Domingo, 28 de novembro de 2010

Primeiro do Advento, 1ª Semana do Saltério (Livro I), cor Litúrgica Roxa

 

 

Hoje: Dia do Soldado Desconhecido

 

Santos: Antônio de Lérins (eremita), Castor, Vítor e Rogaciano (mártires da África), Cesário da Armênia (mártir), Donião de Roma (presbítero), Êutico e Domiciano (presbítero e diácono, respectivamente, mártires de Ankara, na Galácia), Govana de Wales (mãe de família), Indes, Domna, Ágape e Teófila (virgens, mártires da Nicomédia), Morgan da Ilha de Man (bispo), Rômulo e Conindro (bispos), Santos Inocentes (meninos mártires, assassinados pelo rei Herodes), Trôade do Ponto (mártir), Oto de Heidelberg (eremita, bem-aventurado).

 

Antífona: A vós, meu Deus, elevo a minha alma. Confio em vós, que eu não seja envergonhado! Não se riam de mim meus inimigos, kpois não será desiludido quem em vós espera. (Sl 24, 1-3)

 

Oração: Ó Deus todo-poderoso, concedei vossos fiéis o ardente desejo de possuir o reino celeste, para que, acorrendo com as nossas boas obras ao encontro do Cristo que vem, sejamos reunidos à sua direita na comunidade dos justos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Isaias (Is 2, 1-5)
Vinde, caminhemos à luz do Senhor, luz das nações

 

1Visão de Isaias, filho de Amós, sobre Judá e Jerusalém. 2Acontecerá, nos últimos tempos, que o monte da casa do Senhor estará firmemente estabelecido no ponto mais alto das montanhas e dominará as colinas. A ele acorrerão todas as nações, 3para lá irão numerosos povos e dirão: "Vamos subir ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que ele nos mostre seus caminhos e nos ensine a cumprir seus preceitos"; porque de Sião provém a lei e de Jerusalém, a palavra do Senhor. 4Ele há de julgar as nações e arguir numerosos povos; estes transformarão suas espadas em arados e suas lanças em foices: não pegarão em armas uns contra os outros e não mais travarão combate. 5Vinde, todos da casa de Jacó, e deixemo-nos guiar pela luz do Senhor. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

É o futuro que já deve estar presente

 

Em meio às guerras e ameaças de guerra, o profeta fala da Lei divina e da comunidade de fé, chamada de Sião ou Jerusalém. Tanto a do seu tempo como a de hoje devem ser esperança e luz para todas as nações.

 

A maneira pela qual Isaías fala de Sião ou Jerusalém, da “montanha da casa do Senhor”, de onde vem o ensinamento, a lei de Deus para todas as nações, dá a entender que ele pensa mais numa comunidade ideal do que na realidade física da cidade. Isso se torna claro até pelo fato de falar de um futuro, “nos últimos dias”.

 

A “montanha da casa do Senhor” não é apenas aquela montanha que chega a 800 metros acima do nível do mar Mediterrâneo (onde está Jerusalém), mas um lugar de encontro com Deus que se situa muito acima de qualquer alta montanha ou serra; é uma comunidade de fé ideal, presença de Deus no mundo. Essa é que atrai para si todas as nações.

 

Todos vão à sua procura para encontrar os melhores caminhos. Todos querem aprender dela. Todos buscam a paz, e isto é o que ela ensina: “fundir suas espadas para fazer bicos de arado, fundir as lanças para delas fazer foices”, transformar as armas em instrumentos de trabalho, mudar a força de destruição em força de construção, abandonar as guerras e partir para a colaboração.

 

O profeta-poeta projetava essa comunidade ideal, promotora da harmonia universal, para um futuro, os “últimos tempos”. Esses “últimos tempos” não podem ser apenas o momento final da história, o fim da humanidade no planeta. É o futuro que já deve estar presente, é o futuro-presente que podemos hoje entender e pôr em prática como a etapa decisiva da humanidade após a ressurreição do Crucificado. [Pe. José Luiz Gonzaga do Prado, Vida Pastoral nº 275, Paulus 2010]

 

 

Salmo Responsorial: 121 (122), 1-2.4-5.6-7.8-9 (R/.cf 1)

Que alegria, quando me disseram: "vamos à casa do Senhor!"

