Quarta-feira, 25 de maio de 2011

Quinta Semana  da Páscoa e 1ª do Saltério (Livro II),  cor Litúrgica Branca

 

Hoje: Dia do Industrial, dia da Costureira, dia do Massagista e dia Nacional da Adoção, dia da África.

 

Santos: Gregório VII (papa, memória facultativa), Beda, "o Venerável" (presbítero beneditino e doutor da Igreja, memória facultativa), Urbano I (papa e mártir), Dionísio (bispo de Milão), Zenóbio (bispo de Florença), Adelmo (monge beneditino, Bispo de Sherborne), Madalena Sofia Barat (fundadora da Congregação das Damas do Sagrado Coração de Jesus, virgem), Leão (ou Lyé, abade), Genádio (Bispo de Astorga), Clarito, João de Cetina e Pedro de Dueñas (mártires franciscanos, 1ª Ordem).

 

Antífona: Que o vosso louvor transborde de minha boca; meus lábios exultarão, cantando de alegria, aleluia! (Sl 70,8.23)

 

Oração: Ó Deus, que amais e restituís a inocência, orientai para vós os nossos corações, para que jamais se afastem da luz da verdade os que tirastes das trevas da descrença. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Atos (At 15, 1-6)

Decidiram que Paulo e Barnabé fossem à Jerusalém

 

Naqueles dias, 1chegaram alguns da Judéia e ensinavam aos irmãos de Antioquia, dizendo: "Vós não podereis salvar-vos, se não fordes circuncidados, como ordena a lei de Moisés". 2Isto provocou muita confusão, e houve uma grande discussão de Paulo e Barnabé com eles. Finalmente, decidiram que Paulo, Barnabé e alguns outros fossem a Jerusalém, para tratar dessa questão com os apóstolos e os anciãos. 3Depois de terem sido acompanhados pela comunidade, Paulo e Barnabé atravessaram a Fenícia e a Samaria. Contaram sobre a conversão dos pagãos, causando grande alegria entre todos os irmãos. 4Chegando a Jerusalém, foram recebidos pelos apóstolos e os anciãos, e narraram as maravilhas que Deus tinha realizado por meio deles. 5Alguns, dos que tinham pertencido ao partido dos fariseus e que haviam abraçado a fé, levantaram-se e disseram que era preciso circuncidar os pagãos e obrigá-los a observar a lei de Moisés. 6Então, os apóstolos e os anciãos reuniram-se para tratar desse assunto. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a Leitura

Contaram-lhe tudo o que Deus fizera por meio deles 

 

Paulo põe à testa da Igreja grupos de anciãos, a fim de a governarem colegialmente. Sua preocupação não é tanto de caráter organizativo-hierárquico, mas sobretudo de ordem eclesial e de comunhão. De fato, a instituição de um grupo de anciãos corresponde a uma praxe judaica. No caso de Paulo, porém, os anciãos não são eleitos pela comunidade, mas designados pelo Apóstolo. E isto não por preocupação ou fins “dirigistas”, mas para garantir a comunhão e vinculação com a Igreja universal.

 

Por outro lado, a constituição de uma hierarquia “local” é sinal de grande respeito à autonomia das diversas comunidades, das quais não se pretende a sujeição a um governo centralizado, enquanto se oferece o instrumento que assegure o laço de uma fé comum e de uma disciplina favorecedora do encontro e do diálogo. Por este vínculo com a Igreja universal, a Igreja local vence a tentação do individualismo e particularismo. A hierarquia, por força de sua origem, torna-se sinal de comunhão e servido de caridade. [Extraído do MISSAL COTIDIANO  ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 121 (122), 1-2.3-4a.4b-5 (R/. Cf.1)
Que alegria quando ouvi que me disseram: vamos à casa do Senhor!

 

Que alegria quando ouvi que me disseram: "Vamos à casa do Senhor!" E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas.

 

Jerusalém, cidade bem edificada num conjunto harmonioso; para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor.

Para louvar, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. A sede da justiça lá está e o trono de Davi.

 

Evangelho: João (Jo 15, 1-8)

Eu sou a videira e vós os reamos

 

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1"Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. 2Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. 3Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei. 4Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim. 5Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. 6Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. 7Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. 8Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos tomeis meus discípulos". Palavra da Salvação!

