Domingo, 24 de janeiro de 2010

III Domingo do Tempo Comum - Ano “C”  (Ímpar) - 3ª Semana do Saltério (Livro III) - Cor Verde

 

Hoje: Dia Nacional do Aposentado

 

Santos do Dia: Alexandre e Companheiros (mártires de Lião), Deodato de Blois (abade), Egberto de Rathemigisi (monge), Fidelis de Sigmaringa (presbítero e mártir), Gregório de Elvira (bispo), Honório de Bréscia (bispo), Ivo de Huntingdonshire (eremita, bispo), Maria Eufrásia Pelletier (virgem, fundadora), Melito de Cantuária (monge, bispo), Musa de Roma (virgem), Sabas e Companheiros (mártires de Roma), ilfrido de York (bispo), William Firmato (eremita)

 

Antífona: Cantai ao Senhor um canto novo, cantai ao Senhor, ó terra inteira; esplendor, majestade e beleza brilham no seu templo santgo (Sl 95,1.6)

 

Oração: Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

I Leitura: Neemias (Ne 8, 2-4.5-6.8-10)

A promulgação da lei feita por Esdras

 

Naqueles dias, 2o sacerdote Esdras apresentou a lei diante da assembléia de homens, de mulheres e de todos os que eram capazes de compreender. Era o primeiro dia do sé­timo mês. 3Assim, na praça que fica defronte da porta das águas, Esdras fez a leitura do livro, desde o amanhecer até o meio-dia, na presença dos homens, das mulheres e de to­dos os que eram capazes de compreender. E todo o povo escutava com atenção a leitura do livro da lei. 4Esdras, o escriba, estava de pé sobre um estrado de madeira, erguido para esse fim. 5Estando num lugar mais alto, ele abriu o livro à vista de todo o povo. E, quando o abriu, todo o povo ficou de pé. 6Esdras bendisse o Senhor, o grande Deus, e todo o povo respondeu, levantando as mãos: ”Amém! Amém!" Depois inclinaram-se e prostraram-se diante do Senhor, com o rosto em terra.

 

8E leram clara e distintamente o livro da lei de Deus e explicaram seu sentido, de maneira que se pudesse compreender a leitura. 9O governa­dor Neemias e Esdras, sacerdote e escriba, e os levitas que instruíam o povo, disseram a todos: "Este é um dia consagrado ao Senhor, vos­so Deus! Não fiqueis tristes nem choreis", pois todo o povo chorava ao ouvir as palavras da lei. 10E Neemias disse-lhes: "Ide para vossas casas e comei carnes gordas, tomai bebidas doces e reparti com aqueles que nada prepararam, pois este dia é santo para o nosso Senhor. Não fiqueis tristes, porque a alegria do Senhor será a vossa força". Palavra do Senhor!

 

 

Salmo: 18B(19), 8.9.10.15 (R/.Jo 6, 63c)

Vossas palavras, Senhor, são espírito e vida!

 

A lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma! O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes.

 

Os preceitos do Senhor são precisos, alegria ao coração. O manda­mento do Senhor é brilhante, para os olhos é uma luz.

 

É puro o temor do Senhor, imutável para sempre. Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igual­mente.

 

Que vos agrade o cantar dos meus lábios e a voz da minha alma; que ela chegue até vós, ó Senhor, meu rochedo e redentor!

 

 

II Leitura: Coríntios (1Cor 12, 12-30)

A união dos cristãos forma o corpo de cristo

 

Irmãos, 12como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam mui­tos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo. 13De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebe­mos de um único Espírito. 14Com efeito, o corpo não é feito de um membro apenas, mas de muitos membros. 15Se o pé disser: "Eu não sou mão, portanto não pertenço ao corpo", nem por isso deixa de pertencer ao corpo. 16E se o ouvido disser: "Eu não sou olho, portanto não pertenço ao corpo", nem por isso deixa de pertencer ao corpo.

 

17Se o corpo todo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se o corpo todo fosse ouvido, onde estaria o olfato? 18De fato, Deus dispôs os membros e cada um deles no corpo como quis. 19Se houvesse apenas um membro, onde estaria o corpo? 20Há muitos membros, e, no entanto, um só corpo. 21O olho não pode, pois, dizer à mão: "Não preciso de ti".

 

Nem a cabeça pode dizer aos pés: "Não preciso de vós". 22Antes pelo contrário, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são muito mais necessários do que se pensa. 23Também os membros que consideramos menos honrosos, a estes nós cercamos com mais honra, e os que temos por menos decentes, nós os tratamos com mais decência. 24Os que nós considera­mos decentes não precisam de cuidado especial. Mas Deus, quando formou o corpo, deu maior atenção e cuidado ao que nele é tido como menos honroso, 25para que não haja divisão no corpo e, assim, os membros zelem igualmente uns pelos outros.

