Quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Tempo do Natal, Ano “A” 1ª Semana do Saltério (Livro I), cor Litúrgica Branca
No princípio e antes dos séculos, o Verbo era Deus e dignou-se nascer para salvar o mundo. (Jo 1,1)
Hoje: Santo Nome de Jesus (Memória Facultativa)
Santos: Antero (papa, mártir), Bertila de Marolle (viúva), Blitmundo de Bobbio (abade), Daniel de Pádua (diácono, mártir), Florêncio de Viena (bispo, mártir), Genoveva (virgem, Padroeira de Paris), Gordino da Capadócia (mártir), Melário da Bretanha (mártir), Pedro Balsam (mártir de Aulana), Quirino, Primo e Teógenes (mártires de Cízico), Teopempto (bispo da Nicomédia) e Teonas (mártires), Zósimo e Atanásio (mártires da Cilícia), Ciríaco Elias Chávara (presbítero, bem-aventurado), Eduardo Coleman (mártir, bem-aventurado) , José Maria Tommasi (cardeal, bem-aventurado)
Oração: Ó Deus, pelo nascimento do vosso Filho, iniciastes maravilhosamente redenção do vosso povo. Concedei a vossos servos e servas uma fé tão firme, que nos deixemos conduzir por ele e cheguemos à glória prometida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura: I Carta de São João (1Jo 2, 29-3,6)
Em Jesus Cristo a humanidade é convidada a mudar de vida
Caríssimos, 29já que sabeis que ele é justo, sabei também que todo aquele que pratica a justiça nasceu dele. 3,1Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai. 2Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é. 3Todo o que espera nele, purifica-se a si mesmo, como também ele é puro. 4Todo o que comete pecado, comete também a iniqüidade, porque o pecado é a iniqüidade. 5Vós sabeis que ele se manifestou para tirar os pecados e que nele não há pecado. 6Todo aquele que peca mostra que não o viu, nem o conheceu. Palavra do Senhor!
Comentando a I Leitura
Aquele que permanece nele não peca
A situação do cristão tem dois aspectos sobre os quais se articula o equilíbrio dinâmico de sua vida: como filho de Deus não pode ignorá-lo ou recusá-lo, vive em contínua tensão em busca da perfeita comunhão com ele, a qual se realizará na vida futura. Mas enquanto permanece nesta carne mortal, está em contínua possibilidade de pecar (1Jo 1, 8-10). O amor infinito do Pai não o tira do perigo do pecado, “que é violação da lei” (v. 4), e compele a vontade a uma contínua opção entre o bem e o mal: Deus, que quer a nossa salvação, exige nossa cooperação. “Aquele que te criou sem ti, não pode salvar-te sem ti”, disse Santo Agostinho. O que sustenta o fiel nesta luta e o torna livre do pecado (v.6), é a esperança de que quando Cristo se manifestar, “seremos semelhantes a ele, porque o veremos como ele é” (v.2): verdadeiro “Filho de Deus” (cf. Jo 1, 14; 17, 5-24) (Missal Cotidiano, ©Paulus, 1997)
Salmo: 97(98), 1.3cd-4.5-6 (R/.3a)
Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus
Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.
Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!
Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa e da citara suave! Aclamai, com os clarins e as trombetas, ao Senhor, o nosso rei!
Evangelho: João (Jo 1, 29-34)
29No dia seguinte, João viu Jesus aproximar-se dele e disse: "Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim, 31Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel".
32E João deu testemunho, dizendo: "Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. 33Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou batizar com água me disse: 'Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo'. 34Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!" Palavra da Salvação!
Comentário o Evangelho
O Messias reconhecido
A atividade frenética do Batista, às margens do Jordão, não o fez perder a consciência de sua missão. No afluxo de penitentes à procura do batismo, ele se deu conta da presença do Messias Jesus. Por isso, advertiu a multidão para a presença do Cordeiro de Deus, enviado para abolir o pecado do mundo.
A situação do batismo de Jesus estava carregada de evocações. Sua
exclamação lembrava o cordeiro pascal. As águas do Jordão recordavam o mar
Vermelho. A eliminação do pecado do mundo aproximava Jesus de Moisés, condutor
do povo de Israel para a terra prometida. Tudo isso servia para alertar a
multidão acerca da presença do Messias.
João só reconheceu Jesus, por que movido pelo Pai, uma vez que já
tinha declarado, por duas vezes, não ter um conhecimento prévio do Messias.
Para não se enganar na identificação do Messias, João colocou-se numa atitude
de contínuo discernimento. Teria sido desastroso um falso reconhecimento e a
conseqüente atribuição do título de Cordeiro de Deus à pessoa indevida. João,
ao contrário, não titubeou quando viu Jesus diante de si. Seu testemunho foi
firme, pois estava certo de não ter sido induzido ao erro. Diante dele, estava,
realmente, o Filho de Deus. Foi o Pai quem lhe revelara a identidade do Filho,
e o movera a reconhecê-lo publicamente. (O
EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulinas)
Santíssimo Nome de Jesus
A devoção ao Santíssimo Nome de Jesus, já arraigada na Igreja desde os seus alvores, foi pregada e inculcada de modo particular por São Bernardo, por São Bernardino de Sena e pelos Franciscanos, os quais difundiram pequenos quadros trazendo as letras do Nome de Jesus. Em Camaiore di Luca, na Itália, começou-se a celebrar a festa, depois de aprovada para a Ordem dos Franciscanos (1530), e sob o pontificado de Inocêncio XIII (1721), estendida a toda a Igreja. O próprio Deus revelou o Nome a ser imposto ao Verbo Encarnado, para significar a sua missão de Salvador do gênero humano. O Santíssimo Nome de Jesus é o divino poema que exprime da maneira mais sublime, o que pôde encontrar a sabedoria e a misericórdia divinas, para salvar a humanidade decaída. É um nome grande e eterno, poderoso e terrível, vitorioso e misericordioso, o único que nos pode salvar. É melodia para o ouvido, cântico para os lábios e alegria para o coração... "Ilumina, conforta e nutre; é luz, remédio e alimento" (São Bernardo). Jesus é o mais fiel amigo da alma; é o benfeitor mais generoso, que por ela se imola sobre o altar, por ela entrega-se sem reservas e se oferece em alimento e sustento. É o advogado mais poderoso, que cuida incessantemente de seus interesses junto do Pai; é "título de eterna predestinação". Nutramos o mais terno amor pelo Nome de Jesus, tenhamos nele a mais total confiança, por ele o mais profundo respeito, para ele o canto mais sublime. Invoquemo-lo nas tentações, nas provas e nos perigos e pronunciemo-lo freqüentemente durante o dia. Ao lado do Nome de Maria, seja a primeira palavra da manhã e a derradeira da tarde. (www.asj.org.br)