Segunda, 12 de outubro de 2011

Nossa Senhora Aparecida (Padroeira do Brasil), Ofício Solene,  4ª do Saltério, cor Branca

 

 

Hoje: Dia da Criança, dia do Descobrimento da América, Dia do Engenheiro Agrônomo, Dia do Corretor de Seguros, Dia do Basquete, Dia do Mar e Dia da Leitura.

 

Santos: Nossa Senhora Aparecida (padroeira do Brasil), Cinco Mil Bispos, Clérigos e Leigos africanos (Tunísia 404, mártires perante os perseguidores arianos), Donina (Cicília, Itália), Edisto  (Roma, Itália), Vilfrido (710) e Serafim (1604, frade capuchinho).

 

Antífona: Com grande alegria rejubilo-me Senhor, e minha alma exultará no meu Deus, pois me revestiu de justiça e salvação, como a noiva ornada de suas jóias.

 

Oração: Ó Deus todo-poderoso, ao rendermos culto à Imaculada Conceição de Maria, Mãe de Deus e Senhora nossa, concedei que o povo brasileiro, fiel à sua vocação e vivendo na paz e na justiça, possa chegar um dia à pátria definitiva. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Ester (Est 5, 1b-2; 7,2b-3)

Ester intercede pela misericórdia do rei com seu povo

 

1bEster revestiu-se com vestes de rainha e foi colocar-se no vestíbulo interno do palácio real, frente à residência do rei. O rei estava sentado no trono real, na sala do trono, frente à entrada. 2Ao ver a rainha Ester parada no vestíbulo, olhou para ela com agrado e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão, e Ester aproximou-se para tocar a ponta do cetro.

 

7,2bEntão, o rei lhe disse: "O que me pedes, Ester; o que queres que eu faça? Ainda que me pedisses a metade do meu reino, ela te seria concedida".

 

3Ester respondeu-lhe: "Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e se for de teu agrado, concede-me a vida - eis o meu pedido! - e a vida do meu povo - eis o meu desejo!" Palavra do Senhor!

 

Comentário da I Leitura

Uma mulher, símbolo de resistência

e de solidariedade com seu povo


O livro de Ester é a mais leiga das novelas do Antigo Testamento. De fato, se tirarmos os acréscimos em grego e ficarmos só com o texto hebraico, perceberemos que nele não há qualquer referência direta a Deus. Contudo, e for lido com os olhos da fé, transparecem nele claramente os temas do Deus aliado dos oprimidos e o da confiança inabalável que estes têm nele. De fato, Deus é quem conduz os destinos do seu povo, não obstante os tropeços e as dificuldades da caminhada.


O livro pode ser chamado de uma espiritualidade da resistência. A maioria dos estudiosos está de acordo em situar a redação final de Ester em meados do século II a.C. A Palestina se encontrava, nessa ocasião, sob o poder do império grego (333-63 a.C.). Sabemos que Antíoco Epífanes tentou helenizar os judeus da Palestina à força. Os livros dos Macabeus nos falam abundantemente disso, bem como da resistência dos judeus, no esforço de se manterem fiéis às suas raízes, cultura e fé.


É dentro desse contexto de resistência que surge o livro de Ester. É um texto esperto, que procura driblar, de modo velado, a dominação grega, incutindo coragem e esperança no povo que sofre, procurando transmitir confiança em Deus e armando a resistência. Para tanto, o livro de Ester narra uma história profana, acontecida alguns séculos antes, no tempo em que os judeus estavam sob o domínio persa, no tempo do rei Assuero, ou Xerxes (485-465 a.C.).


Naquela ocasião, a judia Ester conquista o coração do violento rei mediante sua graciosidade e feminilidade. Feita rainha, intercede por seu povo, que havia sido condenado ao extermínio (3,6-13) e o salva.


