Quarta-feira, 13 de outubro de 2010

28º Semana Comum (Ano “C”), 4ª Semana do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde

 

Hoje: Dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional

 

Santos: Celidônia, Geraldo de Aurilac, Venâncio, Teófilo (séc. II, bispo, Antioquia), Fausto, Januário, Marcial, Florêncio (Tessalônica, mártir), Geraldo (909), Colmano (1012, Áustria), Serafim de Montegranaro (1604, Marcas, Itália, franciscano da primeira ordem).

 

Antífona: Senhor, se levardes em conta as nossas faltas, quem poderá subsistir?  Mas em vós encontra-se o perdão, Deus de Israel. (Sl 129, 3-4)

 

Oração: Ó Deus, sempre nos proceda e acompanhe a vossa graça para que estejamos sempre atentos ao bem que devemos fazer. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

I Leitura: Carta de São Paulo aos Gálatas (Gl 5, 18-25)
São bem conhecidas as obras da carne

 

Irmãos, 18se sois conduzidos pelo Espírito, então não estais sob o jugo da Lei. 19São bem conhecidas as obras da carne: fornicação, libertinagem, devassidão, 20idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, ciúmes, iras, intrigas, discórdias, facções, 21invejas, bebedeiras, orgias, e coisas semelhantes a estas. Eu vos previno, como aliás já o fiz: os que praticam essas coisas não herdarão o reino de Deus. 22Porém, o fruto do Espírito é: caridade, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, lealdade, 23mansidão, continência. Contra estas coisas não existe Lei. 24Os que pertencem a Jesus Cristo crucificaram carne com suas paixões e seus maus desejos. 25Se vivemos pelo Espírito, procedamos também segundo o Espírito, corretamente. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Os que pertencem a Jesus Cristo crucificaram a carne com suas paixões

 

O homem "carnal" procura muitas vezes seguranças nas pequeninas prescrições de uma moral de preceitos um tanto cômoda, e não quer incógnitas no caminho. Quisera tudo claro, tudo previsto, planificado, calculado. Ao contrário, Deus chama através de acontecimentos imprevisíveis, pede-nos uma obediência que crucifica os próprios desejos. A verdadeira liberdade custa. O "sinal" da cruz é selo de autêntica participação na liberdade de Cristo. [Missal Cotidiano ©Paulus, 1997]

 

 

 

Salmo: 1, 1-2.3.4 e 6 (R/.cf Jo 8, 12)
Senhor, quem vos seguir, terá a luz da vida!

 

1Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; 2mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.

 

3Eis que ele é semelhante a uma árvore que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.

 

4Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. 6Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.

 

Evangelho: Lucas (Lc 11, 42-46)
Ai de vós, fariseus

 

Naquele tempo, disse o Senhor: 42"Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus. Vós deveríeis praticar isso, sem deixar de lado aquilo. 43Ai de vós, fariseus, porque gostais do lugar de honra nas sinagogas, e de serdes cumprimentados nas praças públicas. 44Ai de vós, porque sois como túmulos que não se veem, sobre os quais os homens andam sem saber". 45Um mestre da Lei tomou a palavra e disse: "Mestre, falando assim, insulta-nos também a nós!" 46Jesus respondeu: "Ai de vós também, mestres da Lei, porque colocais sobre os homens cargas insuportáveis, e vós mesmos não tocais nessas cargas, nem com um só dedo". Palavra da Salvação!

 

 

 

Comentando o Evangelho

O essencial e o secundário

 

É sempre grande o risco de perder tempo com coisas secundárias, enquanto o essencial é deixado de lado. Esta inversão perigosa na vida dos fariseus foi denunciada.


Estes eram ciosos no pagamento do dízimo das hortaliças. Contudo, para eles, a prática da justiça e o trato misericordioso com o próximo, a exemplo de Deus, tinham pouca importância.


