Quinta-feira, 3 de março de 2011

Oitava Semana do Tempo Comum, Ano “A”, 4ª Semana do Saltério, Livro III, cor, Litúrgica Verde

 

Hoje: Dia do Meteorologista

 

Santos: Adolfo de Osnabrück (monge, bispo), Ardano de Tournus (abade), Bento de Aniane (abade, eremita), Calógero de Ravena (bispo), Castrense de Cápua (bispo), Gregório II (papa), Jonas de Demeskenyanos (eremita), Lázaro de Milão (bispo), Lúcio (bispo de Adrianópolis) e Companheiros (mártires), Pascoal I (papa), Saturnino, Dativo, Félix, Ampélio e Companheiros (mártires),Severino de Agaunum (abade), Teodora (imperatriz), Isabel Salviati (monja camaldulense, bem-aventurada), Heloísa de Coulombs (virgem, bem-aventurada).

 

Antífona: O Senhor se tornou o meu apoio, libertou-me da angústia e me salvou porque me ama. (Sl 17,19-20)

 

Oração: Fazei, ó Deus, que os acontecimentos deste mundo decorram na paz que desejais e vossa igreja vos possa servir alegre e tranquila. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Eclesiástico (Eclo 42,15-26)

Como são desejáveis todas as suas obras

 

15Vou recordar as obras do Senhor, vou descrever aquilo que vi. Pelas palavras do Senhor foram feitas as suas obras, de acordo com a sua vontade realizou-se o seu julgamento. 16O sol brilhante contempla todas as coisas, e a obra do Senhor está cheia da sua glória. 17Os santos do Senhor não são capazes de descrever todas as suas maravilhas. O Senhor todo-poderoso as confirmou, para que tudo continuasse firme para sua glória. 18Ele sonda o abismo e o coração, e penetra em todas as suas astúcias. 19Pois o Altíssimo possui toda a ciência e fixa o olhar nos sinais dos tempos; Ele manifesta o passado e o futuro e revela as coisas ocultas. 20Nenhum pensamento lhe escapa e nenhuma palavra lhe fica escondida. 21Pôs em ordem as maravilhas da sua sabedoria, pois só Ele existe antes dos séculos e para sempre. 22Nada lhe foi acrescentado, nada tirado, e Ele não precisa de conselheiro algum. 23Como são desejáveis todas as suas obras brilhando como centelha que se pode contemplar! 24Tudo isso vive e permanece sempre, e em todas as circunstâncias tudo lhe obedece. 25Todas as coisas existem aos pares, uma frente à outra, e Ele nada fez de incompleto: 26uma coisa completa a bondade da outra, quem, pois, se fartará de contemplar a sua glória? Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

A obra do Senhor está cheia da sua glória

 

Os “sinais dos tempos” a que somos mais sensíveis não são as maravilhas da criação exaltadas neste trecho, embora sejam elas fonte sempre inexplorada de imenso prodígio. Somos mais sensíveis ao lugar que ocultamos no mundo e ao poder criador de que dispomos, mas ligados a um Deus que se revela na história, à medida que o homem progride e toma consciência do próprio poder sobe o criado. [Missal Cotidiano, Paulus]

 

 

Salmo: Sl Sl 32,2-3. 4-5. 6-7. 8-9 (R. 6a)

A palavra do Senhor criou os céus

 

2Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o! 3Cantai para o Senhor um canto novo, com arte sustentai a louvação!

 

4Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. 5Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça.

 

6A palavra do Senhor criou os céus, e o sopro de seus lábios, as estrelas. 7Como num odre junta as águas do oceano, e mantém no seu limite as grandes águas.

 

8Adore ao Senhor a terra inteira, e o respeitem os que habitam o universo! 9Ele falou e toda a terra foi criada, ele ordenou e as coisas todas existiram.

 

 

Evangelho: Marcos (Mc 10,46-52)

    Cura do cego de Jericó

Naquele tempo: 46Jesus saiu de Jericó, junto com seus discípulos e uma grande multidão. O filho de Timeu, Bartimeu, cego e mendigo, estava sentado à beira do caminho. 47Quando ouviu dizer que Jesus, o Nazareno, estava passando, começou a gritar: 'Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!' 48Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava mais ainda: 'Filho de Davi, tem piedade de mim!' 49Então Jesus parou e disse: 'Chamai-o'. Eles o chamaram e disseram: 'Coragem, levanta-te, Jesus te chama!' 50O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus. 51Então Jesus lhe perguntou: 'O que queres que eu te faça?' O cego respondeu: 'Mestre, que eu veja!' 52Jesus disse: 'Vai, a tua fé te curou'. No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho. Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Mc 8,22-26; Mt 9,27-31; 20,29-34; Lc 18,25-43; Jo 9,1-41

 

Comentando o Evangelho

O último milagre

 

A cura do cego de Jericó foi o último milagre de Jesus a caminho de Jerusalém, onde lhe estava reservado um destino de sofrimento e morte. O esmoler, sentado à beira do caminho, recebeu a ajuda mais preciosa que poderia imaginar: o dom da visão. Nada do que, até então, lhe havia sido dado podia comparar-se com o presente recebido do Messias Jesus.

