Domingo, 13 de fevereiro de 2011

Sexto do Tempo Comum, Ano “A”, 2ª Semana do Saltério, Livro III, cor, Litúrgica Verde

 

Santos: Benigno de Todi (presbítero, mártir), Catarina de Ricci (virgem), Ermenilda de Ely (viúva, monja), Estêvão de Lião (bispo), Estêvão de Rieti (abade), Fulcrano de Lodève (bispo), Fusca e Maura (mártires de Ravena), Gilberto de Meaux (bispo), Gosberto de Osnabruck (monge, bispo), Huna de Ely (monge), Juliano de Lião (mártir), Licínio de Angers (bispo), Martiniano de Cesaréia (eremita), Poliêucto de Melitene (mártir), Arcângela Girlani (virgem, bem-aventurada), Beatriz de d'Ornacieux (virgem, bem-aventurada), Cristina de Spoleto (penitente, bem-aventurada), Eustóquia de Pádua (virgem, bem-aventurada), João Lantrua (franciscano, mártir da China, bem-aventurado), Jordão de Saxônia (presbítero dominicano, bem-aventurado), Paulo Lieou (leigo chinês, mártir, bem-aventurado), Paulo Loc (presbítero da China, mártir, bem-aventurado).

 

Antífona: Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva. Sois minha fortaleza e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais. (Sl 30,3-4)

 

Oração: Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Eclesiástico (Ecl 15,16-21)

A ninguém Deus deu licença de pecar

 

16Se quiseres observar os mandamentos, eles te guardarão; se confias em Deus, tu também viverás. 17Diante de ti, Ele colocou o fogo e a água; para o que quiseres, tu podes estender a mão. 18Diante do homem estão a vida e a morte, o bem e o mal; ele receberá aquilo que preferir. 19A sabedoria do Senhor é imensa, ele é forte e poderoso e tudo vê continuamente. 20Os olhos do Senhor estão voltados para os que o temem. Ele conhece todas as obras do homem. 21Não mandou a ninguém agir como ímpio e a ninguém deu licença de pecar. Palavra do Senhor!

 

 

 

Comentando a I Leitura

Fidelidade é fazer a vontade de Deus

 

Esse texto da primeira leitura destaca a liberdade de escolha, o livre-arbítrio do ser humano diante da vontade de Deus. O autor bíblico acentua a responsabilidade humana quando decide se rebelar contra Deus.

 

Quem obedece à vontade de Deus, expressa principalmente na Escritura, tem qualidade de vida. Se todas as pessoas cumprissem os mandamentos de não roubar e não matar, entendidos em sentido amplo, incluindo injustiças e ofensas, a sociedade de hoje seria menos violenta.

 

Por isso, afirma o texto bíblico que a vida e a morte estão diante do ser humano para que ele escolha o que deseja. A vontade de Deus gera vida em plenitude, o pecado gera morte. Tanto a vida quanto a morte, entendidas nesse sentido, são consequências das escolhas humanas.

 

O ser humano é livre e, por conseguinte, responsável pelas próprias ações. O mal que faz ao próximo não é culpa de Deus, pois “a ninguém Deus ordenou que fizesse o mal, a ninguém Deus deu licença de pecar” (v. 21). Deus nos deu o livre-arbítrio e a capacidade de fazer as escolhas certas. [Aíla Luzia Pinheiro Andrade, nj, Vida Pastoral n.276, Paulus]

 

 

Salmo: 118 (119), 1-2.4-5.17-18.33-34 (R/. 1)[1]

Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo!

 

Feliz o homem sem pecado em seu  caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo! Feliz o homem que observa seus preceitos e de todo o coração procura a Deus!

Os vossos mandamentos vós nos destes, para serem fielmente observados. Oxalá seja bem firme a minha vida em cumprir vossa vontade e vossa lei!

 

Sede bom com vosso servo, e viverei, e guardarei vossa palavra, ó Senhor. Abri meus olhos, e então contemplarei as maravilhas que encerra a vossa lei.

 

Ensinai-me a viver vossos preceitos; quero guardá-los fielmente até o fim! Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei, e de todo o coração a guardarei.

 

O Salmo 119, de Alef, é o mais longo de todos e aquele que obedece a um esquema literário mais rigoroso.

