Quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

IV Semana do Tempo Comum - Ano “C” (Ímpar) - 4ª Semana do Saltério (Livro III) - Cor Verde

 

Santos do Dia: André Corsini (bispo), Aquilino, Geminiano, Gelásio, Magno e Donato (mártires de Fossombrone), Aventino de Chartres (bispo), Aventino de Troyes (eremita), Catarina de Ricci (virgem), Eutíquio de Roma (mártir), Filéas (bispo), Filoromo e Companheiros (mártires), Gilberto de Limerick (bispo), Isidoro de Pelusium (abade), Joana de Valois (rainha, viúva, fundadora), João de Britto (jesuíta, mártir na Índia), José de Leonissa (capuchinho), Nicolau Estudita (abade), Nitardo de Corbie (monge, mártir), Obício de Brescia (monge), Remberto de Bremen (bispo), Teófilo, o Penitente, Vicente de Troyes (bispo), Vulgis de Lobbes (monge, bispo), Isabel Canoni Mora (religiosa, bem-aventurada), João Speed (mártir, bem-aventurado), Maria De Mattias (religiosa, bem-aventurada), Rabano Mauro (monge, bispo, bem-aventurado), Rodolfo Acquaviva, Francisco Pacheco, Carlos Spínola, Tiago Berthieu e Leão Inácio Magno (presbíteros, mártires, bem-aventurados), Simão de St.-Bertin (abade, bem-aventurado)

 

Antífona: Salvai-nos, Senhor nosso Deus, reuni vossos filhos dispersos pelo mundo, para que celebremos o vosso santo nome e nos gloriemos em vosso louvor. (Sl 105, 47)

 

Oração: Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: I Reis (1 Rs 2, 1-4.10-12)
A passagem do poder de Davi para Salomão

 

1Aproximando-se o fim da sua vida, Davi deu estas instruções a seu filho Salomão: 2"Vou seguir o caminho de todos os mortais. Sê corajoso e porta-te como um homem. 3Observa os preceitos do Senhor, teu Deus, andando em seus caminhos, observando seus estatutos, seus mandamentos, seus preceitos e seus ensinamentos, como estão escritos na lei de Moisés. E assim serás bem sucedido em tudo o que fizeres e em todos os teus projetos. 4Então o Senhor cumprirá a promessa que me fez, dizendo: `Se teus filhos conservarem uma boa conduta, caminhando com lealdade diante de mim, com todo o seu coração e com toda a sua alma, jamais te faltará um sucessor no trono de Israel'".

 

10E Davi adormeceu com seus pais e foi sepultado na cidade de Davi. 11O tempo que Davi reinou em Israel foi de quarenta anos: sete anos em Hebron e trinta e três em Jerusalém. 12Salomão sucedeu no trono a seu pai Davi e seu reino ficou solidamente estabelecido. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Vou seguir o caminho de todos os mortais

 

A fidelidade do rei como sinal e garantia do povo diante do seu Deus: eis a recomendação-testamento de Davi. Efetivamente, é grande o peso da mentalidade e do exemplo, dos projetos e das possibilidades concretas de realização de quem tem autoridade; paralelamente, é grande sua responsabilidade diante de Deus e dos homens. Um sacerdote, um educador; um cristão engajado e consciente disto, enfrenta sua tarefa com coragem, mas também com tremor. É verdade que, habitualmente, a história é escrita à luz dos documentos e ações dos poderosos: e a da Igreja não constitui exceção. Mas uma história mais verídica leva em conta cuidadosamente o povo, através do testemunho dos costumes, da prática religiosa, dos objetos de uso familiar e cultual. Que sabemos afinal da obscura fidelidade a Deus do povo da aliança, do Antigo como do Novo Testamento? Enquanto se sucediam como seus guias reis e sacerdotes, papas e pastores, ora bons, ora muito apegados ao dinheiro ou ao poder; os discípulos dos profetas, os pobres de Javé, os padres do deserto, os seguidores de são Francisco e as irmãs de caridade mantinham a fé na aliança e no evangelho e preparavam obscuramente um futuro melhor. Mas também vice-versa, que renovação, oculta e visível, de fé e de amor não trouxeram papas como são Pio X e João XXIII à Igreja e ao mundo! [Extraído do MISSAL COTIDIANO,  ©Paulus, 1997]

 

 

Cântico: 1Cr 29,10.11ab.11d-12a.12abcd (R/12b)

Dominais todos os povos, ó Senhor

 

Bendito sejais vós, ó Senhor Deus, Senhor Deus de Israel, o nosso pai. Desde sempre e por toda a eternidade!

