Quarta-feira, 14 de abril de 2010

Segunda Semana da Páscoa, 2ª Semana do Saltério (Livro II),  cor  litúrgica Branca

 

 

Hoje: Dia do Pan-Americanismo

 

Santos: São Dimas (o Bom Ladrão, Gólgota, Jerusalém, pregado na cruz ao lado de Cristo), Cirino (mártir), Irineu (bispo, mártir), Pelágio (bispo, Síria), Humberto (monge e abade), Hermelando (monge), Barôncio, Alvoldo (bispo), Tomás (beato), Margarete Clitherow (mártir), Jaime Bird (mártir, beato), Lúcia Fillippini (virgem), Jane Maria da Cruz (venerável franciscana, virgem, 2ª ordem), Desidério e Quirino.

 

Antífona: Senhor, eu vos louvarei entre os povos, anunciarei vosso nome aos meus irmãos, aleluia! (Sl 17,50; 21,23)

 

Oração: Imploramos, ó Deus, a vossa clemência, ao recordar cada ano o mistério pascal que renova a dignidade humana, e nos traz a esperança da ressurreição: concedei-nos acolher sempre com amor o que celebramos com fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Atos (At 5, 17-26)    
Com mais entusiasmo e maior firmeza

 

Naqueles dias, 17levantaram-se o sumo sacerdote e todos os do seu partido - isto é, o partido dos saduceus - cheios de raiva 18e mandaram prender os apóstolos e lançá-los na cadeia pública. 19Porém, durante a noite, o anjo do Senhor abriu as portas da prisão e os fez sair, dizendo: 20"Ide falar ao povo, no templo, sobre tudo o que se refere a este modo de viver". 21Eles obedeceram e, ao amanhecer, entraram no templo e começaram a ensinar. O sumo sacerdote chegou com os seus partidários e convocou o sinédrio e o conselho formado pelas pessoas importantes do povo de Israel. Então mandaram buscar os apóstolos à prisão. 22Mas, ao chegarem à prisão, os servos não os encontraram e voltaram dizendo: 23"Encontramos a prisão fechada, com toda segurança, e os guardas estavam a postos na frente da porta. Mas, quando abrimos a porta, não encontramos ninguém lá dentro". 24Ao ouvirem essa notícia, o chefe da guarda do templo e os sumos sacerdotes não sabiam o que pensar e perguntavam-se o que poderia ter acontecido.

 

25Chegou alguém que lhes disse: "Os homens que vós colocastes na prisão estão no templo ensinando o povo!" 26Então o chefe da guarda do templo saiu com os guardas e trouxe os apóstolos, mas sem violência, porque eles tinham medo que o povo os atacasse com pedras. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a Leitura

Os homens que vós colocastes na prisão

estão no templo ensinando o povo!

 

Cada prisão dos apóstolos nos Atos é imediatamente seguida de uma libertação providencial. Ora, a libertação do cárcere é o primeiro ato da luta que Deus conduz em favor das testemunhas, contra o povo do Antigo Testamento. Para os apóstolos é um sinal dos tempos messiânicos a abertura das prisões (Is 42, 7; 49,9) e, ao mesmo tempo, sinal de que a difusão da Palavra se firma no poder de Deus e não nas forças do homem. A Palavra de Deus não pode ser aprisionada (2Tm 2,9).

 

Na libertação do cárcere, experimentam os apóstolos a libertação pascal. Com efeito, esta não aparece apenas como um acontecimento da vida de Cristo que devem testemunhar, mas se torna uma experiência religiosa pessoal, um fato concreto de vida. Na Eucaristia, comemoramos os fatos passados, exatamente para que aprendamos a reencontrá-los nos acontecimentos de nossa vida. [Extraído do COMENTÁRIO BIBLICO, Vol. 2,  ©Edições Loyola, 1999]

 

 

Salmo: 33 (34), 2-3.4-5.6-7.8-9 (R/.7a)
Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido

 

Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem!

 

Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou.

 

Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.

 

O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

 

 

Evangelho: João (Jo 3, 16-21)

Deus enviou seu filho ao mundo para

que o mundo seja salvo por ele

 

16Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. 19Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus. Palavra da Salvação!

