Quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Quinta Semana do Tempo Comum, Ano Ímpar, 1ª Semana do Saltério, Livro III, cor Verde

 

Hoje: Dia do Surf

 

Santos: Alberto de Fontenelle (monge, bispo), Alexandre e Companheiros (mártires de Roma), Alto de Altomünster (abade), Amon, Emiliano, Lassa e Companheiros (mártires de Membressa, na África), Amônio e Alexandre (mártires de Soli, em Chipre), Aniano de Llanengan (eremita), Apolônia de Alexandria (virgem) com Metras, Quinta e Serapião (todos mártires), Elídio de Llandaff (bispo), Miguel do Equador (religioso), Nebrídio de Egara (bispo), Nicéforo de Antioquia (mártir), Primo e Donato (diáconos, mártires da África), Reinaldo de Nocera (monge, bispo), Sabino de Canossa (bispo), Álvaro de Córdoba (dominicano, bem-aventurado), Mariano Scoto (abade, bem-aventurado)

 

Antífona: Entrai, inclinai-vos e prostrai-vos: adoremos o Senhor que nos criou, pois ele é o nosso Deus (Sl 94,6-7)

 

Oração: Velai, ó Deus, sobre a vossa família com incansável amor; e, como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Gênesis (Gn 2,4b-9.15-17)

As origens da humanidade

 

4bNo dia em que o Senhor Deus fez a terra e o céu, 5ainda não havia nenhum arbusto do campo sobre a terra e a vegetação ainda não tinha brotado, porque o Senhor Deus ainda não fizera chover sobre a terra nem havia homem para cultivar o solo, 6extrair os mananciais da terra e irrigar a superfície do solo. 7Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra, soprou-lhe nas narinas o sopro da vida e o homem se tornou ser vivo.

 

8Depois, o Senhor Deus plantou um jardim em Éden, ao oriente, e ali pôs o homem que havia formado. 9E o Senhor Deus fez brotar da terra toda sorte de árvores de aspecto atraente e saborosas ao paladar, a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal.

 

15O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim de Éden para o cultivar e guardar. 16O Senhor Deus deu ao homem uma ordem, dizendo: "Podes comer de todas as árvores do jardim. 17Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não deves comer, porque no dia em que o fizeres serás condenado a morrer". Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Deus tomou o homem e coloco-o no jardim do Éden

 

A narrativa do Éden: nostalgia de um passado ou profecia do futuro? Dom de Deus já concedido ou a ser conquistado? O autor bíblico, olhando em torno de si, tem aguda consciência dos males que afligem a vida familiar e social, e não os aceita como situação normal da humanidade. Pelo realismo de sua fé está convencido, como toda a Bíblia, de que Deus é bom e justo, quer o bem dos homens e não sua condenação.

 

Deus não pode ter querido o mundo assim como é. O homem, sobretudo o homem de fé, não pode dizer: “Paciência, aguentemos! A vida é assim. Deus a quer assim” O autor bíblico, com o auxílio de Deus, descreve um mundo diferente,s que é exatamente o oposto aquilo que ele conhece: é assim que Deus gostaria que fosse o mundo, e Deus não muda de idéia, nem mudará nunca. O “paraíso” é como se fosse o projeto do mundo, cuja realização Deus continua a esperar, cofiando-a à livre decisão do homem. [MISSAL COTIDIANO. ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 8, 4-5.6-7.8-9 (R/.2a)

Bendize, ó minha alma, ao Senhor!

 

Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande! De majestade e esplendor vos revestis e de luz vos envolveis como num manto

 

Todos eles, ó Senhor, de vós esperam que a seu tempo vós lhes deis o alimento; vós lhes dais o que comer e eles recolhem, vós abris a vossa mão e eles se fartam.

 

Se tirais o seu respiro, eles perecem e voltam para o pó de onde vieram; enviais o vosso espírito e renascem, e da terra toda a face renovais.