Preocupavam-se com ocupar os lugares de honra e ser cumprimentados, descurando a humildade e a simplicidade. Cuidavam de mostrar-se, exteriormente, como pessoas justas e santas, sem perceber que a autêntica justiça e santidade situam-se no coração.


As coisas secundárias supervalorizadas geralmente correspondem a gestos com os quais se pensa agradar a Deus, descuidando-se do próximo. É o caso do pagamento do imposto das hortaliças. As coisas essenciais dizem respeito ao próximo com os quais Deus exige que se pratique a misericórdia e a justiça.


Na espiritualidade bíblica, esta é a verdadeira forma de agradar a Deus, porque o semelhante é a mediação obrigatória do relacionamento com ele. Querer chegar a Deus, prescindindo dos semelhantes, é escolher o caminho da própria condenação
. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano B,  ©Paulinas, 1996]

 

Santo Eduardo

 

 

 

 

Filho do rei Etelfredo II e neto do rei também santo, "Eduardo o mártir", são Eduardo III tornou-se também rei da Inglaterra. Dedico a invasão armada dos dinamarqueses, seus pais tiveram que fugir da Inglaterra e refugiar-se nos castelos da Normandia: Eduardo tinha, nessa época, 10 anos de idade e ali viveu até seus 31 anos. Após os dinamarqueses serem expulsos da Inglaterra, Eduardo retornou à Pátria onde foi solenemente coroado como rei, até a sua morte. Seu espírito cheio de mansidão e generosidade, extremamente polido, jamais mostrou um só gesto de ira nem para com seus súditos. Editou leis que passaram para história como "as leis de santo Eduardo". Ao subir no trono, foi obrigado a casar-se. Sua esposa se chamava Edite Godwin, filha de um Barão que se he mostrava favorável mas depois revelou-se como grande opositor, pois, dando sua filha em casamento planejava tirar vantagens do reinado da Inglaterra. Mas o casal tornou-se profundamente amigos, oravam juntos e não tiveram filhos pois, de comum acordo, conservaram-se em perfeita castidade. Conhecido como "administrador justo e generoso" e "o bom rei" soube utilizar- se de sua fortuna não apenas para regalias mas muito mais, melhorar as condições de vida de seu povo, principalmente dos mais humildes. Restaurou a Abadia de Westminster sem jamais empregar a força e sim em concessões pacíficas, dizendo; "Não desejo obter um reino a custa de sangue humano". Em vida, fez vários milagres e sua festa é celebrada hoje e não na data de sua morte, pois passaram a comemorá-la no dia do traslado de seu corpo e que ocorreu neste dia, para a igreja de São Tomás de Canterbury, venerado por sua piedade e intenso espírito de caridade.

 

 

Para sua reflexão: Jesus critica os fariseus em tom de ameaça: 1) O apego às leis de purificação externa, que Jesus denuncia como uma maneira de encobrir a podridão interior. 2) A pontualidade no pagamento do tributo sobre coisas mínimas como as ervas aromáticas diante do descuido ou da indiferença para com o mais importante: a esmola, a justiça e a generosidade. 3)Essas atitudes fizeram dos fariseus sepulcros sem destinação; no momento da verdade, “contaminam” o povo. Jesus também denuncia os escribas: 1)Os juristas, junto com os fariseus, orgulham-se de ser os “guardiões da fé”, mas na realidade o que fizeram é impor ao povo pesadas cargas que eles mesmos nem podem nem querem mover. 2) Acreditam ser melhores que os antigos quanto na realidade são iguais ou piores. 3) Com o conhecimento que têm da lei e da escritura e sua maneira de interpretá-la, eles se afastaram do Deus vivo e verdadeiro, e além do mais impedem ao povo o acesso a esse Deus. (Novo Testamento, Edição de Estudos, Ave-Maria)

 

 

Julgo impossível que o amor, quando existe, se contente em continuar

sempre no mesmo estado. (Santa Teresa d´Ávila)