Quarta-feira, 18 de maio de 2011

Quarta Semana  da Páscoa e 4ª do Saltério (Livro II),  cor Litúrgica Branca

 

 

Hoje: Dia das Raças Indígenas da América e dia Internacional dos Museus.

 

Santos: Félix (Confessor franciscano da Cantalícia, 1ª Ordem), João I (papa e mártir), Cláudia, Leonardo de Murialdo, Dióscoro, Teódoto, Tecusa e sete bem Aventuradas Virgens, Potamon (Bispo de Heracléia, Mártir), Érico (martirizado na Suécia), Venâncio (mártir), Guilherme de Toulouse (beato).

 

Antífona: Senhor, eu vos louvarei entre os povos, anunciarei vosso nome aos meus irmãos, aleluia! (Sl 17,50; 21,23)

 

Oração: Ó Deus, vida dos que crêem em vós, glória dos humildes e felicidade dos justos, atendei com bondade às nossas preces e saciai sempre com vossa plenitude os que anseiam pelas riquezas que prometestes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Atos (At 12, 24-13,5a)

O esforço missionário de Paulo

 

Naqueles dias, 24a palavra do Senhor crescia e se espalhava cada vez mais. 25Barnabé e Saulo, tendo concluído seu ministério, voltaram de Jerusalém, trazendo consigo João, chamado Marcos. 13,1Na igreja de Antioquia, havia profetas e doutores. Eram eles: Barnabé, Simeão, chamado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, que fora criado junto com Herodes, e Saulo. 2Um dia, enquanto celebravam a liturgia, em honra do Senhor, e jejuavam, o Espírito Santo disse: "Separai para mim Barnabé e Saulo, a fim de fazerem o trabalho para o qual eu os chamei".

 

3Então eles jejuaram e rezaram, impuseram as mãos sobre Barnabé e Saulo, e deixaram-nos partir. 4Enviados pelo Espírito Santo, Barnabé e Saulo desceram a Selêucia e daí navegaram para Chipre. 5aQuando chegaram a Salamina, começaram a anunciar a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus. Eles tinham João como ajudante. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a Leitura

Separai para mim Barnabé e Saulo 

 

A difusão e “crescimento da palavra de Deus” não se deve só à iniciativa isolada de um indivíduo. Com Paulo e Barnabé é toda uma comunidade (Antioquia) que, obediente à inspiração do Espírito, se organiza e toma a iniciativa de uma evangelização sistemática do mundo pagão. A missão dos dois “enviados especiais” é sinal, por um lado, da extraordinária vitalidade religiosa da comum idade e, por outro lado, da exata tomada de vitalidade religiosa da comunidade e, por outro lado, da exata tomada de consciência da destinação universal do evangelho, que o cristianismo primitivo sente como tarefa sua.

 

É a exata e maravilhosa verificação da predição de Jesus. Como o grãozinho de mostarda, como o fermento na massa, como a semente na terra, “a palavra de Deus crescia e se difundia”. Nesse crescimento e nessa difusão colaboram hoje não apenas Paulo e Barnabé (= os missionários e teólogos), mas todos aqueles que, em qualquer setor, se põe a serviço da palavra: pais, educadores, catequistas, religiosos... [Extraído do MISSAL COTIDIANO  ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 66 (67), 2-3.5.6 e 8 (R/. 4)

Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor,

que todas as nações vos glorifiquem

 

Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! Que na terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos.

 

Exulte de alegria a terra inteira, pois julgais o universo com justiça; os povos governais com retidão, e guiais, em toda aterra, as nações.

Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem! Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, e o respeitem os confins de toda a terra!  

 

Evangelho: João (Jo 12, 44-50)

Eu vim ao mundo como luz

 

Naquele tempo, 44Jesus exclamou em alta voz: "Quem crê em mim, não é em mim que crê, mas naquele que me enviou. 45Quem me vê, vê aquele que me enviou. 46Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. 47Se alguém ouvir as minhas palavras e não as observar, eu não o julgo, porque eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo. 48Quem me rejeita e não aceita as minhas palavras já tem o seu juiz: a palavra que eu falei o julgará no último dia. 49Porque eu não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele é quem me ordenou o que eu devia dizer e falar. 50E eu sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, o que eu digo, eu o digo conforme o Pai me falou". Palavra da Salvação!

 

Comentário o Evangelho

Jesus, luz do mundo

 

A presença de Jesus no mundo tem um objetivo bem preciso: ser luz para a humanidade mergulhada nas trevas do pecado. Portanto, presença de salvação! A missão de Jesus insere-se na longa história de relacionamento do ser humano com Deus – da criatura com o seu Criador –, história pontilhada de infidelidade e insensatez por parte da criatura, e de fidelidade e esperança de reconciliação, por parte do Criador. A correta compreensão da identidade de Jesus exige situá-lo no contexto das iniciativas salvíficas de Deus.


Assim, torna-se compreensível por que a pregação de Jesus faz constantes referências ao Pai. Crer no Filho leva necessariamente a crer no Pai. A credibilidade de um enviado está em estreita relação com a credibilidade de quem o enviou. Foi por esta razão que Jesus afirmou: “As coisas que digo a vocês, eu as digo como o Pai disse a mim”. E mais: quem o rejeita, na qualidade de enviado, será julgado por quem o enviou – o Pai –, já que sua missão consiste em salvar e não em condenar.