Os breves versículos proclamados na liturgia de hoje nos mostram Ester no esplendor de seus trajes reais apresentando-se – após haver sido decretado o extermínio dos judeus – ao rei sentado em seu trono. A confiança em Deus e a beleza física são as armas com as quais tenta anular a sentença fatal contra o povo ao qual ela pertence. Reconhece que o rei tem todo o poder decisório (= tocar o cetro), mas confia.


Durante um banquete do qual participavam o rei e Amã (o primeiro-ministro que havia conseguido a sentença capital contra os judeus e havia sido encarregado de executá-la), a rainha conquista definitivamente o coração do rei: “Qual é o seu pedido? Darei a você até a metade do meu reino” (7,2b). O pedido da rainha supera a expectativa do rei, não pelo que esse pedido pudesse custar em termos de bens, mas pelo desejo de viver e de fazer viver o seu povo: “Se o senhor quiser fazer-me um favor, se lhe parecer bem, o meu pedido é que me conceda a vida, o meu desejo é a vida do meu povo” (7,3).


A história de Ester, contando ou criando fatos do tempo passado, quer mostrar que Deus, embora pareça distante dos acontecimentos (a ausência do nome de Deus no texto hebraico é sintomática!), ele está agindo por dentro da história e das pessoas, salvando o povo por meio dos que são considerados fracos e impotentes. E a confiança que eles têm em Deus é força de resistência contra qualquer poder opressor. [Vida Pastoral nº 250 ©Paulus 2006]

 

 

Salmo: 44(45), 11-12a.12b-13.14-15a.15b-16 (R/.11 e 12a) 
Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:

que o rei se encante com vossa beleza!

 

11Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: "Esquecei vosso povo e a casa paterna! 12aQue o Rei se encante com vossa beleza!

 

12bPrestai-lhe homenagem: é vosso Senhor! 13O povo de Tiro vos traz seus presentes, os grandes do povo vos pedem favores.

 

14Majestosa, a princesa real vem chegando vestida de ricos brocados de ouro. 15aEm vestes vistosas ao Rei se dirige.

 

15bE as virgens amigas lhe formam cortejo; 16entre cantos de festa e com grande alegria, ingressam, então, no palácio real".

 

 

II Leitura: Apocalipse (Ap 12, 1.5.13a.15-16a)

Maria é o grande sinal que Deus envia à terra

 

1Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. 5E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o filho foi levado para junto de Deus e do seu trono.

 

13aQuando viu que tinha sido expulso para a terra, o dragão começou a perseguir a mulher que tinha dado à luz o menino.

 

15A serpente, então, vomitou como um rio de água atrás da mulher, a fim de a submergir. 16aA terra, porém, veio em socorro da mulher. Palavra do Senhor!

 

 

Comentário da II Leitura

A comunidade-Igreja dá à luz o Cristo


O texto pertence, na estrutura do Apocalipse, à “seção dos três sinais” (11,15-16,16). As comunidades cristãs, às quais é endereçada a mensagem, encontram-se em fase difícil por causa das perseguições. Percebem que a história da humanidade é movida por forças aparentemente superiores à capacidade de resistência dos que crêem no projeto de Deus. As forças negativas presentes na história parecem ter o poder de destruir todas as esperanças de vida das comunidades.


O autor do Apocalipse apresenta, pois, às comunidades que lêem o texto, dois sinais que devem ser interpretados, iluminando a vida dos cristãos. O primeiro sinal é grandioso e aparece no céu, isto é, no ambiente próprio de Deus. Trata-se de uma mulher, uma esposa-mãe. Ela tem por veste o sol, tem a lua sob os pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. Sol, lua e estrelas são elementos cósmicos simbolizados. Por se encontrarem no céu, o ambiente de Deus, de alguma forma falam da presença de Deus (sol e lua são únicos, e as estrelas são doze, número perfeito). Além disso, no Apocalipse as vestes são sempre a identidade da pessoa. Portanto, essa mulher está plenamente identificada com Deus e envolvida com ele (a veste que a envolve ao redor, a lua e as estrelas que a envolvem por baixo e por cima; são dois movimentos rotatórios que dão idéia de plenitude), sendo Deus o seu aliado fiel. Além disso, o sol representa a proteção de Deus, a luz sob os pés fala da eternidade (veja, por exemplo, Salmo 72,5) e a coroa aponta para a vitória.


