Quarta-feira, 22 de setembro de 2010

25º Do Tempo Comum (Ano “C”), 1ª Semana do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde

 

 

Hoje: Dia do Técnico Agropecuário, Dia Internacional da Cidade sem Carro e dia da Banana

 

Santos: Eugênio Lyra, Focas, Emeriano, Emerano, Maurício, Florêncio, Emerano, Salaberga (665), Exupério, Félix IV, Lô, Salaberga, Tomás de Vilanova, Lucy da Caltagirone (Virgem, ofs)

 

 

Antífona: Eu sou a salvação do povo, diz o Senhor. Se clamar por mim em qualquer provação, eu o ouvirei e serei seu

Deus para sempre.

 

Oração: Ó Pai, que resumistes toda a lei no amor a Deus e ao próximo, fazei que, observando o vosso mandamento, consigamos chegar um dia à vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Leitura: Provérbios  (Pr 30, 5-9)
Acolher a palavra e a por em prática

 

5A palavra de Deus é comprovada. Ele é um escudo para os que nele se abrigam. 6Não acrescentes nada às suas palavras, para que ele não te repreenda e passes por mentiroso! 7Duas coisas eu te pedi; não mas recuses, antes de eu morrer: 8afasta de mim a falsidade e a mentira, não me dês pobreza nem riqueza, mas concede-me o pão que me é necessário. 9Não aconteça que, saciado, eu te renegue e diga: "Quem é o Senhor?" Ou que, empobrecido, eu me ponha a roubar e profane o nome de meu Deus. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Não me dês pobreza nem riqueza, mas 
concede-me o pão que me é necessário

 

O homem deve acolher com respeito a palavra de Deus; sua "pureza" é tal que não deve ser alterada com interpretações ou epítetos "pessoais". As escolas rabínicas eram por demais inclinadas às "interpretações". Nós também devemos guardar-nos de acomodações, de aplicações à vontade. A palavra de Deus é "purificada", isto é, livre de escórias; é palavra santa, e só quem é vigilante e atento para com Deus pode captá-la e obter dela a graça de salvação. É um bem de tal natureza, que leva a pedir com humildade um coração reto, sincero e livre de preocupações pela vida: pouco é necessário, o mais é nocivo. O demais e o demasiado pouco, afastam de Deus. Não é louvável pedir a mediocridade, e sim a liberdade, libertação da opulência e da indigência, liberdade de aderir a Deus, não impedidos por coisa alguma, a fim de reconhecê-lo como Senhor e Santo.  [MISSAL DOMINICAL, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 118(119), 29.72.89.101.104.163 (R/.105a) 
Vossa palavra é uma luz para os meus passos!

 

Afastai-me do caminho da mentira e dai-me a vossa lei como um presente!

A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões, em ouro e prata.

É eterna, ó Senhor, vossa palavra, ela é tão firme e estável como o céu

De todo mau caminho afasto os passos, para que eu siga fielmente as vossas ordens.

De vossa lei eu recebi inteligência, por isso odeio os caminhos da mentira.

Eu odeio e detesto a falsidade, porém amo vossas leis e mandamentos!

 

Evangelho: Lucas (Lc 9, 1-6)
Pregar a palavra que liberta e salva

 

Naquele tempo, 1Jesus convocou os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças, 2e enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos. 3E disse-lhes: "Não leveis nada para o caminho: nem cajado nem sacola nem pão nem dinheiro nem mesmo duas túnicas. 4Em qualquer casa onde entrardes, ficai aí; e daí é que partireis de novo. 5Todos aqueles que não vos acolherem, ao sairdes daquela cidade, sacudi a poeira dos vossos pés, como protesto contra eles". 6Os discípulos partiram e percorriam os povoados, anunciando a boa nova e fazendo curas em todos os lugares. Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Mt 10, 1.5-15; Mc 3, 13-15; 6, 7-13

 

 

Comentando o Evangelho

Partilhando a missão de Jesus

 

A missão dos discípulos estava em estreita conexão com a pessoa e a missão de Jesus. Foi ele quem escolheu os doze apóstolos, entre as pessoas que o seguiam. Confiou-lhes o mesmo poder e a mesma autoridade que ele mesmo recebera do Pai. Deu-lhes como missão proclamar o Reino de Deus e curar os doentes, como ele mesmo fazia.


As instruções dadas aos discípulos, para o bom desempenho da missão, correspondiam àquelas pelas quais Jesus pautava o seu ministério. Este era exercido na pobreza. Em momento algum, o Mestre pretendeu impor-se pela força da riqueza e do poder. Ele não tinha onde reclinar a cabeça. Dependia da caridade alheia, em suas andanças. Sabia ter um trato fraterno com as pessoas que o acolhiam e aos seus discípulos. A família de Maria, Marta e Lázaro era uma das casas onde ele se sentia entre irmãos.


Também fez a dura experiência de rejeição. Tanto pessoas, como os mestres da Lei e os fariseus, quanto cidades inteiras, como Corozaim, Betsaida, Cafarnaum, Jerusalém, recusaram-se a lhe dar ouvido. Contudo, a atitude hostil dos habitantes dessas cidades não o dispensava de seguir adiante para cumprir a missão recebida do Pai. Pelo contrário, ia de aldeia em aldeia, proclamando a Boa Nova do Reino.


Cabe ao discípulo seguir pela trilha aberta pelo Mestre, sem se iludir, pensando ter um fim diferente. A cruz também o espera
. [Evangelho Nosso de Cada Dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: Conferindo poderes especiais aos Doze e enviando-os, Jesus torna-os participantes na sua missão e constitui-os arautos do Reino de Deus. O gesto dos que não aceitavam significava ruptura com os que não acolhiam a Boa-Nova do Reino, como se fossem pagãos. A terra destes era considerada impura.  (Bíblia dos Capuchinhos)

 

 

São Maurício e Comapanheiros

 

 

 

 

Maurício comandava a célebre Legião Tebana, constituída por cristãos egípcios. Por volta do ano 286, no reinado de Diocleciano, a divisa onde estavam estava servindo em território da atual Suíça, quando o comandante supremo, Maximiano, ordenou que todos os soldados oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos. Os membros da Legião Tebana se recusaram e foram todos mortos por amor a Jesus Cristo. Pelo que se conta, toda uma corte de legionários (cada corte contava com milhares de soldados) foi executada juntamente com são Maurício.

 

A arte de vencer se aprende nas derrotas. (Simón Bolívar)