Domingo, 7 de setembro de 2008
23º do Tempo Comum, Ano “A”, 3ª Semana do Saltério (Livro III), cor litúrgica Verde
Vós sois justo, Senhor, e justa é a vossa sentença; tratai o vosso servo segundo a vossa misericórdia. (Sl 118, 137.124)
Hoje: Dia da Pátria e da Independência do Brasil (186º ano) e Dia do Grito dos Excluídos
Santos: Regina de Alésia, Hesíquio (mártir), Clodoaldo, João de Nicomédia, Bem-Aventurado Evécio (Nicomédia), Estêvão Pongracz, Madelberta, Marcos Crisin, Melquior Grodecz, Gentle de Matelica (mártir franciscano, 1ª ordem)
Oração: Ó Deus, pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que crêem no Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª
Leitura: Ezequiel (Ez 33, 7-9)
O ímpio morrerá por própria culpa
Assim diz o Senhor: 7"Quanto a ti, filho do homem, eu te estabeleci como vigia para a casa de Israel. Logo que ouvires alguma palavra de minha boca, tu os deves advertir em meu nome. 8Se eu disser ao ímpio que ele vai morrer, e tu não lhe falares, advertindo-o a respeito de sua conduta, o ímpio vai morrer por própria culpa, mas eu te pedirei contas da sua morte. 9Mas, se advertires o ímpio a respeito de sua conduta, para que se arrependa, e ele não se arrepender, o ímpio morrerá por própria culpa, porém tu salvarás tua vida".Palavra do Senhor!
Salmo:
94(95), 1-2.6-7.8-9 (R/.8)
Não fecheis o coração; ouvi, hoje, a voz de Deus!
Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o rochedo que nos salva! Ao seu encontro caminhemos com louvores, e com cantos de alegria o celebremos!
Vinde adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! Porque ele' é o nosso Deus, nosso pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão.
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: "Não fecheis os corações como em Meriba, como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras".
II Leitura: Carta de São Paulo aos Romanos (Rm
13, 8-10)
O mandamento do amor
Irmãos, 8não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o próximo está cumprindo a lei. 9De fato, os mandamentos: "não cometerás adultério", "não matarás", não roubarás", "não cobiçarás", e qualquer outro mandamento se resumem neste: "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo".10O amor não faz nenhum mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento perfeito da lei. Palavra do Senhor!
Evangelho: Mateus ((Mt 18, 15-20)
Ajudar ao próximo
Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 15"Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. 18Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 19De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. 20Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou aí, no meio deles". Palavra da Salvação!
A correção fraterna[1]
O trecho do evangelho de hoje segue imediatamente a narrativa da parábola da ovelha desgarrada, da qual se toma uma aplicação concreta. Se um irmão cometeu uma falta, deve fazer-se em primeiro lugar a correção pessoal; se não escuta, é necessário chamar em auxílio algumas testemunhas; em terceira instância, convém referir à comunidade; e se não ouve nem esta, deve-se, só então, considerá-lo como um pagão ou publicano, isto é, como um excomungado.
O pecador é excluído
O contexto de todo o trecho é o do convite à misericórdia e ao perdão. Não se trata tanto de uma "excomunhão", mas da constatação de que, apesar do recurso a todos os meios possíveis para a reconciliação e o diálogo fraterno, não há no irmão a vontade eficaz de comunhão e conversão. E, no entanto, convém lembrar que a Igreja conserva o direito de pronunciar-se contra os pecadores contumazes, para não prejudicar a comunidade, e com o fim de fazer o pecador entrar em si e converter-se. Assim se pronunciou Paulo a respeito do incestuoso de Corinto (1 Cor 5,5-6).
A práxis penitencial da Igreja primitiva testemunha a grande seriedade e coerência do esforço da conversão. O pecador só encontra o perdão de Deus na redescoberta da sua misericórdia atuando na Igreja, especialmente na assembléia eucarística que toma atual a redenção de Cristo.
É sobretudo no sacramento da penitência que a Igreja exerce e exprime a misericórdia e o perdão de Cristo; mas para muitos cristãos, infelizmente, o próprio sinal sacramental da reconciliação se tornou vazio e insignificante. O sacramento é reduzido a gesto mágico, repetido por hábito.
Um dos aspectos que mais preocupam na atual práxis penitencial está, na ruptura entre sinal sacramental e experiência da comunidade cristã.
