Quarta-feira, 20 de abril de 2011

Semana Santa, II Semana do Saltério (Livro II), cor Litúrgica Roxa

 

Hoje: Dia do Diplomata

 

Santos: Santos: Vicente Ferrer, Derfel Gadarn, Etelburga de Lyminge (matrona), Geraldo de Sauve-Majeure (abade), Alberto de Montecorvino (bispo), Juliana de Monte Cornillon (virgem e beata), Crescência de Kaufbeuren (virgem e beata franciscana da 3ª ordem), Catarina Tomás, Zeno, João de Penna (bem aventurado, confessor franciscano da 1ª ordem)

 

Antífona: Ao nome de Jesus todo joelho se dobre no céu, na terra e na mansão dos mortos, pois o Senhor se fez obediência até a morte e morte de cruz. E por isso Jesus Cristo é Senhor na glória de Deus Pai. (Fl 2, 10.8.11)

 

Oração: Ó Deus, que fizestes vosso Filho padecer o suplício da cruz para arrancar-nos à escravidão do pecado, concedei aos vossos servos e servas a graça da ressurreição. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

 

I Leitura: Isaias (Is 50, 4-9a)

A confiança em Deus deve ser luz para toda nossa vida

 

4O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. 5O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba: não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7Mas o Senhor Deus é meu auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado. 8A meu lado está quem me justifica; alguém me fará objeções? Vejamos. Quem é meu adversário? Aproxime-se. 9aSim, o Senhor Deus é meu auxiliador; quem é que me vai condenar? Palavra do Senhor.

 

 

Comentando a I Leitura

O Messias agüenta firme a flagelação e a humilhação

 

O Servo de Javé não é um portador de sabedoria humana, nem confia nos recursos da dialética. Assemelha-se aos pobres analfabetos, que não sabem usar a arma da palavra. Sua língua é a de discípulo (versículo 4): narra só as coisas que Deus lhe confiou. Sua força está toda aqui, daqui lhe vem a capacidade de suportar as bofetadas com um rosto de pedra. Que o servo Jesus fosse, não apenas um portador da palavra, mas em verdade a Palavra de Deus, não muda os termos da profecia, antes a leva ao extremo. Sua paixão foi a conseqüência de sua fidelidade à missão de profeta: falou, por isso foi crucificado. Não pode ser outra a missão da Igreja. Deve ela falar a palavra de salvação, que é palavra recebida do alto. Como para 5. Paulo, seu falar não se exprime "em discurso de humana sabedoria, mas em demonstração de espírito e virtude" (1 Cor 2,4). Por isto, permanece sempre "em religiosa escuta da palavra de Deus", para ser sua fiel dispensadora. [MISSAL COTIDIANO. ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 68(69), 8-10.21bcd-22.31 e 33-34 (R/.14c e b)

Respondei-me pelo vosso imenso amor,

neste tempo favorável, Senhor Deus

 

8Por vossa causa é que sofri tantos insultos, e o meu rosto se cobriu de confusão; 9eu me tornei como um estranho a meus irmãos, como estrangeiro para os filhos de minha mãe. 10Pois meu zelo e meu amor por vossa casa me devoram como fogo abrasador; e os insultos de infiéis que vos ultrajam recaíram todos eles sobre mim!

 

21bO insulto me partiu o coração. 21cEu esperei que alguém de mim tivesse pena; 21dprocurei quem me aliviasse e não achei! 22Deram-me fel como se fosse um alimento, em minha sede ofereceram-me vinagre!

 

31Cantando eu louvarei o vosso nome e agradecido exultarei de alegria! 33Humildes, vede isto e alegrai-vos: vosso coração reviverá, se procurardes o Senhor continuamente! 34Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, e não despreza o clamor de seus cativos.

Evangelho: Mateus (Mt 26, 14-25)

O sublime e infinito amor de Deus

 

Naquele tempo, 14um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15e disse: "O que me dareis se vos entregar Jesus?" Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus.

 

17No primeiro dia da festa dos ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: "Onde queres que façamos os preparativos para comer a páscoa?" 18Jesus respondeu: "Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: 'O mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a páscoa em tua casa, junto com meus discípulos"'. 19Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a páscoa.

