Domingo, 5 de junho de 2011

Ascensão do Senhor, 3ª Semana do Saltério (Livro II), cor litúrgica Branca

 

Hoje: Dia mundial da Ecologia e do Meio Ambiente

 

Santos: Bonifácio (754, bispo e mártir, monge beneditino inglês), Fernando de Portugal (1443, beato); Círia, Valéria e Márcia (Cesaréia da Palestina), Doroteu (362, mártir, bispo de Tiro), Bem-Aventurado Sancho (851, jovem cristão que confessou Cristo até o martírio, diante do Islamismo)

 

Antífona: Homens da Galiléia, por que estais admirados, olhando para o céu? Este Jesus há de voltar do mesmo modo que o vistes subir, aleluia! (At 1, 11)

 

Oração: Ó Deus todo-poderoso, a ascensão do vosso Filho já é nossa vitória. Fazei-nos exultar de alegria e fervorosa ação de graças, pois, membros de seu corpo, somos chamados na esperança a participar da sua glória.. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

1ª Leitura: Atos (At 1, 1-11)
Jesus foi levado aos céus, à vista deles

 

1No meu primeiro livro, ó Teófilo, já tratei de tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o começo, 2até o dia em que foi levado para o céu, depois de ter dado instruções pelo Espírito Santo, aos apóstolos que tinha escolhido. 3Foi a eles que Jesus se mostrou vivo, depois de sua paixão, com numerosas provas. Durante quarenta dias apareceu-lhes falando do Reino de Deus.

 

4Durante uma refeição, deu-lhes esta ordem: "Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual vós me ouvistes falar: 5'João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo, dentro de poucos dias"'. 6Então os que estavam reunidos perguntaram a Jesus: "Senhor, é agora que vais restaurar o Reino de Israel?" 7Jesus respondeu: "Não vos cabe saber os tempos e os momentos que o Pai determinou com sua própria autoridade. 8Mas recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e na Samaria, e até os confins da terra".

 

9Depois de dizer isso, Jesus foi levado ao céu, à vista deles. Uma nuvem o encobriu, de, forma que seus olhos não podiam mais vê-lo. 10Os apóstolos continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apareceram então dois homens vestidos de branco, 11que lhes disseram: "Homens da Galiléia, por que ficais aqui parados, olhando para o céu? Esse Jesus que vos foi levado para o céu virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu". Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

 

A promessa do Espírito e a missão de evangelizar


A primeira leitura narra a ascensão de Jesus e a missão dos apóstolos segundo o livro dos Atos dos Apóstolos. Os dias entre a Páscoa e a ascensão formam “o retiro de preparação para o desabrochar da Igreja”: 40 dias, como os 40 dias de Moisés e de Elias no Horeb, como os 40 anos de Israel no deserto. Nesses dias, Jesus deu as últimas instruções aos seus: a promessa do Espírito e a missão de evangelizar. Os discípulos não devem ficar olhando o céu, mas deverão levar a mensagem de Jesus ao mundo inteiro, “até os confins da terra” (At 1,8), e para isso receberão a força do Espírito. Até o Senhor voltar, sua Igreja será missionária.  [Pe. Johan Konings, sj, Vida Pastoral, n.278, Paulus]

 

 

Salmo 46 (47), 2-3.6-7.8-9   (R/. 6)
Por entre aclamações, Deus se elevou, o

Senhor subiu ao toque da trombeta

 

Povos todos do universo, batei palmas, gritai a Deus aclamações de alegria! Porque sublime é o Senhor, o Deus altíssimo, o soberano que domina toda a terra.

Por entre aclamações, Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta. Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa, salmodiai ao som da harpa ao nosso rei!

 

Porque Deus é o grande rei de toda a terra, ao som da harpa acompanhai os seus louvores! Deus reina sobre todas as nações, está sentado no seu trono glorioso.

