Domingo, 14 de agosto de 2011

20º do Tempo Comum, Ano “A”, 4ª Semana do Saltério (Livro III), cor litúrgica Verde

 

 

Hoje: Dia dos Pais, Dia do Protesto, dia da Unidade Humana e Início da Semana Nacional da Família

 

Santos: Maximiliano Maria Kolbe (1941, campo de extermínio de Auschwitz, frade franciscanao menor conventual, polonês, assassinado com uma injeção de veneno na véspera da Assunção da Viorgem Imaculada), Atanásia, Eberaldo, Bem-Aventurado Eusébio (séc. IV), Roma, Marcelo (390), Síria, Verenfrido (Holanda), Bem-Aventurado Everardo (séc X, Suíça).

 

Antífona: Considerai, Senhor, vossa aliança, e não abandoneis para sempre o vosso povo. Levantai-vos, Senhor, defendei vossa causa, e não desprezeis o clamor de que vos busca. (Sl 73, 20.19.22.23)

 

Oração: Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos cada vez mais um coração de filhos, para alcançarmos um dia a herança que prometestes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

1ª Leitura: Isaías (Is 56, 1.6-7)
Fidelidade à aliança com Deus

 

1lsto diz o Senhor: "Cumpri o dever e praticai a justiça, minha salvação está prestes a chegar e minha justiça não tardará a manifestar-se. 6Aos estrangeiros que aderem ao Senhor, prestando-lhe culto, honrando o nome do Senhor, ser-vindo-o como servos seus, a todos os que observam o sábado e não o profanam, e aos que mantêm aliança comigo, 7—a esses conduzi­rei ao meu santo monte e os alegrarei em minha casa de oração; aceitarei com agrado em meu altar seus holocaustos e vitimas, pois minha casa será chamada casa de oração para todos os povos". Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Israel deve ser luz para as nações e não excluí-las do projeto de salvação

 

O contexto da primeira leitura é a volta do exílio da Babilônia, onde o povo estivera escravo por volta de 50 anos (587 a.C.-536 a.C.). Vários projetos, vários sonhos foram traçados pelo povo de Deus para reconstruir a sua identidade como povo da aliança, no pós-exílio. Destacamos dois deles: “luz das nações”, encabeçado pelo profeta Isaías; “purificação da raça por meio da Lei”, de Esdras e Neemias, projeto que exigia do povo o abandono e a expulsão das mulheres estrangeiras com as quais os judeus houvessem contraído matrimônio (Esd 9-10; Ne 10,31). O projeto “luz das nações” fazia que o povo judeu passasse a ver os estrangeiros como irmãos de convivência e membros do povo eleito. Os estrangeiros podiam também ensinar valores culturais ao povo israelita e participar da mesma fé. Vingou o projeto de Esdras e Neemias. Na leitura de hoje, vemos o profeta Isaías denunciando o fato de que o povo, ao rejeitar o estrangeiro, estaria violando a aliança que Deus havia feito com eles – a de agir com justiça e não com a exclusão de outras pessoas – e estaria atando Javé a um único povo, Israel, considerado santo e puro. Outros livros bíblicos da época, como Rute e Cântico dos Cânticos, também se opõem a Esdras e Neemias. Discriminar a mulher ou associar a pureza a ritos e observâncias de leis não garante a salvação. [Frei Jacir de Freitas Faria, ofm, Vida Pastoral nº 279, Paulus]

 

 

 

Salmo: 66 (67), 2-3.5.6. e 8 (R/.4)

Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor,

que todas as nações vos glorifiquem!

 

Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! Que na terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos.

 

Exulte de alegria a terra inteira, pois julgais o universo com justiça; os povos governais com retidão, e guiais, em toda a ter­ra, as nações.

 

Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem! Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, e o respeitem os confins de toda a terra!

 

 

 

II Leitura: Carta de São Paulo aos Romanos (Rm 11, 13-15.29-32)
Somos todos alvo da misericórdia divina

 

Irmãos: 13A vós, cristãos vindos do paganismo, eu digo: enquanto eu for apóstolo dos pagãos, honrarei o meu ministério, 14na esperança de despertar ciúme nos de minha raça e, assim, salvar alguns deles. 15Se a rejeição deles foi reconciliação para o mundo, o que não será a admissão deles! Será como a passagem da morte para a vida!