 

26Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; se é honrado, todos os membros se regozijam com ele. 27Vós, todos juntos, sois o corpo de Cristo e, individualmente, sois membros desse corpo. 28E, na Igreja, Deus colocou, em primeiro lugar, os apóstolos; em segundo lugar, os profetas; em terceiro lugar, os que têm o dom e a missão de ensinar; depois, outras pessoas com dons diversos, a saber: dom de milagres, dom de curas, dom para obras de misericórdia, dom de governo e direção, dom de línguas. 29Acaso todos são apóstolos? Todos são profetas? Todos ensinam? Todos realizam milagres? 30Todos têm o dom das curas? Todos falam em línguas? Todos as interpretam? Palavra do Senhor!

 

 

Evangelho: Lucas (Lc 1, 1-4; 4, 14-21)

O espírito deu força a Jesus

 

1Muitas pessoas já tentaram escrever a história dos acontecimentos que se realizaram entre nós, 2como nos foram transmitidos por aqueles que, desde o princípio, foram testemunhas oculares e ministros da palavra. 3Assim sendo, após fazer um estudo cuida­doso de tudo o que aconteceu desde o princípio, também eu decidi escrever de modo ordenado para ti, excelentíssimo Teófilo. 4Deste modo, poderás verificar a solidez dos ensinamentos que recebeste.

 

4,14Naquele tempo, Jesus voltou pa­ra a Galiléia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. 15Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam. 16E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. 17Deram-lhe o livro do profeta Isaias. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a boa nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19e para pro­clamar um ano da graça do Senhor". 20Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. To­dos os que estavam na, sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21Então começou a dizer-lhes: "Hoje se cumpriu esta passagem da escritura que acabastes de ouvir". Palavra da Salvação!

 

Uma comunidade de escuta

 

 

O cristianismo é revelação; Deus se revela e se comunica ao homem histórico. Essa revelação-comunhão se toma presente na historia através do sinal da Palavra (palavra e gesto) cujo cerne é Jesus de Nazaré, a Palavra de Deus viva encamada. Não é tanto o esforço que o homem faz para atingir e conhecer a Deus, quanto o ato de Deus que se dá e se une ao homem.

 

Deus se revela e se comunica ao homem O Deus de Abraão, de Isaac, de Jesus Cristo não é um Deus imposto, não é um Deus que se revela nos fenômenos naturais, mas na história dos homens, revela-se e se comunica de modo perfeito e definitivo no homem Jesus.

 

A Bíblia é a literatura de um povo; nela estão reunidas as vicissitudes, os sofrimentos, as angústias, as alegrias e as esperanças da história de um povo; as reflexões dos sábios, os líricos, os hinos dos poetas, as canções populares até a vida das primitivas comunidades cristãs. Tudo isto é certamente "revelação do homem", mas ao mesmo tempo "revelação de Deus". A história passada é lida como  palavra  de  Deus  para que,  à  sua  luz, possamos ler a nossa história, a nossa vida, e descobrir e encontrar Deus nas vicissitudes do nosso cotidiano.

 

O cristianismo é revelação; Deus se revela e se comunica ao homem histórico. Essa revelação-comunhão se toma presente na historia através do sinal da Palavra (palavra e gesto) cujo cerne é Jesus de Nazaré, a Palavra de Deus viva encamada. Não é tanto o esforço que o homem faz para atingir e conhecer a Deus, quanto o ato de Deus que se dá e se une ao homem.

 

Deus se revela e se comunica ao homem O Deus de Abraão, de Isaac, de Jesus Cristo não é um Deus imposto, não é um Deus que se revela nos fenômenos naturais, mas na história dos homens, revela-se e se comunica de modo perfeito e definitivo no homem Jesus.

 

A Bíblia é a literatura de um povo; nela estão reunidas as vicissitudes, os sofrimentos, as angústias, as alegrias e as esperanças da história de um povo; as reflexões dos sábios, os líricos, os hinos dos poetas, as canções populares até a vida das primitivas comunidades cristãs. Tudo isto é certamente "revelação do homem", mas ao mesmo tempo "revelação de Deus". A história passada é lida como palavra de Deus para que, à sua luz, possamos ler a nossa história, a nossa vida, e descobrir e encontrar Deus nas vicissitudes do nosso cotidiano.