 

20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21Enquanto comiam, Jesus disse: "Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair". 22Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: "Senhor, será que sou eu?" 23Jesus respondeu: "Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. 24O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!" 25Então Judas, o traidor, perguntou: "Mestre, serei eu?" Jesus lhe respondeu: "Tu o dizes". Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Mc 14, 12-26; Lc 22, 7-20; Jo 13, 21-30; 1Cor 11, 23-25: Páscoa e Eucaristia

 

 

Comentário do Evangelho

Um de vós me trairá

 

A dureza do coração de Judas impediu-o de reconhecer quem, de fato, era o Messias Jesus. Sua decepção deveu-se ao fato de o Mestre não corresponder às suas expectativas messiânicas. Sem dúvida, Judas imaginava-o como um Messias glorioso, cheio de poder, líder de uma revolta contra os romanos, objeto da admiração popular. Evidentemente, os discípulos haveriam de tirar partido da situação, se as coisas fossem assim.


O projeto de Judas não encontrou guarida no coração de Jesus. O Mestre não buscava a própria glória, mas a fidelidade à vontade do Pai. Seu poder era usado para servir e libertar, e não para oprimir e dominar. Não estava tanto preocupado com os romanos, quanto com seus próprios compatriotas, que tinham transformado a religião em instrumento de opressão. Jesus tornara-se objeto da admiração popular, mas também vítima da perseguição sistemática por parte de seus adversários.


Nada do que Judas imaginava, acontecia com o Mestre. Daí a sua decepção. Sua decisão de traí-lo resultou de uma paixão precipitada. Não foi capaz de abrir mão de seu preconceito com relação a Jesus. Por isso, não vendo realizar-se o que imaginava, Judas optou por vender o seu Mestre.
A atitude do discípulo traidor repete-se cada vez que os seguidores de Jesus caem na tentação de medi-lo com os parâmetros que têm na cabeça. É o erro fatal de quem o desconhece.
[O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997]

 

Santa Inês do Monte Pulciano

Santa Inês de Monte Pulciano ingressou com apenas 8 anos num convento agostiniano e aos 14 nomeada ecônoma desse convento. Aos 15 anos funda com sua mestra um convento em Proceno, do qual é denominada priora. Aos 31 anos funda em sua cidade natal um convento ao qual dá a regra dominicana e do qual é superiora até morrer. Sua vida é repleta de episódios maravilhosos, sendo abundantes os milagres e as graças místicas. E sua humildade era sua principal virtude, a caridade que ardia constantemente em seu coração, vigiava e orava ininterruptamente.

 

O bem é sempre simples. A coroa de todo o bem é a humildade. (Santo Antônio de Pádua)

 

 

Oração da assembleia (Deus Conosco)

Para que celebremos com a Igreja, com muita dignidade e empenho, os mistérios de nossa redenção, rezemos ao bom Deus. Ó Deus, acolhei nossa prece!

Por todos os povos, para que não abandonem nem traiam o amor de Cristo, rezemos ao bom Deus.

Pelas nossas famílias, para que sejam sinais da bondade e da misericórdia divina, rezemos ao bom Deus.

Para que todos nós sejamos muito fiéis ao evangelho de Cristo, rezemos ao bom Deus.

Outras intenções...

 

Oração sobre as Oferendas:

Acolhei, ó Deus, nossa oferenda e deixai agir vossa misericórdia, para que consigamos os frutos do sacramento em que celebramos a paixão do vosso Filho. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

O Filho do homem veio não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para a salvação de todos. (Mt 20, 28)

 

Oração Depois da Comunhão:

Ó Deus todo-poderoso, pela morte do vosso Filho, proclamada em cada eucaristia, concedei-nos crer profundamente que nos destes a vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Para sua reflexão: Na ceia, Jesus prediz que um dos Doze o entregará. Ele sabia que o traidor era Judas. O tratamento de “Senhor” que os outros discípulos dão a Jesus contrasta com o “rabi” de Judas. A enormidade da traição é revelada pelo fato de alguém que partilhava a ceia com Jesus o entregar. A constatação de que o plano de Deus está sendo cumprido não absolve Judas da responsabilidade pela morte de Jesus. É o que acontece conosco, quando somos traídos de alguma forma por um grande amigo: o perdão é possível, assim a Palavra nos ensina a perdoar, embora difícil, na prática, mas o prejuízo que ele nos causou não tem volta. O caso de Judas é muito mais grave, pois ele deixou de ter com Jesus para ter com Satanás, então o destino é terrível.

 

 

Estamos na páscoa

Dom Benedicto de Ulhoa Vieira, Arcebispo Emérito de Uberaba - MG

 

Páscoa é transliteração de termo aramaico “Peschá” e do hebraico “Pesah”. Era o rito do primeiro plenilúnio da primavera, no qual se imolava o cordeiro. A ideia inicial desta palavra era “saltar”, lembrando que javé passará adiante, isto é, “saltara” as casas dos hebreus, marcadas com o sangue do cordeiro, poupando assim da morte os que ali dentro se encontravam, como se lê no livro do Êxodo, capitulo 12. Todos os anos, na lua cheia da primavera, tinham os hebreus de reunir-se em família, ao entardecer, para a celebração ritual e festiva deste acontecimento.