 

 

Evangelho: Marcos (Mc 7, 14-23)

São os vícios que tornam as pessoas impuras

 

Naquele tempo, 14Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: "Escutai todos e compreendei. 15o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. 16Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!" 17Quando Jesus entrou em casa, longe da multidão, os discípulos lhe perguntaram sobre essa parábola. 18Jesus lhes disse: "Será que nem vós compreendeis? Não entendeis que nada do que vem de fora e entra numa pessoa pode torná-la impura, 19porque não entra em seu coração, mas em seu estômago, e vai para a fossa?" Assim Jesus declarava que todos os alimentos eram puros. 20Ele disse: "O que sai do homem, isso é que o torna impuro. 21Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, 22adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja,  calúnia, falta de juízo. 23Todas essas coisas más saem de dentro e são elas que tornam impuro o homem”. Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas de contexto: Mt 15,1-20; Lc 11,37-41

 

Comentário do Evangelho

Pureza e impureza

 

Num encontro reservado com seus discípulos, Jesus ensinou-os a distinguir, de maneira conveniente, a pureza da impureza. Os critérios usados pelos mestres da Lei e pelos fariseus eram inadequados para quem se fizera discípulo do Reino. Era preciso guiar-se por um parâmetro diferente: a impureza não provém do exterior, e sim de dentro do coração humano. Por conseguinte, o processo de purificação deveria começar do interior. É inútil preocupar-se com lavar as mãos, antes das refeições, ou fazer coisas do gênero, se a pessoa tem o coração carregado de malícias.

 

O raciocínio de Jesus é elementar. O interior do ser humano é inacessível às realidades materiais. Por exemplo, é bem conhecida a trajetória dos alimentos: eles são consumidos e digeridos: aquilo que não presta é eliminado do corpo. Trata-se de um processo natural. Por que dar-lhe uma relevância que não possui?

 

A atenção deve concentrar-se no interior, donde provêm as maldades que tornam a pessoa indigna de estar na presença de Deus. Podem os fornicadores, os ladrões, os assassinos, os adúlteros, os cobiçosos, os malvados, os fraudulentos, os despudorados, os invejosos, os maledicentes, os soberbos e os impiedosos apresentar-se diante de Deus, sem antes passarem por um processo radical de purificação? Bastaria que lavassem as mãos ou tomassem apenas um banho? Deus não exige deles algo muito mais profundo? [O EVANGELHO DO DIA, Ano “A”. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1997]

 

Liturgia Diária (Paulinas e Paulus)

-Senhor, tornai-nos acolhedores e respeitosos com a criação. Vinde, Senhor, e atendei-nos.

-Livrai-nos do preconceito contra outras religiões.

-Afastai-nos do mal e das atitudes que nos conduzem ao pecado.

-Fazei que a justiça e a igualdade cheguem a todas as pessoas.

-Santificai nossos pensamentos e dai-nos a sabedoria que vem de vós.

(preces espontâneas)

 

Oração sobre as Oferendas:

Senhor nosso Deus, que criastes o pão e o vinho para alimento da nossa fraqueza, concedei que se tornem para nós sacramento da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Demos graças ao Senhor por sua bondade, por suas maravilhas em favor dos homens; deu de beber aos que tinham sede, alimentou os que tinham fome. (Sl 106,8-9)

 

Oração Depois da Comunhão:

Ó Deus, vós quisestes que participássemos do mesmo pão e do mesmo cálice; fazei-nos viver de tal modo unidos em Cristo, que tenhamos a alegria de produzir muitos frutos para a salvação do mundo. Por Cristo, nosso Senhor!

 

 

Santa Apolônia

Quarenta anos de idade, cristã, padeceu nas mãos dos centuriões romanos. Motivados pela agitação da festa do primeiro milênio do Império, os cristãos foram criticados por um adivinho do Egito (Alexandria). O massacre aconteceu no mesmo momento e entrando nas casas dos cristãos, saqueavam-nos, roubando-lhes tudo o quer fosse precioso e matando-os. Até que chegou a vez de entrarem na casa de Apolônia: aprisionaram-na e arrancaram-lhes dentes, enquanto pediam-lhe que blasfemasse contra Cristo. E para fazê-la temer ainda mais, prometeram acenderam o fogo dizendo que a jogariam dentro. Apolônia lançou-se ao fogo sem que precisassem lançá-la, provando até quanto poderia chegar por amor a Cristo. Essa santa foi a mais popular da Idade Média.

 

 

Paz no trânsito

 

 

Dom Aldo Pagotto, Arcebispo Metropolitano da Paraíba

 

A cada ano, a data de 24 de janeiro marcará o transcurso das vítimas no trânsito em João Pessoa, por irresponsabilidade dos que insistem em provocar delitos de incalculáveis consequências. Com pesar celebramos a memória da inesquecível promotora do MP, Fátima Lopes, bem como de membros da família Ramalho, Carvalho e tantas outras, barbaramente penalizadas com sentença de morte pela imprudência dos algozes do trânsito.