O significado comunitário da penitência
O que dificulta a aplicação concreta dos temas contidos nas leituras bíblicas às assembléias eucarísticas dominicais é o fato, já aceito por todos, de que em geral essas assembléias não são verdadeiras comunidades. Isto é, falta uma verdadeira relação pessoal entre os membros, pela qual cada um se sinta responsável diante dos irmãos. Por isso, ao - ensinamento da correção fraterna, do perdão pedido à comunidade e não só a Deus, falta um suporte sociológico" importante. Será preciso que se aproveitem pelo menos os elementos do rito (pedido de perdão recíproco no rito penitencial da missa e abraço da paz), para fazer captar as riquezas da práxis penitencial da Igreja. A confissão, além de ser conversão a Deus, é sempre também reconciliação com os irmãos; reintroduz-nos na Igreja; de membros mortos tornamo-nos membros vivos, ativos e responsáveis. Devemos redescobrir o sentido comunitário do pecado e, portanto, da penitência; ela é o sacramento em que toda a comunidade cristã reconstitui, sob a ação de Cristo, a unidade rompida. Uma comunidade de amor, entre os homens, é sempre uma comunidade de reconciliação e de correção fraterna. A comunhão perfeita jamais é uma posse já adquirida; é uma conquista contínua, um dom a implorar do alto.
Correção e encorajamento
Mas o verdadeiro amor, o perdão autêntico, não deixa as pessoas como são, com seus defeitos e suas limitações. Amar um irmão significa ajuda-lo a "crescer" em todos os níveis, querer concretamente sua "libertação" daquilo que é defeituoso e mau, lutar por sua plena humanização. Por isto, corrigir é obra de amor; nunca é extinguir energias e entusiasmos; é coisa muito diferente da crítica. Juntamente com a correção fraterna, o cristão faz largo uso do encorajamento. As pessoas esperam dos outros algo diferente de um dom material; esperam que os Outros se lhes tornem próximos, que entrem em contato com elas, percebam que elas existem, e lhes digam tudo isso. Nada é tão encorajador como a atenção vigilante, o respeito não puramente formal, a palavra inesperada de congratulação, se não forem fórmulas vazias de rito ou expressões convencionais. O encorajamento, como a correção, é uma das muitas facetas da caridade.
Dia da Independência do Brasil
Lei Nº 5.571, 28/11/1969; Lei Nº 662, 06/04/1949
A crise do sistema colonial, trazendo revoltas no fim do século XVIII e início do XIX, como a Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana e a Revolta Pernambucana de 1817, bem como o crescimento do livre comércio foram fatores que contribuíram para a Independência do Brasil.
Em 1820, estoura a Revolução do Porto, em Portugal, um movimento liberal e antiabsolutista. No ano seguinte, o Parlamento português, exige que D. João VI deixe o Brasil, na época reino unido, e retorne a Portugal. Assim o fez D. João, deixando seu filho mais velho, dom Pedro, como regente.
No ano de 1822, apoiado por políticos brasileiros que defendiam a manutenção do Brasil como Reino Unido, Dom Pedro anuncia sua insubordinação à Constituição Portuguesa, convocando a primeira Assembléia Constituinte brasileira. Depois de declarar que as tropas portuguesas que desembarcassem no Brasil seriam consideradas inimigas, o príncipe regente resolve assinar o Manifesto às Nações Amigas, escrito por José Bonifácio, o Patriarca da Independência. Com essa assinatura, confirma o rompimento com as Cortes Constituintes de Lisboa e assegura "a independência do Brasil, mas como reino irmão de Portugal".
Os portugueses, no entanto, não aceitam a convocação da Assembléia Constituinte Brasileira e exigem a volta imediata de dom Pedro, ameaçando, inclusive, com o envio de tropas. O príncipe não obedece ao Parlamento Português, proclamando a Independência do Brasil, no dia sete de setembro, e afirmando em documento oficial a separação política entre colônia e metrópole portuguesa. Ele é aclamado imperador em outubro daquele ano e coroado, dois meses depois, pelo bispo do Rio de Janeiro, com o título de dom Pedro I, imperador do Brasil.
Independência ou morte – A notícia de que tropas portuguesas poderiam ser enviadas ao Brasil, foram dadas a D. Pedro quando ele voltava de uma viagem a São Paulo, às margens do Rio Ipiranga. Então, convencido de que deveria se separar da metrópole, Dom Pedro, num ato simbólico, arranca do chapéu as cores de Portugal e, aclamado pelos que o acompanhavam, grita "Independência ou Morte". O ato é lembrado como o ponto ápice da Independência brasileira.