 

A vós pertencem a grandeza e o poder toda a glória, esplendor e majestade.

 

A vós, Senhor, também pertence a realeza, pois sobre a terra, como rei, vos elevais! Toda glória e riqueza vêm de vós!

 

Sois o Senhor e dominais o universo, em vossa mão se encontra a força e o poder, em vossa mão tudo se afirma e tudo cresce!

 

 

Evangelho do Dia: Marcos (Mc 6, 7-13)

Os doze partiram e pregaram que todos se convertessem

 

Naquele tempo, 7Jesus chamou os doze, e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. 8Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. 9Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. 10E Jesus disse ainda: "Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. 11Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!" 12Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. 13Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo. Palavra da Salvação!

 

Essa passagem bíblica também está presente nos seguintes sinóticos Mt 10, 1.9-14; Lc 9, 1-6 (Missão dos Doze)

 

 

 

Comentando o Evangelho

Nunca desanimar

 

Desde o início, os apóstolos foram alertados para contar com contrariedades, no desenrolar da missão. Esta chamada de atenção foi importante para que não ficassem frustrados diante dos insucessos. Os apóstolos do Reino precisam ser realistas. A missão não está encerrada, só porque alguns se mostram refratários à pregação. A reação do após­tolo deve ser seguir adiante, sem deixar esmorecer seu zelo missionário.

 

Seria incorreto lançar impropérios contra os que não acolhem o missionário. Seria igualmente incorreto desejar para eles o castigo divino.

 

Foi o que aconteceu, quando os discípulos pediram que Jesus mandasse fogo do céu para consumir os samaritanos que não lhes deram acolhida. O Mestre, porém, proibiu-lhes todo tipo de represália.

 

Aconselhava-os, no entanto, a fazer um gesto simbólico, caso não fossem acolhidos: sacudir o pó das sandálias, em sinal de protesto. Era o que os judeus costumavam fazer, quando regressavam à Palestina, depois de terem tido contato com cidades pagãs. Esse gesto continha dois significados possíveis: os que se recusam a acolher os apóstolos assemelham-se aos pagãos, e não pertencem ao verdadeiro Israel; os após­tolos não têm mais responsabilidade quanto ao destino do povo daquelas cidades, cuja poeira não querem levar consigo.

 

Seguindo em frente, os apóstolos recomeçam a mis­são, sem nunca desanimar.  [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Pe. Jaldimir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

 

 

São João de Brito

Após viver uma infância principesca na corte portuguesa, optou pelo hábito da Companhia de Jesus. Deu adeus ao luxo da casa de seu pai, governador do Rio de Janeiro para viver evangelicamente aos 26 anos de idade, embarcando para Goa, que durante muito tempo foi a sede da Índia Ocidental. Lá completou seus estudos e então partiu para Malabar onde iniciou um trabalho de evangelização por 15 anos. Muito humilde, gostava de aprender com os amigos, estudou a língua, hábitos e costumes do povo. Em contrapartida os hindus apreciavam-no muito e por sua docilidade muitos se convertiam ao cristianismo. Depois retornou à Europa apenas para arrebanhar mais missionários para ajudá-lo no trabalho desenvolvido e retornou a Malabar. Mas nesses tempos houve um bárbaro levante de brâmanes. Revoltados os "sacerdotes" hindus queimavam igrejas e casas dos cristãos. São João de Brito foi preso e logo após ter as mãos e os pés cortados, foi degolado. Antes de morrer escreveu: "Agora espero padecer a morte por meu Deus e Senhor"

 

A arte de viver consiste em entender que em todas as coisas está

uma recordação do paraíso. (Phil Bosmans)

 

 

 Eu te darei o dizimo de tudo que me deres. (Gn 28,22)