 

1Que alegria, quando ouvi que me disseram: 'Vamos à casa do Senhor!" 2E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas.

 

4Para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor. Para louvar, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. 5A sede da justiça lá está e o trono de Davi.

 

6Rogai que viva em paz Jerusalém, e em segurança os que te amam! 7Que a paz habite dentro de teus muros, tranquilidade em teus palácios!

 

8Por amor a meus irmãos e meus amigos, peço: "A paz esteja em ti". 9Pelo amor que tenho à casa do Senhor, eu te desejo todo bem.

 

 

II Leitura: Romanos (Rm 13, 11-14a)
O cristão é "filho da luz”

 

Irmãos, 11vós sabeis em que tempo estamos, pois já é hora de despertar. Com efeito, agora a salvação está mais perto de nós do que quando abraçamos a fé. 12A noite já vai adiantada, o dia vem chegando: despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da luz. 13procedamos honestamente, como em pleno dia: nada de glutonarias e bebedeiras, nem de orgias sexuais e imoralidades, nem de brigas e rivalidades. 14Pelo contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo. Palavra do Senhor!

 

Leituras paralelas: Mc 13, 33.37; Lc 12, 35-40; 17, 26-27.35-36; 21, 34-36

 

 

Comentando a II Leitura

Vivemos unidos ao Senhor e Messias Jesus

 

As comunidades de Roma, apesar de pobres, viviam na capital do império. Ali não havia limites para o consumo e o gozar a vida. Paulo as convida a não cair na tentação.

 

Quanto mais escura a noite, mais próximo está o clarear do dia; quanto mais difícil a situação (era o tempo do imperador Nero em Roma), mais perto está uma solução.

 

Paulo tinha falado em 1Ts 4,15 na possibilidade de estar vivo na segunda vinda de Cristo. Depois, sentindo provável sua condenação à morte, desejou-a (Fl 1,23) para estar com Cristo. Agora ele fala da proximidade da salvação. Seria a vinda final de Cristo? Seu propósito, no entanto, era encerrar sua missão na parte oriental do império, passar por Roma e ir evangelizar a Espanha, o lado ocidental (Rm 15,22-24). Ele não teria esses grandes e arriscados projetos se esperasse para breve o fim do mundo.

 

Os problemas internos nas comunidades de Roma também não eram poucos. Os cristãos judeus tinham sido expulsos da cidade e agora estavam podendo voltar. A situação da Palestina era cada vez mais grave, estava se tornando explosiva. Eles voltavam para Roma influenciados pelas ideias de revolução e muito mais aferrados à sua identidade judaica. Enquanto isso, os cristãos gentios de Roma, sem dúvida, tinham se afastado mais e mais dos costumes judaicos. Os dois grupos iriam se entender? Roma, a capital do mundo, era, além disso, uma tentação, tentação, acima de tudo, de consumismo, pois tudo o que se produzia de melhor em todo o império era carreado para Roma. Cair nessa tentação seria deixar-se envolver pelo mundo das trevas.

Estão dormindo aqueles que não têm esperança de que o mundo possa mudar nem nisso pensam. Um mundo novo está chegando, está para ser construído; é preciso, então, estar acordados, viver como em pleno dia – alerta Paulo –, fugir do consumismo, que não dá nenhum sentido à vida. Como o mesmo Paulo disse em 1Ts 5, os que dormem, é de noite que dormem; os que se embriagam é de noite que se embriagam. Esses serão pegos de surpresa. Nós, ao contrário, somos da luz e, como tais, vivemos unidos ao Senhor e Messias Jesus. [Pe. José Luiz Gonzaga do Prado, Vida Pastoral nº 275, Paulus 2010]

 

 

Evangelho, Lucas (Mt 24, 37-44)
Aguardar a vinda do Senhor

Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: 37”A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé. 38Pois nos dias, antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. 39E eles nada perceberam até que veio o dilúvio e arrastou a todos. Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem. 40Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. 41Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada.

 

42Portanto, ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor. 43Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá". Palavra da Salvação!

