Domingo, 19 de junho de 2011

Santíssima Trindade, 4ª Semana do Saltério (Livro III), cor litúrgica Branca

 

Santos: Romualdo (abade), Bruno de Querfurt (bispo, mártir), Deodato de Nevers (bispo), Deodato de Jointures (bispo), Gaudêncio (bispo de Arezzo) e Culmácio (mártires), Gervásio e Protásio (mártires de Milão), Hildegrin de Châlons-sur-Marne (bispo), Inocente de Le Mans (bispo), Juliana Falconieri (virgem, fundadora), Ursicínio de Ravena (mártir), Zózimo de Spoleto (mártir).

 

Antífona: Bendito seja Deus Pai, bendito o Filho unigênito e bendito o Espírito Santo. Deus foi misericordioso para conosco

 

Oração: Ó Deus, nosso Pai, enviando ao mundo a palavra da verdade e o Espírito santificador, revelastes o vosso inefável mistério. Fazei que, professando a verdadeira fé, reconheçamos a glória da Trindade e adoremos a unidade onipotente. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

1ª Leitura: Êxodo (Ex 34, 4b-6.8-9)
Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente

 

Naqueles dias, 4bMoisés levantou-se, quando ainda era noite, e subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe havia mandado, levando consigo as duas tábuas de pedra. 5O Senhor desceu na nuvem e permaneceu com Moisés, e este invocou o nome do Senhor. 6Enquanto o Senhor passava diante dele, Moisés gritou: "Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel". 8Imediatamente, Moisés curvou-se até o chão 9e, prostrado por terra, disse: "Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua". Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

 

Deus é amor e fidelidade


Os capítulos 32-34 do Êxodo recolhem tradições javistas e eloístas. O capítulo 34, ao qual pertence o texto de hoje, apresenta a renovação da aliança segundo a tradição javista, pois o episódio do bezerro de ouro (cap. 32) a rompera. Com essa breve referência, podemos captar a dramaticidade da situação: o povo tinha sido libertado do Egito, mas o caminho da libertação sofria séria ameaça de fracassar no deserto. Deus se arrependera de ter libertado o povo e este se encontrava desorientado.


A figura de Moisés como líder do povo é fundamental para a situação dramática. Sob ordem de Javé, ele prepara duas novas tábuas de pedra e, de manhã cedo, sobe ao monte Sinai, como Javé lhe ordenara (34,4b). Javé, por sua vez, desce na nuvem e fica junto de Moisés (v. 5a). Nesse gesto de subida (Moisés) e descida (Javé) temos o encontro. O texto nos mostra, assim, um Deus que deseja relacionar-se, estar em contato com o povo, mediante Moisés, o líder. Javé é o Deus do encontro, da relação, do contato, da proximidade.


Moisés invoca o nome de Javé (v. 5b). Note-se que Javé era, para os hebreus, o inominável. Não se podia pronunciar seu Nome. Moisés não leva em conta isso e invoca o nome de Javé (para os semitas, o nome é a identidade da pessoa). Moisés é ousado. Da ousadia de Moisés e do desejo de encontro com Javé nasce a revelação de Deus. Ele se dá a conhecer quando o ser humano ousa e arrisca. Javé se dá a conhecer passando diante de Moisés e exclamando: “Javé, Javé, Deus compassivo e bondoso, paciente, rico em amor e fidelidade” (v. 6). Não é Moisés quem faz essa proclamação, mas o próprio Deus que se revela ao povo com suas características fundamentais: continua sendo o Deus libertador (cf. Ex 3,14), decidido a conduzir até o fim o processo de libertação. Apesar da infidelidade do povo, ele perdoa, sabe esperar (compassivo, bondoso, paciente). Mantém-se como aliado apaixonado e fiel ao pacto de libertação (amor e fidelidade são as duas principais características divinas na aliança realizada com o povo).