 

29Pois os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis. 30Outrora, vós fostes desobedientes a Deus, mas agora alcançastes misericórdia, em consequência da desobediência deles. 31Assim, são eles agora os desobedientes, para que, em consequência da misericórdia usada convosco, alcancem finalmente misericórdia. 32Com efeito, Deus encerrou todos os homens na desobediência, a fim de exercer misericórdia para com todos. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a II Leitura

Deus é misericordioso e salva a todos

 

Paulo, o grande apóstolo dos gentios, dos não judeus, brinda-nos hoje com bela reflexão. Os judeus, aos quais foi enviado o Messias, Jesus, o rejeitaram. Os pagãos, por sua vez, tornaram-se os escolhidos para o projeto salvífico. Deus não abandonou o seu povo, mas, por meio dos apóstolos, como Paulo, oferece a salvação aos pagãos do império romano. O projeto de Deus é muito maior que o povo judeu. Paulo reflete que a conversão dos pagãos abre caminho de salvação para os judeus. Tremenda ousadia e ironia paulina. Deus é misericordioso e salva a todos. Assim como a mulher mãe do evangelho de hoje, que implora a misericórdia de Jesus para obter a cura de sua filha. [Frei Jacir de Freitas Faria, ofm, Vida Pastoral nº 279, Paulus]

 

 

 

Evangelho: Mateus (Mt 15, 21-28)
Mulher, grande é a tua fé!

 

Naquele tempo: 21Jesus foi para a região de Tiro e Sidônia. 22Eis que uma mulher cananéia, vindo daquela região, pôs-se a gritar: 'Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim: minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!' 23Mas, Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Então seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram: 'Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós.' 24Jesus respondeu: 'Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel.' 25Mas, a mulher, aproximando-se, prostrou-se diante de Jesus, e começou a implorar: 'Senhor, socorre-me!' 26Jesus lhe disse: 'Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos.' 27A mulher insistiu: 'É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!' 28Diante disso, Jesus lhe disse: 'Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!' E desde aquele momento sua filha ficou curada. Palavra da Salvação.

 

Comentando o Evangelho

 

Uma mulher muda a mentalidade de Jesus

 

O evangelho de hoje é a continuidade da temática do acolhimento do estrangeiro. A cena é marcada por uma mulher cananeia, de um lado, e por Jesus, do outro. Os discípulos são os figurantes que pedem a expulsão da inoportuna estrangeira. A cena recebe a marca da profissão de fé judaica em Deus que veio salvá-los. Dignas de nota são as três intervenções da mulher, contrastadas com as três respostas de Jesus. Esse pormenor levaria o judeu a pensar no Shemá Israel: “Amarás o Senhor teu Deus com as suas posses, coração e ser” (Dt 6,4-9). Não poucas vezes, encontramos essa estrutura de narrativa no Segundo Testamento.

 

Não seríamos ousados se afirmássemos que a mulher cananeia mudou o modo de pensar de Jesus e de seus discípulos em relação aos estrangeiros, considerados como cães pelos judeus por serem, em sua ótica, impuros e não merecedores do pão reservado aos filhos. Em outras palavras, a comunidade de Mateus quis demonstrar que a salvação, em Jesus, veio somente para os judeus, de forma exclusivista. A mulher, em Mateus chamada de cananeia, representa os pagãos, aqueles que não têm fé nem aceitam a proposta de Jesus. E o evangelho termina de forma contundente: “Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como queres!” (v. 28). Aquela que era considerada pagã torna-se testemunha viva de que Jesus, o filho de Davi, podia agir com misericórdia e curar-lhe a filha, o que de fato ocorreu. A fé da mulher é tamanha, que Jesus não vê outra saída a não ser atender o seu pedido. A sua fé contrasta com a pouca fé dos discípulos de Jesus. A mulher de fé pode. Ela acabou mudando a visão da comunidade sobre a missão fora de Israel. A cananeia ensinou que a misericórdia de Deus está para além das fronteiras. [Frei Jacir de Freitas Faria, ofm, Vida Pastoral nº 279, Paulus]

 

Oração da assembleia (Missal Dominical)

 

O Senhor Jesus que atendeu a humilde súplica da cananéia, escute as nossa orações e nos atenda. Senhor, escutai a nossa prece.