 

 

Comentando o Evangelho

Nos somos do dia e da luz

A vinda de Cristo, quando será? O evangelho responde que ninguém pode saber, é imprevisível. Diz, porém, que precisamos ficar atentos, ligados a Deus e seu projeto, mesmo no trabalho cotidiano, dentro ou fora de casa.

 

O evangelho, das palavras de Jesus que se referem diretamente à destruição de Jerusalém, passa a falar do encontro final do fiel com o Cristo juiz. O trecho que lemos hoje faz exatamente essa passagem.

 

Ele havia falado da comparação com a planta que começa a brotar, anunciando a chegada da primavera e do verão (vv. 32-36). Sinais do dia decisivo seriam a autoproclamação messiânica dos líderes da revolta judaica (vv. 5-8), dificuldades, incompreensões e perseguição aos cristãos, além da divulgação do evangelho (vv. 9-14) e da violação do Templo (v. 15). Mas, nos vv. 34-35, é dito que os fatos acontecerão ainda “nesta geração”, o que só pode ser entendido com a destruição de Jerusalém.

 

Depois de dizer que o dia e a hora só Deus sabe (v. 36), o evangelho entra no texto de hoje comparando a situação de então com a do tempo de Noé. No episódio bíblico do dilúvio, ninguém se interessou pela arca que Noé preparava, ninguém pensou que sua vida seria interrompida: continuava sua rotina até que Noé entrou na arca – e, em seguida, veio o dilúvio e todos se foram.

 

É uma advertência para estarmos conscientes de um fim inevitável, mas de data e hora imprevisíveis. E estar conscientes disso significa estar atentos aos apelos de Deus por meio dos fatos. O fim vem, é certo. Quando? Só Deus sabe. As duas certezas nos preparam para ir ao encontro do Senhor que vem.

 

Por ocasião da invasão do exército romano, nas proximidades ou dentro de Jerusalém, dois homens no campo ou duas mulheres em casa, exercendo a mesma atividade, têm sortes diferentes. Essa afirmação leva naturalmente a uma reflexão: o que importa não é exatamente o que estejam fazendo, mas o modo como cada um está agindo na sua rotina cotidiana. Está vigilante, com o pensamento voltado para Deus e seu projeto, ou voltado apenas para si mesmo e seus sonhos?

 

Vem a comparação do ladrão, que chega sempre quando menos se espera. Para não ser pegos de surpresa, é preciso vigiar, ficar acordados, atentos, alertas. Paulo (1Ts 5,1ss) já fazia a comparação com o ladrão, que vem à noite. E dizia: “Mas nós não somos das trevas nem da noite, nós somos do dia e da luz”. [Pe. José Luiz Gonzaga do Prado, Vida Pastoral nº 275, Paulus 2010]

 

Vigiai

 

Deus vem: na vida humana surge um acontecimento que transtorna tudo, lança por terra todas as nossas seguranças e nossos projetos. Repentinamente ele se aproxima de nós e faz parte da nossa história; reconhece-o presente aquele que tem os olhos abertos, que espera e prepara um mundo novo. O anúncio profético (1ª leitura) parte de uma realidade decepcionante: um pequeno povo, sem importância para ninguém, será o centro religioso e espiritual de todos os povos, finalmente em paz. Isso só pode ser obra de Deus, inspirador, norma e termo do caminho da humanidade. E só aos olhos da fé é possível discernir o desígnio que se vai formando através dos acontecimentos banais, obscuros, pouco significativos; um desígnio que Deus revela como proposta sua para o crescimento e o bem de seus filhos, uma realização cujo acabamento não nos é dado conhecer, mas que um dia certamente se completará.

Ficai preparados

Na expectativa daquele dia é preciso vigiar, ficar preparados, agir com prudência e desapego, mas com empenho, pois no seio da história amadurece o plano de Deus.

 

O tempo que se estende entre a vinda de Cristo e a sua manifestação na glória é reservado à conversão dos homens (At 3,19-21; Rm 11,25; 2Cor 6,2) e ao fortalecimento dos que creem (Ef 6,13; Rm 8,11), um tempo humano contendo em si o tempo de Deus, permitindo viver já na eternidade. Só a graça de Deus e a conversão nos podem libertar das trevas e introduzir na "luz" da salvação. Por isso, Paulo fala em "acordar": a noite já passou; ninguém se comporta durante o dia como se estivesse dormindo! (2ª leitura).