 

Apesar de cego, Bartimeu revelava seu esforço para não se deixar escravizar pelas trevas causadas por sua deficiência física. O primeiro sinal desse seu esforço foi a capacidade de “ouvir os passos de Jesus de Nazaré”. Soube reconhecer, sem duvidar, quem estava passando, porque alimentava, no seu interior, a certeza de que haveria de ser curado. A cegueira não foi suficiente para fazer dele um pessimista. O segundo sinal foi sua gritaria insistente, que ninguém conseguia abafar. Quanto mais mandavam que se calasse, tanto mais ele gritava para fazer valer o seu direito de ser beneficiado pelo Messias. O terceiro sinal corresponde a seu gesto decidido: quando lhe disseram que Jesus o estava chamando, deu um salto, pôs-se em pé e foi a encontro dele, como se já estivesse vendo. O quarto sinal corresponde à maneira pronta e exata com que respondeu à pergunta do Mestre: “Senhor, que eu veja!” As palavras de Jesus revelaram que o cego esmoler foi motivado por uma grande fé. [Missal Cotidiano, Paulus]

 

Oração da Assembleia (Liturgia Diária)

 

-A fim de que a Igreja seja sinal de libertação das cegueiras do mundo, rezemos. Atendei nossa prece, Senhor.

-A fim de que saibamos reconhecer nos pequenos gestos a presença de Deus, rezemos.

-A fim de que os doentes sejam libertos de seus males e acolhidos pela família, rezemos.

-A fim de que sempre surjam novos seguidores de Jesus, rezemos.

-A fim de que as pessoas com deficiência visual sejam atendidas pela sociedade, rezemos.

(Outras intenções)

 

Oração sobre as Oferendas:

Ó Deus, que nos dais o que oferecemos e aceitais nossa oferta como um gesto de amor, fazei que os vossos dons, nossa única riqueza, frutifiquem para nós em prêmio eterno. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos, diz o Senhor. (Mt 28,20)

 

Oração Depois da Comunhão:

Tendo recebido o pão que nos salva, nós vos pedimos, ó Deus, que este sacramento, alimentando-nos na terra, no faça participar da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor!  

 

 

Santo Inocêncio de Berso

 

Filho de camponeses, Pedro e Francisca Scalninóni, recebeu no batismo o nome de João. Com apenas 3 meses de idade seu pai faleceu. Freqüentou o colégio em Levere, foi aceito por Dom Verzéri no seminário diocesano de Bréscia em 2 de Junho de 1876 aos 32 anos de idade e foi ordenado padre. Foi enviado a Cevo como coadjutor de um santo pároco. Totalmente desapegado ás coisas materiais, caridoso, confessor incansável, assistente dos enfermos e humildade em suas pregações, exerceu o cargo de vice-diretor do seminário em Bréscia, mas não contente com este trabalho retornou a Verzo. Após ter superado a muitas dificuldades, entrou para a Ordem dos Capuchinhos, vestindo o hábito em 1874 (aos 30 anos de idade) recebendo o nome de Frei Inocêncio de Berzo. Mesmo assim não conseguia descobrir bem sua missão. Esteve em Albino, depois no convento da Anunciação como vice-mestre dos noviços. Em 1880 (36 anos de idade) foi designado para fazer as revistas dos franciscanos em Milão. Foi para Crema , retornou novamente ao convento da Anunciação onde seu espírito finalmente encontrou seu espaço: desejava ser santo a todo custo. Passou a ocultar-se, a sacrificar-se, a penitenciar-se, esquecer-se, anular-se, com horas prolongadas de oração, executando os cargos mais humildes do ministério e depois a pedir esmolas para o convento.

 

 

A caminho da Páscoa do Senhor

Dom Nelson Westrupp, scj, Bispo Diocesano de Santo André - SP

 

A Quaresma, com início na Quarta-feira de Cinzas, é um tempo litúrgico muito importante para a nossa caminhada cristã. Ajuda as pessoas e as comunidades eclesiais a se prepararem dignamente para a celebração da Páscoa do Senhor.

 

O período quaresmal é tempo sobremaneira apropriado à conversão de vida e à renovação interior. Aliás, não há Quaresma sem conversão. Converter-se é separar-se do mal e voltar-se para o bem. É mudar radicalmente de vida e de critérios. A conversão radical insere-se no coração da vida. Exige gestos concretos de amor e de misericórdia, de partilha fraterna e de justiça. Podemos dizer que o cristão é um convertido em estado de conversão, pois a conversão dura, enquanto perdurar nosso peregrinar neste mundo.