 

 

Comentário o Evangelho

A missão do Filho

 

O processo de formação para o discipulado requer a compreensão da identidade de Jesus e da sua missão. A fé consiste na adesão ao Mestre assim como se nos apresenta. Quanto mais adequada for esta compreensão, tanto mais profundo será o compromisso da fé. Eis por que Jesus pôs-se a instruir Nicodemos a este respeito.


O Filho é a expressão perfeita do amor do Pai pela humanidade, que o ofereceu como prova de amor. A origem divina de Jesus dá credibilidade às suas palavras, pois seu testemunho reporta-se diretamente a Deus. Ele não é um simples intermediário entre o Pai e a humanidade. É a encarnação do amor de Deus.


A missão terrena de Jesus consistiu em colocar-se inteiramente a serviço da salvação da humanidade, propiciando-lhe a vida eterna. Ele a resgata do poder do pecado e da morte, abrindo-lhe perspectivas novas de comunhão com Deus. Por seu ministério destruiu-se o muro de separação erguido entre o Criador e a criatura, refazendo-se a amizade inicial. Não compete a Jesus ser o juiz da humanidade, condenando-a por seus pecados. Cabe-lhe, sim, ser seu salvador. Mesmo que a humanidade prefira as trevas em detrimento da luz, a missão do Filho de Deus permanece inalterada. O gesto de recusar a luz já traz em si o germe da condenação, porém não tolhe ao ser humano a possibilidade de converter-se para a luz. Jesus é infinitamente paciente e espera que o ser humano se decida em favor dele.
[O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A,  ©Paulinas, 1997]

 

Santa Liduína (Lidvina) I

 

Lidvina ou Liduína, como costuma ser chamada por nós, nasceu em Schiedan, Holanda, em 1380, numa família humilde e caridosa. Ainda criança, recolhia alimentos e roupas para os pobres e doentes abandonados. Até os quinze anos, Liduína era uma menina como todas as demais. Porém, no inverno daquele ano, sua vida mudou completamente. Com um grupo de amigos foi patinar no gelo e, em plena descida da montanha, um deles se chocou violentamente contra ela. Estava quase morta com a coluna vertebral partida e com lesões internas. Imediatamente, foi levada para casa e colocada sobre a cama, de onde nunca mais saiu, até morrer.

 

Depois do trágico acidente, apareceram complicações e outras doenças, numa seqüência muito rápida. Apesar dos esforços, os médicos declararam que sua enfermidade não tinha cura e que o tratamento seria inútil, só empobrecendo ainda mais a família.

 

Os anos se passavam e Liduína não melhorava, nem morria. Ficou a um passo do desespero total, quando chegou em seu socorro o padre João Pot, pároco da igreja. Com conversas serenas, o sacerdote recordou a ela que: "Deus só poda a árvore que mais gosta, para que produza mais frutos; e aos filhos que mais ama, mais os deixa sofrer". E pendurou na frente da sua cama um crucifixo. Pediu que olhasse para ele e refletisse: se Jesus sofreu tanto, foi porque o sofrimento leva à glória da vida eterna.

 

Liduína entendeu que sua situação não foi uma fatalidade sem sentido, ao contrário, foi uma benção dada pelo Senhor. Do seu leito, podia colaborar com a redenção, ofertando seu martírio para a salvação das almas. E disse ao padre que gostaria de receber um sinal que confirmasse ser esse o seu caminho. E ela o obteve, naquela mesma hora. Na sua fronte apareceu uma resplandecente hóstia eucarística, vista por todos, inclusive pelo padre Pot.


A partir daquele momento, Liduína nunca mais pediu que Deus lhe aliviasse os sofrimentos; pedia, sim, que lhe desse amor para sofrer pela conversão dos pecadores e pela salvação das almas. Do seu leito de enferma ela recebeu de Deus o dom da profecia e da cura pela oração aos enfermos. Após doze anos de enfermidade, também começou a ter êxtases espirituais, recebendo mensagens de Deus e da Virgem Maria.