Moisés adora Javé (v. 8) e suplica: “Javé, se gozo do teu favor, caminha no meio de nós, porque esse é um povo de cabeça dura. Perdoa-nos as culpas e pecados e recebe-nos como propriedade tua” (v. 9). A súplica de Moisés contém quatro pedidos que revelam quem é Deus: 1. É aquele que caminha no meio do povo. Seu prazer é estar com seu povo, que ele libertou do Egito e deseja conduzir à liberdade e posse da vida plena. 2. Ele aceita caminhar não porque o povo seja ótimo ou porque mereça que Deus lhe seja próximo. O povo continua sendo cabeça dura. Caminhar com esse povo cabeçudo só ressalta a solidariedade de Deus, e não os méritos do povo. 3. É aquele que perdoa os pecados e sabe reorientar no caminho certo o processo que conduz à libertação e à vida. 4. É o Deus que, apesar de ser o criador e dono de tudo, aceita receber em herança um povo pobre, fraco e pecador. Ele se despoja de suas prerrogativas de Senhor do universo para ter como única propriedade esse povo peregrino, caminhando com ele e à frente dele rumo à libertação e à posse da vida plena. [Vida Pastoral nº 260, Paulus, 2008]

 

 

Cântico: Dn 3, 52.53.54.55.56 (R.52b)
A vós louvor, honra e glória eternamente!

 

Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais.

Sede bendito, nome santo e glorioso.

No templo santo onde refulge a vossa glória.

E em vosso trono de poder vitorioso.

Sede bendito, que sondais as profundezas.

E superior aos querubins vos assentais.

Sede bendito no celeste firmamento.

 

 

 

II Leitura: Coríntios (2Cor 13, 11-13)
Deus de amor e da paz estará convosco

 

Irmãos, 11alegrai-vos, trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, cultivai a concórdia, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco. 12Saudai-vos uns aos outros com o beijo santo. Todos os santos vos saúdam. 13A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a II Leitura

Deus é a comunhão que se manifesta na comunidade cristã


O texto é a conclusão de 2Cor, carta que, na forma atual, contém diversas cartas de Paulo escritas em ocasiões diferentes e com motivações diferentes. Lendo-a, pode-se perceber o estado de ânimo do agente de pastoral, suas convicções e lutas. Por outro lado, a carta revela também as peripécias da comunidade cristã, os avanços e recuos, as alegrias e sofrimentos, a necessidade constante de discernimento para continuar firme no projeto de Deus.


Não sabemos a qual dessas cartas pertence o texto de hoje. Mas isso não é importante. Importante é captar a mensagem que Paulo comunica à sua comunidade. O texto contém duas referências litúrgicas: o beijo fraterno (v. 12) e a saudação trinitária (v. 13).


A referência ao beijo fraterno faz parte das recomendações (vv. 11-12), ao passo que a saudação trinitária é o augúrio final do apóstolo (v. 13).

 

As recomendações revelam o rosto da comunidade cristã e suas características: alegria, busca da perfeição, encorajamento mútuo, união, paz, beijo fraterno. Todas essas características são como ferramentas para que a comunidade possa ser o lugar da presença e manifestação de Deus. A alegria é fruto dos tempos messiânicos. Provém da convicção de ser comunidade do Senhor amada por Deus. Esse clima de alegria é capaz de contagiar e transformar. A busca da perfeição denota que ser comunidade é constante caminhar. Para Paulo, os cristãos vivem entre o já e o ainda não. O já é o fato de ser depositário do projeto de Deus, de ser salvo em Jesus Cristo; o ainda não é a consciência de não ter feito tudo o que Deus deseja.


O encorajamento mútuo ajuda a superar as dificuldades. Na visão de Paulo, todos somos parte de um corpo social, em vista do bem comum. Esse bem comum é buscado na união e superação dos conflitos internos e externos à comunidade. A paz não depende da eliminação dos conflitos ou da sua ausência, mas da sua superação mediante a solidariedade. Essa solidariedade leva à plena comunhão com Cristo na eucaristia, em que os cristãos se saúdam com o beijo fraterno. Esse beijo fraterno é chamado por Paulo de “beijo santo” (tem sabor de santidade), isto é, manifesta a solidariedade de todos no objetivo comum, a santidade. Para Paulo, os cristãos são santos porque a eles foi confiado o projeto de Deus. E esse projeto é comum a todas as comunidades (cf. v. 12b).


Paulo encerra a carta exprimindo o desejo de que a Trindade seja a inspiração da comunidade cristã na busca da comunhão entre os membros (“com todos vocês”). A formulação trinitária se inicia mencionando “a graça de nosso Senhor Jesus Cristo”. É o dom da vida que Jesus trouxe à comunidade. Esta existe por obra de Jesus, que morreu e ressuscitou (é Senhor!) e agora se manifesta nos cristãos. Esse amor tem origem no “amor de Deus”, que tomou a iniciativa, enviando Jesus ao mundo. E continua na comunidade cristã mediante “a comunhão do Espírito Santo” que cimenta e organiza os cristãos, dando-lhes força para agir solidariamente entre si, em perfeita harmonia que reflita a harmonia da Trindade. [Vida Pastoral nº 260, Paulus, 2008]

 

 

Evangelho: João (Jo 3, 16-18)
Deus tanto amou o mundo...

