Domingo, 14 de novembro de 2010

33º do Tempo Comum (Ano “C”), 1ª Semana do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde

 

 

Hoje: Dia dos Bandeirantes e Dia Mundial do Diabetes

 

Santos: Alberico de Utrecht (monge, bispo), Clementino, Teodoro e Filomeno (mártires de Heracléia, na Trácia), Dubrício de Madley (bispo), Gregório do Sinai (mártir), Hipácio de Gangra (bispo, mártir), Jucundo de Bolonha (bispo), Lourenço de Dublin (agostiniano, bispo), Modano de Aberdeen (bispo), Montano de Lorena (eremita, bispo), Nicolau Tavelic e companheiros (mártires), Serapião de Algiers (mercedário, mártir), Serapião de Alexandria (mártir), Sidônio de Saint-Saëns (abade), Veneranda de Gaul (virgem, mártir), Venerando de Troyes (mártir), João Liccio (dominicano, bem-aventurado) , Maria de Jesus López de Rivas (virgem, bem-aventurada)

 

Antífona: Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiverdes. (J. 29, 11.12.14)

 

Oração: Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

I Leitura: Malaquias (Ml 3, 19-20a)
Aproxima-se o dia do Senhor: ai vem o sol da justiça!

 

19Eis que virá o dia, abrasador como fornalha, em que todos os soberbos e ímpios serão como palha; e esse dia vindouro haverá de queimá-los, diz o Senhor dos exércitos, tal que não lhes deixará raiz nem ramo. 20aPara vós, que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação em suas asas. Palavra do Senhor!

 

 

Salmo Responsorial: 97 (98), 5-6.7-8.9a.9bc (+cf.9)

O Senhor virá julgar a terra inteira; com justiça julgará.

 

5Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa e da citara suave! 6Aclamai, com os clarins e as trombetas, ao Senhor, o nosso rei!

 

7Aplauda o mar com todo ser que nele vive, o mundo inteiro e toda gente! 8As montanhas e os rios batam palmas e exultem de alegria. 

 

9aExultem na presença do Senhor, pois ele vem, vem julgar a terra inteira. 9bJulgará o universo com justiça 9ce as nações com equidade.

 

 

II Leitura: Tessalonicenses (2Ts 3, 7-12)
Exortação à vida de trabalho: evitar a vida ociosa

 

Irmãos, 7bem sabeis como deveis seguir o nosso exemplo, pois não temos vivido entre vós na ociosidade. 8De ninguém recebemos de graça o pão que comemos. Pelo contrário, trabalhamos com esforço e cansaço, de dia e de noite, para não sermos pesados a ninguém. 9Não que não tivéssemos o direito de fazê-lo, mas queríamos apresentar-nos como exemplo a ser imitado. 10Com efeito, quando estávamos entre vós, demos esta regra: "Quem não quer trabalhar, também não deve comer".

 

11Ora, ouvimos dizer que entre vós há alguns que vivem à toa, muito ocupados em não fazer nada. 12Em nome do Senhor Jesus Cristo, ordenamos e exortamos a estas pessoas que, trabalhando, comam na tranquilidade o seu próprio pão. Palavra do Senhor!

 

 

Evangelho, Mateus (Lc 21, 5-19)
É permanecendo firmes na fé que ireis vencer na vida!

 

Naquele tempo, 5algumas pessoas comentavam a respeito do templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: 6"Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído". 7Mas eles perguntaram: "Mestre, quando acontecerá isto? E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?"

 

8Jesus respondeu: "Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: 'Sou eu' e ainda: 'O tempo está próximo'. Não sigais essa gente! 9Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. E preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim". 10E Jesus continuou: "Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. 11Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu. 12Antes, porém, que estas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. 13Esta será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé. 14Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa; 15porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. 16Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós. 17Todos vos odiarão por causa do meu nome. 18Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. 19É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!" Palavra da Salvação!

 

 

O Reino está entre nós

 

Nosso Deus é o Deus de amor. Não pode salvar o homem sem ele; por isso, faz aliança com seu povo; a salvarão é o encontro de duas fidelidades. Mas se Deus é fiel, o povo não o é. Sob a ação dos profetas nasce a esperança e a expectativa de um homem que finalmente saberá dar a Deus uma fidelidade absoluta e incondicional: o Messias. Quando ele vier, Deus concederá ao seu povo a plenitude prometida. Uma promessa de vida tal que nada mais haverá de comum entre o mundo presente e o novo paraíso. Uma nova tenra, novos céus. Um coração novo tornará homem sensível a ação do Espírito.

 

Um Messias que decepciona

 

No discurso escatológico, Jesus explica o significado da sua intervenção messiânica, usando o vocabulário e os temas da literatura apocalíptica, linguagem difícil para nós. A intervenção histórica do Filho do homem inaugura os últimos tempos. A plenitude de vida é concedida. A obra do Messias tem o cunho do universalismo. Ele deve reunir todos os homens dos quatro pontos da tenra, porque todos são chamados a ser filhos do Pai. Jerusalém é condenada porque traiu sua missão, transformando em privilégio para si o serviço a ser prestado a todos os povos; não renunciou a seu particularismo.

 

O reino do Filho do homem não é o triunfo sobre os inimigos do povo, mas seu caminho de obediência até a morte de cruz. O caminho para chegar à plenitude desejada é diferente do que o povo esperava; é necessário passar pela morte para entrar na vida eterna; porque a morte, aceita por obediência, pode ser neste mundo a realidade onde se consuma e se realiza o maior amor por Deus e por todos os homens.

 

Uma mediação decisiva

 

Intervindo na história de modo diferente da expectativa do povo, Jesus de Nazaré não traz uma plenitude totalmente pronta. Não é uma intervenção mágica que desresponsabiliza o homem. É verdade que chegou a plenitude prometida, mas espera ser completada. É um dom, mas simultaneamente uma conquista. A plenitude verdadeiramente última será também o encontro de duas fidelidades.

 

O "tempo da Igreja"

 

Depois da ressurreição de Cristo, a reunião da humanidade inteira numa comunhão de amor com Deus se faz gradualmente, e o mundo entra numa fase decisiva de seu crescimento, em vista da recapitulação universal em Jesus Cristo. No centro deste dinamismo, a Igreja tem uma parte essencial, enquanto é o corpo de Cristo. E, como tal, deve seguir o caminho do Mestre: a morte para a vida. E deve continuamente superar também a tentação de identificar-se com o reino definitivo e de se fechar no particularismo.

 

Os muros de separação, que os povos e as áreas culturais não deixam de elevar entre si, são fundamentalmente o obstáculo mais grave à comunhão universal. A missão da Igreja é superar este obstáculo. O meio é o amor dos inimigos, que destrói as barreiras postas pelo homem.

 

Hoje mais do que nunca damo-nos conta da extraordinária amplitude da tarefa da Igreja. Além disso, pode-se medir a relação que liga, em sua distinção, a missão e a obra das civilizações. Um dos problemas fundamentais do nosso tempo é o encontro das culturas. É problema político, social, econômico, mas não somente isso. Sem o amor gratuito e universal, não se poderá chegar à solução.

 

"Toda a Igreja é missionária, em virtude da mesma caridade com que Deus enviou seu Filho para a salvação de todos os homens. E única é a sua missão, a de se fazer próxima de todos os homens e todos os povos, para se tornar sinal universal e instrumento eficaz da paz de Cristo". [Missal Cotidiano, ©Paulus, 1995]