 

O consumo de bebida alcoólica e o de outras drogas tornam-se práticas rotineiras. Autoridades fazem vista grossa ao evidente êxito da “lei seca”, hoje desmoralizada pela chantagem de empresários e comerciantes do ramo altamente lucrativo. Até nos postos de combustível está uma das maiores contribuições para o recrudescimento da violência no trânsito.

 

Faz-se corpo mole diante das desgraças previstas e anunciadas. Como se não bastasse, agora ressurgiram as motos “cinquentinhas” sem que seus condutores recebam orientações, cumpram com regulamentos que, aliás, existem? Sem placa, sem segurança, serpenteiam em trânsito tresloucado. Adolescentes fazem malabarismos “para se mostrar”, curtindo numa boa.

 

As cidades grandes possuem legislação proibitiva do consumo ou venda de bebida. A lei, porém, não pegou. No Brasil é assim! Segundo o Ministério da Saúde o álcool é considerado grave problema para a saúde pública porque representa a iniciação para outras drogas, chamadas ilícitas. O consumo de bebida alcoólica, facilmente encontrada nos postos de abastecimento, além de incentivar motoristas alcoolizados no volante, favorece o envolvimento de menores com outras drogas.

 

Em estudos aplicados nas quatro maiores capitais do Brasil, a ABDetran (Associação Brasileira dos Departamentos de Trânsito) constatou: 61% das vítimas de trânsito apontaram a presença de álcool no sangue (alcoolemia). Nosso País constata por ano 35 mil pessoas vitimadas por morte, em acidentes de trânsito. A principal causa de morte entre jovens de 15 aos 24 anos está relacionada com o álcool e outras drogas.

 

Segundo trabalhos científicos da Associação Brasileira de Psiquiatria, o álcool é responsável por 60% dos acidentes de trânsito. Essa evidência transparece em 70% dos laudos cadavéricos das mortes violentas. O índice supera as mortes causadas pelas doenças cardiovasculares e neoplásicas.

 

Nossa sugestão para os governos estadual e municipais da Paraíba é a organização de fórum permanente para a reeducação do povo, orientando-o segundo as leis de direito e de fato, proibindo o consumo de bebidas alcoólicas no espaço físico dos postos, lojas de conveniência e similares. Inclua-se no fórum a questão nojenta da poluição sonora que azucrina o sistema nervoso de qualquer pessoa de bom senso.

 

A lei é feita para salvaguardar o bem comum. Sua aplicação efetiva depende de fiscalização do poder público e da colaboração de todos nós que acreditamos na vida, que é dom sagrado dado por Deus! O povo agradece as medidas de superação dessa forma de violência tão acirrada pelos que teimam em se impor com a força da deseducação e da grana.

 

A autoestima do povo paraibano depende também da qualidade de vida recuperada. Que todas as formas de violência sejam ao menos reduzidas, senão erradicadas de vez. De fato, a paz no trânsito depende de todos e de cada um de nós, construindo a cultura de paz.

 

O recado final é a tarefa que nos incumbe pela construção da vida e da concidadania. Nada supera o valor da vida. Interesses puramente lucrativos dos “donos do pedaço” não podem prevalecer sobre o maior de todos os interesses humanos: a incomparável dignidade da vida vivida na paz; consigo mesmo, com os outros, com a sociedade e com Deus. [CNBB]

 

Dia do Surf

O surf nasceu através de pioneiros viajantes e de pescadores. Talvez a quatro mil anos atrás, na Polinésia ou no Peru. Pescadores peruanos utilizavam uma canoa de palha Cabalito de Tottora, como meio de transporte para a pesca, quando eles retornavam à praia desciam algumas ondas. Pioneiros viajantes em canoas iniciaram a exploração e colonização das muitas ilhas da Polinésia. A medida que adentravam o Oceano Pacífico, iam desenvolvendo nas ilhas formas rudimentares de surf. Finalmente ao longo das praias havaianas, o surf atingiu seu ápice, segundo relato do diário de Sir. James King, da Esquadra Inglesa, comandada pelo Capitão Cook, datada de 1773, notou-se que o relacionamento dos havaianos com o mar e as ondas era diferente de tudo que o resto do mundo havia conhecido. (pindavale.com.br)

 

Aconteceu no dia 9 de fevereiro:

1964: Morte do radialista e compositor Ari Barroso.

 

 

A gente respeita um homem que se respeita a si mesmo. (Honoré de Balzac)