As comunidades que lêem o Apocalipse hoje são convidadas a interpretar o sinal. Quem é essa mulher? Alguns viram nela Eva, a mãe da humanidade (Gn 3,15-16); outros afirmam que representa Israel/Sião, freqüentemente mostrado(a) pelos profetas como esposa de Javé, responsável pela criação de um projeto alternativo de sociedade; outros – e é por isso que a liturgia escolheu esse texto – vêem nessa Mulher Maria, que deu à luz o Cristo. Para o autor do Apocalipse essa Mulher representa sem dúvida e primeiramente as comunidades proféticas do final do primeiro século em seu processo de dar à luz o projeto de Deus em meio a muita tribulação imposta pelo império romano. Essas comunidades têm dimensão celeste (o sinal aparece no céu) e dimensão terrena, pois se encontram no mundo, procurando dar continuamente à luz o Cristo e seu projeto.


O segundo sinal (vv. 23-4) é o Dragão, força de morte, aparentemente superior às forças das comunidades proféticas. Ele está diante da Mulher para lhe devorar o filho tão logo nasça. As comunidades que lêem o Apocalipse são estimuladas a interpretar o sinal: ele representa as forças opressoras e de morte que se encarnam em pessoas e arranjos sociais, dificultando o testemunho das comunidades proféticas, procurando devorar os frutos das mesmas.
Essas forças de morte estão na terra (v. 13) e perseguem a Mulher. É um conflito em que o Dragão parece ser bem sucedido, mas o resultado da luta é favorável à Mulher, pois Deus é seu aliado fiel e permanente. Dá-lhe asas para escapar do perigo (v. 14), e ela se refugia no deserto, lugar onde experimenta a intimidade do Deus que não abandona o seu povo. Lá é alimentada por Deus (v. 14), como Israel fora alimentado no deserto.


Mas não há, para as comunidades proféticas, um lugar em que possam estar sossegadas. Sua missão é dar testemunho do Cristo, num parto constante; é manter sempre lúcida e forte a profecia. Por isso o inimigo tenta impedir a caminhada, lançando contra elas um rio de água, como o mar Vermelho que, no Antigo Testamento, impedia a caminhada do povo de Deus. Porém, a terra se abre e engole o que o Dragão vomitara (v. 16). E as comunidades proféticas continuam seu esforço de constantemente dar à luz o projeto de Deus na história. [Vida Pastoral nº 250 ©Paulus 2006]

 

Evangelho: João (Jo 2, 1-11)

Fazei o que ele vos disser

 

Naquele tempo, 1houve um casamento em Caná da Galiléia. A mãe de Jesus estava presente. 2Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: "Eles não têm mais vinho". 4Jesus respondeu-lhe: "Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou". 5Sua mãe disse aos que estavam servindo: "Fazei o que ele vos disser".

 

6Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros. 7Jesus disse aos que estavam servindo: "Enchei as talhas de água". Encheram-nas até a boca. 8Jesus disse: "Agora tirai e levai ao mestre-sala". E eles levaram. 9O mestre-sala experimentou a água que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água. 10O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: "Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho bom até agora!" 11Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galiléia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele. Palavra da Salvação!

