Domingo, 6 de junho de 2010

10º Do Tempo Comum (Ano “C”), 2ª Semana do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde

 

 

Hoje: Dia Nacional do Teste do Pezinho

 

Santos: Justino (165, mártir palestino), Cândida, Herculano de Piegaro, Afonso Navarrete, Fernando Ayala, João Story, Tespésio (Séc. III, Capadócia), Isquirião (Séc. III, Egito), Próculo (Séc. III, Itália), Inácio (Espanha), Panfílio (309, mártir, Cesaréia da Palestina), Valêncio, Branca, Próculo (542, bispo) e Próculo (304, soldado), Caprásio (430), Vistrano (849), Simeão (1035, Siracusa/Sicília), Êneco (1057, abade), Teobaldo de Alba (1150), João Pelingotto (1304), Herculano  de Piegaro (1451), João Storey (15,71, beato, mártir), Félix de Nicósia (1787, beato)

 

Antífona: O Senhor é a minha salvação, a quem poderia eu temer? O Senhor é o baluarte de minha vida, perante quem tremer?  Meus opressores e inimigos, são eles que vacilam e sucumbem. (Sl 26, 1-2).

 

Oração: Ó Deus, fonte de todo o bem, atendei ao nosso apelo e fazei-nos, por vossa inspiração, pensar o que é certo e realizá-lo com vossa ajuda. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

1ª Leitura: I Livro dos Reis (1Rs 17, 17-24)
Eis aqui, vivo, o teu filho


Naqueles dias, 17sucedeu que o filho da dona da casa caiu doente, e o seu mal era tão grave que ele já não respirava. 18Então a mulher disse a Elias: “O que há entre mim e ti, homem de Deus? Porventura vieste à minha casa para me lembrares os meus pecados e matares o meu filho?”


19Elias respondeu-lhe: “Dá-me o teu filho!” Tomando o menino do seu regaço, levou-o ao aposento de cima onde ele dormia, e o pôs em cima do seu leito. 20Depois, clamou ao Senhor, dizendo: “Senhor, meu Deus, até a viúva, em cuja casa habito como hóspede, queres afligir, matando-lhe seu filho?”


21Depois, por três vezes, ele estendeu-se sobre o menino e suplicou ao Senhor: “Senhor, meu Deus, faze, te rogo, que a alma deste menino volte às suas entranhas”.


22O Senhor ouviu a voz de Elias: a alma do menino voltou a ele e ele recuperou a vida. 23Elias tomou o menino, desceu com ele do aposento superior para o interior da casa, e entregou-o à sua mãe, dizendo: “Eis aqui o teu filho vivo”. 24A mulher exclamou: “Agora vejo que é um homem de Deus, e que a palavra do Senhor é verdadeira em tua boca”. Palavra do Senhor!

 

 

Salmo 29 (30), 2 e 4.5-6.11 e 12ª e 13b (+2a)
Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes,

e preservastes minha vida da morte! (+2a)


2Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes, e não deixastes rir de mim meus inimigos! 4Vós tirastes minha alma dos abismos e me salvastes, quando estava já morrendo!


5Cantai salmos ao Senhor, povo fiel, dai-lhe graças e invocai seu santo nome! 6Pois sua ira dura apenas um momento, mas sua bondade permanece a vida inteira; se à tarde vem o pranto visitar-nos, de manhã vem saudar-nos a alegria.


11Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade! Sede, Senhor, o meu abrigo protetor!  12Transformastes o meu pranto em uma festa, 13Senhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos!

 

II Leitura: Carta de Paulo aos Gálatas  (Gl 1, 11-19 )
Dignou-se revelar-me o seu Filho


11Asseguro-vos, irmãos, que o evangelho pregado por mim não é conforme a critérios humanos. 12Com efeito, não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo. 13Certamente ouvistes falar como foi outrora a minha conduta no judaísmo, com que excessos perseguia e devastava a Igreja de Deus 14e como progredia no judaísmo, mais do que muitos judeus de minha idade, mostrando-me extremamente zeloso das tradições paternas.


15Quando, porém, aquele que me separou desde o ventre materno e me chamou por sua graça 16se dignou revelar-me o seu Filho, para que eu o pregasse entre os pagãos, não consultei carne nem sangue 17nem subi, logo, a Jerusalém para estar com os que eram apóstolos antes de mim. Pelo contrário, parti para a Arábia e, depois, voltei ainda a Damasco. 18Três anos mais tarde, fui a Jerusalém para conhecer Cefas e fiquei com ele quinze dias. 19E não estive com nenhum outro apóstolo, a não ser Tiago, o irmão do Senhor.
Palavra do Senhor!

 

 

Evangelho: Lucas (Lc 7, 11-17)
Jovem, eu te ordeno, levanta-te!


Naquele tempo, 11Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com ele iam seus discípulos e uma grande multidão. 12Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava. 13Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: “Não chores!” 14Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” 15O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. 16Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”.


17E a notícia do fato espalhou-se pela Judéia inteira, e por toda a redondeza. Palavra da Salvação!

 

 

Cristo que vence a morte é a salvação

 

O Cristo mediador perfeito de salvação é o Cristo vencedor da morte. Para Lucas, a ressurreição do jovem de Naim (evangelho) é sinal da chegada dos tempos messiânicos. Com esta finalidade constrói sua narrativa calcada sobre o milagre de Elias (1a leitura), mostrando, por uma série de particularidades, a infinita superioridade de Jesus.

