Quarta-feira, 13 de abril de 2011

Quinta Semana da Quaresma - 1ª Semana do Saltério (Livro II) - cor Litúrgica Roxa

 

 

Hoje: Dia do Hino Nacional Brasileiro

 

Santos: Justino (mártir), Tibúrcio (mártir), Valério (mártir), Máximo (mártir), Ardalião (mártir), Lamberto de Lião (arcebispo), Bernardo de Tiron (abade), Lanvino (beato), Caradoco, Bénezet, Pedro Gonçalo (Gonçales ou Gonçalves, beato), João (mártir), Antônio (mártir), Eustácio (mártir), Liduína de Schiedam (beata e virgem), Donina, Próculo, Pica (bem aventurada, mãe de São Francisco de Assis)

 

Antífona: Vós me livrais, Senhor, de meus inimigos; vós me fazeis suplantar o agressor e do homem violento me salvais. (Sl 17 48-49)

 

Oração do Dia: Ó Deus de misericórdia, iluminais nossos corações purificados pela penitência. E ouvi com paternal bondade aqueles a quem dais afeto filial. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Daniel (Dn 3, 14-20.24.49a.91-92.95)

Enviou seu anjo e libertou seus servos

 

Naqueles dias, 14o rei Nabucodonosor tomou a palavra e disse: "É verdade, Sidrac, Misac e Abdênago, que não prestais culto a meus deuses e não adorais a estátua de ouro que mandei erguer? 15E agora, quando ouvirdes tocar trombeta, flauta, citara, harpa, saltério e gaitas, e toda espécie de instrumentos, estais prontos a prostrar-vos e adorar a estátua que mandei fazer? Mas, se não fizerdes adoração, no mesmo instante sereis atirados na fornalha de fogo ardente; e qual é o deus que poderá libertar-vos de minhas mãos?"

 

16Sidrac, Misac e Abdênago responderam ao rei Nabucodonosor: "Não há necessidade de respondermos sobre isto: 17se o nosso Deus, a quem rendemos culto, pode livrar-nos da fornalha de fogo ardente, ele também poderá libertar-nos de tuas mãos, ó rei. 18Mas, se ele não quiser libertar-nos, fica sabendo, ó rei, que não prestaremos culto a teus deuses e tampouco adoraremos a estátua de ouro que mandaste fazer". 19A estas palavras, Nabucodonosor encheu-se de cólera contra Sidrac, Misac e Abdênago, a ponto de se alterar a expressão do rosto; deu ordem para acender a fornalha com sete vezes mais fogo que de costume; 20e encarregou os soldados mais fortes do exército para amarrarem Sidrac, Misac e Abdênago e os lançarem na fornalha de fogo ardente. 24Os três jovens andavam de cá para lá no meio das chamas, entoando hinos a Deus e bendizendo ao Senhor. 49aMas o anjo do Senhor tinha descido simultaneamente na fornalha para junto de Azarias e seus companheiros.

 

91O rei Nabucodonosor, tomado de pasmo, levantou-se apressadamente, e perguntou a seus ministros: "Porventura, não lançamos três homens bem amarrados no meio fogo?" Responderam ao rei: "E verdade, ó rei". 92Disse este: "Mas eu estou vendo quatro homens andando livremente no meio do fogo, sem sofrerem nenhum mal, e o aspecto do quarto homem é semelhante ao de um filho de Deus".

 

95Exclamou Nabucodonosor: "Bendito seja o Deus de Sidrac, Misac e Abdênago que enviou seu anjo e libertou seus servos, que puseram nele confiança e transgrediram o decreto do rei, preferindo entregar suas vidas a servir e adorar qualquer outro Deus que não fosse o seu Deus.” Palavra do Senhor.

 

 

Comentando a I Leitura

Enviou seu anjo e libertou seus servos

 

A proteção de Deus não é sempre visivelmente maravilhosa e magnífica como na história dos três jovens. Mas é necessário dar tempo ao desígnio de Deus, a fim de poder vê-lo em seu conjunto, quer com relação a nós pessoalmente, quer na vida da Igreja. Então, aquilo que parecia casual, repetitivo, falho, provisório, assume seu posto e seu valor. Então, também de nossos corações pode prorromper, sincero e festivo, o cântico de louvor a Deus. Ele já estava presente, já agia e nos libertava, quando parecia inexistente, insignificante. Às vezes Deus "manda seu anjo", ou seja, faz perceber exteriormente sua intervenção, mas sempre e em toda parte os acontecimentos, em seu impulso fundamental, procedem dele e a ele conduzem por caminhos misteriosos. Esta foi a fé dos três jovens e de todos os mártires. Esta deve ser a nossa fé. [MISSAL COTIDIANO. ©Paulus, 1997]

 

 

Cântico: Dn 3, 52.53.54.55.56 (R/.52b)

A vós louvor, honra e glória eternamente!

 

52Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais. A vós louvor, honra e glória eternamente! Sede bendito, nome santo e glorioso. A vós louvor, honra e glória eternamente!