 

 

Comentário o Evangelho

Sem mim, nada podeis fazer!

 

Servindo-se da imagem da videira, Jesus tira uma série de conclusões em relação ao discipulado cristão. Este pode ser definido como vida de comunhão com Jesus, sob o olhar amoroso do Pai, seu grande promotor, que propicia o relacionamento entre o Mestre e seus discípulos.


A ação do Pai compara-se à do agricultor que planta a vinha e dela cuida com carinho. Arranca os ramos secos, por serem estéreis, e poda os demais para que produzam maior quantidade de frutos. Da mesma forma, o Pai afasta para longe do Filho os maus discípulos, os que se recusam a dar testemunho de amor e não se empenham para fazer o Reino acontecer na História. Já os bons discípulos são motivados a cada vez produzirem mais frutos, mesmo que para isso tenham de ser podados. A poda, neste caso, poderia ser comparada à "limpeza" que elimina o que os impede de dar um testemunho autêntico, os resquícios de egoísmo, de maldade, de inveja e de sentimentos afins.


O Pai cuida para que o discípulo permaneça unido a Jesus. Com isto, sente-se glorificado. Só assim é possível produzir frutos de amor e de justiça. Sozinho, será incapaz de dar muitos frutos como o Pai deseja; com Jesus, dará frutos que permanecem. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997]

 

Oração da assembleia (Deus Conosco)

Para que o povo de Deus seja autêntica vinha do Senhor, rezemos ao bom Deus. Senhor fazei-nos fiéis ao vosso Reino!

Para que nossas Comunidades vivam firmemente o evangelho e transbordem a verdade do Reino, rezemos ao bom Deus.

Pelos cristãos que passam por dificuldades e não podem manifestar sua fé com plena liberdade, rezemos ao bom Deus.

Por todos nós, para que nos despertemos todos os dias para os valores do Reino do céu, rezemos ao bom Deus.

(Intenções próprias da comunidade)

 

Oração sobre as Oferendas:

Concedei, ó Deus, que sempre nos alegremos por estes mistérios pascais, para que nos renovem constantemente e sejam fonte de eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Ressuscitou e manifestou-se a nós o Senhor que nos remiu com seu sangue, aleluia!

 

Oração Depois da Comunhão:

Ouvi, ó Deus, as nossas preces, para que o intercâmbio de dons entre o céu e a terra, trazendo-nos a redenção, seja um auxílio para a vida presente e nos conquiste a alegria eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Para sua reflexão: A união e counhão do crente com Jesus é indispensável para poder dar fruto. Esta união ou permanência com ele realiza-se por meio do seu amor e é fonte de plenitude de sua alegria. Jesus quer seguidores alegres que vivam o amor. João apresenta esse amor-modelo de Jesus no meio dos dois versículos que repetem a mesma mensagem: meu mandamento é “amai-vos uns aos outros, como eu vos amo” (12, 17). Quando uma pessoa ama verdadeiramente está disposta aos maiores sacrifícios, a que se apresentem falha humanas. [Bíblia Ave-Maria, Novo Testamento, Edição de Estudo].

 

 

São Gregório VII

 

São Gregório VII era de família humilde. Nasceu na Toscana em 1028. Chamava-se Hildebrando. Ao ser eleito papa, tomou o nome de Gregório VII. Seu pontificado foi marcado pela luta contra a simonia e contra a intromissão do poder civil na nomeação dos bispos, abades e dos próprios pontífices. Lutou incansavelmente pela restauração da disciplina eclesiástica. Em 1075 escrevia ele ao amigo São Hugo, abade de Cluny: Estou cercado de uma grande dor e de uma tristeza universal, porque a Igreja Oriental deserta da fé; e se olho das partes do Ocidente, ou meridional, ou setentrional, com muito custo encontro bispos legítimos pela eleição e pela vida, que dirijam o povo cristão por amor de Cristo, e não por ambição secular. (Apud Mário Sgarbossa, op. cit., p. 164.) Esta decadência era consequência direta das investiduras, que consistiam no ato jurídico pelo qual o rei ou nobre confiava a uma autoridade eclesiástica um cargo da Igreja com jurisdição sobre um território. Em virtude do sistema feudal, os eclesiásticos eram obrigados a prestar juramento de fidelidade ao rei ou aos nobres. (Cf. Pe. Luís Palacin, op. cit., p. 69.) O símbolo desta luta foi a humilhação a que se obrigou Henrique IV, imperador da Alemanha. e para que o Papa lhe retirasse a pena de excomunhão, apresentou-se ao Pontífice vestido de saco, descalço, com uma corda no pescoço e ajoelhou-se diante dele. A luta não terminou ali. Henrique IV vingou-se. Fez-se coroar por um antipapa e marchou contra Roma. Abandonado por todos, até pelos cardeais, São Gregório morreu no exílio, pronunciando as célebres palavras: Amei a justiça e odiei a iniquidade, e por isso morro no exílio. [OS SANTOS DE CADA DIA, José Benedito Alves. ©Paulinas, 1997]