 

Pela Santa Igreja de Deus, para que se lembre de que é a casa de todos, e abra suas portas especialmente aos pobres, aos pequeninos, aos que estão habituados a encontrar fechadas todas as portas, rezemos.

Pelos missionários, para que respeitem a cultura e as tradições dos povos, a fim de que a pregação do evangelho seja mensagem de libertação e não um novo jogo imposto aos ombros dos pobres, rezemos.

Por todos os cristãos, a fim de eu, com a prática sincera do evangelho, contribuam para derrubar as barreiras de raça, cor, fortuna, cultura, de modo que todos os homens se sintam uma só grande família, rezemos.

(outras intenções)

 

Senhor Deus, Pai e Criador de modos, convertei os corações de vossos filhos, para que se reconheçam irmãos e façam subir a vós a oração que nos ensinou Jesus Cristo, vosso Filho e nosso Senhor.

 

Oração sobre as Oferendas:

Acolhei, ó Deus, estas nossa oferendas, pelas quais entramos em comunhão convosco, oferecendo-vos o que nos destes, e recebendo-vos em nós.. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

No Senhor se encontra toda a graça e copiosa redenção. (Sl 129,7)

 

Oração Depois da Comunhão:

Unidos a Cristo por este sacramento, nós vos imploramos, ó Deus, que, assemelhando-nos a ele aqui na terra, participemos no céu da sua glória. Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Deus é Deus de todos

 

Na concepção do Antigo Testamento, a humanidade se dividia em dois blocos: de um lado, Israel, povo de Deus a quem pertenciam a eleição, a aliança, as promessas divinas; de outro, as nações. A distinção não era só racial ou política; era antes de tudo religiosa. De fato, as nações eram, ao mesmo tempo, os que não conhecem Javé" (= pagãos) e os que não participam da vida de seu povo (= estrangeiros). A dialética entre Israel e as nações vai cadenciando todo o desenvolvimento da história da salvação, e há um movimento pendular que oscila constantemente entre particularismo exclusivista e universalismo.

 

Deus quer salvar a todos...

 

Mas Israel, escolhido e separado do meio das nações, insere-se no plano universal de Deus, que visa a salvar toda a humanidade.

 

Esta perspectiva de uma salvação de âmbito universal está abundante­mente presente no Antigo Testamento, especialmente em Isaias. O Proto­-Isaias já tinha previsto a reunião de todas as nações em uma Jerusalém espiritual, exaltada e desvinculada de qualquer localização. Sua pedra de fundamento não será mais Sião, mas a própria pessoa do Messias. Só a fé concederá a cidadania desta cidade (Is 4,26; 26,1.6; 28,5-6.16-17).

 

A primeira leitura amplia essas perspectivas, e o templo, centro e coração do judaísmo, se tornará "casa de oração para todos os povos". Deus não reunira somente os dispersos de Israel, mas grande quantidade de homens com eles.

 

...em Cristo Jesus

 

Jesus inaugura os últimos tempos (Mc 1,15). Esperar-se-ia que ele, repentinamente, abrisse de par em par as portas a um universalismo sem limites; no entanto, suas palavras e atitudes são contraditórias; não sai das fronteiras da Palestina para pregar e fazer milagres: "Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel"; "Não convém tirar o pão dos filhos para lançá-lo aos cãezinhos" (evangelho). Recomenda aos apóstolos que envia em missão: "Não tomeis o caminho dos gentios" (Mt 10,5). Ao lado dessas atitudes de Jesus, de caráter quase "particularista", há toda uma série de textos que exprimem sua admiração pelos estrangeiros que creem nele: o centurião de Cafarnaum (Mt 8,10), o leproso samaritano e a cananéia de que fala o evangelho de hoje. São como que as primícias de uma numerosa multidão de estrangeiros, cujo acesso à fé e às promessas ele prediz, depois de se ter defrontado com a incredulidade do povo eleito.