 

16Deus amor tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. Palavra da Salvação!

 

Comentando o Evangelho

Deus é o amor que salva e comunica a vida plena


Os três versículos do Evangelho de João proclamados na liturgia de hoje pertencem ao diálogo de Jesus com Nicodemos (cap. 3). É a catequese de Jesus que visa suscitar a fé nele. Os versículos de hoje estão unidos ao tema antecedente, ou seja, o amor de Deus manifestado na morte de Jesus. Sua morte insere o ser humano no mistério de Deus: ele dá a vida porque ama; a morte de Jesus é a conseqüência desse amor.


Quem é Deus? A I leitura no-lo mostrou caminhando com seu povo, perdoando seus pecados, assumindo-o como sua propriedade e herança. O evangelho de hoje vai além, porque nos faz ver não só o Deus que caminha com seu povo e lhe perdoa os pecados. Mostra-nos Deus superando e vencendo até aqueles limites próprios da condição humana, como a morte.

 

Deus ama a todos, indistintamente. Não só um povo particular. Ele ama o mundo. Neste caso, o mundo significa a humanidade toda, capaz de aceitar ou rejeitar o amor de Deus. Ora, o amor de Deus é oferta gratuita que atinge o ser humano em profundidade, antecipando-se à sua capacidade de amar. Ele nos ama não porque sejamos bons, mas porque ele é bom, quer salvar, quer comunicar vida em plenitude (v. 16).


A vida em plenitude se realizou na encarnação e morte de Jesus. O v. 16 mostra Deus desprendendo-se do Filho único, a ponto de entregá-lo em vista da salvação de quem nele crê. Jesus é a personificação do amor do Pai levado às últimas conseqüências: a entrega do Filho único. A salvação de Jesus não discrimina as pessoas: todos necessitam dela e todos têm acesso a ela, mediante a fé em Jesus, a fonte da vida: “Porque Deus enviou seu Filho ao mundo não para julgar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele” (v. 17).


Aquilo que encontramos de forma incipiente na I leitura adquire aqui seu pleno significado e realização: Deus não deseja que as pessoas se percam nem sente satisfação em condenar alguém. O prazer de Deus é salvar a todos, é desarmar a todos com a lógica do amor. Portanto, o sofrimento, a injustiça, o pecado, a opressão, tudo o que gera dor e morte é contrário ao projeto de Deus. Esse projeto visa erradicar essas forças de morte para criar canais que comuniquem vida em plenitude. É isso que Jesus veio revelar com sua vida e palavra. É isso que deseja criar com a força de sua morte e ressurreição, presentes e atuantes na comunidade cristã.


A vida de Jesus provoca as pessoas à decisão. Estar com ele é estar a favor da vida. Não estar com ele é patrocinar a morte. Para João, Jesus não julga. Ele simplesmente provoca o julgamento de Deus. As pessoas é que se julgam, ao se confrontarem com a prática de Jesus e tomarem partido a favor ou contra. Quem se posiciona a favor não é julgado; quem se decide contra já está julgado, porque não acreditou no Nome do Filho único de Deus (cf. v. 18). O nome revela o que a pessoa é e faz. No Antigo Testamento (Ex 3,14), Javé se mostrou o Deus libertador que caminha com o povo rumo à libertação e à vida. No Novo Testamento ele se mostrou libertador em Jesus (cujo nome significa Javé salva). Acreditar nesse nome é ser a favor da vida em todas as suas manifestações; é, conseqüentemente, ser contra tudo o que não promove a vida. [Vida Pastoral nº 260, Paulus, 2008]

 

Deus é comunidade de amor

 

 

Quando o homem olha para dentro de si, a fim de analisar sua experiência religiosa, tem a sensação de um abismo sem fundo, uma profundeza in­finita. A essa profundeza inatingível de nosso ser refere-se a palavra "Deus". Deus significa isto: a profundeza última da nossa vida, a fonte do nosso ser, a meta de todos os nossos esforços. Esse fundo íntimo do nosso ser manifesta-se na abertura do nosso "eu para um 'tu", e na seriedade dessa inclinação. Vemos assim impressa em nosso ser a realidade profunda e grandiosa do Deus cristão, a Trindade. Isto é, o mistério de um Deus que é comunidade e comunhão de vida. Um Deus que é Pai, Filho, Espírito Santo.