 

Jesus e os discípulos, na véspera de parasceve, ao cair da tarde se reuniram para comer o cordeirinho de um ano, sem defeito, com ervas amargas, tendo os rins cingidos como se devessem partir. Recordavam assim a saída apressada do Egito, terra da escravidão, para a prometida terra da liberdade. Era a Páscoa.

 

Foi nesta ceia, na sala espaçosa e adornada, que Jesus instituiu a Eucaristia. Ao tomar nas mãos o pão e o cálice de vinho, disse: “Isto é o meu corpo”, “este é o cálice do meu sangue”. Daquele dia em diante, os cristãos têm uma Páscoa diferente da antiga. Já não comem o cordeirinho sem mancha, como os israelitas, mas o corpo sacrossanto de Cristo, cordeiro que tira o pecado do mundo. Não marcam as portas com o sangue do pequeno animal, tingem porém os lábios com o sangue precioso de Jesus.

 

A Páscoa cristã é por excelência a passagem da morte dolorosa de Cristo para a nova vida que Lhe veio pela ressurreição e que se perpetua incruentamente na Eucaristia. Por isto, a celebração do memorial da morte e da ressurreição do Senhor não é momento de aflição e de medo, de trevas e de fuga, como na saída do Egito. Mas festa de alegria pela vitória de Cristo sobre a morte. A Igreja não se cansa de repetir, cantando, o Aleluia da felicidade, que nos vem pela fé. “Cristo nossa Páscoa foi imolado” e se ofereceu por nós ao Pai.

 

Este memorável acontecimento leva-nos a realizar nossa passagem da morte do pecado para a vida da graça, por força dos méritos do Salvador. “Morrendo, diz a Liturgia, Ele destruiu a morte e ressuscitando nos deu a vida”. Páscoa, cristã é vida, ressurreição, graça, mistério. É o ápice da cristologia. Por isto a vida litúrgica da Igreja tem nela a centralidade de todas as suas ações. O esplendor do mistério pascal deve firmar nossa esperança naquela páscoa definitiva, luminosa e certa, quando – lâmpadas acesas para acolher o juiz supremo – fizermos a passagem de peregrinos terrenos para cidadãos do céu.

 

Desejo aos meus leitores uma Santa Páscoa!

 

Tríduo Pascal

O Tríduo pascal não é preparação do Domingo da Ressurreição, mas é, segundo as palavras de Santo Agostinho, o sacratíssimo Tríduo do Crucificado, Sepultado e Ressuscitado. O Tríduo pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor começa com a Missa vespertina da Ceia do Senhor, possui o seu centro a Vigília Pascal e encerra-se com as Vésperas do Domingo da Ressurreição. É o ápice do ano litúrgico porque celebra a Morte e a Ressurreição do Senhor, “quando Cristo realizou a obrada redenção humana e da perfeita glorificação de Deus pelo seu mistério pascal, quando morrendo destruiu a nossa morte e ressuscitando renovou a vida.”

 

Dia do Diplomata

A tarefa do diplomata exige muito tato e permanente articulação com as esferas de poder, não só dentro do país como fora dele. O dia 20 de abril de 1850 marca o nascimento de José Maria da Silva Paranhos, o Barão do Rio Branco, importante personalidade das Relações Exteriores no final do século XIX e início do século XX.

 

Foi deputado (1868/1872), Secretário Particular na missão de negociação de paz com o Paraguai (1870/1871) e Cônsul-Geral em Liverpool (1876). No período que esteve a frente do Ministério das Relações Exteriores (1902-1912), o Barão do Rio Branco foi responsável pela consolidação das atuais fronteiras do país, e por importante modernização das ações da Chancelaria brasileira. Apesar de muitas vezes trabalhar em terras estrangeiras, engana-se quem pensa que o diplomata aos poucos perde o contato com as questões de sua Nação. Pelo contrário: sua função é defender, lá fora, os interesses de seu país, e difundir a imagem do mesmo para possibilitar negociações políticas e econômicas mais favoráveis.

 

Além disso, o profissional incumbe-se de promover nossa cultura e valores, trata de temas delicados e atuais como segurança, paz, normas de comércio, direitos humanos, meio ambiente, tráfico de drogas, migração e laços de cooperação e amizade entre as nações. [IBGEteen]

 

 

Aconteceu no dia 20 de abril de 1586: Nascimento de Santa Rosa de Lima, religiosa peruana e padroeira da América (morte: 1617).