Domingo, 5 de dezembro de 2010

Segundo do Advento, Ano “A” 2ª Semana do Saltério (Livro I), cor Litúrgica Roxa

 

Hoje: Dia Nacional da Pastoral da Criança, dia Internacional do Voluntário para o Desenvolvimento Econômico e Social.

 

Santos: Anastácio (mártir), Basso de Nice (bispo), Colmano de Clonard (abade), Crispina da Numídia (virgem, mártir), Crispina de Tebessa (mártir), Cristina de Markgate (eremita), Dalmácio de Pávia (bispo, mártir), Dalmácio de Pedona (mártir), Geraldo de Braga (bispo), Gereboldo de Bayeux (bispo), João, o Taumaturgo (bispo de Polybote), Júlio, Potamia, Crispim, Félix, Grato e seus sete Companheiros (mártires de Thagura), Nicésio de Trèves (bispo), Pelino de Brindisi (bispo), Quingésio de Salerno (bispo), Sabas da Palestina (abade), Bartolomeu Fanti (carmelita, bem-aventurado), Filipe Rinaldi (bem-aventurado), João Almond (mártir, bem-aventurado), João Gradenigo (monge, bem-aventurado).

 

Antífona: Povo de Sião, o Senhor vem para salvar as nações! E, na alegria do vosso coração, soará majestosa a sua voz. (Cf. Is 30, 19-30)

 

Oração: Ó Deus todo-poderoso e cheio de misericórdia, nós vos pedimos que nenhuma atividade terrena nos impeça de correr ao encontro do Vosso Filho, mas, instruídos pela vossa sabedoria, participemos da plenitude de sua vida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Isaias (Is 11, 1-10)
Julgará os humildes com justiça

 

Naqueles dias, 1nascerá uma haste do tronco de Jessé e, a partir da raiz, surgirá o rebento de uma flor; 2sobre ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e discernimento, espírito de conselho e fortaleza, espírito de ciência e temor de Deus; 3no temor do Senhor encontra ele seu prazer. Ele não julgará pelas aparências o que vê nem decidirá somente por ouvir dizer; 4mas trará justiça para os humildes e uma ordem justa para os homens pacíficos; fustigará a terra com a força da sua palavra e destruirá o mau com o sopro dos lábios. 5Cingirá a cintura com a correia da justiça e as costas com a faixa da fidelidade.

 

6O lobo e o cordeiro viverão juntos e o leopardo deitar-se-á ao lado do cabrito; o bezerro e o leão comerão juntos e até mesmo uma criança poderá tangê-los. 7A vaca e o urso pastarão lado a lado, enquanto suas crias descansam juntas; o leão comerá palha como o boi; 8a criança de peito vai brincarem cima do buraco da cobra venenosa; e o menino desmamado não temerá pôr a mão na toca da serpente. 9Não haverá danos nem mortes por todo o meu santo monte: a terra estará tão repleta do saber do Senhor quanto as águas que cobrem o mar. 10Naquele dia, a raiz de Jessé se erguerá como um sinal entre os povos; hão de buscá-la as nações, e gloriosa será a sua morada. Palavra do Senhor!

 

Comentando a I Leitura

Esperança de um salvador definitivo para o porvir

 

Isaías depositava grande esperança no futuro rei. Com ele, a lei do mais forte vai acabar, pois tanto o rei como o país inteiro, todos vão defender os fracos. Deixaremos, então, de ser bichos uns para os outros. Isso resume o belo texto de Isaías, motivo de muitos cânticos de Advento.

 

Isaías era familiar ao palácio de Acaz e conhecia bem seu filho Ezequias, em quem depositava grande confiança. Ezequias foi realmente um dos melhores reis de Judá, mas o poema de Isaías que expressa sua confiança nele vai muito além.

 

A dinastia de Davi, o filho de Jessé, estava enfraquecida, quase liquidada diante do poderio crescente da Assíria. Falando em ramo familiar, o de Jessé estava reduzido a quase nada, a um toco cortado quase rente ao chão. Como de uma velha parreira decepada, do toco ou até das raízes, ainda pode surgir um broto novo, assim também surge aqui o broto novo do ramo familiar de Jessé.

 

O Espírito do Senhor lhe dará as qualidades dos famosos antepassados, a sabedoria e a perspicácia de Salomão, as qualidades bélicas de prudência e ousadia de Davi, e ainda vai lhe acrescentar outras duas: o temor e o conhecimento de Javé. O próprio texto vai explicar o que é “temor de Javé”: é não julgar por interesses escusos (v. 3), mas fazer justiça aos fracos e castigar o opressor. “Conhecer Javé” Jeremias explica em 22,15-16. É praticar o direito e a justiça, fazer justiça ao humilde, ao indigente.

