevereiro de 1818, numa carroça, transportando alguns pertences e o que mais precisava seus livros. Conta a tradição que na estrada ele se dirigiu à um menino pastor dizendo: "Tu me mostraste o caminho de Ars: eu te mostrarei o caminho do céu". Hoje um monumento na entrada da cidade lembra este encontro.


Treze anos depois, com seu exemplo e postura caridosa, mas também severa, conseguiu mudar aquela triste realidade, invertendo a situação. O povo não ia mais para as tabernas, em vez disso lotava a igreja. Todos agora queriam se confessar, para obter a reconciliação e os conselhos daquele homem que eles consideravam um santo. Na paróquia fazia de tudo, inclusive os serviços da casa e suas refeições. Sempre em oração, comia muito pouco e dormia no máximo três horas por dia, fazendo tudo o que podia para os seus pobres. O dinheiro herdado com a morte do pai, gastou com eles.


A fama de seus dons e santidade correu entre os fiéis de todas as partes da Europa. Muitos acorriam para paróquia de Ars, com um só objetivo: ver o Cura e, acima de tudo, confessar-se com ele. Mesmo que para isto tivessem que esperar horas, ou dias inteiros, assim o local tornou-se um centro de peregrinações. O Cura de Ars, como era chamado, nunca pôde parar para descansar. Morreu serenamente, consumido pela fadiga, na noite de 04 de agosto de 1859, aos setenta e três anos de idade. Muito antes de ser canonizado pelo Papa Pio XI em 1925, já era venerado como Santo. O seu corpo incorrupto, se encontra na igreja da paróquia de Ars, que se tornou um grande Santuário de peregrinação. São João Maria Batista Vianney foi proclamado pela Igreja "padroeiro dos sacerdotes" e o dia de sua festa, em 04 de agosto, escolhido para celebrar o "dia do padre". [Paulinas]

 

 

 

Ser Padre[1]

 


Ser Padre é uma aventura gostosa
Viver entre espinhos e rosas
Sem nunca reclamar
Sua missão é viver contente
Aos males é resistente
Pronto a nos ajudar

Padre é aquele que perdoa
Que partilha os Sacramentos
Que anuncia a Boa-Nova
Que da massa é o fermento
Que denuncia as injustiças
Homem cheio de talento
Ser Padre é estar a serviço dos outros
Sem se preocupar com o tempo

Ser Padre é partilhar
O pão que é Jesus
Alimenta com a palavra
Mostrando esta luz
Que o amor está presente
Não morreu naquela cruz
Padre não caiu do céu
Também não nasceu de um ovo
Surge com muitas orações
Nasce do meio do povo
Vem de nossas famílias
Em Jesus um homem novo

Padre, pessoa de Deus
Porta voz de Jesus Cristo
Luta por todos os seus
Mesmo sem nunca ser visto
Homem de grande valor
Parabéns por tudo isto

Ser Padre:
É ser alegre e otimista
É ser sal e luz
É ajudar o irmão


É sentir o peso da cruz
É ser filho de Deus
É ser irmão de Jesus

 

 

O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus. (S.João Maria Vianney)

 



[1] Serviço de Animação Vocacional (www.sav.org.br)