O discípulo prudente deixa-se iluminar pelo Mestre, por saber-se iluminado por Deus. Caminhando como discípulo da luz, estará em condições de desmascarar as artimanhas do príncipe das trevas que insistem em fazê-lo desviar-se do caminho para o Pai.


Quem, pelo contrário, rejeita a luz oferecida por Jesus, torna-se inimigo de Deus, pois se recusa a aceitar sua proposta de salvação. E caminhará para o julgamento! [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997]

 

São Félix de Cantalício

 

Filho de humildes camponeses, passou a infância no trabalho árduo do campo. Voltado à mística, à oração, aos 27 anos foi acolhido em um convento de capuchinhos, na qualidade de irmão converso. Enviado a Roma, passou o resto da vida pedindo esmolas para a manutenção de seu convento. A todos os benfeitores, respondia invariavelmente "Deo gratias" (graças a Deus e, por isso, foi apelidado de Frei Deo Gratias. À noite visitava os pobres, os doentes, confortando-os em suas adversidades. Amigo de São Filipe Neri, de São Carlos Borromeu, São Félix foi admirado, e muito, por sua simplicidade de vida.”

 

Oração da assembleia (Deus Conosco)

Por todos os que anunciam o Evangelho, rezemos. Ajudai-nos, Senhor!

Por todos os que se esforçam por viver a Palavra de Deus, rezemos.

Para que a juventude se deixe tocar pela verdade de Cristo, rezemos.

Para que os esposos e filhos vivam na esperança da fé, rezemos.

Para que cesse a exploração de crianças e adolescentes, rezemos.

(preces espontâneas)

 

Oração sobre as Oferendas:

Ó Deus, que, pelo sublime diálogo deste sacrifício, nos fazeis participar de vossa única e suprema divindade, concedei que, conhecendo vossa verdade, lhe sejamos fiéis por toda a vida. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Diz o Senhor: Fui eu que vos escolhi do mundo e enviei para produzirdes fruto, e o vosso fruto permaneça, aleluia! (Jo 15, 16.19)

 

Oração Depois da Comunhão:

Ó Deus de bondade, permanecei junto ao vosso povo e fazei passar da antiga à nova vida aqueles a quem concedestes a comunhão nos vossos mistérios. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Para sua reflexão: Jesus põe em paralelo crer e ver, sua pessoa e a do Pai. Ele é o mediador único, revelador do Pai. É a luz do mundo que se recebe pela fé. Na sua primeira vinda Jesus não veio para julgar, mas para salvar. Chegará o dia final em que a mensagem presente de Jesus, sua oferta e exigência, se voltado contra quem as rejeitou. Dar vida eterna é a finalidade da mensagem (Bíblia do Peregrino, Paulus 2002)

 

 

Caminho, Verdade e Vida

 

Dom Paulo Mendes Peixoto, Bispo de São José de Rio Preto - SP, CNBB

 

Três palavras envolventes, relacionadas a realidade de cada pessoa humana, que marcam o perfil de sua identidade e de seu próprio ser. A prática de cada uma delas depende da forma da ação humana a partir da liberdade e da capacidade de atuação.

 

A Sagrada Escritura dá a Jesus Cristo e a sua missão como Filho de Deus o qualificado de Caminho, Verdade e Vida. De “Caminho” quando Ele mesmo diz: “Segue-me...”. De “Verdade” tendo como base a sua coerência nas ações. E de “Vida” quando na cruz venceu a morte ressuscitando.

 

Na origem de tudo está o exercício responsável de nossas ações. Isto tanto na vida profissional, no empenho pela transformação da sociedade, na humanização, no mundo da cultura, etc. Toda pessoa deve agir de forma coerente na construção de uma realidade nova.

 

Podemos aqui falar da dimensão de pastor e ovelha, de assentimento mútuo, englobando Caminho, Verdade e Vida. É uma porta de entrada no ambiente saudável, sem corrupção, sem inverdades e de respeito incondicional à vida, seja de pastor e de ovelha.

 

Temos modos de proceder que implicam moralidade e responsabilidade nos seus frutos. O que deve estar em jogo é o valor da vida e da verdade como o fez Jesus na prática de construção do Reino de Deus. Isto supõe amor e fidelidade até o fim.

 

O nosso modo de agir cristão deve ter um selo de garantia, de atuação do Espírito de Deus em Jesus Cristo como Caminho, Verdade e Vida. Não podemos trair a nossa fé, jogando por terra as habilidades que recebemos como virtudes e dons para o bem comum.

 

As atitudes desumanas desabonam o nosso caminho e nos deixam fragilizados para produzir os frutos que contribuem com a vida como Dom de Deus. Assim sendo, deixamos de ver “além de nossos horizontes”, e a vida perde o seu real sentido.

 

Ser cristão não é apenas proclamar um credo de voz alta, ou de pertencer a alguma instituição, mesmo religiosa, mas colocar na própria vida as riquezas do Deus Amor, que significa trilhar os caminhos, a exemplo de Jesus Cristo.

 

Precisamos ser fiéis em tudo, também nas pequenas coisas que Deus nos fala com sua graça. (S. Leonardo Murialdo)