 

Salvação sem privilégios

 

A Igreja dos primeiros tempos teve muita dificuldade em interpretar fielmente o plano universalista de Jesus, e mais de uma vez verificaram-se dentro dela tentativas "particularistas" e "exclusivistas", como a pretensão de alguns de querer impor indiscriminadamente aos neoconvertidos a lei e as tradições hebraicas. Naquela ocasião, a Igreja se libertou das tentações particularistas, mas a busca do particularismo e do "privilégio" é uma tentação permanente que ocorre na história da Igreja, especial­mente em sua atividade missionária. Mais de uma vez, o ímpeto universalista foi moderado e extinguido por causa da pretensão de querer sobrepor ou substituir com a fé cristã também a cultura, as tradições, a história original e cheia de riquezas de povos e nações que pertencem a civilizações antigas e grandes; confunde-se catolicidade com romanidade e com ocidente; pensa-se que a unidade exige por força a uniformidade e a igualdade no governo. nas estruturas, na liturgia, na reflexão teológica... Para manifestar a catolicidade da Igreja não basta afirmar que ela é aberta a todos os povos. Nem é suficiente dizer que pode adaptar-se a todas as culturas, não estando ligada a cultura alguma. É necessário que ela exprima, manifeste com fatos e gestos, que todos os homens e povos se sentem em sua casa, na Igreja.

 

As nossas relações com os outros ainda não estão marcadas pelo universalismo do evangelho. As barreiras de raça, cor, riqueza, cultura, religião... estão presentes maciça e escandalosamente no mundo cristão, a ponto de não podermos afirmar que a palavra do evangelho tenha sido realmente ouvida por nós... Por exemplo, existe ainda certa intolerância, certo espírito de contradição que às vezes separa os cristãos empenhados em setores diversos, certo modo de conceber e demonstrar a presença da Igreja no mundo, ao definir sua missão, sua "política", sua fidelidade ao evangelho... [MISSAL DOMINICAL ©Paulus, 1995]

 

 

Pai-nosso, uma oração comunitária

 

Lc 11, 2-4 (forma breve, com 5 petições)

2Ele lhes disse: “Quando rezardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome, venha o teu Reino. 3Dá-nos cada dia o pão necessário; 4perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todos que nos ofenderam, e não nos deixes cair em tentação”.

 

Mt 6, 9-15 (com 7 petições)

9Portanto, é assim que haveis de rezar: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10 venha o teu Reino, seja feita a tua vontade assim na terra, como no céu. 11O pão nosso de cada dia dá-nos hoje, 12perdoa-nos nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam, 13e não nos deixes cair em tentação  mas livra-nos do mal. 14Porque, se perdoardes as ofensas dos outros, vosso Pai celeste também vos perdoará. 15Mas, se não perdoardes aos outros, vosso Pai também não vos perdoará as ofensas.

 

Cristo dá a Deus o nome de Pai (Mt 5,16.45.48; 7,21; 11,25; 24,36; Lc 10,22; Mc 13,32). Revela a Deus como seu próprio Pai (Mc 14,36; Mt 7,21; 11,27; 16,27; 26,39; Jo 2,16; Lc 2,49).

 

Para Paulo Deus é o “nosso Deus e Pai (1Ts 3,13; 2Ts 2,16; 1Cor 1,3; 2Cor 1,2; Gl 1,3; 4,6; Ef 1,2; Cl 1,12s; Rm 8,15). João penetra mais no sentido da paternidade divina ao dizer que o homem é “gerado por Deus” (Jo 2,16; 3,3).

 

 

O que a Bíblia diz sobre o pai?