 

 

O Espírito da Verdade

 

Dom Bruno Gamberini, Arcebispo Metropolitano de Campinas - SP

 

“Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos”. Assim começa a leitura do Evangelho do próximo domingo, o sexto deste tempo pascal, que se encerra no dia 12 de junho, na Solenidade de Pentecostes, com o envio do Espírito Santo de Deus.

 

Jesus tem insistido bastante, nas leituras desses dias, sobre a obediência aos seus mandamentos. Ele diz que quem acolhe os seus mandamentos e os observa, esse O ama e que se guardarmos os seus mandamentos, permaneceremos no seu amor.

 

E esclarece que o Seu mandamento é este: “amem-se uns aos outros, assim como eu amei vocês” e completando de forma a não deixar dúvidas: “Não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos”. O mesmo encontramos nos escritos de Mateus e Marcos, quando Jesus foi questionado por um fariseu sobre o maior dos mandamentos da Lei, ao que Ele respondeu: “Ame ao Senhor seu Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma e com todo o seu entendimento. Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: Ame ao seu próximo como a si mesmo. Toda a Lei e os Profetas dependem desses dois mandamentos”.

 

Nós cristãos e cristãs, que professamos a nossa fé em Jesus Cristo, somos chamados a orientar a nossa vida pelos ensinamentos e testemunho de vida que Ele nos deixou. E isso cabe a qualquer religião, crença ou seita que se diz cristã porque, do contrário, não podemos nos qualificar como seguidores de Jesus Cristo. Às pessoas de boa vontade, que não acreditam em Jesus, cabe, também, orientar as suas vidas pelos princípios básicos do amor gratuito, orientada na ética, na convivência fraterna, na paz e na criação de oportunidade de vida digna para todas as pessoas.

 

O que tem acontecido nesse nosso planeta, chegando até nossa cidade, é o desrespeito à pessoa humana, que é colocada em segundo plano pela ganância financeira de uns poucos, que insistem em galgar degraus elevados pisando na maioria da população que vive em situação de miséria.

 

Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida, que orienta a nossa caminhada na busca do bem-comum, na construção de uma sociedade justa, onde todos vivam com a dignidade de Filhos de Deus. Infelizmente, muitos estão se perdendo por outros caminhos que, no início, podem parecer floridos, mas que se tornam espinhosos no seu final.

 

A sexta-feira passada, dia 20 de maio, ficará marcada na história de Campinas como mais um dia de perplexidade. Não estou aqui pré-julgando quem quer que seja, pois não tenho conhecimento e nem informações necessárias para isso. Todas as pessoas são inocentes até que se prove em contrário, e não culpadas por proveito próprio ou político.

 

Confesso a vocês que não entendo, partindo da lógica cristã, como pode uma pessoa viver em paz com sua consciência ao desviar recursos públicos para o próprio bolso, enquanto milhões vivem na mais absoluta miséria, sem direito a uma alimentação adequada, sem atendimento médico, sem moradia digna, sem educação básica, enfim, sem ser gente.

 

É imprescindível que o Ministério Público investigue a fundo todos esses enriquecimentos ilícitos, todos esses esquemas de corrupção, de formação de quadrilha e peculato e que os culpados sejam condenados de acordo com a lei vigente.

 

Definitivamente, muitos estão insistindo em não obedecer aos mandamentos de Deus. [Fonte: CNBB]

 

O Evangelho não muda, nós é que mudamos e aperfeiçoamos a

nossa compreensão sobre ele. (Papa João Paulo XXIII)