 

53No templo santo onde refulge a vossa glória. A vós louvor, honra e glória eternamente! 54E em vosso trono de poder vitorioso. A vós louvor, honra e glória eternamente!

 

55Sede bendito, que sondais as profundezas. A vós louvor, honra e glória eternamente! E superior aos querubins vos assentais. Avós louvor, honra e glória eternamente!

 

56Sede bendito no celeste firmamento. A vós louvor, honra e glória eternamente!

 

57Obras todas do Senhor, glorificai-o A ele louvor, honra e glória eternamente!

 

 

Evangelho: João (Jo 8, 31-42)

A verdade liberta

 

Naquele tempo, 31Jesus disse aos judeus que nele tinham acreditado: "Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, 32e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará". 33Responderam eles: "Somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer: 'Vós vos tomareis livres'?" 34Jesus respondeu: "Em verdade, em verdade vos digo, todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. 35O escravo não permanece para sempre numa família, mas o filho permanece nela para sempre. 36Se, pois, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. 37Bem sei que sois descendentes de Abraão; no entanto, procurais matar-me, porque a minha palavra não é acolhida por vós. 38Eu falo o que vi junto do Pai; e vós fazeis o que ouvistes do vosso pai".

 

39Eles responderam então: "Nosso pai é Abraão". Disse-lhes Jesus: "Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão! 40Mas agora, vós procurais matar-me, a mim, que vos falei a verdade que ouvi de Deus. Isto, Abraão não o fez. 41Vós fazeis as obras do vosso pai". Disseram-lhe, então: "Nós não nascemos do adultério, temos um só pai: Deus".

 

42Respondeu-lhes Jesus: "Se Deus fosse vosso Pai, certamente me amaríeis, porque de Deus é que eu saí, e vim. Não vim por mim mesmo, mas foi ele que me enviou". Palavra da Salvação!

 

 

Comentário do Evangelho

A verdade que liberta

 

No confronto com os judeus, Jesus apresentou-se como a única verdade que pode trazer libertação. Com isto, punha em xeque a prática religiosa judaica na qual fora educado e que era a base da fé de seus discípulos e de seus interlocutores. Em que sentido o ensinamento de Jesus era diferente, a ponto de proporcionar uma libertação impossível de ser alcançada por outras vias?


A força libertadora da verdade ensinada pelo Mestre está ligada à sua origem: ele ensinava o que havia visto junto do Pai. Suas palavras tinham uma força única de colocar os discípulos em contato com o desígnio do Pai e estabelecer uma profunda comunhão de amor com ele. A libertação resultava da presença amorosa do Pai no coração do discípulo. Presença capaz de banir toda forma de egoísmo escravizador e estabelecer relações fraternas com o próximo. Presença suficientemente forte para arrancar o discípulo das trevas do pecado e introduzi-lo no reino da luz. Presença humanizadora e plenificadora.


Jesus considerava a doutrina dos judeus demasiadamente contaminada por elementos espúrios, nem sempre compatíveis com o querer divino. De fato, de tanto se intrometer na Lei de Deus, os judeus acabaram por desvirtuar-lhe o sentido.


As palavras de Jesus serviam de alerta para quem desejava tornar-se discípulo. Urgia deixar-se libertar pela verdade proclamada por ele. [Evangelho nosso de cada dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Oração da assembleia (Liturgia Diária)

·      A fim de que reconheçamos em Cristo a fonte de toda vida e libertação, rezemos. Senhor, ouvi-nos e atendei-nos

·      A fim de que a palavra de Deus seja guia e motivação de nossa caminhada cristã, rezemos.

·      A fim que nossas comunidades perseverem na fé diante das dificuldades, rezemos.

·      A fim de que saibamos administrar a liberdade, grande dom recebido de Deus, rezemos.

·      A fim de que os profissionais da comunicação preservem a ética e a verdade, rezemos.

·      Preces espontâneas

 

Oração sobre as Oferendas:

Acolhei, ó Deus, as oferendas que nos destes a fim de que, oferecidas em vossa honra, possam tornar-se remédio para nós. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Deus nos transportou para o reino do seu Filho amado, no qual temos a redenção pelo seu sangue, o perdão dos pecados. (Cl 1, 13-14)

 

Oração Depois da Comunhão:

Ó Deus, que o sacramento recebido nos seja um remédio do céu, para que expulse os vícios de nossos corações e nos mantenha sob a vossa proteção. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Para sua reflexão: O escravo não pertence à casa e pode ser expulso; já o filho pertence à casa e nela permanece. Mas o escravo pode receber a liberdade, emancipar-se e ainda herdar. Embora seja filho de Abraão, livre por nascimento, pelo pecado o homem cai na escravidão. Naquela época, por causa do pecado Deus “submete” Israel a potências estrangeiras. Jesus é o Filho. Com sua revelação, que é a verdade, Jesus vem libertar dessa escravidão; somente dele pode dá-la; o homem, por suas forças, não pode conquistá-las. Para hoje, para este momento, o desafio é identificar quais os pecados da atualidade que nos fazem prisioneiros, ou seja, escravos, num ciclo que parece não ter fim. O pecado parece ser parte integrante do cristão contemporâneo, como se ele fosse um fato “normal” em nossa vida. A quaresma nos apresenta uma oportunidade de ouro para buscarmos a nossa libertação. Deus enviou Jesus para o nosso meio para nos libertar; não deixe essa chance sair das suas mãos. O momento é agora!