 

Comentário o Evangelho

Jesus é o Messias-esposo da humanidade[1]


Com o episódio das bodas de Caná, João quer afirmar que Jesus é o novo e verdadeiro esposo da humanidade. De fato, o simbolismo do matrimônio foi amplamente empregado no Antigo Testamento para conotar o relacionamento entre Deus e seu povo (Os 2,16-25; Is 1,21-23; 49,14-26 etc.). O próprio João Batista apresenta Jesus como o esposo (1,15.27.30; cf. 3,29). O texto, portanto, deve ser entendido simbolicamente. Partindo de uma festa de casamento num povoado, o evangelista monta um texto no qual Jesus é apresentado como esposo definitivo da humanidade, o único capaz de trazer vinho novo e insuperável. O vinho é símbolo do amor (cf. Ct 1,2) e sua abundância está associada à vinda do Messias. Outro detalhe importante: seguindo a contagem dos dias mencionados em 1,19-51, o episódio de Caná acontece no “sexto dia” da primeira semana simbólica do Evangelho de João. Esse detalhe é importante pois, de acordo com Gn 1,26ss, a humanidade surgiu no sexto dia da criação. Em Caná, portanto, irá nascer “a nova humanidade”, esposa de Jesus, “o novo e definitivo esposo” que traz o vinho do amor insuperável. Todavia, a “hora” desse “vinho” ainda não chegou. Chegará na cruz (19,30.34).


O episódio está dividido em duas partes: vv. 1-5 e vv. 7-10. O v. 6, que descreve as talhas vazias, funciona como eixo de todo o episódio e separa as duas partes. Na primeira, temos uma introdução (vv. 1-2) e a intervenção da mãe de Jesus, nomeada três vezes (vv. 1.3.5). Na segunda (vv. 7-10), a figura central é o mestre-sala, também ele nomeado três vezes (vv. 8-9). Jesus e os serventes são como que o fio condutor de todo o episódio. Aparecem tanto na primeira parte quanto na segunda. O v. 11 é a interpretação do fato.


a) Vv. 1-5: A mãe de Jesus é a personificação da fidelidade a Deus


Após a indicação do tempo e lugar em que é celebrado o casamento (não se trata de pura indicação cronológico-geográfica, mas teológica), o evangelista acrescenta: “a mãe de Jesus estava lá” (v. 1) Com isso João quer dizer que ela pertence à antiga Aliança. E o seu papel será esclarecido nas ações que ela cumpre a seguir.


O v. 2 põe em cena Jesus. O Messias é convidado a participar da Aliança antiga. Entrando em cena, põe em ação um movimento irreversível. O vinho, sinal da alegria e do amor conjugal (cf. Ct 1,2; 7,10) vem a faltar na festa de casamento (v. 3). Isso significa que a alegria e o amor devem ser recriados pelo Messias, o novo esposo da humanidade.


A intervenção da mãe de Jesus tem dois aspectos: por um lado mostra a Jesus que “eles não têm mais vinho” (v. 3; estava lá mas toma distância) e, por outro, dá ordem aos serventes: “façam tudo o que ele mandar” (v. 5; não apenas toma distância, mas estimula a buscar o novo que vem a obediência a Jesus). A mãe de Jesus personifica aqui todos os que conservaram a fidelidade a Deus e a esperança em suas promessas. Ela constata que os que não aderem a Jesus “não têm mais vinho”. Para superar esse impasse é preciso aceitar Jesus como Messias, o esposo da comunidade e da humanidade: “Façam tudo o que ele mandar”.


Estranho é o fato de Jesus se dirigir a sua mãe com o apelativo “mulher”. Essa forma de tratamento não se encontra no Antigo Testamento e nem na literatura rabínica. Por isso somos levados a considerar essa mulher como figura simbólica, que supera a individualidade. É a mãe/Israel. Jesus faz-lhe ver a necessidade de romper com o passado (ela pertence à antiga Aliança). Jesus não é um a mais, e sim o definitivo, o único, aquele que traz a novidade radical. Essa novidade está ligada à “hora” de Jesus (v. 4; cf. 7,30; 8,20; 12,23.27; 17,1), que será a sua morte na cruz. Nesse sentido, o primeiro sinal (Caná) já aponta para o grande sinal do Evangelho de João: Jesus que dá a vida porque ama até às últimas consequências do amor.