 

A comunhão com Deus, fim do homem

 

O próprio Deus vem ao homem, manifesta-se a ele como "Senhor", mas cheio de bondade e misericórdia, rico em graça e fidelidade (1ª leitura). Na exuberância de seu amor pelo mundo, manifestado no dom de seu Filho único para salvá-lo  (evangelho), o  Deus  do  amor e

da paz derrama sobre os homens sua graça em Cristo, e os chama à comunhão com ele no Espírito Santo (2ª leitura).

 

A Comunidade Trinitária é verdadeiramente o valor último e supremo, o único verdadeiro fim último do homem, uma vez que Deus, e somente Deus, é a plenitude de toda perfeição.

 

A Comunidade Trinitária é verdadeiramente mistério, realidade que supera absolutamente toda compreensão humana. Deus jamais deixará de causar a admiração do homem, e nunca homem algum penetrará na terra de Deus se não estiver disposto a se desarraigar, como Abraão (Gn 12,1), das fronteiras de suas limitações e da estreiteza de suas seguranças. A oração não deve reduzir Deus aos limites do homem; mas deve dilatar o homem aos horizontes de Deus. O silêncio, que o Pai parece opor em muitos casos aos pedidos humanos, nasce da autenticidade de sua paternidade, de sua firmeza em não condescender com a mesquinhez dos planos humanos, para poder substituí-los por planos bem maiores, nascidos do seu amor.

 

A Comunidade Trinitária é o verdadeiro futuro do homem, só ela pode assegurar ao homem um plano de vida sem limites, porque capaz de superar até a morte. Diz eficazmente santo Agostinho: "Deus é tão inexaurível que quando encontrado ainda falta tudo para encontrá-lo". Isso significa que o dinamismo e a criatividade humana encontram nele um horizonte sem limites; portanto, um futuro total.

 

Um só Deus em três pessoas

 

Esta revelação não vem simplesmente satisfazer nossa necessidade de conhecer a Deus; concerne diretamente ao destino do homem e da criação. De fato, a salvação, como comunhão de amor entre Deus e o homem, reflete as características dos dois interlocutores que a constituem: Deus e o homem. Ora, o homem só pode ser compreendido a partir de Deus: feito à imagem de Deus, é plasmado conforme o Cristo, que é a imagem perfeita de Deus (Cl 1,15). Portanto, as perguntas e respostas sobre Deus são de uma importância fundamental para compreender o homem. Concretamente, a vida humana, de um ponto de vista religioso, desenvolve-se e se expande proporcionalmente ao "conhecimento" do mistério de Deus (Jo 17,3). Se o homem é destinado à comunhão com Deus Pai, é claro que sua vida tem tanto mais valor quanto mais ele consegue seguir o movimento de "subida aos céus" inaugurado pela ascensão de Jesus (Jo 12,32), até sentar-se à direita do Pai para vê-lo face a face. O Pe. Faber escreveu que "todo aprofundamento da idéia sobre Deus equivale a um novo nascimento". O mistério do amor Trinitário revela algo do mistério mais profundo do homem; por sermos como somos, criaturas capazes de conhecer, amar, gerar, só podemos exprimir-nos em termos humanos, mas chegamos com a mais profunda admiração ao último porquê: como pôde ter nascido a idéia de “conhecer”, amar", "gerar"? Não nasceu. Ela é. Porque Deus é amor. O mistério de Deus não é um mistério de solidão, mas de convivência, criatividade, conhecimento, amor, de dar e receber; e por isso, somos como somos.