 

 

II Leitura: 1 Coríntios (1Cor 2, 6-10)

   Deus destinou, desde a eternidade, uma sabedoria para a nossa glória.

 

Irmãos, 6entre os perfeitos nós falamos de sabedoria, não da sabedoria deste mundo nem da sabedoria dos poderosos deste mundo, que, afinal, estão votados à destruição. 7Falamos, sim, da misteriosa sabedoria de Deus, sabedoria escondida, que desde a eternidade Deus destinou para nossa glória. 8Nenhum dos poderosos deste mundo conheceu essa sabedoria. Pois, se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória. 9Mas, como está escrito, "o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram nem os ouvidos ouviram nem coração algum jamais pressentiu". 10A nós Deus revelou esse mistério através do Espírito. Pois o Espírito esquadrinha tudo, mesmo as profundezas de Deus. Palavra do Senhor!

 

Comentando a II Leitura

Uma sabedoria que não é deste mundo

 

Paulo ensina os fiéis de Corinto a cultivar a sabedoria “misteriosa e oculta” revelada por Deus, que ultrapassa a sabedoria do mundo e dos poderosos.

 

A sabedoria de que Paulo fala é a cruz, na qual Cristo revela o Deus despojado. Na fragilidade de sua vida humana e totalmente ofertada ao Pai como dom de amor, Jesus desvenda aquilo que Deus “preparou desde toda a eternidade” para os seres humanos: o amor ao extremo. É, pois, na adesão à vida de Cristo que consiste a sabedoria divina, não reconhecida pelos poderosos, porque foge da lógica deste mundo. Somente aquele que se despoja da própria vida será capaz de reconhecer a sabedoria de Deus, que é Jesus Cristo crucificado. [Aíla Luzia Pinheiro Andrade, nj, Vida Pastoral n.276, Paulus]

 

Evangelho: Mateus (Mt 5, 17-37 ou 20-22.27-28.33-34.37)

   Assim foi dito aos antigos

 

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 17"Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. 18Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra.

 

19Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus. 20Porque eu vos digo: Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. 21Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: 'Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal'. 22Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão: 'patife!' será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de 'tolo' será condenado ao fogo do inferno. 23Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e aí te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa a tua oferta aí diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. 25Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26Em verdade eu te digo: daí não sairás, enquanto não pagares o último centavo.

 

27Ouvistes o que foi dito: 'Não cometerás adultério'. 28Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela no seu coração.] 295e o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e joga-o para longe de ti! De fato, é melhor perder um de teus membros, do que todo o teu corpo ser jogado no inferno. 30Se a tua mão direita é para ti ocasião de pecado, corta-a e joga-a para longe de ti! De fato, é melhor perder um dos teus membros, do que todo o teu corpo ir para o inferno.

 

31Foi dito também: 'Quem se divorciar de sua mulher, dê-lhe uma certidão de divórcio'. 32Eu, porém, vos digo: Todo aquele que se divorcia de sua mulher, a não ser por motivo de união irregular, faz com que ela se torne adúltera; e quem se casa com a mulher divorciada comete adultério.

 

33Vós ouvistes também o que foi dito aos antigos: 'Não jurarás falso ,mas cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor'. 34Eu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum: ]nem pelo céu, porque é o trono de Deus; 35nem pela terra, porque é o suporte onde apoia os seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei. 36Náo jures tampouco pela tua cabeça, porque tu não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. 37Seja o vosso 'sim': 'Sim', e o vosso 'não': 'Não'. Tudo o que for além disso vem do Maligno". Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Lc 18,14-18

 

 

Comentando o Evangelho

Eu não vim abolir, mas cumprir a Lei

 

Jesus continua o discurso do monte, afirmando que, se o modo de agir, ou seja, se a justiça dos discípulos não for mais exigente que a dos escribas e dos fariseus, eles não participarão da construção do reino de Deus. É isso que mostra o evangelho na liturgia de hoje: o cristianismo é muito mais exigente que o judaísmo.

 

Com o termo “ouvistes” se quer contrapor o ensinamento de Jesus ao ensinamento dos escribas e fariseus. Isso não significa, como muitos pensam, uma substituição do Antigo pelo Novo Testamento. Não se trata do que foi “escrito”, mas do que foi “ouvido” como homilia feita pelos doutores da Lei, os mestres do judaísmo. Trata-se da interpretação de Jesus contra a interpretação dos escribas e fariseus a respeito da Sagrada Escritura.

