Quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Nossa Senhora das Dores, Memória, 4ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Branca

 

 

Hoje: Dia da Musicoterapia e do Musicoterapeuta.

 

Santos: Nossa Senhora das Dores (ou da Piedade cuja alma foi trespassada por uma espada de dor aos pés da cruz de Jesus agonizante), Nicodemos (sacerdote), lupino (560), Bem-Aventurado Camilo Constanzo (1622, jesuíta calabrês), Catarina de Gênova, Miquelina de Pesaro (franciscana, OFS)

 

Antífona: Simeão disse a Maria: Teu filho será causa de queda e de ressurreição para muitos. Ele será sinal de contradição e teu coração transpassado como por uma espada. (Lc 2, 34-35)

 

Oração: Ó Deus, quando o vosso Filho foi exaltado, quisestes que sua Mãe estivesse de pé, junto à cruz, sofrendo com ele. Daí à vossa Igreja, unida a Maria na paixão de Cristo, participar da ressurreição do Senhor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Hebreus (Hb 5, 7-9)
Aprendeu a obediência e tornou-se causa de salvação eterna

 

7Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. 8Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. 9Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando Hb 5, 7-9

“Súplicas com lágrimas” e “salvação eterna”

 

As “súplicas com lágrimas” podem referir-se à oração no horto (Mt 26, 36-42) ou ter alcance geral (ver, por exemplo, a ressurreição de Lázaro em Jo 11 e Sl 56,9). “Foi ouvido”: como no salmo da paixão (Sl 22, 25), mas com uma mudança substancial: a libertação acontece além da morte.

 

A “salvação eterna” é ação de Deus (segundo Is 45, 17), que também se poderia traduzir por “definitiva” e enquadraria no presente contexto. [BÍBLIA DO PEREGRINO, ©Paulus, 2002]

 

Salmo Responsorial: 30 (31), 2-3a.3bc-4.5-6.15-16.20 (R/. 17b)
Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus 

 

2Senhor, eu ponho em vós minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente! 3aPorque sois justo, defendei-me e libertai-me; apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me!   

 

3bSede uma rocha protetora para mim, 3cum abrigo bem seguro que me salve! 4Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me!   

 

5Retirai-me desta rede traiçoeira, porque sois o meu refúgio protetor! 6Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel!   

 

15A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meus Deus! 16Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor! 

  

20Como é grande, ó Senhor, vossa bondade, que reservastes para aqueles que vos temem. Para aqueles que em vós se refugiam, mostrando, assim, o vosso amor perante os homens.

 

 

Evangelho: João (Jo 19, 25-27)
Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma 

 

Naquele tempo, 25perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: "Mulher, este é o teu filho". 27Depois disse ao discípulo: "Esta é a tua mãe". Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. Palavra da Salvação!

 

 

Leituras paralelas: Mt 27, 55-56; Mc 15, 40-41, Lc 23, 46; Sl 69,22;22,16  

 

 

 

Comentando o Evangelho

 

As três Marias

As três Marias” com o “discípulo” representam a parte de Israel fiel a Jesus até o suplício. Entre elas, seleciona a mãe. Em termos sociais, o filho único, antes de morrer, assegura um destino à mãe (viúva?); recomenda-a a um amigo leal. O relato aponta além. Jesus lhe dá o tratamento do v. 2,4; “mulher”; chegou a hora então anunciada. A mãe do rei recebe como nova família, como irmão de Jesus, o discípulo ideal. Este poderá suscitar filhos ao irmão mais velho morto (Dt 25, 5-10). Maria pode encarnar com a ajuda de Deus” (Gn 4,1). Para a tradição antiga, é figura da Igreja mãe. [MISSAL COTIDIANO,  ©Paulus, 1997]

 