Buscar a Deus

 

Em nossa vida cotidiana, às vezes sombria, às vezes trágica ou muito com­plicada, em que devemos cuidar de mil coisas que nos pressionam de toda parte, a luz de Deus é o amor. Devemos voltar-nos para esta luz se não nos quisermos desviar do verdadeiro fim de nossa existência. Gostaríamos de poder dizer: "Aqui está Deus; Deus é assim...". Mas não é possível. O próprio Deus sai dos quadros e das imagens e se oculta naqueles que precisam de nós, e diz: "Aqui estou!" Esconde-se nos pequeninos da terra e diz: "Buscai-me aqui!" Quem quer viver com Deus não se encontra diante de uma conclusão, mas sempre diante de um início, novo como cada novo dia. [MISSAL DOMINICAL ©Paulus, 1995]

 

Oração da assembleia (Missal Dominical, Paulus, 1995)

No batismo recebemos o Espírito de filhos; por isso nos dirigimos com confiança ao Pai, que enviou Jesus Cristo como Salvador do mundo. Digamos: Escutai-nos, Senhor.

Pela Santa Igreja de Deus, para que sua caridade manifeste ao mundo o amor do Pai por nós, rezemos.

Pelos judeus e pelos muçulmanos, para que sua fé num único Deus chegue ao conhecimento de um só Deus em três Pessoas, rezemos.

Pelas famílias cristãs, para que a obediência, a fidelidade e o amor sejam nelas um sinal da vida de Deus, rezemos.

Pela nossa comunidade, para que a celebração da eucaristia nos faça viver o amor do Pai, rezemos.

Preces espontâneas

 

Prefácio (O mistério da Santíssima Trindade):

Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso. Com vosso Filho único e o Espírito Santo sois um só Deus e um só Senhor. Não uma única pessoa, mas três pessoas num só Deus. Tudo o que revelastes e nós cremos a respeito de vossa glória atribuímos igualmente ao Filho e ao Espírito Santo. E, proclamando que sois o Deus eterno e verdadeiro, adoramos cada uma das pessoas, na mesma natureza e igual majestade. Unidos à multidão dos anjos e dos santos, nós vos aclamamos, jubilosos, cantando (dizendo) a uma só voz...

 

Oração sobre as Oferendas:

Senhor nosso Deus, pela invocação do vosso nome, santificai as oferendas de vossos servos e servas, fazendo de nós uma oferenda eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão (Gl 4,6):

Porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito do seu Filho, que chama: Abba, Pai!

 

Oração Depois da Comunhão:

Possa valer-nos, Senhor nosso Deus, a comunhão no vosso sacramento, ao proclamarmos nossa fé na Trindade eterna e santa, e na sua indivisível Unidade. Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

 

Pesquisando na Bíblia sobre Santíssima Trindade

 

Israel conhece várias festas religiosas:  Festa da Lua Nova, que marcava o início do mês (1Sm 20,5-26; Ez 46,1-7; Nm 28,11-14; Ne 10,33-34; Gl 4,10; Cl 2,16-20).  O dia festivo semanal era o  Sábado (Ex 16,4-36; 20,8-11; Is 56,1-6; 58,13-14).  A Festa dos Tabernáculos era celebrada em ação de graças pela colheita das azeitonas e das uvas (Jz 9,27; 21,19-24). Era chamada também “festa da Colheita”ou “Festa”(Ex 23,16; 34,22; Ne 8,14; Jo 7,11; cf. Lv 23,33-44 e nota; Dt 16,13-16; Lv 23,34-44); atinge em Cristo o seu significado pleno (Jo 7,37-39; 1Cor 10,4). A Festa das Semanas era celebrada após a colheita do trigo. É chamada “das semanas”porque se fazia sete semanas após a festa dos  Ázimos (Nm 28,26). É conhecida também sob o nome de “festa da Colheita”(Ex 23,16) ou “festa das Primícias”da colheita do trigo (34,22). Mais tarde recebeu o nome de Pentecostes (Tb 2,1; 2Mc 12,31s; At 2,1), porque se celebrava cinqüenta dias depois da oferta do primeiro feixe de espigas de cevada (Lv 23,9-14; Dt 26,1-11). Sendo de origem agrária, Pentecostes é uma festa alegre. Nela o israelita agradecia a Deus pela colheita do trigo, oferecendo-lhe as primícias (primeiros frutos) do que foi semeado nos campos (Ex 23,16; 34,22). Na época pós-exílica começou a ser celebrada nesta festa a promulgação da Lei de Moisés (Lv 23,15-21 e nota). Na festa de Pentecostes, após a morte de Jesus, a comunidade cristã, reunida no Cenáculo, recebeu o dom do Espírito Santo (At 2,14). Ver “Páscoa”, “Sábado”, “Ázimos”.