Quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Primeira Semana do Tempo Comum, Ano Ímpar, 1ª Semana do Saltério (Livro III), cor Verde
Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno
Hoje:Dia do Treinador de Futebol
Santos do Dia: Barbascêmino de Selêucia-Ctesifon (bispo) e Companheiros (mártires), Dácio de Milão (bispo), Félix de Nola (presbítero), Félix de Roma (presbítero), Macrina (viúva, mãe de São Basílio Magno, de São Gregório de Nissa e de São Pedro de Sebaste), Malaquias (profeta bíblico do Antigo Testamento), Sabas de Serbia (monge, bispo), Amadeu de Clermont (monge, bem-aventurado), Odo de Novara (monge, bem-aventurado), Pedro Donders (missionário redentorista, bem-aventurado)
Oração: Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura: Hebreus (Hb 2, 14-18)
Cristo fez-se solidário com a realidade humana
14Visto que os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo, 15e libertar os que, por medo da morte, estavam a vida toda sujeitos à escravidão. 16Pois, afinal, não veio ocupar-se com os anjos, mas com a descendência de Abraão. 17Por isso devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo. 18Pois, tendo ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação. Palavra do Senhor!
Devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos
Cristo é o sumo sacerdote para a expiação dos pecados. Esse “povo”, em favor do qual Cristo exerceu o sumo sacerdócio com sua morte e sua vitória sobre a morte, somos nós. Não estamos mais mortos, porque Cristo ressuscitou; já não somos fracos, porque Cristo é forte; já não tememos o inimigo, porque Cristo é o vencedor.
Entretanto, não podemos esquecer nossa triste experiência. A nossa história, talvez a que somente nós conhecemos, fala de fraqueza, infidelidade, covardia, capitulação diante do inimigo: fala de pecado. Existe um ele misterioso entre o poder de Cristo sobre o pecado e a nossa colaboração: a salvação, não apenas a final, mas também a da minha existência de hoje, está ligada ao mistério da mão de Cristo, continuamente estendida para nós, e à nossa vontade, que poderia também recusar-se a apertar essa mão salvadora.
Salmo: 104 (105), 1-2.3-4.6-7.8-9 (R/.8a)
O Senhor se lembra sempre da aliança
1Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, anunciai entre as nações seus grandes feitos! 2Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas!
3Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! 4Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face!
6Descendentes de
Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, 7ele mesmo, o
Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra.
8Ele sempre se
recorda da aliança, promulgada a incontáveis gerações; 9da aliança
que ele fez com Abraão, e do seu santo juramento a Isaac
Evangelho: Marcos (Mc 1, 29-39)
Curou muitas pessoas de diversas doenças
Naquele tempo, 29Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los. 32À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33A cidade inteira se reuniu em frente da casa.
34Jesus curou muitas
pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os
demônios falassem, pois sabiam quem ele era. 35De madrugada, quando
ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. 36Simão
e seus companheiros foram à procura de Jesus. 37Quando o
encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. 38Jesus
respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também
ali, pois foi para isso que eu vim”. 39E andava por toda a Galiléia,
pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios. Palavra da Salvação!
E pôs-se a servi-los
O gesto da sogra de Pedro, após ter sido curada, chama a atenção para um aspecto, às vezes negligenciado por quem foi objeto da misericórdia de Jesus. Como retribuir o benefício recebido, de forma a manifestar gratidão? Colocando-se a serviço do próximo. Não existe maneira melhor de mostrar-se grato ao Senhor.
Seria
pura ingratidão se alguém, que foi libertado ou curado de algum mal, levasse
uma vida egoísta, pensando só em si mesmo. Os gestos de Jesus traziam a marca
do amor, de alguém que estava voltado para as necessidades e carências do
próximo. Por isso, estava sempre pronto a servir quem quer que fosse. As
multidões procuravam-no, trazendo seus doentes e gente possuída pelo demônio. A
ninguém ele despedia, sem antes libertá-los de seus males.
Esta
disposição de Jesus é uma lição de vida. A sogra de Pedro parece tê-la
aprendido. Assim que se viu livre da febre, a qual poderia vir a ser fatal,
pôs-se a servir Jesus e os discípulos que o acompanhavam. Servi-los, significou
vir ao encontro de suas necessidades de missionários, cansados por causa das
suas peregrinações por cidades e aldeias. Significou matar-lhes a fome,
providenciar-lhes repouso, fazê-los recuperar as forças para continuar a
missão. Esta foi a maneira concreta que ela encontrou para retribuir a graça
recebida.
O dízimo mensal é uma vacina contra o egoísmo! (Pe. Walter José Brito Pinto)