Quarta-feira, 1º de dezembro de 2010

Primeira Semana do Advento, Ano “A”, 1ª do Saltério (Livro I), cor Roxa

 

Hoje: Dia Mundial de Luta Contra a AIDS (CIDA)

 

Santos: Adria, Aurélia, Eusébio, Hipólito, Marcelo, Máximo, Maria e Paulina (“Mártires Gregos”, martirizado em Roma), Aviciano de Rouen (bispo), Bibiana de Roma (virgem, mártir), Cromácio de Aquiléia (bispo), Elóquio de Lagny (abade), Evásio de Brescia (bispo), Lupo de Verona (bispo), Nono de Edessa (bispo), Ponciano e seus quatro companheiros (mártires de Roma), Roberto de Matallana (abade), Severo, Seguro, Januário e Vitorino (mártires da África), Silvano de Trôade (bispo), Valentim de Estrasburgo (bispo).

 

Antífona: O Senhor vai chegar, não tardará; há de iluminar o que as trevas ocultam e se manifestará a todos os povos. (Hab 2,3; 1Cor 4,5)

 

Oração: Senhor Deus, preparai os nossos corações com a força da vossa graça, para que, ao chegar o Cristo, vosso Filho, nos encontre dignos do banquete da vida eterna e ele mesmo nos sirva o alimento celeste. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Leitura: Isaias (Is 25, 6-10a)
A humanidade toda será salva

 

Naquele dia, 6o Senhor dos exércitos dará neste monte, para todos os povos, um banquete de ricas iguarias, regado com vinho puro, servido de pratos deliciosos e dos mais finos vinhos.

 

7Ele removerá, neste monte, a ponta da cadeia que ligava todos os povos, a teia em que tinha envolvido todas as nações. 8O Senhor Deus eliminará para sempre a morte e enxugará as lágrimas de todas as faces e acabará com a desonra do seu povo em toda a terra; o Senhor o disse.

 

Naquele dia, se dirá: "Este é o nosso Deus, esperamos nele, até que nos salvou; este é o Senhor, nele temos confiado: vamos alegrar-nos e exultar por nos ter salvo". 10aE a mão do Senhor repousará sobre este monte. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

O Senhor convida para o seu banquete

e enxugará as lágrimas de todas as faces

 

A transformação operada por “aquele que vem”, sua libertação e salvação dirigem-se principalmente aos pobres, aos aflitos (v.8), aos angustiados, aos oprimidos. Estes que agora sofrem aflição hão de alegrar-se no fim; os pobres, os mais libertos de qualquer presunção, poderão, cheios de esperança, ir ao encontro daquele que vem. Para eles, para mim, ele pessoalmente prepara a mesa e me convida para o banquete (Salmo). Todos os dias o Senhor nos convida a comer o pão da vida, que é ele próprio doado para a vida do mundo. É um dom pessoal, mas não exclusivo: são convidados todos os povos. Os verdadeiramente pobres aceitam este convite, pois se sentem esfaimados, e com plena disponibilidade acolhem a vinda do Senhor.  [Missal Cotidiano, Paulus]

 

 

Salmo: 22(23), 1-3a.3b-4.5.6 (R/.6cd)
Na casa do Senhor habitarei pelos tempos infinitos

 

O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças.

 

Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!

 

Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça e o meu cálice transborda.

 

Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos.

 

 

Evangelho: Mateus (Mt 15, 29-37)

Jesus cura muitos e multiplica os pães

 

Naquele tempo, 29Jesus foi para as margens do mar da Galiléia, subiu a montanha, e sentou-se. 30Numerosas multidões aproximaram-se dele, levando consigo coxos, aleijados, cegos, mudos, e muitos outros doentes. Então os colocaram aos pés de Jesus. E ele os curou.

 

31O povo ficou admirado, quando viu os mudos falando, os aleijados sendo curados, os coxos andando e os cegos enxergando. E glorificaram o Deus de Israel.