Pai terreno: A autoridade paterna é protegida pelo decálogo (Ex 20,12; Dt 5,16). Rebelar-se contra o pai, maldizê-lo ou bater-lhe eram crimes castigados com a morte (Ex 21,15-17; Dt 21,18-21). A literatura sapiencial insiste no respeito aos pais (Eclo 3,1-16; Tb 4,3-5; Pr 1,8; 4,1; 6,20). Os pais, por sua vez, têm obrigações para com os seus filhos: devem amá-los (1Sm 1,11-20; Mt 7,9; Lc 11,11; Tt 2,4); devem educá-los (Dt 6,20s; 32,46; Dn 13,3); vigiá-los (Eclo 26,10s; 42,9-11; 1Tm 5,8); castigá-los (1Sm 3,13; Pr 13,24; 22,15; 23,13s; Eclo 42,5), mas sem ira (Pr 19,18s; Eclo 20,2; Cl 3,21; Ef 6,4); devem dar-lhes o bom exemplo (Ez 16,44; 2Mc 6,28; 7,20-22; 2Jo 4). Jesus confirmou o sentido do quarto mandamento (Mc 7,10-13; 10,19; Mt 15,4-7). As exigências do amor de Deus podem levar a renunciar ao amor paterno (Mt 8,21s; 10,37; 19,29; Lc 9,59s; 14,26).

 

Deus-Pai: No AT raramente se aplica a Deus o nome de Pai (Dt 32,6s; 2Sm 7,14; Sl 89,27; Eclo 51,10). Jesus fala com frequência de “ vosso Pai”, “teu Pai”, “vosso Pai do céu”e chama a Deus pelo nome de “Pai”: quando anuncia o Reino de Deus (Mt 13,43; 20,23; 25,34; Lc 12,32); quando se refere à ação do Espírito (Mt 10,20), ao conhecimento de Cristo (Mt 16,17), à oração (Mt 18,19), à recompensa (Mt 6,1); quando insiste na Providência do Pai (Mt 6,26-32; 10,29; Lc 12,30). Cristo dá a Deus o nome de Pai (Mt 5,16.45.48; 7,21; 11,25; 24,36; Lc 10,22; Mc 13,32). Revela a Deus como seu próprio Pai (Mc 14,36; Mt 7,21; 11,27; 16,27; 26,39; Jo 2,16; Lc 2,49). Para Paulo Deus é o “nosso Deus e Pai”(1Ts 3,13; 2Ts 2,16; 1Cor 1,3; 2Cor 1,2; Gl 1,3; 4,6; Ef 1,2; Cl 1,12s; Rm 8,15). João penetra mais no sentido da paternidade divina ao dizer que o homem é “gerado por Deus” (Jo 2,16; 3,3). [Fonte: Bíblia Sagrada em         CD-ROM, Vozes, 1996]

 

 

A origem do Dia dos Pais

portaldafamilia.org.br

Ao que tudo indica, o Dia dos Pais tem uma origem bem semelhante ao Dia das Mães, e em ambas as datas a idéia inicial foi praticamente a mesma: criar datas para fortalecer os laços familiares e o respeito por aqueles que nos deram a vida.

 

Conta a história que em 1909, em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a idéia de celebrar o Dia dos Pais. Ela queria homenagear seu próprio pai, que viu sua esposa falecer em 1898 ao dar a luz ao sexto filho, e que teve de criar o recém-nascido e seus outros cinco filhos sozinho. Algumas fontes de pesquisa dizem que o nome do pai de Sonora era William Jackson Smart, ao invés de John Bruce Dodd.

 

Já adulta, Sonora sentia-se orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém. Então, em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washigton, Estados Unidos. E também pediu auxílio para uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de junho daquele ano, aniversário do pai de Sonora. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos.

 

A partir daí a comemoração difundiu-se da cidade de Spokane para todo o estado de Washington. Por fim, em 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a idéia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais (alguns dizem que foi oficializada pelo presidente Richard Nixon em 1972).

 

No Brasil, a idéia de comemorar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família.

 

Sua data foi alterada para o 2º domingo de agosto por motivos comerciais, ficando diferente da americana e europeia.

 

 

 

Contato : Evangelho do Dia

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