 

A novidade da interpretação que Jesus faz da Escritura está na explicitação da intenção de Deus ao dar os mandamentos. Não basta, por exemplo, não matar. Há que evitar as palavras de desamor, de desprezo, de ressentimento contra o próximo. Era essa a intenção de Deus ao dar o mandamento “não matarás”.

 

“Deixa tua oferta diante do altar” (v. 24). No Dia da Expiação (ou do Perdão, ver Lv 16), os judeus confessam os pecados cometidos contra Deus e pedem perdão durante 24 horas. Mas acreditam que os pecados contra o “próximo” devem ser perdoados por quem sofreu a ofensa, e não por Deus; por isso, primeiramente pedem perdão ao próximo para depois se dirigirem a Deus. Jesus faz uma mudança em relação ao judaísmo, afirmando que não somente num dia especial, mas todos os dias, os cristãos devem pedir perdão ao seu próximo para depois dirigir-se a Deus.

 

A compreensão dos escribas a respeito do adultério era diferente no caso da culpa da mulher e da culpa do homem. Entendiam que a mulher cometia adultério até mesmo sozinha, no coração, quando era casada e desejava outro homem. Cometia adultério quando observava um homem para vê-lo passar ou quando se exibia para ser notada por ele. Se fosse flagrada numa dessas atitudes, poderia ser apedrejada sozinha, porque seu adultério não dependia do consentimento de um homem. Jesus põe homem e mulher em pé de igualdade. Seja homem ou mulher, cada um comete adultério no coração. A intenção de Jesus é preservar a família e o matrimônio, e não lançar um fardo pesado demais sobre nossos ombros.

 

Quanto ao juramento, muitas vezes os judeus juravam sem pensar e se obrigavam a agir mesmo se descobrissem ser a vontade de Deus diferente do que foi prometido por juramento. Mesmo assim, algumas pessoas preferiam fazer algo que desagradava a Deus a descumprir um juramento, pois amaldiçoavam a si mesmas quando juravam (ver 1Rs 19,1-2). Por isso, Jesus exorta a não jurar. [Aíla Luzia Pinheiro Andrade, nj, Vida Pastoral n.276, Paulus]

 

 

A Palavra se faz oração (Missal Dominical)

Rezemos ao Senhor para que nos dê a força de traduzir em obras a palavra que acolhemos no coração. Senhor, atendei-nos.  

 

-Pelo nosso mundo, no qual a injustiça e a opressão dos poderosos provocam a ira e a violência dos pobres, para que acolha a palavra de Jesus e procure os caminhos da justiça e do amor, rezemos.

-Pelos oprimidos e marginalizados, para que não se deixem seduzir pelo caminho da violência e do ódio, mas busquem sua libertação por meio da justiça e da razão, rezemos.

-Pelos homens escravos do ódio e tentados de vingança, para que ouçam as palavras de Jesus, que convidam ao perdão e à reconciliação, rezemos.

(Outras intenções)

 

Oração sobre as Oferendas:

Ó Deus, que este sacrifício nos purifique e renove e seja fonte de eterna recompensa para os que fazem a vossa vontade. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Deus amou tanto o mundo, que lhe deu o seu Filho único; quem nele crê não perece, mas possui a vida eterna. (Jo 3,16)

 

Oração Depois da Comunhão:

Ó Deus, que nos fizestes provar as alegrias do céu, dai-nos desejar sempre o alimento que nos traz a verdadeira vida. Por Cristo, nosso Senhor!  

 

 

A nova lei

 

Jesus não veio abolir a lei, mas levá-la à plenitude, dar-lhe algo "mais" que a faz superar como lei e aceitá-la como opção interior. De fato, a justiça do fariseu se limita à observância dos artigos da lei. A justiça do cristão não depende em primeiro lugar da sua observância da lei, mas de se terem realizado em Jesus os últimos tempos, porque ele veio para ser o primeiro a obedecer à lei em comunhão com Deus. Cristo estabelece um novo critério de avaliação moral: a intenção pessoal 