 

Alegria Pascal

Dom Nelson Westrupp, scj, Bispo Diocesano de Santo André - SP

 

Lendo os Evangelhos, constatamos que Jesus, após a sua ressurreição, apareceu diversas vezes e em diversas ocasiões a muitas pessoas, demonstrando, assim, seu imenso amor para com elas e para conosco. Cumpriu o que havia prometido. O número de vezes em que Cristo ressuscitado apareceu, contudo, e a quem apareceu, não é essencial para crermos e aceitarmos a sua ressurreição.

 

Crer que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos e que também nós ressuscitaremos com Ele, é exigência fundamental para a nossa vida cristã e para a nossa fé (cf. Cor 15, 14). A celebração da Páscoa é ocasião favorável para fortalecer a nossa fé na ressurreição do Senhor Jesus, acreditando naqueles que O viram ressuscitado (cf. Mc 16, 14).

 

A presença do Ressuscitado entre nós torna-O ainda mais próximo de nós, caminhando conosco, falando conosco, animando e sustentando cada passo nosso, enfim, fazendo arder nosso coração com Sua Palavra e Seu amor pelas estradas da vida. Assim sendo, Sua ressurreição colocou-O mais perto de nós, mais presente em nossa vida.

 

“Ouvistes o que eu vos disse: ‘Eu vou, mas voltarei a vós’” (Jo 14, 28). Com efeito, “a partida de Jesus inaugura um modo totalmente novo e maior da Sua presença. Com a sua morte, Jesus entra no amor do Pai. A Sua morte é um ato de amor. O amor, porém, é imortal. Por isso, a Sua partida transforma-se numa nova vida, numa forma de presença mais profunda que não acaba mais” (Bento XVI – 22.3.2008).

 

Já não há mais lágrimas de luto e de separação. Agora é tempo pascal, é tempo de viver a alegria, desfrutando ao máximo a presença viva do Ressuscitado.

 

É impossível imaginar a intensidade da alegria experimentada e sentida pelos Apóstolos no Domingo da Páscoa. A transformação no coração daqueles homens tímidos e desanimados, incrédulos e desesperançados, é indescritível. Agora não mais duvidam das promessas do Mestre. Agora entendem. Tinha de sofrer! Tinha de ressuscitar!

 

Ressurreição é vida nova. Não procuremos entre os mortos Aquele que se chama Vida. Com Cristo ressuscitado nasceu o “ser humano novo”, revestido de ressurreição. Cristo é a causa da nossa ressurreição, primícias dos que morreram (cf. 1 Cor 15, 20). Se Cristo ressuscitou, ressuscitaremos também nós, membros de Seu Corpo glorioso. Por isso, vivemos já ressuscitados na fé e na esperança. Pelo Batismo somos testemunhas qualificadas da ressurreição. Vale a pena ir dizer ao mundo que Cristo está vivo.

 

A Ressurreição de Jesus é verdadeiro movimento de amor, entusiasmo incontido de fé, sinfonia de amor divino, envio aos corações mais endurecidos.

 

A partir da sua ressurreição, temos certeza de que Cristo está no meio de nós, vive em nós, está na Igreja, na Palavra e na Eucaristia. Está em cada ser humano.

 

Cabe a cada um de nós encontrá-Lo, fazer experiência da Sua presença, entrar no Seu Coração ressuscitado, para viver sem cessar a alegria pascal.

 

Votos de uma feliz e santa Páscoa! [CNBB]

 

Confissão pessoal: preparando-se para a Páscoa

 

Para que  façamos uma boa confissão é preciso:

 

1. Exame de consciência e ato de contrição, ou seja, rezar e refletir  sobre seus  pecados.

 

2. Arrependimento sincero pelas ofensas feitas contra Deus e os irmãos.

 

3. Firme propósito de não mais pecar.

 

4. Confessar os pecados ao Sacerdote.

 

5. Cumprir a penitência  imposta pelo padre ao término da confissão.  

 

Ato de Contrição (antes de confessar)

Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes vós quem sois sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as  coisas, e porque vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de vos ter ofendido; pesa-me também ter perdido o céu e merecido o inferno e proponho firmemente, ajudado com o auxílio da vossa divina graça, emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender e espero alcançar o perdão das minhas culpas, pela vossa infinita misericórdia. Amém. 

 

 

Abandone-se nas mãos de Deus, você receberá fortaleza, paz é tranquilidade.

Não tenha a menor dúvida! (Serva de Deus Madre Carmela Prestigiacomo)

 

Aconteceu no dia 13 de abril de 1931: Primeira execução do Hino Nacional Brasileiro