A sequência do episódio é interrompida pela descrição das seis talhas de pedra destinadas à purificação dos judeus (v. 6). Em torno dessa descrição, João reforça, por contraste, o papel de Jesus enquanto Messias e esposo. As talhas são de pedra (isso evoca as tábuas da Lei) e são seis (as seis festa judaicas relatadas no Evangelho de João, frias, manipuladas e desligadas da vida). As talhas eram destinadas à purificação (conceito que torna difícil o relacionamento com Deus, distanciando-o; um deus que precisa ser “aplacado” com purificações). Estavam vazias (não são capazes de restaurar o relacionamento com Deus). Além disso, o número seis denota provisoriedade, e não obstante as talhas possam conter muito (mais ou menos cem litros cada uma), são ineficazes (estão vazias).


b) Vv. 7-10: Dando o melhor vinho, Jesus se revela o esposo da humanidade


Jesus manda encher as talhas com água. Assim ele passa a oferecer a nova “purificação”, que não irá depender da Lei, pois as talhas não irão conter o vinho novo (observe o que diz o v. 9b: “Os que serviam estavam sabendo, pois foram eles que tiraram a água). A segunda ordem de Jesus: “Agora tirem e levem ao mestre-sala” (v. 8a) confere sentido e valor ao casamento, isto é, ao relacionamento entre Deus e a humanidade. Esse relacionamento íntimo tem como única razão de ser o amor total e a fidelidade plena, representados pelo vinho novo e abundante (mais de seiscentos litros!) que o Messias-esposo oferece.


O mestre-sala é símbolo dos que não reconhecem o dom messiânico que Deus faz em Jesus, o Messias-esposo da humanidade. Ele prova o vinho, constata que há novidade radical no que é apresentado, mas atribui o fato ao noivo: “Você guardou o vinho bom até agora” (v. 10). Não reconhece que, no projeto de Deus, o melhor vem depois, isto é, com Jesus.


c) V. 11: O sinal manifesta a glória de Jesus


O evangelista afirma que em Caná Jesus deu início a uma série de sinais. O sinal de Caná é o protótipo dos demais que se seguirão. Eles têm dupla finalidade: 1. Manifestar a glória de Jesus, isto é, fazer ver que Deus condensou nas palavras e ações do Filho todo o seu projeto de amor fiel (1,14), desde o início até a “hora” de Jesus (17,1). Jesus é a glória de Deus, ou seja, a revelação e mediação últimas do amor sem limites de Deus; 2. Conferindo credibilidade a Jesus enquanto mediador do amor divino, os sinais visam a suscitar a fé dos discípulos que acolhem Jesus e se comprometem lealmente com ele: “seus discípulos acreditaram nele” (v. 11b).

 
d) Quem é a esposa do Messias-esposo?


Lendo o episódio das bodas de Caná (palavra que significa “adquirir”), percebe-se logo o engano em que caiu o mestre-sala: crê que o melhor vinho tenha sido oferta do noivo. O leitor do evangelho e os serventes sabem muito bem que Jesus é quem dá o vinho novo – o amor sem limites –, pois ele é o Messias-esposo da humanidade. A mensagem, contudo, vai além. O episódio mostra também quem é a esposa do Messias-esposo: ela está representada na “mulher”, a mãe de Jesus (que por sua vez representa o Israel que reconheceu o Messias), nos serventes que sabem de onde vem o vinho novo (v. 9) e que obedecem a Jesus e nos discípulos que acreditam nele (v. 11b). É assim que o Messias-esposo vai conquistando/adquirindo (“Caná”) para si uma esposa. [Vida Pastoral nº 250 ©Paulus 2006]

 

Nossa Senhora de Aparecida

 

No Brasil, estado de São Paulo, encontra-se a cidade de Aparecida do Norte. Ela é, sobretudo, conhecida como o principal santuário mariano nacional para onde convergem peregrinos provenientes de todo o país, rumo à Basílica da Virgem Imaculada, Nossa Senhora de Aparecida, santa Padroeira do Brasil.