Em 1421, as autoridades civis publicaram um documento atestando que nos últimos sete anos Liduína só se alimentava da sagrada eucaristia e das orações. Sua enfermidade a impossibilitava de comer e de beber, e nada podia explicar tal prodígio. Nos últimos sete meses de vida, seu sofrimento foi terrível. Ficou reduzida a uma sombra e uma voz que rezava incessantemente. No dia 14 de abril de 1433, após a Páscoa, Liduína morreu serena e em paz. Ao padre e ao médico que a assistiam, pediu que fizessem de sua casa um hospital para os pobres com doenças incuráveis. E assim foi feito.


Em 1890, o papa Leão XII elevou santa Liduína ao altar e autorizou o seu culto para o dia da sua morte. A igreja de Schiedan, construída em sua homenagem, tornou-se um santuário, muito procurado pelos devotos que a consideram padroeira dos doentes incuráveis. [paulinas.org.br]

 

Para sua reflexão: Existem dois mundos, um físico e visível e outro espiritual e invisível que somente se reconhece pela fé, e no qual se entra pelo batismo. A incredulidade se fecha ao dom do amor, e com isso fica julgada e condenada. Não crer é ato positivo livre, é subtrair-se à salvação. O amor de Deus não tem limites, mas o trágico é que os homens recusam a luz da fé para viver na comodidade e imundície das trevas. Quando Jesus enviar o seu Espírito, este porá em evidência os pecados e as injustiças do mundo.  

 

Dia do Pan-Americanismo

 

Pan-americanismo significa "uma só unidade em toda a América". Pan-americano é o cidadão cujo sonho de nacionalidade é a América unida, sem fronteiras. O termo surgiu durante o período posterior à Segunda Guerra Mundial, embora seu ideal já existisse desde o tempo do colonialismo. O pan-americanismo tinha seus alicerces em dois fatores: geográfico e histórico. O primeiro correspondia à realidade de um grande e recém-explorado continente. O segundo abordava as diferenças existentes entre as civilizações que imigraram e se dividiram entre a América anglo-saxônica e a América ibérica, com suas lutas pela independência. Esses dois fatores, o geográfico e o histórico, eram pontos comuns que faziam os pensadores alimentarem o ideal pan-americano: uma América para todos.

 

Em 1910, a Argentina foi palco da IV Conferência Pan-Americana, que resultou na criação da União Pan-Americana, órgão permanente com sede em Washington. A partir de 1930, o conceito de pan-americanismo começou a enfraquecer, dando lugar ao interamericanismo. A diferença entre os dois conceitos é muito importante, já que o interamericanismo não prega a idéia da união, mas uma relação íntima entre os países americanos. Essa mudança foi formalizada pelo Tratado Interamericano de Assistência Recíproca Tiar, de 2/9/1947, e pela Carta da Organização das Nações Unidas (ONU), de 1948.

 

A idéia do pan-americanismo, contudo, tem se reforçado muito nos dias de hoje, em detrimento do interamericanismo. Na América do Sul, há o grande bloco econômico formado pelo Mercado Comum do Sul (Mercosul). Quatros países - membros (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) formaram um grande mercado comum que, futuramente, irá permitir a livre circulação de mercadorias, de trabalhadores e de uma moeda única. Atualmente, Chile e Bolívia estão se ajustando como associados para integrarem o bloco. Na América do Norte, há a cooperação entre os Estados Unidos (EUA), México e Canadá, que formam o mercado comum denominado Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).

 

Ultimamente, os EUA têm demonstrado grande interesse em unir os dois blocos de países, para formar um único mercado comum, a Área de Livre Comércio das Américas Alca. Os brasileiros, porém, têm se reservado o direito de estudar atentamente em que pontos a Alca pode beneficiar nossa economia, para proteger nossa indústria e o bem-estar da população. Os EUA são bem conhecidos pela sua economia protecionista; o verdadeiro pan-americanismo depende de concessões mútuas para que possa funcionar justa e harmoniosamente. Só assim haverá uma América unida de norte a sul, com oportunidades e progresso para todos. Assim poderá existir o sonhado cidadão pan-americano. [paulinas.org.br]

 

Um dia sem oração é como um céu sem sol e um jardim sem flores. (Bv. Papa João XXIII)