 

Converter-se é procurar viver todos os dias a “vida nova”, da qual Cristo nos revestiu, transformando-nos Nele, para fazer um só corpo com Ele e com os irmãos.

 

Há em nós atitudes que devem morrer. Converter-se cada dia exige morrer aos poucos, sepultar-nos com Cristo para ressuscitarmos com Ele.

 

O amor de Deus chama-nos à conversão, a renunciar a tudo o que Dele nos afasta. O que mais nos afasta de Deus é o pecado. Pecar é estar no lugar errado, longe da amizade e da graça de Deus.

 

A conversão quaresmal significa, portanto, crescer na prática das virtudes cristãs. Somos sempre catecúmenos em formação permanente, progredindo no conhecimento e no amor de Cristo.

 

Ao longo da Quaresma, somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, entrando em comunhão com os seus sofrimentos, tornando-nos semelhantes a Ele na Sua morte, para alcançarmos a Ressurreição dentre os mortos (cf. Fl 3, 10-11). Isso exige uma transformação profunda pela ação do Espírito Santo, orientando nossa vida segundo a vontade de Deus, libertando-nos de todo egoísmo, superando o instinto de dominação sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo (cf. Bento XVI, Mensagem da Quaresma 2011).

 

O período quaresmal é ainda tempo favorável para reconhecermos a nossa fragilidade, abeirando-nos do trono da graça, mediante uma purificadora confissão de nossos pecados (cf. Hb 4, 16). Na Igreja “existem a água e as lágrimas: a água do Batismo e as lágrimas da penitência” (Santo Ambrósio). Vale a pena derramar essas lágrimas, através de uma boa confissão sacramental.

 

Jesus convida à conversão. Este apelo é parte essencial do anúncio do Reino: “Convertei-vos e crede na Boa-Nova” (Mc, 1, 15).

 

O itinerário quaresmal é um convite à prática de exercícios espirituais, às liturgias penitenciais, às privações voluntárias como o jejum e a esmola, à partilha fraterna e às obras de caridade (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1438). É igualmente um tempo forte de escuta mais intensa da Palavra de Deus e de oração mais assídua.

 

Quanto mais fervorosa for a prática dos exercícios quaresmais, maiores e mais abundantes serão os frutos que colheremos e hauriremos do Mistério de nossa redenção.

 

Também a vivência da Campanha da Fraternidade ajuda a fazermos uma boa preparação para a Páscoa. A CNBB propõe para este ano o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta”, e como Lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8, 22).

 

Maria Santíssima, Mãe do Redentor, guie-nos neste itinerário quaresmal, caminho de conversão ao encontro pessoal com Cristo ressuscitado.

 

Com o coração voltado para Cristo, vencedor da morte e do pecado, vivamos intensamente o período santo e santificador da Quaresma. ter uma vida melhor. [CNBB]

 

Dia do Meteorologista

 

Aristóteles, filósofo grego, registrou as primeiras descobertas da prática da meteorologia, onde esta passou a ser conhecida e utilizada como definição de tudo aquilo que acontece no céu. Esses registros aparecem na obra “Meteorológica”, produzida 340 a.C.

 

A Organização Meteorológica Internacional (OMI), foi fundada em 1873, em Viena, na Áustria, durante a realização do 1º Congresso Internacional de Meteorologia.

 

A meteorologia é importante para nossas vidas, pois através dela os estudiosos conseguem fazer previsão do tempo, de possíveis acidentes e evitar catástrofes como enchentes, maremotos, tufões, tornados, dentre outros.

 

Através de estudos científicos, esses profissionais conseguiram desenvolver aparelhos próprios, que transmitem informações via satélite. Com isso, chegaram a atingir maior precisão para repassar essas informações às populações, através dos jornais escritos e televisivos.

 

Esses aparelhos estão espalhados por todo território nacional, além de serem dispostos em pontos estratégicos como navios e aviões, pois dessa forma conseguem informações da meteorologia em todo o mundo.

 

Os profissionais que atuam nessa área costumam desenvolver pesquisas abordando as mudanças climáticas, poluição do ar e suas consequências, frentes frias e quentes, formação das nuvens, mudanças climáticas, furacões, tempestades. Nessa área utilizam conhecimentos da matemática e da física, buscando entender as variações do clima, da temperatura e das alterações ocorridas na atmosfera. [Por Jussara de Barros, Equipe Brasil Escola]

 

 

Aconteceu no dia 3 de março:

1974:  Líderes da Igreja Católica Apostólica Romana e do Luteranismo chegam a um acordo para uma eventual reconciliação, realizando o primeiro acordo entre as duas igrejas desde a Reforma Protestante

 

 

Quem só pensa em si não tem tempo para ser livre para os outros. (Frei Neylor Tonin)