 

Porquê o nome de Nossa Senhora “Aparecida” para a Imaculada Conceição?

Tudo começou no século XVIII, quando alguns pescadores, habituados a lançar as suas redes no rio Paraíba, perto de São Paulo, certo dia do ano de 1717, apanham uma estátua sem cabeça no meio da sua pescaria... Ao lançarem novamente as redes, retiram a cabeça da estátua: pareceu então que se tratava de uma Virgem Negra... Diz a lenda que quando os pescadores pescaram o corpo e depois a cabeça, a silhueta frágil da Virgem Aparecida se tornou extremamente pesada. Eles não conseguiram levá-la para lado nenhum.

 

Depois disso, na tradição religiosa brasileira, a Virgem Aparecida, sob o vocábulo da sua Imaculada Conceição, é a Santa Mãe, padroeira das mulheres grávidas e dos recém-nascidos, dos rios e do mar, do ouro, do mel, da beleza e da sedução. No decorrer dos anos a devoção à Virgem imaculada “aparecida”  tem vindo a aumentar e numerosas graças foram obtidas. Em 1737, o vigário de Guaratinguetá mandou construir uma capela para os fiéis.

 

Uma Basílica gigantesca para a Santa Padroeira do Brasil

Em 1834 deu-se início à construção de uma igreja maior, que veio a ser a "velha Basílica" quando, em 1955, se empreenderam os trabalhos da gigantesca "nova Basílica", por decreto do Vaticano, em 1884, por ocasião do primeiro cinqüentenário da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição, Nossa Senhora de Aparecida foi coroada pelo arcebispo de São Paulo, em presença do Núncio Apostólico. No dia 16 de Julho de 1930, nova homenagem da nação a Nossa Senhora de Aparecida que foi então solenemente proclamada santa padroeira do Brasil, em presença de todas as autoridades civis e religiosas do país.Nesse dia, o Cardeal Leme, Arcebispo do Rio de Janeiro, pronunciou a consagração do Brasil à Santa Virgem Aparecida.

 

Entretanto, até por volta de 1950, Aparecida permanece uma modesta aldeola onde se instalaram os religiosos Redentoristas. Eles chegaram lá em 1893, vindos da Província de Munique na Alemanha e aceitaram a responsabilidade do santuário de Nossa Senhora de Aparecida, fazendo assim dele a primeira paróquia redentorista da América Latina. É nos meados do século XX, em 1955, que é construída a atual - e imensa - nova Basílica.

 

O segundo santuário Mariano mais frequentado do mundo!

Gigantesca, Nossa Senhora de Aparecida o é, com efeito, com a sua torre de 100 metros de altura, a cúpula de 70 m, a nave em forma de cruz grega de 173 m de comprimento por 168 m de largura, perfazendo uma superfície total de 18 000 m quadrados! A sua capacidade permite acolher ... 45000 fiéis! Pelas suas proporções, Nossa Senhora de Aparecida é a segunda maior basílica do mundo, após a Basílica de São Pedro em Roma! Em 1980, O Papa João Paulo II concedeu-lhe o título de "Basílica menor". Tendo-se tornado na Santa Padroeira do Brasil, Nossa Senhora de Aparecida é entre outras coisas o lugar de peregrinação dos trabalhadores que se realiza todos os anos no dia 7 de Setembro, dia da festa nacional.

 

Nossa Senhora de Aparecida é também o segundo santuário Mariano mais visitado do mundo! [http://www.mariedenazareth.com]

 

 

 

 

Dia da Criança

O dia 12 de outubro é uma data criada pelos comerciantes brasileiros para incentivar a venda de produtos infantis. Mas, segundo a Organização das Nações Unidas – ONU, o dia certo de comemorar o dia da criança é o dia 20 de novembro. É nesse dia que se comemora a assinatura da Declaração dos Direitos da Criança.