 

32Jesus chamou seus discípulos e disse: "Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que está comigo, e nada tem para comer. Não quero mandá-los embora com fome, para que não desmaiem pelo caminho".

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33Os discípulos disseram: "Onde vamos buscar, neste deserto, tantos pães para saciar tão grande multidão?" 34Jesus perguntou: "Quantos pães tendes?" Eles responderam: "Sete, e alguns peixinhos". 35E Jesus mandou que a multidão se sentasse pelo chão. 36Depois pegou os sete pães e os peixes, deu graças, partiu-os, e os dava aos discípulos, e os discípulos, às multidões. 37Todos comeram, e ficaram satisfeitos; e encheram sete cestos com os pedaços que sobraram. Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Mt 8, 1-10; Mc 7, 31-37; Lc 9, 1-17; Mt 14, 13-21

 

 

Comentando o Evangelho

Jesus cura e alimenta

Mateus usa como cenário uma montanha, lugar predileto para as revelações de Jesus, tendo o povo pagão como foco. A montanha é também o lugar preferido por Deus para se comunicar com seus filhos, fazer alianças, conforme textos abundantes no Antigo Testamento, sobretudo no Pentateuco. Lembra-nos o Monte Horeb, Monte Sião... No destaque dessa passagem está Jesus. Os doentes são apresentados e ele cura a todos.  O milagre seguinte consiste no desafio de alimentar uma grande multidão. A compaixão de Jesus pela multidão leva-o a satisfazer suas necessidades materiais e a linguagem em que a multiplicação é apresentada lembra a Eucaristia. Enfermidades graves e fome são temas que acompanham toda a humanidade ao longo dos tempos. AIDS e fome são desafios do cotidiano, sobretudo nos países latinoamericanos e africanos. Jesus continua curando os males e alimentando, pela eucaristia, seu povo. Sejamos instrumentos do Senhor nesse processo; que nossa fé seja parte fundamental de nossas ações. A Igreja nos lembra que fé sem obras já não basta. Somos convidados a fazer a nossa contrapartida, a partir da célula da sociedade: nosso lar. Há tantos cenários em que o cristão pode ser protagonista da ação salvifica de Jesus: em nossa comunidade, nas pastorais da nossa Paróquia, no nosso local de trabalho, nos presídios, nos hospitais. Somos muito bons na lamentação e nas criticas e pouco eficientes em nossas ações práticas, como se fossemos isentos de uma doença grave, como a AIDS ou da fome, motivadas pelo desemprego e desalentos da vida, por exemplo. Ser discípulo de Jesus significa ser comprometido com a missão do Messias. [Everaldo Souto Salvador, ofs]

 

Oração da Assembleia (Liturgia Diária, Paulus)

·  Por todos os convidados ao banquete da vida, rezemos: Senhor, atendei nossa prece.

·  Pelos oprimidos pela humilhação e pela injustiça, rezemos.

·  Pelos programas e iniciativas em favor de um mundo sem fome, rezemos.

·  Pelos grupos que se reúnem em preparação para o Natal, rezemos.

·  Pelos que se empenham na luta contra a AIDS e pelos soropositivos, rezemos.

·  (outras intenções)

 

Oração sobre as Oferendas:

Possamos, ó Pai, oferecer-vos sem cessar estes dons da nossa devoção, para que, ao celebrarmos o sacramento que nos destes, se realize em nós a salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Eis que vem o Senhor com seu poder e iluminará os olhos de seus servos. (Is 40, 10; Cf 34,5)

 

Oração Depois da Comunhão:

Imploramos, ó Pai, vossa clemência para que estes sacramentos nos purifiquem dos pecados e nos preparem para as festas que se aproximam. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Santa Bibiana ou Viviana

Na época em que Roma estava sob o poder o imperador Juliano, "o Apóstata", aconteceu um dos últimos surtos de perseguição fatal aos cristãos, entre 361 e 363. O tirano, que já tinha renegado seu batismo e abandonado a religião, passou a lutar pela extinção completa do cristianismo.


