Quarta-feira, 5 de maio de 2010

Quinta Semana  da Páscoa e 1ª do Saltério (Livro II),  cor Litúrgica Branca

 

Hoje: Dia Nacional das Comunicações

 

Santos: Ângelo (mártir, Ordem Carmelita), Silvano, Joviniano, Niceto, Eutímio (diácono), Máximo (bispo), Eulógio (bispo), Pio V (papa), Hilário (Bispo de Arles), Maurúncio (abade), Avertino, Juta (viúva).

 

Antífona: Que o vosso louvor transborde de minha boca; meus lábios exultarão, cantando de alegria, aleluia! (Sl 70,8.23)

 

Oração: Ó Deus, que amais e restituís a inocência, orientai para vós os nossos corações, para que jamais se afastem da luz da verdade os que tirastes das trevas da descrença. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

 

 

 

I Leitura: Atos (At 15, 1-6)

Decidiram que Paulo e Barnabé fossem à Jerusalém

 

Naqueles dias, 1chegaram alguns da Judéia e ensinavam aos irmãos de Antioquia, dizendo: "Vós não podereis salvar-vos, se não fordes circuncidados, como ordena a lei de Moisés". 2Isto provocou muita confusão, e houve uma grande discussão de Paulo e Barnabé com eles. Finalmente, decidiram que Paulo, Barnabé e alguns outros fossem a Jerusalém, para tratar dessa questão com os apóstolos e os anciãos. 3Depois de terem sido acompanhados pela comunidade, Paulo e Barnabé atravessaram a Fenícia e a Samaria. Contaram sobre a conversão dos pagãos, causando grande alegria entre todos os irmãos. 4Chegando a Jerusalém, foram recebidos pelos apóstolos e os anciãos, e narraram as maravilhas que Deus tinha realizado por meio deles. 5Alguns, dos que tinham pertencido ao partido dos fariseus e que haviam abraçado a fé, levantaram-se e disseram que era preciso circuncidar os pagãos e obrigá-los a observar a lei de Moisés. 6Então, os apóstolos e os anciãos reuniram-se para tratar desse assunto. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a Leitura

Contaram-lhe tudo o que Deus fizera por meio deles 

 

Paulo põe à testa da Igreja grupos de anciãos, a fim de a governarem colegialmente. Sua preocupação não é tanto de caráter organizativo-hierárquico, mas sobretudo de ordem eclesial e de comunhão. De fato, a instituição de um grupo de anciãos corresponde a uma praxe judaica. No caso de Paulo, porém, os anciãos não são eleitos pela comunidade, mas designados pelo Apóstolo. E isto não por preocupação ou fins “dirigistas”, mas para garantir a comunhão e vinculação com a Igreja universal.

 

Por outro lado, a constituição de uma hierarquia “local” é sinal de grande respeito à autonomia das diversas comunidades, das quais não se pretende a sujeição a um governo centralizado, enquanto se oferece o instrumento que assegure o laço de uma fé comum e de uma disciplina favorecedora do encontro e do diálogo. Por este vínculo com a Igreja universal, a Igreja local vence a tentação do individualismo e particularismo. A hierarquia, por força de sua origem, torna-se sinal de comunhão e servido de caridade. [Extraído do MISSAL COTIDIANO  ©Paulus, 1997]

 

Salmo: 121 (122), 1-2.3-4a.4b-5 (R/. Cf.1)
Que alegria quando ouvi que me disseram: vamos à casa do Senhor!

 

Que alegria quando ouvi que me disseram: "Vamos à casa do Senhor!" E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas.

 

Jerusalém, cidade bem edificada num conjunto harmonioso; para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor.

 

Para louvar, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. A sede da justiça lá está e o trono de Davi.

 

 

Evangelho: João (Jo 15, 1-8)

Eu sou a videira e vós os reamos

 

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1"Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. 2Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. 3Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei. 4Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim. 5Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. 6Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. 7Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. 8Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos tomeis meus discípulos". Palavra da Salvação!