 

Segundo a declaração, toda criança deve ser respeitada independente de sua raça, credo, cor ou sexo e tem direito à educação, cuidados médicos, ao lazer e proteção contra a exploração.

 

Infelizmente, os direitos das crianças são desrespeitados em todo o mundo. É comum vermos nos noticiários crianças trabalhando em regime escravo ou por salários precários. Crianças que moram na rua, que se prostituem e que não freqüentam a escola são peças comuns no dia-a-dia de qualquer grande cidade. Subnutrição e aids estão se tornando problemas comuns às crianças de todo o mundo.

 

Alguns países comemoram o dia das crianças em outras datas e com outros costumes. Em Portugal e Moçambique, as crianças são homenageadas no dia 1o. de junho. Na Índia, a data é comemorada no dia 15 de novembro. No Japão, os meninos comemoram o dia da criança no dia 5 de maio com a exposição de bonecos que lembram samurais e as meninas no dia 3 de março, com exposição de bonecas “Hina Matsuri”, que representam a antiga corte imperial. [Fonte: Câmara dos Deputados – CEDI]

 

Dia do Descobrimento da América

Em 12 de outubro de 1492, o navegador Cristóvão Colombo descobre a América, a terra nova. Ele avista Guanaani e nela se aporta (San Salvador, nas Pequenas Antilhas), sem ter noção da grande descoberta. Pensa ter chegado mais ao norte das Índias.

 

Mas trata-se ainda de sua primeira viagem. A primeira das outras quatro que faria ao continente americano. Só depois, nas viagens de 1493, 1498 e 1502 é que o navegador genovês reconhece a originalidade da ilhas do Caribe. Essa "América" que Colombo imagina ser o paraíso terrestre.

Com essa descoberta, Colombo marca um tempo novo. Um tempo que mudou de forma significativa e irreversível a face do mundo: as relações políticas, econômicas e sociais entre os povos do ocidente.

 

Uma vez descoberta, a América foi colonizada principalmente por quatro povos - espanhol, português, inglês e francês. De acordo com o tipo de interesse do colonizador em determinada região do continente, ocorreram formas de colonizar diferenciadas, na verdade duas: colonização de povoamento e de exploração.

 

Nas colônias de povoamento, as características básicas foram: pequena propriedade, policultura e mão-de-obra familiar, visando ao mercado interno (a parte norte dos Estados Unidos foi um exemplo desse tipo de colônia). Já na de exploração, predominou a grande propriedade, a monocultura e o trabalho escravo, de olho no mercado europeu (a exemplo do que ocorreu no Brasil e em praticamente toda América Latina).

Fonte: IBGE Teen

Dia Nacional do Engenheiro Agrônomo

Hoje é considerado o Dia Nacional do Engenheiro Agrônomo porque foi nessa data que a profissão foi regulamentada, no ano de 1933. O agrônomo é um profissional de atuação ampla.

 

Na zona rural, pode trabalhar com agricultura, políticas de preservação e conservação ecológica, além de poder lidar com zootecnia. Na área urbana, o agrônomo pode envolver-se com parques e jardins, em indústrias de mecanização da agricultura e com comércio de produtos agropecuários. Em suma, suas atividades são sempre ligadas à agropecuária e à utilização de recursos naturais.

 

O curso superior de Agronomia dura em média 5 anos. O profissional da área deve ter registro nos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CREAs - e no Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - Confea.

 

Em um país de economia fortemente agropecuária como o Brasil, o engenheiro agrônomo tem bastante importância para o nosso desenvolvimento. [Fonte: Soleis, Cedi - Câmara dos Deputados]

 

 



[1] Vida Pastoral nº 250  ©Paulus 2006