Quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Vigésima Primeira Semana do Tempo Comum, 1ª do Saltério (Livro III),  cor Litúrgica Verde

 

Hoje: Dia do Feirante e Dia do Soldado

 

Santos: Luís de França (1270), José de Calazans (1648), Patrícia, Ponciano, Vicente, Peregrino, Bem-Aventurado Genésio, Gregório. 

 

Antífona: Inclinai, Senhor, o vosso ouvido e escutai-me; salvai, meu Deus, o servo que confia em vós. Tende compaixão de mim, clamo por vós o dia inteiro. (Sl 85, 1-3)

 

Oração: Ó Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num só desejo, dai ao vosso povo amar o que ordenais e esperar o que prometeis, para que, na instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: 2ª Carta de Paulo as Tessalonicenses (2Ts 3, 6-10.16-18)
São Paulo deu exemplo com sua própria vida

 

6Nós vos ordenamos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos afasteis de todo irmão que se comporta de maneira desordenada e contrária à tradição que de nós receberam. 7Bem sabeis como deveis seguir o nosso exemplo, pois não temos vivido entre vós na ociosidade.

 

8De ninguém recebemos de graça o pão que comemos. Pelo contrário, trabalhamos com esforço e cansaço, de dia e de noite, para não sermos pesados a ninguém. 9Não que não tivéssemos o direito de fazê-lo, mas queríamos apresentar-nos como exemplo a ser imitado. 10Com efeito, quando estávamos entre vós, demos esta regra: "Quem não quer trabalhar também não deve comer".

 

16Que o Senhor da paz, ele próprio, vos dê a paz, sempre e em toda a parte. O Senhor esteja com todos vós. 17Esta saudação é de meu próprio punho, de Paulo. Assim é que assino todas as minhas cartas; é a minha letra. 18A graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos vós. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a 1ª Leitura

Quem não quer trabalhar, também não deve comer

 

A espera da vinda do Senhor não é desculpa para alguém se alienar dos esforços da vida profissional, eclesial e política.  Esperar o Senhor que vem quer dizer sacrifício e presença contínua para fazer-se tudo a todos na caridade (1Ts 1,3), a fim de que todos possam participar na mesma festa libertadora de Cristo ressuscitado. À imitação de Paulo, todo cristão deve estar em condição de dar sua vida, para que o homem não mais seja vítima do homem. Essa disposição implica em encontrar na morte e ressurreição de Cristo a força para se tornar disponível de diversas maneiras: em nós mesmos, no trabalho, na família, na comunidade cristã.  [COMENTÁRIO BÍBLICO, ©Edições Loyola, 1999]

 

 

Salmo Responsorial: 127(128), 1-2.4-5 (R/.cf. 1a) 
Felizes todos que respeitam o Senhor!

 

1Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! 2Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem!

 

4Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. 5O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida.

 
 

Evangelho: Mateus (Mt 23, 27-32)
Sepulcros caiados

 

Naquele tempo, disse Jesus: 27"Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! 28Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça.

 

29Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós construís sepulcros para os profetas e enfeitais os túmulos dos justos, 30e dizeis: 'Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas'. 31Com isso, confessais que sois filhos daqueles que mataram os profetas. 32Completai, pois, a medida de vossos pais!" Palavra da Salvação!

 

 

Contexto: Condenação do Farisaísmo: mc 12, 38-40; Lc 11, 39-52; 20, 45-47

 

 

Comentando o Evangelho

As aparências enganam

 

O modo de vida dos mestres da Lei e dos fariseus era falso. O que realmente eram passava despercebido, pois que se apresentavam carregados de méritos e de virtudes. Jesus não se deixou impressionar por isto. Pelo contrário, decididamente desmascarou a fragilidade das aparências. A máscara de homens justos e sábios escondia uma gama de hipocrisias e iniquidades. Suas vítimas primeiras eram as pessoas ingênuas e de boa-fé.


Jesus se dava conta disto, comparando a contradição entre o que eles ensinavam e o que faziam; ou seja, seus ensinamentos não eram acompanhados pela prática da justiça. Detectava, também, uma deformação por parte dos mestres da Lei e fariseus: estes seguiam as trilhas abertas por seus antepassados os quais, em sua maldade, eliminaram os profetas que, por inspiração divina, denunciavam as injustiças. Eram seus sucessores, e seu comportamento não era diferente. Também eles se levantariam contra aquele que lhes estava denunciando a maldade, e o eliminariam.

 

Jesus não tinha dúvida quanto à reação que sua denúncia haveria de suscitar, contra si mesmo e contra os seus discípulos. A liberdade com que desmascarava os que se consideravam baluartes da fé, não ficaria sem resposta. Apesar de serem merecidas as denúncias feitas contra os mestres da Lei e os fariseus, estes haveriam de preferir eliminar quem os denunciava a se converterem.  [Evangelho Nosso de Cada Dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: Os judeus pintavam os túmulos de branco para que, sendo vistos, não fossem tocados, evitando, assim, os ritos de purificação próprios para tais casos. Jesus utiliza o contraste entre o asseio exterior e os vestígios da morte no interior dos sepulcros como lição contra o farisaísmo. O v.32 é uma expressão irônica, que visa provavelmente a morte de Jesus. (Bíblia dos Capuchinhos)

 

 

 

São José de Calazans

 

 

Ordenou-se sacerdote aos 28 anos, em sua terra natal, e depois foi para onde começou sua grande dedicação à educação de crianças pobres. Fundou a primeira escola em 1597, a qual, em 1621, deu origem à congregação dos Clérigos Pobres da Mãe de Deus. Tal fundação logo se difundiu por todo o mundo, chegando a Itália, a Alemanha, a Boêmia e a Polônia.

 

A grande provação de sua vida foi quando, por inveja, seus próprios coirmãos o acusaram de incapacidade de governar a sua congregação. Foi obrigado a ver sua obra esfacelar-se, e seu lugar foi substituído por um visitador, uma espécie de interventor da Santa Sé. Mesmo assim, manteve-se confiante em Deus, conseguindo fazer com que sua obra ressurgisse das cinzas.

 

São José Calasanz morreu aos 90 anos, em 1648, e somente oito anos depois seu Instituto foi aprovado pelo papa Alexandre VI. Ele é o padroeiro dos cabeleireiros.


 

Ninguém é feliz quando é isolado.

(Segismundo Paulik)