Quarta-feira, 21 de julho de 2010

Décima Sexta Semana do Tempo Comum, 2ª do Saltério (Livro III),  cor Litúrgica Verde

 

 

Santos: Maria Madalena (libertada dos demônios por Cristo), José da Palestina, Felipe Evans, Platão (Ancyra, atual Ancara na Turquia), Cirilo, Teófilo (mártir), Vandregísilo (abade), Meneleu (monge de Précigné, no Anjou), João Lloyd.

 

Antífona: É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida. Senhor, de todo o coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças ao vosso nome, porque sois bom. (Sl 53, 6.8)

 

Oração do Dia: Ó Deus, sede generoso para com os vossos filhos e filhas e multiplicai em nós os dons da vossa graça, para que, repletos de fé, esperança e caridade, guardemos fielmente os vossos mandamentos.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura, Jeremias (Jr 1, 1.4-10)
A vocação de Jeremias

 

1Palavras de Jeremias, filho de Helcias, um dos sacerdotes de Anatot, da tribo de Benjamim. 4Foi-me dirigida a palavra do Senhor, dizendo: 5"Antes de formar-te no ventre materno, eu te conheci; antes de saíres do seio de tua mãe, eu te consagrei e te fiz profeta das nações".

 

6Disse eu: "Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo". 7Disse-me o Senhor: "Não digas que és muito novo; a todos a quem eu te enviar, irás, e tudo que eu te mandar dizer, dirás. 8Não tenhas medo deles, pois estou contigo para defender-te", diz o Senhor.

 

9O Senhor estendeu a mão, tocou-me a boca e disse-me: "Eis que ponho minhas palavras em tua boca. 10Eu te constitui hoje sobre povos e remos com poder para extirpar e destruir, devastar e derrubar, construir e plantar". Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a 1ª Leitura

Eu te fiz profeta das nações

 

A fraqueza humana não é obstáculo para Deus.To instrumento frágil torna-se eficaz na sua mão. O Senhor pede a Jeremias obediência, disponibilidade e plena confiança, mas promete assistência contra as adversidades e violências de seu ministério. O profeta, segundo Moisés, não se apresenta ao povo com suas palavras, mas com as de Deus. Jeremias é o arauto da mensagem de Deus, mas quem anuncia tem o dever de percorrer o caminho antes dos outros, ainda que seja perigoso.

 

A vocação de Jeremias propõe o problema de “nossa” vocação. A todos Deus oferece a possibilidade de ser, de diversas maneiras, “suas testemunhas”, porque ele diz a cada um de nós: “Antes de te formar no ventre materno, eu te conhecia” (v. 5). [Missal Cotidiano, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 70(71), 1-2.3-4a.5-6ab.15ab e 17  (R/.cf.15)
Minha boca anunciará vossa justiça

 

Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor: que eu não seja envergonhado para sempre! Porque sois justo, defendei-me e libertai-me! Escutai a minha voz, vinde salvar-me!

 

Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Porque sois a minha força e meu amparo, o meu refúgio, proteção e segurança! Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio.

 

Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, em vós confio desde a minha juventude! Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, desde o seio maternal, o meu amparo.

Minha boca anunciará todos os dias vossa justiça e vossas graças incontáveis. Vós me ensinastes desde a minha juventude, e até hoje canto as vossas maravilhas.

 

 

Evangelho: Mateus (Mt 13, 1-9)
 Produzir a base de cem por um

 

1Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galiléia. 2Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. 3E disse-lhes muitas coisas em parábolas: "O semeador saiu para semear. 4Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. 5Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. 6Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz.

 

7Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. 8Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. 9Quem tem ouvidos, ouça!" Palavra da Salvação!

 

 

Leituras paralelas: Mc 4, 2-9; Lc 8, 4-15

 

 

Comentando o Evangelho

A sorte da semente

 

Dispostos a se tornarem servidores do Reino, os discípulos não deveriam pensar que só encontrariam sucesso pela frente. Era preciso ser realista e, de antemão, dar-se conta da dinâmica do Reino. O sucesso, sem dúvida, viria, porém em meio a perdas e fracassos.


O processo de semeadura serviu para ilustrar este aspecto do Reino. O semeador, segundo o costume da época, lançava a semente ao deus-dará. Umas caíam à beira do caminho, outras, em terreno pedregoso, outras, no meio de espinhos. A condição precária do terreno impedia que a semente desses frutos. Talvez chegasse a germinar e tentar crescer. Sua sorte, porém, era murchar e morrer. Só uma pequena porção de semente caía em terreno fértil e chegava a frutificar. Mesmo assim, a colheita variava na base de cem, sessenta e trinta por um.


Nem por isso o semeador deixava de semear. Embora soubesse que boa parte da semente haveria de se perder, valia a pena continuar semeando.


O discípulo do Reino, como o semeador, não pode deixar de semear a semente da Palavra de Deus, mesmo sabendo que seu trabalho não frutificará cem por cento. Ele deve contar com a perda inevitável e se contentar com o que for produzido de bom, embora seja pouco.
[Evangelho Nosso de Cada Dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: Esta parábola descreve o dinamismo da palavra proclamada, as dificuldades que encontra em seu desenvolvimento, o êxodo final. A comparação é vegetal, para mostrar de forma global a vitalidade do anúncio evangélico, condicionado pelo modo de recebê-lo. Da parte de Jesus, é dom; da parte dos ouvintes é responsabilidade. (Bíblia do Peregrino)

 

São Lourenço de Brindisi

 

Júlio César Russo era seu nome. Sua mãe o incentivava no amor aos estudos e confiou a educação do menino a um tio em Veneza, quando a cidade estava ameaçada pela invasão dos serracenos. Dois anos após Júlio entrava para o convento dos capuchinhos em Verona, tomando o nome de Lourenço.

 

Uma das mais importantes cabeças da Igreja, grande conhecedor de filosofia, teologia, grego, hebreu da Bíblia e muitos outros idiomas, teve papel decisivo na conversão de muitos cristãos e no combate ao luteranismo na Alemanha.

 

Esteve na batalha decisiva em Szekesfehar em 1601, na qual avançou na frente dos soldados segurando apenas um crucifixo! Ajudou o Papa Paulo V em questões diplomáticas, assim como ao rei Felipe da Espanha, pacificando a conflitos.

Seus principais sermões estão reunidos em nove volumes. Fundou mosteiros em Praga e Viena, ajudou o Imperador Rodolfo II a combater os turcos que ameaçavam a invadir a Hungria. A Liturgia de hoje evoca essa figura da história dos padres capuchinhos.

 

Pouca gente andou tanto como esse capuchinho, de sandália nos pés. Procurou restabelecer, pela sua pregação e pelas suas viagens, a união de todos os católicos. Foi declarado "Doutor da Igreja" em 1959, no IV centenário de seu nascimento.

 

O viver é o sempre esperar por algo que deve chegar. Quem não

sabe esperar, não é capaz de viver. (Pe. Tabir Teixeira)