O "mais" da nova lei

É no coração que se decide a atitude mais verdadeira e mais radical do homem, é para aí que devemos dirigir a atenção e a escolha: esta é a exigência superior (o "mais") da lei, com a qual Cristo a cumpre e aperfeiçoa. Não basta, portanto, não matar; é necessário não se irritar (Mt 5,21s). Não basta não cometer adultério; é preciso não desejar a mulher dos outros (Mt 5,27s). Não basta lavar as mãos antes das refeições; é preciso "purificar" o interior do homem (Mc 7,1-23). Não basta erguer monumentos aos profetas; é preciso não os fazer calar matando-os (Mt 23,29ss). Não basta dizer: "Senhor, Senhor"; é necessário 'fazer a vontade do Pai que está nos céus’ (Mt 7,21). Não basta dizer inúmeras palavras na oração; é necessário ter fé na bondade de Deus (Mt 6,7). Não basta o sacrifício; de nada servem ato de culto e a observância dos preceitos menores, se não se põem em primeiro lugar, na própria vida moral, a justiça, a misericórdia e a fé (Mt 9,13; 12,7; 23,23).

 

A lei é imposta ao homem, de fora. Se Jesus só se limitasse a espiritualizar a lei, seria um aperfeiçoamento incompleto.

 

A "nova" contribuição de Cristo é outra: se Jesus exige um "mais", a motivação está no "mas eu vos digo". Quem impõe é Cristo, ele foi o primeiro a dar o exemplo. Tornou-se possível ao cristão amar os inimigos, suportar o sofrimento e a perseguição, porque foi solicitado e realmente ajudado pelo modelo que tem diante de si. O cristão não só obedece a uma lei; segue as pegadas de Cristo que o precede e que se torna para ele modelo-lei-instância e suprema força interior para o dom do Espírito (Mt 3,11), prêmio-amor beatificante.

 

Um passo adiante na fraternidade

As palavras de Jesus convidam o cristão a algo "mais", a dar um passo adiante na fraternidade. Não basta não matar o irmão, importa respeitá-lo, ter consideração para com ele, não se achar superior a ele. Pode-se matar com palavras, com um julgamento severo, com uma atitude de desprezo. Pode-se matar o irmão deixando-o de lado, fazendo extinguir-se seu entusiasmo e seus bons projetos, não lhe permitindo expressar-se livremente. Os marginalizados, os anciãos dos asilos, os débeis mentais, os afastados são mortos por nosso cruel desinteresse, por nosso distanciamento, por nossa língua afiada... Não se pode honrar a Deus se o irmão é desonrado, pois Deus não está só no céu, mas também em cada irmão que encontramos, especialmente nos pobres, nos pequenos, nos humildes desprezados, naqueles que nós, às vezes, chamamos de cretinos... 

Um passo adiante no amor

O amor do homem e da mulher não é desejo e busca egoístas da própria satisfação. O amor é querer o bem do amado, é encontro livre e libertador. A atração física sem amor é sinal de alienação e imaturidade profunda, é a negação da liberdade e da dignidade da pessoa, é tentativa de destruir o outro para fazer dele coisa, objeto.

 

Um amor verdadeiro, com raiz na totalidade da pessoa, se insere na corrente única de amor que é Deus, Amor que dá o Filho: dom total, porque Cristo deu sua vida por nós. A família deve viver estas características de amor, que a marcam profundamente e solidificam a unidade. Dom total. O amor no matrimônio ou é assim ou não existe. Total até dar-se, sacrificar-se completamente.

 

Um passo adiante na sinceridade

As palavras não foram feitas para que os homens delas se sirvam enganando-se mutuamente, mas para que levem seu pensamento ao conhecimento dos outros. Enganar os outros significa deturpar o sinal da palavra, torná-la sinal de divisão e confusão, em lugar de comunhão e limpidez. Cristo supera, portanto, a lei judaica quando proíbe a mentira em qualquer circunstância, tornando assim inútil o juramento. [Missal Cotidiano, ©Paulus, 1995]

 

 

 



[1] Numeração dos Salmos: a numeração dentro do primeiro parêntese refere-se á anotação hebraica; a de fora segue a Nova Vulgata, adotada pela Igreja Católica e também usada pela Bíblia AVE-MARIA; as demais seguem a numeração inversa (Nova Vulgata dentro do parêntese). A numeração dos versículos (estrofes) é obtida no DIRETÓRIO LITÚRGICO DA CNBB, 2011; a numeração do segundo parêntese está relacionada ao versículo de resposta.