Começou substituindo todos os cristãos que ocupavam empregos civis por pagãos, tentando colocar os primeiros no esquecimento. Mas não parou por aí. Os mais populares e os mais perseverantes eram humilhados, torturados e, por fim, mortos.


No ano 363, a família de Bibiana foi executada na sua presença, porque não renunciou à fé cristã. Flaviano, seu pai, morreu com uma marca na testa que o identificava como escravo. Defrosa, sua mãe foi decapitada. Ela e a irmã Demétria, antes, foram levadas para a prisão.


A primeira a morrer foi Demétria, que perseverou na fé após severos suplícios na presença da irmã. Por último, foi o martírio de Bibiana, para a qual, conforme a antiga tradição, o governador local usou outra tática. Foi levada a um bordel de luxo para abandonar a religião ou ser prostituída. Mas os homens não conseguiam aproveitar-se de sua beleza, pois a um simples toque eram tomados por um surto de loucura. Bibiana, então, foi transferida para um asilo de loucos e lá ocorreu o inverso, os doentes eram curados.


Sem renegar Cristo, foi entregue aos carrascos para ser chicoteada até a morte e o corpo jogado aos cães selvagens. Outro prodígio aconteceu nesse instante, pois os cães não o tocaram. Ao contrário, mantiveram uma distância respeitosa do corpo da mártir. Os seus restos, então, foram recolhidos pelos demais cristãos e enterrados ao lado dos familiares, num túmulo construído no monte Esquilino, em Roma.


Finalmente, a perseguição sangrenta acabou. A história do seu martírio ganhou uma devoção dos fieis. Santa Bibiana passou a ser incovada contra os males de cabeça e as doenças mentais e a epilepsia. Seu túmulo tornou-se meta de peregrinação e o seu bonito nome escolhido na hora do batismo. Também a conhecida variação, não menos bela, de Viviana se tornou popular na cristandade.

A veneração era tão intensa que o papa Simplício mandou construir sob sua sepultura uma pequena igreja dedicada a ela, no ano 407. O culto ganhou um reforço maior ainda quando, por volta de 1625, foi erguida sob as ruínas da antiga igreja uma basílica. Nela, as relíquias de santa Bibiana se encontram guardadas debaixo do altar-mor.


Além de ser uma das padroeiras da belíssima cidade de Sevilha, na Espanha, santa Bibiana é, também, padroeira da diocese de Los Angeles, nos Estados Unidos. É celebrada no dia 2 de dezembro, considerado o de sua morte pela fé em Cristo. [paulinas.org.br]

 

 

Humanizar a sexualidade

Dom Filippo Santoro (CNBB)

 

Depois da apresentação de trechos do último livro do Papa Bento XVI ”Luz do Mundo. O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos. Uma conversa do Papa com Peter Seewald” (Livraria Editora Vaticana), se levantaram muitos comentários na imprensa indicando uma mudança no ensinamento da Igreja sobre a moral sexual.

 

O Papa neste livro, no final do XI capítulo, reafirma a posição da Igreja na perspectiva de não banalizar a sexualidade reduzindo tudo à distribuição de preservativos sem a devida ênfase numa séria campanha educativa. O Papa afirma: “não se pode resolver o problema com a distribuição de preservativos. É preciso fazer muito mais. Temos de estar próximos das pessoas, orientá-las, ajudá-las; e isso quer antes, quer depois de uma doença. Efetivamente, acontece que, onde quer que alguém queira obter preservativos, eles existem. Só que isso, por si só, não resolve o assunto. Tem de se fazer mais”. E acrescenta que também fora da visão da Igreja ”Desenvolveu-se, entretanto, precisamente no domínio secular, a chamada teoria... que defende ‘Abstinência – Fidelidade – Preservativo’, sendo que o preservativo só deve ser entendido como uma alternativa quando os outros dois não resultam. Ou seja, a mera fixação no preservativo significa uma banalização da sexualidade, e é precisamente esse o motivo perigoso pelo qual tantas pessoas já não encontram na sexualidade a expressão do seu amor, mas antes e apenas uma espécie de droga que administram a si próprias”.

