Quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Santa Inês, Virgem e Mártir, Memória, 2ª Semana do Saltério (Livro III), cor Vermelha

 

 

Esta é uma virgem sábia, do número das prudentes, que foi ao encontro de Cristo com sua lâmpada acesa.

 

 

Hoje: Dia Mundial da Religião e dia nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

 

Santos: Brígida de Kilbride (virgem), Epifânio de Pavia (bispo), Frutuoso, Augúrio e Eulógio, (bispo e diáconos, mártires de Tarragona), Maccallin de Waulsort (abade), Meinardo de Einsiedeln (eremita, mártir), Pátroclo de Troyes (mártir) , Públio de Malta (bispo, mártir), Viviano de Holywood (bispo), Albano Bartolomeu Roe (monge, mártir, bem-aventurado), Eduardo Stransham (mártir, bem-aventurado), Inês de Beniganim (virgem, bem-aventurada), Josefa Maria de Santa Inês (bem-aventurada), Juliano Francisco Morin de la Girardière (mártir de Laval, bem-aventurado), Juliano Moulé (bem-aventurado), Tiago Burin (mártir de Laval, bem-aventurado), Tomás Reynolds (mártir, bem-aventurado)

 

Oração: Ó Deus eterno e todo-poderoso, que escolheis as criaturas mais frágeis para confundir os poderosos, dai-nos, ao celebrar o martírio de santa Inês, a graça de imitar sua constância na fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Hebreus (Hb 7, 1-3.15-1723)
Tú és sacerdote para sempre

 

Irmãos, 1Melquisedec, rei de Salém, sacerdote do Deus Altís­simo, saiu ao encontro de Abraão, quando esse regressava do combate contra os reis, e o abençoou. 2Foi a ele que Abraão entregou o dízimo de tudo. E o seu nome significa, em primeiro lugar, “Rei de Justiça”; e, depois: “Rei de Sa­lém”, o que quer dizer, “Rei da Paz”. 3Sem pai, sem mãe, sem genealogia, sem início de dias, nem fim de vida! É assim que ele se assemelha ao Filho de Deus e permanece sacerdote para sempre. 15Isto se torna ainda mais evidente, quando surge um outro sacerdote, semelhante a Melqui­sedec, 16não em virtude de uma prescrição de ordem carnal, mas segundo a força de uma vida imperecível. 17Pois diz o testemunho: “Tu és sacerdote para sempre na ordem de Melquisedec”. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura[1]

Tu és sacerdote para sempre na ordem de Melquisedec

 

Cristo, sumo e eterno sacerdote, possui um sacerdócio que, como o de Melquisedec, não se transmite; sacerdócio que ele exercerá em sua Igreja até o fim dos tempos. Os sacerdotes atuais, a começar pelos bispos, não são seus sucessores, porém aqueles que atualizam e tornam visível e eficaz hoje o único sacerdócio de Cristo.

 

Além disso, ao mesmo tempo que permanece intransmissível, o sacerdócio de Cristo é “participado” por todo o povo de Deus, por toda a Igreja, porque toda a Igreja é o corpo de Cristo. Assim cumpre-se a promessa  que Deus fez a Moisés para todo o povo no monte Sinai: “Se ouvirdes atentamente a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis minha propriedade especial entre todos os povos... constituireis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa” (Ex 19, 5-6).

 

O batismo é o sinal de pertença a este povo privilegiado. O cristão deve, portanto, esforçar-se para aprofundar o sentido da vida batismal, mediante o estudo e atenção à palavra de Deus, acompanhados =de participação cada vez mais plena da vida sacramental da Igreja.

 

 

Salmo: 109 (110), 1.2.3.4 (R/.4bc)

Tu és sacerdote eternamente segundo

a ordem do rei Melquisedec!

 

1Palavra do Senhor ao meu Senhor: “Assenta-te ao lado meu direito até que eu ponha os inimigos teus como escabelo por debaixo de teus pés!”

2O Senhor estenderá desde Sião vosso cetro de poder, pois Ele diz: “Domina com vigor teus inimigos.

 

3Tu és príncipe desde o dia em que nasceste; na glória e esplendor da santidade, como o orvalho, antes da aurora, eu te gerei!”

 

4Jurou o Senhor e manterá sua palavra: “Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedec!”

 

 

Evangelho do Dia: Marcos (Mc 3, 1-6)

É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal?

 

Naquele tempo, 1Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3Jesus disse ao homem da mão seca: "Levanta-te e fica aqui no meio!" 4E perguntou-lhes: "É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?" Mas eles nada disseram. 5Jesus, então, olhou ao seu redor; cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: "Estende a mão". Ele a estendeu e a mão ficou curada. 6Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo. Palavra da Salvação!