 

 

Comentário o Evangelho

Sem mim, nada podeis fazer!

 

Servindo-se da imagem da videira, Jesus tira uma série de conclusões em relação ao discipulado cristão. Este pode ser definido como vida de comunhão com Jesus, sob o olhar amoroso do Pai, seu grande promotor, que propicia o relacionamento entre o Mestre e seus discípulos.


A ação do Pai compara-se à do agricultor que planta a vinha e dela cuida com carinho. Arranca os ramos secos, por serem estéreis, e poda os demais para que produzam maior quantidade de frutos. Da mesma forma, o Pai afasta para longe do Filho os maus discípulos, os que se recusam a dar testemunho de amor e não se empenham para fazer o Reino acontecer na História. Já os bons discípulos são motivados a cada vez produzirem mais frutos, mesmo que para isso tenham de ser podados. A poda, neste caso, poderia ser comparada à "limpeza" que elimina o que os impede de dar um testemunho autêntico, os resquícios de egoísmo, de maldade, de inveja e de sentimentos afins.


O Pai cuida para que o discípulo permaneça unido a Jesus. Com isto, sente-se glorificado. Só assim é possível produzir frutos de amor e de justiça. Sozinho, será incapaz de dar muitos frutos como o Pai deseja; com Jesus, dará frutos que permanecem.
[O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: A união e counhão do crente com Jesus é indispensável para poder dar fruto. Esta união ou permanência com ele realiza-se por meio do seu amor e é fonte de plenitude de sua alegria. Jesus quer seguidores alegres que vivam o amor. João apresenta esse amor-modelo de Jesus no meio dos dois versículos que repetem a mesma mensagem: meu mandamento é “amai-vos uns aos outros, como eu vos amo” (12, 17). Quando uma pessoa ama verdadeiramente está disposta aos maiores sacrifícios, a que se apresentem falha humanas. [Bíblia Ave-Maria, Novo Testamento, Edição de Estudo].

 

São José Benedito Cottolengo

 

 

 

O cônego Cottolengo era a caridade personificava. Após ter assistido a morte de uma a mulher cercada de seis filhinhos chorosos, morte esta por falta de socorros médicos que lhe foram negados, vendeu o pouco que possuía, inclusive o manto, alugou alguns quartos e deu início à obra oferecendo asilo gratuito a uma velhinha paralítica. E a Pequena Casa, como era chamada, cresceu. Mas a casa foi fechada quando ainda estava repleta de pessoas acometidas por cólera em 1831. O que fez este nobre santo? Carregou algumas coisas consigo, colocou-as sobre um burro e com duas freiras dirigiu-se fora da cidade em Valdocco. Sobre a porta de um velho casarão abandonado, leu: "Hospedaria do Brantatore". Ele inverteu a insígnia e escreveu: " Pequena Casa da Divina Providência", e a dizer: "Para que uma couve cresça forte e sadia precisa ser transplantada..." De família numerosa, foi o primogênito dos doze irmãos. Fez teologia em Turim. Como Vigário cooperador em Corneliano de Alba, celebrava Missa às 3 h da madrugada para que os camponeses pudessem assisti-la antes de ir para o trabalho. Dava trabalhinhos aos asilados para que tivessem com que se ocupar e toda a assistência possível. E dizia: "A vossa caridade se deve expressar com toda boa graça para conquistar os corações. Haveis de produzir alegria! "Sua forte fibra não resistiu muito tempo e de vez em quando ouvi-se do santo: "Meu burro já está empacando..." No leito de morte convidou a "seus filhos" - porque assim os chamava - a agradecerem com ele à Providência. Suas últimas palavras foram: "Iremos para a Casa do Senhor". São José Benedito morreu em 30 de abril de 1842, aos 56 anos de idade em Valdocco, na Itália.

 

O sexo existe em função do amor, o amor em função da vida, e

a vida a serviço de Deus. (Frei Anselmo Fracasso)