 

O objetivo da entrevista do Papa é superar uma visão puramente mecânica da sexualidade e abrir a uma visão mais humana que comporta a doação à vida do outro e não apenas uma droga para uma satisfação narcisista de si. Trata-se de ampliar a afetividade e não de frustrá-la ou reduzi-la. ”É por isso que o combate contra a banalização da sexualidade também faz parte da luta para que ela seja valorizada positivamente e o seu efeito positivo se possa desenvolver sobre o ser humano na sua totalidade”.

 

Assim o Papa se coloca na perspectiva da valorização da sexualidade humana como expressão de amor, responsabilidade e dom de si e não como redução do outro a objeto. Isso aprofunda e não reforma o ensinamento moral da Igreja. Quando a prática sexual representa um efetivo risco para a vida do outro, e somente neste caso excepcional, o uso do preservativo, reduzindo o risco do contagio, é um primeiro ato de responsabilidade, um primeiro passo para uma sexualidade mais humana..

 

“Pode haver casos pontuais, justificados, como, por exemplo, a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo..., uma primeira parcela de responsabilidade para voltar a desenvolver a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. Não é, contudo, a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por HIV. Essa tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade”.

 

Não estamos diante de nenhuma revolução na visão da moral cristã, mas sim diante de um aprofundamento do valor da sexualidade e do valor pleno da vida, que nasce do respeito da dignidade humana. O horizonte do Papa é muito maior que a pura questão do preservativo. Como afirmou o jornalista Peter Seewald o Papa neste livro tem como perspectiva “o futuro do planeta”. Durante a apresentação do texto no Vaticano o jornalista afirma “Nosso livro evoca a sobrevivência do planeta que está ameaçado; o Papa lança um apelo à humanidade, nosso mundo está no transe do colapso e a metade dos jornalistas só se interessa pela questão do preservativo”. A questão de fundo é: “a sexualidade tem algo a ver com o amor? Trata-se da responsabilidade da sexualidade”.

 

O centro da mensagem do Papa nesta entrevista é uma proposta de esperança para a humanidade que tem um horizonte grande e quer oferecer uma luz para o presente e o destino das pessoas.

 

 

Dia mundial de luta contra a AIDS

 

No dia 1° de dezembro, vários países comemoram o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. Essa data foi instituída como forma de despertar a necessidade da prevenção, promover o entendimento sobre a pandemia e incentivar a análise sobre a AIDS pela sociedade e órgãos públicos. No Brasil, a data começou a ser comemorada no final dos anos 1980, envolvendo os governos federal, estaduais, distrital e municipais e organizações sociais.

Este ano, a campanha do Dia Mundial tem como público primordial os jovens de 15 a 24 anos. Essa escolha foi feita ao se levarem em consideração dados comportamentais como o maior número de parceiros casuais dos jovens em relação aos não jovens e o elevado índice de jovens (40%) que declaram não usar preservativo em todas as relações sexuais.

 

Os objetivos da campanha são desconstrução do preconceito sobre as pessoas vivendo com HIV/AIDS e a conscientização dos jovens sobre comportamentos seguros de prevenção. Para isso, o tema da campanha será: “O preconceito como aspecto de vulnerabilidade ao HIV/AIDS”.

 

Sites sugestivos sobre a AIDS/SIDA:

http://www.webciencia.com/10_aids.htm

http://en.wikipedia.org/wiki/AIDS

http://www.aids.org.br/

http://www.aids.gov.br/

http://www.pastoralaids.org.br/index1.php

http://www.pastoralaids.org/

http://www.acidigital.com/aids/igreja.htm

http://www.aidsportugal.com

 

Desde o momento em que acreditei que havia um Deus, entendi que não

poderia fazer outra coisa que viver somente para Ele. (Charles de Foucauld)