 

A situação descrita pelo evangelho como insensatez e imprevidência - comer e beber, divertir-se, dormir, disputar, todos os desejos da carne - repete-se em nossas comunidades e em cada um de nós, e nos caracteriza perante o Deus que vem. Trata-se de tomar uma decisão fundamental, que depois encontrará nos diversos momentos a sua expressão concreta: tomar consciência da nossa pobreza, para esperar o Salvador; tomar consciência da responsabilidade que Deus nos confiou, despertando-nos do sono e iluminando-nos com sua palavra; esperar vigilantes sua vinda definitiva, quando se cumprirão todas as promessas e nos encontraremos com ele, a quem amamos sem tê-lo visto e no qual pusemos nossa fé (1 Pd 1,8).

 

A queda de Jerusalém surpreenderá os judeus como o ladrão da parábola surpreendeu o proprietário. Mas só para os negligentes, como eram os contemporâneos de Noé (evangelho), a vinda de Cristo se parecerá com a de um ladrão; para os que estiverem "vigilantes" na expectativa dos primeiros sinais do Reino, Cristo virá como um amigo (Ap 3,20-21).

 

Esperar o Cristo...

O ritmo da vida atual, cada vez mais agitado, as engrenagens de um sistema que pretende planejar todos os momentos do homem, mesmo o que há de mais privado, reduzem cada vez mais os limites do imprevisto. Tudo deve ser passado pelo computador, classificado, neutralizado, assegurado. Mas para o cristão, Cristo continua a ser um acontecimento revolucionador: quando irrompe em sua vida, impõe uma mudança radical que quebra e transforma a rotina cotidiana. Cristo não pode ser programado; deve ser esperado; devemos deixar em nossa vida um espaço para sua presença. A vigilância cristã permite ler em profundidade os fatos para neles descobrir a "vinda" do Senhor. Exige coração suficientemente missionário para ver essa vinda nos encontros com os outros.

 

...Senhor de Paz

O Senhor não vem no meio do ruído, não se encontra na agitação e na confusão. Veio na paz e para a paz. Uma palavra tão usada que se tornou banal: chama-se "paz" uma espécie de equilíbrio provocado pelo medo; todos falam de paz numa sociedade impregnada de violência e de opressão do homem pelo homem. Hoje desaparece até a paz mais simples, a da família. Só Cristo pode reunir os homens dispersos pelo egoísmo e fazer de todos um único povo pacifico a caminho do monte de seu Templo.

 

A hora de Deus chega até nós, porque cada instante da nossa vida contém a eternidade de Deus. É preciso não nos basearmos unicamente na sabedoria humana, e não esperarmos up a intervenção ostensiva da parte de Deus. E no momento atual que é dada a salvação. Toda opção que se faz no presente, entre a luz e as trevas, é um sinal da vinda do Filho do homem.

 

A assembleia eucarística é a Igreja em estado de vigilância, que aprende a ler a vinda do Senhor nos acontecimentos e que encontra o Senhor da glória na história da salvação e na dos homens. [Missal Dominical, Paulus]

 

 

A palavra se faz oração (Missal Dominical)

·  Para que todos os cristãos vejam o desejo ardente de paz que sobe do coração de todos os homens, e acolham o dom da paz que vem de Deus, rezemos ao Senhor: Vinde depressa, Senhor!

·  A fim de que nos disponhamos para a vinda do Senhor manifestando em nossa vida maior amor à verdade, à honestidade, à retidão e à pureza, rezemos ao Senhor.

·  Para que despertemos do sono e nos conscientizemos plenamente da situação em que vivemos e das alienações de que somos vítimas, rezemos ao Senhor.

·  Para que tomemos consciência da misteriosa, mas real ação de Deus que a cada instante de nossa vida “vem” ao nosso encontro para nos salvar, rezemos ao Senhor.