 

Inspirado no temor de Javé, o novo rei vai acabar com a estória do lobo e do cordeiro, quando o mais forte sempre tem razão e sempre encontra um motivo para devorar o mais fraco. Então, “o lobo será hóspede do cordeiro, o leopardo vai se deitar ao lado do cabrito...”. As pessoas deixam de ser bichos umas para as outras.

 

Inspirado no temor de Javé, ele vai usar de sua autoridade para fazer justiça ao fraco e reprimir o opressor. Assim, o resultado será que, não só ele, mas o país inteiro estará inundado do “conhecimento de Javé”, todos sabendo respeitar os direitos dos fracos.

 

Aquilo em que o profeta foi além em seu poema ficou como esperança messiânica, esperança de um salvador definitivo para o porvir. Será que o Cristo já realizou isso? [Pe. José Luiz Gonzaga do Prado, Vida Pastoral nº 275, Paulus]

 

 

Salmo Responsorial: 72 (71), 2. 7-8. 12-13. 17 (+ cf. 7) 
Nos seus dias a justiça florirá

 

1Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! 2Com justiça ele governe o vosso povo, com eqüidade ele julgue os vossos pobres.

 

7Nos seus dias a justiça florirá e grande paz, até que a lua perca o brilho! 8De mar a mar estenderá o seu domínio, e desde o rio até os confins de toda a terra!

 

12Libertará o indigente que suplica, e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. 13Terá pena do indigente e do infeliz, e a vida dos humildes salvará.

 

17Seja bendito o seu nome para sempre! E que dure como o sol sua memória! Todos os povos serão nele abençoados, todas as gentes cantarão o seu louvor!

 

 

II Leitura: Romanos (Rm 15, 4-9)
Cristo salva toda a humanidade

 

Irmãos: 4tudo o que outrora foi escrito, foi escrito para nossa instrução, para que, pela nossa constância e pelo conforto espiritual das escrituras, tenhamos firme esperança. 5O Deus que dá constância e conforto vos dê a graça da harmonia e concórdia, uns com os outros, como ensina Cristo Jesus. 6Assim, tendo como que um só coração e a uma só voz, glorificareis o Deus e Pai do Senhor nosso, Jesus Cristo.

 

7Por isso, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo vos acolheu, para a glória de Deus. 8Pois eu digo: Cristo tornou-se servo dos que praticam a circuncisão, para honrar a veracidade de Deus, confirmando as promessas feitas aos pais. 9Quanto aos pagãos, eles glorificam a Deus, em razão da sua misericórdia, como está escrito: "Por isso, eu vos glorificarei entre os pagãos e cantarei louvores ao vosso nome". Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a II Leitura

Acolher uns aos outros

 

Os cristãos judeus tinham sido expulsos de Roma. Agora, autorizados a voltar, retornavam para Roma e para as suas comunidades. Seriam bem recebidos pelos irmãos que não eram judeus?

 

Essa situação é que nos dá o contexto geral da carta aos Romanos. Aqui, já na parte parenética ou nas recomendações finais, Paulo diz que é tempo de esperança, esperança fundamentada na palavra de Deus, nas Escrituras. Nelas, encontramos encorajamento e firmeza, palavras frequentemente traduzidas por “paciência” e “consolação”.

 

O Deus do encorajamento e da firmeza é que deve levar os cristãos a ter um mesmo pensar, seguindo o Cristo Jesus. Só assim se podem superar as dificuldades de relacionamento entre os cristãos judeus que voltam e os cristãos gentios que ficaram. Só assim poderão participar unidos numa mesma celebração para louvar a Deus.

 

A prática é essa mesma, saberem acolher uns aos outros, sem discriminação e sem preconceitos. Assim é que o Cristo nos acolhe. Ele se pôs a serviço dos judeus para realizar as esperanças consubstanciadas nas promessas contidas em suas Escrituras Sagradas. Nem por isso os não judeus, “gentios” ou “nações”, são esquecidos, pois as mesmas Escrituras os convidam também a louvar o Senhor. [Pe. José Luiz Gonzaga do Prado, Vida Pastoral nº 275, Paulus]

 

 

Evangelho, Lucas (Mt 3, 1-12)
Convertei-vos, porque o reino dos céus está próximo

 

1Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judéia: 2"Convertei-vos, porque o reino dos céus está próximo". 3João foi anunciado pelo profeta Isaias, que disse: "Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas!" 4João usava uma roupa feita de pêlos de camelo e um cinturão de couro em torno dos rins; comia gafanhotos e mel do campo. 5Os moradores de Jerusalém, de toda a Judéia e de todos os lugares em volta do rio Jordão vinham ao encontro de João. 6Confessavam os seus pecados e João os batizava no rio Jordão. 7Quando viu muitos fariseus e saduceus vindo para o batismo, João disse-lhes: "Raça de cobras venenosas, quem vos ensinou a fugir da ira que vai chegar? 8produzi frutos que provem a vossa conversão. 9Não penseis que basta dizer: 'Abraão é nosso pai', porque eu vos digo: até mesmo destas pedras Deus pode fazer nascer filhos de Abraão. 10O machado já está na raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada no fogo. 11Eu vos batizo com água para a conversão, mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. Eu nem sou digno de carregar suas sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. 12Ele está com a pá na mão; ele vai limpar sua eira e recolher seu trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga". Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Mc 1, 2-8; Lc 3, 1-18; Jo 1, 19-28

 

 

Comentando o Evangelho

“Convertam-se, porque o reino do céu está próximo

 

Estamos nos preparando não para a festa do Natal, mas para a chegada de Jesus, o Messias, o Salvador! O evangelho vai nos responder quem é esse que prepara os caminhos do Senhor, como é que ele vive, qual a sua mensagem.

 

Aparece João Batista. Ele prega no deserto da Judeia, num lugar ermo e sem vida. Sua mensagem se resume em metanoia, a mudança de cabeça, mudança de mentalidade, a coragem de remar contra a corrente do pensamento dominante, a coragem de pensar e agir diferente.

 

O motivo é que o reinado de Deus está chegando. O Evangelho de Mateus, sendo de cristãos judeus, fala de “céus” para substituir a palavra Deus, por respeito ao Nome. Quando diz reino dos céus, então, está dizendo reinado de Deus, mundo onde manda Deus, não o dinheiro ou um de seus súditos.

 

João prepara os caminhos do Senhor. Sua figura é sua mensagem e já contrasta fortemente com o pensamento dominante do seu tempo, quanto mais o de hoje. Como o profeta Elias, ele veste uma roupa tecida de pelos de camelo, com uma cinta de couro. Seu alimento também não combina com os banquetes e as bebedeiras dos poderosos do seu tempo, nem do nosso Natal consumista. Ele prega a metanoia.

Representantes de dois poderosos movimentos religiosos rivais – o dos fariseus, que dominavam a consciência do povo, e o dos saduceus, que comandavam o Templo e o sinédrio – vão à procura do batismo de João. Estarão também querendo mudar de mentalidade?

 

João os aborda sem meios-termos: bando de cobras venenosas! A metanoia tem de ser efetiva, produzir resultados práticos; não é mero ritual, o batismo, para tentar enganar os outros, a si mesmo e a Deus! O título de filho de Abraão (ou de cristão) não dá isenção a ninguém, todos têm de mudar de mentalidade.

 

Não adianta parecer uma árvore frondosa e bonita; o machado já está ao pé das árvores, e a que não estiver produzindo frutos vai ser cortada e jogada ao fogo. Frutos de verdadeira metanoia!

 

Depois, João fala de Jesus. “Não sou digno de carregar suas sandálias” pode significar também: não mereço ficar no lugar dele, assumir a função dele. Como em Rt 4,7ss: o que desiste da tarefa e a passa a outro tira e lhe entrega a sandália.

 

“O Espírito Santo e o fogo”, no contexto da comparação com o lavrador que abana o seu cereal, poderia significar “o vento e o fogo”, o vento que carrega a palha e o fogo que vai queimá-la. Jesus, que vem, é o último juiz da humanidade; ele separa o grão da palha, ele guarda o grão no seu celeiro e joga ao fogo a palha, o que não tem serventia. No final do capítulo 25 do mesmo evangelho, ele vai dizer: “Vinde, benditos” e “ide, malditos”. [Pe. José Luiz Gonzaga do Prado, Vida Pastoral nº 275, Paulus]

 

 

A acolhei-vos mutuamente

 

Deus vem, portador de salvação para todos. A mensagem que acompanha sua vinda fala de paz e reconciliação. Isaías (1ª leitura) a simboliza apresentando o que se passa entre inimigos "naturais" que lutam pela sobrevivência; é real e simbólica ao mesmo tempo a mensagem apresentada pelo Apóstolo (2ª leitura) entre inimigos "culturais", que se opõem por diversidade de religião. A reconciliação, que se faz na comunidade cristã, entre os que provêm do judaísmo e os do paganismo, está sempre sujeita à precariedade, ao equilíbrio instável; existe no presente e se entrega à esperança quanto ao futuro. É todavia o sinal de um mundo reconciliado em Cristo, onde não se levam em conta os privilégios de raça ("somos filhos de Abraão": evangelho) e tudo o que separa; só o que une é levado em conta: a fé no único Senhor e Salvador.