 

A reanimação do filho da viúva é um sinal

 

Quando, no versículo 22 do mesmo capítulo, Jesus disser, para definir a sua identidade: "os mortos ressuscitam", enunciará um fato já acontecido. Esta esperança messiânica se baseava em Is 61,1; 55,5-6; 26,19. Neste contexto, o judaísmo previa, para o fim dos tempos e a inauguração da era messiânica, em que o Messias teria curado todos os sofrimentos e deficiências humanas, uma ressurreição geral dos filhos de Israel mortos anteriormente, e esperava que Elias voltasse a terra para presidir a inauguração desses tempos. Mas o milagre que Jesus faz, embora revele o domínio sobre a morte, não é só um sinal, enquanto a reanimação de um cadáver é apenas uma vitória momentânea; não é definitiva. A libertação total da morte e de todo mal e, portanto, a "salvação definitiva da vida" é só a "ressurreição de Jesus". A ressurreição de Jesus não é a reanimação do corpo, mas uma "animação" nova, gloriosa, diferente daquela da encarnação. É a entrada de Cristo numa condição de existência. A ressurreição de Jesus é o ato divino por meio do qual Deus nos salva hoje e a humanidade inteira na nossa,; existência humana. A salvação não está, pois, no homem como tal ou na. humanidade inteira, nem no seu desenvolvimento progressivo, ainda que prolongado ao infinito.

 

É necessária uma "passagem", uma intervenção divina absolutamente j nova; a passagem do homem em Deus, isto é, a páscoa do Cristo, que Deus. mesmo realiza no seu Filho feito homem.

 

Uma passagem do homem em Deus, que inclui o homem todo, corpo e i espírito, história e universo. Lucas, iluminando de luz pascal a narrativa do milagre, diz: "O Senhor teve compaixão dela".

 

Cristo ressuscitado, salvação do homem

 

Ora, Jesus é "Senhor" enquanto ressuscitado. Isto significa que Jesus só se revelou plenamente Deus e plenamente homem na ressurreição. A ressurreição, fazendo o Cristo penetrar totalmente no mundo do Pai, aboliu para sempre os limites impostos quando assumiu o peso da existência humana marcada pelo pecado, e assim retirou os véus que impediam de ver a sua "glória". Além disso, com a sua morte-ressurrei-ção se completou a encarnação; a dimensão humana de Jesus é agora total, e assim a tradução do Filho em termos humanos chegou à sua perfeição, isto é, o Filho se tornou plenamente homem e o homem se tornou plenamente Filho.

Crer na ressurreição significa, então, crer também que a filiação divinizante e a libertação do pecado já são uma realidade, são Jesus Ressuscitado, que leva todo homem que se abandona sinceramente a ele, à plena comunhão filial-trinitária com o Pai.

 

Este é também o evangelho de Paulo. Ele anuncia o que "viu", Cristo ressuscitado. A experiência do Ressuscitado está na raiz da sua vocação, em sua missão (2a leitura).

 

Em Cristo, o futuro já é presente

 

Hoje ainda é válida a interrogação: Cristo é apenas o precursor de um reino futuro, o arauto de uma ética ainda a definir, ou já é o reino, em sua pessoa?

 

Os primeiros cristãos resistiram à tentação de reduzir Jesus ao papel de um novo Elias e transferiram esse paralelo para João Batista. Nós também, hoje, não devemos aceitar que Jesus seja reduzido a simples precursor de uma humanidade renovada; ele já é essa humanidade. Nele o futuro já é presente. Contemplando o mundo, esse teatro imenso onde se desenrola a ação maravilhosa do homem, temos alternadamente a sensação de um gigantesco e assustador vazio, ou de uma realidade absoluta e consoladora. Depende de como o encaramos; se olhamos com os olhos da fé na ressurreição, isto é, da fé em que o mundo e a história estão salvos para sempre do esvaziamento do não-ser, permanecemos confiantes porque a nossa história é, no tempo, a história da morte e ressurreição de Jesus.

 

A humanidade tem diante de si não o nada sem fim, mas a vida em plenitude sem fim. Cristo ressuscitado é o futuro do homem. [Missal Dominical ©Paulus, 1995]

 

 

Teste do Pezinho: para todos os bebês!

 

O exame laboratorial, chamado também de triagem neonatal, detecta precocemente doenças metabólicas, genéticas e infecciosas, que poderão causar alterações no desenvolvimento neuropsicomotor do bebê. Falemos numa linguagem mais simples. Esse exame é popularmente conhecido como teste do pezinho, pois a coleta do sangue é feita a partir de um furinho no calcanhar do bebê.

 

As mamães geralmente ficam com o coração na mão quando tem que levar seus bebês para o exame, pois estes normalmente choram. Mas por que a picadinha no calcanhar? O que as mães devem saber é que o calcanhar é uma região rica em vasos sanguíneos e a coleta do sangue é feita rapidamente com um único furinho. O furo é quase indolor, mas a dor ainda é uma sensação nova para o bebê e por isso choram.

 

Esse exame é realizado em grande parte nas maternidades quando o bebê completa 48 horas de vida. Antes disso, o teste pode sofrer influência do metabolismo da mãe. O exame também é feito em laboratórios.

 

O ideal é que o teste seja feito até o sétimo dia de vida. Basta apenas uma picada no calcanhar do bebê para retirar algumas gotinhas de sangue que serão colhidas num papel filtro e levadas para serem analisadas.