·  (outras intenções)

 

Oração sobre as Oferendas:

Recebei, ó Deus, estas oferendas que escolhemos entre os dons que nos destes, e o alimento que hoje concedeis à nossa devoção torne-se prêmio da redenção eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

O Senhor dará a sua bênção, e nossa terra, o seu fruto. (Sl 84, 13)

 

Oração Depois da Comunhão:

Aproveite-nos, ó Deus, a participação nos vossos mistérios. Fazei que eles nos ajudem a amar desde agora o que é do céu e, caminham do entre as coisas que passam, abraçar as que não passam. Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Primeiro domingo do advento

Dom Eurico dos Santos Veloso

Quando esperamos uma visita que consideramos importante, arrumamos a casa, preparamos as refeições, preparamos a nós mesmos e aos nossos corações para a célebre chegada, antegozando um convívio feliz.

 

No mundo, existem muitas coisas que podem acontecer. Mas, há uma que não deixa a menor dúvida: um dia vamos morrer. E, para o cristão, isso significa encontrar-se com Cristo. Por isso, é necessária uma preparação. É preciso vigiar, preparando-nos para esse momento decisivo de nossa existência. Vigiar é próprio de quem ama, porque crê.

 

Nossa vida é passageira, porém, nem sempre nos lembramos disso. A vida não é pura sucessão de atos: é também luta. Se nós deixarmos de vigiar, poderemos perder o significado mais importante da nossa vida, desperdiçando assim o tempo que nos resta. Vigiar é atitude cristã de quem vive a vida em profundidade.

 

A terra que vemos e onde vivemos não nos satisfaz plenamente. Sabemos que existe nela muito mais do que as coisas que vemos. O que enxergamos é apenas a casca exterior de um Reino eterno, misterioso; e nesse Reino é que fixamos nosso olhar de fé. Por causa da salvação em Jesus Cristo, devemos nos comprometer mais plenamente na luta contra tudo o que hoje nos escraviza.

 

Toda desumanização desafia urgentemente os cristãos a expressarem, em atos, a salvação de Jesus Cristo. Diante da certeza do juízo de Deus e da incerteza do tempo, só é possível vigiar, ficar preparado, esperando o Cristo que vem. A hora de Deus chega até nos a cada instante, pois nosso tempo é revestido de eternidade.

 

Toda intervenção consciente da fé é um sinal da vinda do Filho de Deus que se manifesta na historia de cada dia, mas que anuncia sua plenitude no fim dos tempos.

 

As orações nos tornam mais próximos de Deus e mais preparados. Que saibamos rezar com fé, esperança, praticando a caridade. [CNBB]

 

A coroa do advento

A sua origem está nos luteranos da Alemanha oriental. No século XVI torna-se símbolo do advento nas casas dos cristãos. Este uso difunde-se rapidamente entre os protestantes e os católicos . mais tarde divulgou-se muito na América do Norte. A Coroa de Advento é constituída por um grande anel feito com folhas de abeto. (Usa - se também o pinheiro ou o louro). É pendurada com quatro fios vermelhos que decoram a coroa. Pode também ser colocada em cima de uma mesa. Em redor da coroa estão quatro velas, colocadas à mesma distância umas das outras. Significam as quatro semanas do Advento.

 

Na família

Em casa, cada família colocará a Coroa do Advento num lugar apropriado, num lugar de encontro da família. Na noite de Domingo, a família reúne-se e acende a vela correspondente à semana que se vai viver do Advento. Sugere-se o seguinte esquema de celebração familiar:1. Leitura da oração semanal. 2. acender da vela. 3. bênção do pai ou da mãe

 

Na celebração da Eucaristia

A coroa de Advento será colocada no altar. Será o sinal - guia que sintetizará o itinerário de preparação do Natal. As velas serão suficientemente grossas e colocadas junto ao ambão, com alturas diferentes. O ato de acender as velas pode ser colocado no início da celebração eucarística, no início da liturgia da palavra ou em qualquer outro momento desde que se harmonize com a celebração. Em qualquer caso deve ser um momento que celebra o caminho de espera do Senhor. O acender das velas deve ser acompanhado de uma oração própria e de um canto o mesmo para os quatro domingos. As velas têm também cada uma um nome: 1. vela da profecia 2. vela de Belém 3. vela dos pastores 4. vela dos anjos