Quarta-feira, 1º de setembro de 2010

22ª Semana do Tempo Comum, Ano Par, 2ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde

 

Hoje: Início da Semana da Pátria e dia do Profissional de Educação Física

Santos: Ana, Artur, Patrício e Ferganânimo (mártires), Constâncio de Aquino (bispo), Donato e Félix (dois irmãos, martires), Gil de Castaneda (abade), Gil de Nîmes (abade), Inácio Clemente Delgado, Celebrian-Melus e Companheiros (mártires do Vietnan), Josué e Gedeão (personagens bíblicos do AntigoTestamento), Lupo de Sens (bispo), Prisco de Cápua (bispo, mártir), Régulo de Piombino (mártir), Sisto e Sinício (bispos de Reims), Terenciano de Todi (bispo, mártir), Verena de Zurzach (virgem, mártir), Vicente e Leto (martirizados na Espanha), Vitório de Mans (bispo), Joana de Florença (virgem, bem-aventurada), Juliana Collalto (abadessa, bem-aventurada).

 

Antífona: Tende compaixão de mim, Senhor, clamo por vós o dia inteiro; Senhor, sois bom e clemente, cheio de misericórdia para aqueles que vos invocam. (Sl 85, 3.5)

 

Oração: Deus do universo, fonte de todo bem, derramai em nossos corações o vosso amor e estreitai os laços que nos unem convosco para alimentar em nós o que é bom e guardar com solicitude o que nos destes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: 1ª Carta de Paulo aos Coríntios (1Cor 3, 1-9)
Aquele que planta e aquele que rega forma uma unidade

 

1Irmãos, não pude falar-vos  como a pessoas espirituais. Tive que vos falar como a pessoas carnais, como a crianças na vida em Cristo. 2Pude oferecer-vos somente leite, não alimento sólido, pois ainda não éreis capazes de tomá-lo. E nem atualmente sois capazes de receber alimento sólido, 3visto que ainda sois carnais. As rivalidades e rixas que existem aí, no meio de vós, acaso não mostram que sois carnais e que procedeis de acordo com os impulsos naturais? 4Quando um declara: "Eu sou de Paulo", e outro: "Eu sou de Apolo", não estais procedendo como pessoas simplesmente naturais?

 

5Pois, o que é Apolo? O que é Paulo? Não passam de servidores, pelos quais chegastes à fé. E cada um deles exerce seu serviço segundo dom recebido de Deus. 6Eu ,plantei, Apolo regou, mas Deus é que fazia crescer. 7De modo que nem o que planta, nem o que rega são, propriamente, importantes. Quem é importante é aquele que fez crescer: Deus. 8Aquele que planta e aquele que rega formam uma unidade, mas cada um receberá o seu próprio salário, proporcional ao seu trabalho. 9Com efeito, nós somos cooperadores de Deus, e vós sois lavoura de Deus, construção de Deus. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Nós somos cooperadores de Deus

 

Aqueles que anunciam o evangelho, diz Paulo, são “colaboradores de Deus” (V.9). Não falam a linguagem da sabedoria humana, mas falam pelo poder do Espírito. Aparentemente, Paulo não é Apolo. Mas o olhar de Deus, que se deve tornar também o do cristão, as diferenças são niveladas. Não só, mas diretamente alteradas em seu valor, porque “Deus escolheu as coisas frágeis do mundo para confundir as fortes, as coisas ignóbeis e desprezadas do mundo e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são” (1Cor 1, 27). A função de um cristão no corpo de Cristo não é algo que emerge de sua essência natural, mas se prende ao serviço que lhe foi atribuído pela cabeça (Ef 4, 11) e o coloca na Igreja em determinado posto para servir a todos os outros membros. Tudo se passa em Corinto, porém, como se os pregadores tivessem a iniciativa na obra da missão, quando não passam de intermediários de Deus, que é o verdadeiro realizador de sua obra (v.7). [Missal Cotidiano, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo Responsorial: 32(33), 12-13.14-15.20-21 (R/.12b)
Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

 

12Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! 13Dos altos céus o Senhor olha e observa; ele se inclina para olhar todos os homens.

 

14Ele contempla do lugar onde reside e vê a todos os que habitam sobre a terra. 15Ele formou o coração de cada um e por todos os seus atos se interessa.

 

20No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! 21Por isso o nosso coração se alegra nele, seu santo nome é nossa única esperança.

 

 

Evangelho: Lucas (Lc 4, 38-44)
A missão de Jesus não pode parar

 

Naquele tempo, 38Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. 39Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los. 40Ao pôr-do-sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava.

 

41De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: "Tu és o Filho de Deus". Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias. 42Ao raiar do dia, Jesus saiu e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo que os deixasse. 43Mas Jesus disse: "Eu devo anunciar a boa nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado". 44E pregava nas sinagogas da Judéia. Palavra da Salvação!

 

Leituras nos evangelhos sinóticos: Mt 8, 14-17; Mc 1, 29-34

 

 

Comentando o Evangelho

Missionário incansável

 

Por onde passava, Jesus deixava as pegadas do Reino acontecendo na história humana. As inúmeras curas e a vitória sobre o poder demoníaco eram as demonstrações mais evidentes da novidade acontecendo na vida das pessoas. A expulsão dos demônios consistia em fazer com que Deus, novamente, fosse o único Senhor delas. Portanto, a ação de Jesus visava sempre restabelecer o senhorio de Deus. E isso deixava feliz a quem se beneficiava de sua presença libertadora!

 

Os benefícios recebidos através dos gestos misericordiosos de Jesus impelia o povo a querer retê-lo junto de si e a não deixá-lo seguir adiante. O Mestre opôs-se à esta tentativa de limitar seu campo de missão. Ele manifestava sua consciência de ter sido enviado para evangelizar não apenas um grupo restrito de pessoas. Sua missão de proclamar a Boa Nova do Reino deveria alargar-se mais e mais, de modo a estender o senhorio de Deus a todo ser humano.

 

Por outro lado, o afluxo de pessoas e a quantidade de gente a ser curada não constituíam argumento para que Jesus se detivesse num só lugar. Ele ia ao encontro dos necessitados, lá onde se encontravam. Seu peregrinar incansável não conhecia limites. [O Evangelho Nosso de Cada Dial, Jaldemir Vitório, ©Paulinas]

 

Para sua reflexão: A doente jaz sobre uma esteira, e Jesus, de pé, a domina de cima. Não lhe fala; dirige-se à febre como antes ao demônio. Ela fica curada de imediato e tão perfeitamente, que se pões a servir os hóspedes. É um milagre doméstico, familiar, realizado de forma rápida. (Bíblia do Peregrino)

 

 

Santa Mônica

 

 

Casou-se com Patrício, um homem de caráter difícil, propício à ira, mas teve o consolo de ver o seu batismo um ano antes que morresse. Foi mãe de Santo Agostinho. Igual dificuldade teve, por incrível que pareça, com seu filho mais rebelde, futuro Santo Agostinho. Depois de dezesseis anos de reza e lágrimas, teve a felicidade não só de ver a conversão de seu filho, mas de vê-lo desprezar as alegrias terrenas para servir somente a Deus. Hoje podemos saber de sua existência graças a esse seu filho, que tão docemente a mencionou nas suas Confissões. Santa Mônica morreu, aos 55 anos, no ano de 387.

 

A juventude busca um coração que compreendam antes que

uma luz que ilumina. (Papa João XXIII)