Para sua reflexão: As “três Marias” com o “discípulo” representam a parte de Israel fiel a Jesus até o suplício. Entre elas, seleciona a mãe. Em termos sociais, o filho único, antes de morrer, assegura um destino à mãe; recomenda-a a um amigo leal. Jesus lhe dá o tratamento de “mulher”: chegou a hora então anunciada. A mãe do rei recebe como nova família, como irmão de Jesus, o discípulo ideal. Este poderá suscitar filhos ao irmão mais velho morto. Maria pode encarnar a nova Eva que “adquiriu um homem com a ajuda de Deus”. Para a tradição antiga, é figura da Igreja mãe. (Bíblia do Peregrino)

 

 

Nossa Senhora das Dores

 

A COROA DE NOSSA SENHORA DAS DORES teve inicio na Itália em 1617 por iniciativa da ordem dos Servos de Maria, assim como a MISSA DE NOSSA SENHORA DAS DORES, que hoje, é celebrada em toda a igreja no dia 15 de setembro.

 

A coroa é um dos frutos do carisma mariano da Ordem, cultivado desde 1233, ano de sua fundação por meio dos Sete Fundadores, cuja festa se celebra dia 17 de fevereiro.

A Coroa surgiu inicialmente como alimento da piedade Mariana dos leigos reunidos em grupos chamados Ordem terceira; eles participavam de toda a espiritualidade dos Servos de Maria e viviam à sombra das igrejas e conventos servitanos.

 

A Coroa teve sempre a aprovação dos Papas e Leão XIII concedeu que os frades e os leigos pudessem livremente escolher a recitação do Rosário ou da Coroa, conforme as circunstâncias litúrgicas e religiosas.

 

Hoje, podemos considerar a Coroa de Nossa Senhora das Dores como oração que se insere perfeitamente no contexto da realidade latino-americana. O sofrimento de cristo e de Maria se prolonga no coração de muitos cristãos que lutam pela causa da justiça e da libertação. Inspirando-nos em Maria, cada um de nós saberá aceitar a sua "cruz" e, com Ela, "estar ao lado dos nossos irmãos que sofrem, levando amor e consolo".

http://www.saofranciscobnu.com.br/dores.htm

 

TÍTULOS E CELEBRAÇÕES DE NOSSA SENHORA

 

Título

Data

Anunciação de Nossa Senhora

25 de março

Apresentação de Nossa Senhora ao Templo

21 de novembro

Imaculado Coração da Virgem Maria

*

Imaculado Conceição da Virgem Maria

8 de dezembro

Natividade de Nossa Senhora

8 de setembro

Nossa  Senhora de Lourdes

11 de fevereiro

Nossa  Senhora Conceição Aparecida

12 de outubro

Nossa  Senhora Auxiliadora

24 de maio

Nossa  Senhora da Conceição

16 de julho

Nossa  Senhora da Guia

15 de setembro

Nossa  Senhora da Penha

8 de abril

Nossa  Senhora da Piedade

15 de setembro

Nossa  Senhora das Dores

15 de setembro

Nossa  Senhora das Graças

8 de julho

Nossa  Senhora das Mercês

15 de setembro

Nossa  Senhora das Neves

5 de agosto

Nossa  Senhora de Fátima

13 de maio

Nossa  Senhora de Guadalupe

12 de dezembro

Nossa  Senhora do Amparo

16 de agosto

Nossa  Senhora do Assunção

15 de agosto

Nossa  Senhora do Bom Conselho

26 de abril

Nossa  Senhora do Carmo

16 de julho

Nossa  Senhora do Perpétuo Socorro

27 de junho

Nossa  Senhora do Rosário

7 de outubro

Nossa  Senhora dos Prazeres

15 de agosto

Nossa  senhora Medianeira

8 de novembro

Nossa  Senhora Rainha

22 de agosto

Nossa  Senhora do Desterro

2 de abril

Nossa Senhora da Boa Viagem

12 de dezembro

Nossa Senhora Rainha da Paz

25 de junho

Santa Mãe de Deus

1 de janeiro

Visitação de Nossa Senhora

31 de maio

(*) Sábado, após o 2º domingo depois de Pentecostes

 

Para merecer aplausos não é preciso ser bonito. Basta viver para os outros. (Frei Neylor Tonin)