 

 

 

Comentário o Evangelho

A mão recuperada

 

A deficiência física do homem encontrado por Jesus, na sinagoga, era mais grave do que, à primeira vista, se podia imaginar. Na antropologia bíblica, a mão está carregada de simbolismo. A partir deste universo simbólico é que se deve interpretar a situação do homem da mão ressequida.


A mão está ligada à idéia de força e de poder. Estar na mão do outro significava estar sob o seu poder. Para falar do poder da língua, um provérbio bíblico refere-se à “mão da língua”. A expressão “salvar-se com as próprias mãos” tinha o sentido de salvar-se com as próprias forças. Diz-se que os habitantes de determinada cidade não puderam fugir, por ocasião de um incêndio, porque “as mãos não estavam com eles”, isto é, não tinham forças nem possibilidade de escapar. A mão direita era sinal de força, de sabedoria e de felicidade. Já a mão esquerda era sinal de fraqueza, de ignorância e de desgraça.


Entende-se, assim, por que a iniciativa de cura foi de Jesus e não do homem doente. Este havia se tornado uma pessoa sem iniciativa e incapaz de lutar por seus direitos. Nestas condições, era vítima da desumanização.


Curando-o, Jesus tomou a iniciativa de humanizá-lo, de fazê-lo voltar a ser gente, com força e poder para lutar pelos seus direitos. É como se tivesse sido recriado! Com a mão recuperada, estava novamente apto para fazer o bem.
(O EVANGELHO DO DIA, Ano “A”. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1997)

 

 

Santa Inês (Santa Agnes)[2]

 

Virgem e mártir do século III, segundo a tradição vinha de uma família nobre e rica e a medida que crescia se tornava uma linda donzela de sedutora beleza. Seus cabelos vermelhos e longos ascendia os desejos dos jovens romanos. Mas ela, havia prometido castidade perpétua e sofreu várias tentativas de violações, sempre orando a Jesus para protegê-la.

 

Assim, o primeiro homem que a quis violar foi cegado por um raio de luz. Santa Inês o perdoou e ele pode ver de novo. Foi então denunciada como sendo cristã. Prenderam-na e a torturam para que ela oferecesse sacrifícios aos desuses romanos e como ela recusasse, levaram-na para um Bordel, mas o homem que tentou violentá-la foi morto por um raio de luz.(este Bordel ainda existe com uma inscrição do Papa Damasus I, assim é provável que esta historia seja verdadeira). O Bordel era debaixo do Arco do Estádio de Dominitian onde é hoje a Praça Novona. O Arco forma a Cripta da Igreja de Santa Agnes em Agone.

 

Diz a tradição que foi acesso uma fogueira para ela ser queimada e quando colocada na pira ela orou e o fogo milagrosamente se extinguiu. Colocada para ser desmembrada por cavalos, os seus punhos eram muito pequeninos e não havia grilhões de ferros para ela. Tentaram amarrá-la com correntes mas as correntes escorregaram em seu corpo, e as que ficavam, simplesmente arrebentavam. Finalmente foi decapitada com a espada. Por causa da influencia de sua família seu corpo não foi atirado no rio(como era costume) e foi enterrado no cemitério da família e hoje forma a catacumba dela e é ao lado da igreja dedicada a ela na Via Nomentana.

 

Vários milagres foram reportados em sua tumba e creditados a sua intercessão e sua fama se espalhou rapidamente.


Quando o Imperador Constantino quis ter sua filha batizada, ele o fez perto do local da igreja de Santa Agnese Fuori le Mura que foi erigida por ele sobre sua tumba. Em 382 o Papa Damasus I, que foi o primeiro a chamar Roma de "Sé Apostólica", restaurou a igreja de Santa Agnes.


Durante o reinado do Papa Paulo V as relíquias de Santa Agnes foram encontradas no santuário da igreja.

 

Agnes significa em grego casta, e em latim ovelha. Talvez por isto na arte litúrgica da Igreja ela é representada sempre segurando uma ovelha. Na sua festa, uma ou duas ovelhas são abençoados na sua igreja em Roma e de sua lã se faz alguns "palliuns" (duas tiras de lã branca) a qual o Papa confere aos Arcebispos como símbolo de sua jurisdição.

 

Ela é mencionada na Primeira Prece Eucarística. Segundo a tradição a Santa Inês ajuda a encontrar um noivo para um feliz casamento.  É padroeira da pureza e da castidade e é invocada na proteção da castidade.  

 

 

A porta entre nós e o céu não poderá abrir-se enquanto esteja fechada

a que fica entre nós e o próximo. (Massillon)

 



[1] MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997

[2] www.cademeusanto.com..br