 

Palavra de Deus e comunidade

 

A palavra de Deus, porém, longe de alienar o homem, procura promover uma fidelidade radical à condição humana.

 

A I leitura nos manifesta a relação entre a palavra de Deus, tal como está contida na Bíblia, e a comunidade. O gesto de Neemias nos diz que o povo de Deus, para se reconstruir depois da ruína do exílio, procura a sua mais profunda identidade e unidade na palavra de Deus.

 

Hoje também (e sempre) a Igreja encontra sua identidade na palavra de Cristo. Sem a palavra de Cristo ela é "nada". A Igreja está sempre em religiosa escuta da palavra de Deus; nela é congregada e dela depende totalmente; por ela deve continuamente deixar-se “julgar” e contestar.

 

Por outro lado, só na Igreja a palavra de Deus ressoa em toda a sua verdade; e sua razão de ser está em anunciar essa palavra e testemunhá-la como fiel discípula de Cristo, plenitude de toda a revelação. Portanto, a Igreja não proclama uma abstrata ideologia humana, mas a Palavra que se fez carne em Cristo, Filho de Deus, Senhor e Redentor de todos os homens.

 

O Cristo, cabeça da Igreja (II leitura) é o Cristo Senhor, o Cristo-Palavra (evangelho). É ele que unifica a multiplicidade e diversidade dos membros em um só corpo; é ele que, unindo com a sua palavra viva as mentes e corações, cria a unidade da fé.

 

A leitura evangélica nos revela a atualidade da palavra de Deus e o modo cristão de lê-la. "Hoje se cumpriu esta escritura que acabais de ouvir" (Lc 4,21).

 

A palavra de Deus se realiza hoje

 

Cada página do evangelho não é palavra morta, mas palavra viva, que Deus diz a nós e deve realizar-se hoje. O evangelho não narra apenas a vida de Jesus, mas também a minha vida. O evangelho nos contém, nos envolve. Por isto, a liturgia da Palavra não é uma simples lição moral, nem a afirmação da esperança escatológica recebida dos profetas; mas proclama o cumprimento do desígnio do Pai no hoje da vida e da assembléia. Não se contempla aí um passado desaparecido, nem se imagina um futuro extraordinário, mas se vive o tempo presente como lugar privilegiado da vinda do Senhor. Portanto, não se procura aplicar aos fatos vividos pelos membros da assembléia um ou outro texto inspirado, mas indicar que o acontecimento vivido hoje pelos homens e pelos cristãos revela o desígnio de Deus que se realiza no Cristo.

 

Antigo e Novo Testamento se tornam atuais, próximos, se não ficarmos presos à letra morta. Mais cedo ou mais tarde descobriremos que podemos dizer a cada página: "Aqui se fala de nós. Eu sou Adão. Nós somos os apóstolos no mar. Encontramo-nos precisamente como Jesus no caminho do Calvário e da ressurreição. Assim, através da palavra de Deus, vamos lentamente descobrindo como é nossa vida aos olhos dele, isto é, na sua dimensão profunda...". A palavra que vem de Deus possui a força e a eficácia de Deus. Interpela, provoca, consola, cria comunhão e salva, das mais diversas maneiras, conforme os momentos e as formas; todo ato de pregação é glorificação de Deus e acontecimento sociológico para os homens. Hoje também a Palavra quer tornar-se carne para nossa vida. [Missal Cotidiano, ©Paulus, 1995]

 

Pastoral dos Aposentados?

 

E por que não? Sobretudo para atuar junto aos fiéis mais humildes que são aposentados. Essa pastoral estaria perfeitamente sintonizada com a pastoral da família, pela abrangência de temas e ações. O aposentado é, muitas vezes, uma pessoa condenada ao ostracismo; nem sempre conhecem seus direitos e, por conta disso, podem ser explorados pela família também. Há filhos e/ou netos viciados em drogas lícitas ou mesmo ilícitas: eles exploram os velhos para obterem dinheiro para os seus vícios. Assim lhes faltam o necessário, ou quase isso, para um tratamento digno, remédios e alimentação. Muitos não sabem que têm direito ao transporte e ao acesso a medicamentos gratuitos (até o Estado, às vezes, lhes negam o justo, não bastasse a falta de reajuste proposital). Esta pastoral poderia ter uma parceria com os Ministros da Eucaristia que servem aos doentes, por exemplo, indicando pontos de atuação da Pastoral do Aposentado. A caridade é um atributo indispensável a qualquer cristão antenado com o bem estar do próximo. Para filhos e filhas vale lembrar Efésios (Ef 6, 1-4) (E.S.Salvador, ofs)