 

Humanidade sem barreiras

 

Neste caso, a salvação significa romper todas as barreiras,  sair  de  si  para  encontrar  os  outros, abrir-se para a revelação recíproca, perdoar-se e amar-se como pessoas humanas, como filhos de Deus. Assim fez conosco o Senhor Jesus, respeitando as demoras e as possibilidades de diálogo das pessoas: no passado, aproximando-se dos hebreus como realizador da "fidelidade" de Deus, e dos pagãos como portador de um amor gratuito; hoje e sempre, suscitando em cada pessoa, povo, geração, uma resposta original que depois se torne riqueza comum.

 

Não é, pois, uma utopia, esperar uma humanidade reconciliada, apesar das guerras e divisões atuais, dos desequilíbrios e discriminações; porque a salvação definitiva é obra do Senhor que vem e que virá, e pede aos seus amigos que colaborem para que seu plano se torne cada vez mais uma realidade efetiva. Isto significa aceitar a mensagem do Batista, que hoje é a da Igreja, do papa, dos homens mais lúcidos e engajados, que são os profetas do nosso tempo, e produzir frutos de penitência e conversão.

 

Com nossas mãos preparamos o juízo que nos aguarda: o fogo inextinguível destruirá tudo o que não tem solidez por não estar fundamentado sobre o único Salvador.

 

Diálogo com os homens

 

Aceitar-nos reciprocamente é um convite que a Igreja nos dirige. A coexistência dos cristãos de origem judaica com os de origem pagã nem sempre foi fácil nas comunidades primitivas. Conhecemos a tentação de reserva que os primeiros tinham em relação aos outros e as divisões suscitadas. Mas as palavras de Paulo valem também para as nossas comunidades de hoje. O cristão, com muita freqüência, considera sua pertença ao povo de Deus como um privilégio que o separa dos demais, uma espécie de marca de qualidade, muitos cristãos pertencem a grupos sociológicos (burguesia, raça branca, organizações cristãs, mundo ocidental) aos quais cabe fazer as maiores concessões a fim de que a coexistência dos homens, dos blocos ideológicos, das raças e das classes sociais se torne realidade.

 

A eucaristia proporciona aos cristãos a oportunidade de provar seu universalismo e recusar uma separação entre "fracos" e "fortes", uma vez que nesta mesa o Senhor se oferece por todos. É o "vinculo da união”: união com os irmãos, união com Deus em Cristo.

 

O anuncio da libertação trazida por Cristo suscita uma grande esperança. A nossa geração espera ansiosamente um futuro de liberdade, apesar da fuga de muitos para um passado de recordações, ou para um presente de alienações. O povo de Deus mantém viva no mundo esta esperança quando, com os olhos no futuro, vive no presente de modo a merecer confiança, isto é, com fé, caridade e firme esperança.

 

Diálogo com Deus

 

Nosso encontro com os outros deve ultrapassar os estreitos limites da pura cortesia e da convivência social; do contrário se esvaziará. A categoria social fundamental é a relação "eu-tu". Ora, o "tu" do outro homem é o "tu" divino.

 

Cada "tu" humano é imagem do "tu" divino. Em consequência, o caminho para os outros e o caminho para Deus coincidem; trata-se de aceitar ou recusar. O relacionamento real (não só as "boas maneiras") com o outro varia conforme o relacionamento com Deus. Somente na comunidade eclesial, a dos que estão voltados para Deus, é que se pode viver realmente o encontro com os outros, dentro de um mesmo amor. [Missal Cotidiano, ©Paulus, 1995]

 

 

A coroa do Advento no II Domingo

 

Durante a segunda semana, a liturgia nos convida a refletir com a exortação do profeta João Batista: “Preparem o caminho, Jesus chegará”. Qual poderia ser a melhor maneira de preparar esse caminho que busca a reconciliação com Deus? Na semana anterior nos reconciliamos com as pessoas que nos rodeiam; como seguinte passo, a Igreja nos convida a acudir ao Sacramento da Reconciliação (Confissão) que nos devolve a amizade com Deus que havíamos perdido pelo pecado. Acenderemos a segunda vela roxa da Coroa do Advento, como sinal do processo de conversão que estamos vivendo. Durante esta semana poderíamos buscar nas diferentes igrejas mais próximas, os horários de confissões disponíveis, para quando chegar o Natal, estejamos bem preparados interiormente, unindo-nos a Jesus e aos irmãos na Eucaristia.