 

 

II Leitura: Efésios (Ef 1, 17-23)
E o fez sentar-se à sua direita nos céus

 

Irmãos, 17o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai a quem pertence a glória, vos dê um espírito de sabedoria que vo-lo revele e faça verdadeiramente conhecer. 18Que ele abra o vosso coração à sua luz, para que saibais qual a esperança que o seu chamamento vos dá, qual a riqueza da glória que está na vossa herança com os santos, 19e que imenso poder ele exerceu em favor de nós que cremos, de acordo com a sua ação e força onipotente.

 

20Ele manifestou sua força em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos céus, 21bem acima de toda a autoridade, poder, potência, soberania ou qualquer título que se possa nomear não somente neste mundo, mas ainda no mundo futuro. 22Sim, ele pôs tudo sob os seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a cabeça da Igreja, 23que é o seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a II Leitura

Cristo se completa em sua Igreja


Na exaltação do Cristo, revela-se a força de Deus. A carta aos Efésios se inicia com um hino de louvor (vv. 2-10), seguido por um enunciado sobre o plano da salvação (vv. 11-14) e uma súplica pelos fiéis (vv. 15-19), que se expande numa proclamação dos grandes feitos de Deus em Cristo (vv. 20-23). Essa súplica e contemplação constituem a leitura de hoje. Deus ressuscitou Jesus e o fez cabeça da Igreja e do universo. A Igreja é seu “corpo”, ela o torna presente no mundo, ela é a presença atuante de Cristo no mundo. Celebrando a glorificação do Cristo, tomamos consciência de nossa própria vocação à glória. Também a oração do dia e os prefácios próprios falam nesse sentido. Nestes tempos de “diminuição” da Igreja, podemos encontrar nessa leitura uma perspectiva maior e um ânimo mais firme. Cristo se completa em sua Igreja, e esta encontra no Senhor ressuscitado e glorioso a sua firmeza. Não há por que ficarmos medrosos e desanimados.

[Pe. Johan Konings, sj, Vida Pastoral, n.278, Paulus]

 

Evangelho: Mateus (Mt 28, 16-20)
Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra

 

Naquele tempo, 16os onze discípulos foram para a Galiléia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. 17Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele. Ainda assim alguns duvidaram.

 

18Então Jesus aproximou-se e falou: "Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. 19Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, 20e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo". Palavra da Salvação!

 

 

Comentando o Evangelho

Celebramos a entrada de Jesus na glória


O evangelho é o final do Evangelho segundo Mateus. Traz as últimas palavras do Senhor ressuscitado: a despedida de Jesus e a missão dos apóstolos. Tudo isso à luz da compreensão que Mateus tem do evangelho. No início do evangelho, Jesus é entendido como aquele que realiza o sentido pleno da profecia do “Emanuel”, Deus-conosco (Mt 1,23). Depois, Mt 4,15-16 ressaltou que a atuação desse “Emanuel” se iniciou na “Galileia dos gentios”, primeiro destinatário da mensagem da salvação, realizando-se assim o sentido pleno de Is 8,23-9,1. Mas, durante sua missão terrestre, Jesus se restringiu às ovelhas perdidas de Israel (Mt 10,5-6). Agora, na cena final (28,16-20), o Senhor glorioso transcende os limites de Israel. Suas palavras finais significam o universalismo da missão dos apóstolos e da expansão da Igreja. Todos os povos serão discípulos de Cristo (assinalados pelo batismo). O fim do Evangelho de Mateus revela o sentido universal de todo o ensinamento nele consignado (cf. sobretudo o Sermão da Montanha, Mt 5-7).

 

Assim, ao celebrarmos a entrada de Jesus na glória, não celebramos uma despedida, mas um novo modo de presença; celebramos que ele é, realmente, o Emanuel, o Deus-conosco, para sempre e para todos (Mt 28,20). Esse novo modo de presença é um aperitivo da realidade final: assim como ele entra na sua glória, isto é, como Senhor glorioso, assim ele voltará, para concluir o curso da história (cf. At 1,11). Pouco importa como a gente imagina isso, o sentido é que, desde já, Jesus é o Senhor do universo e da história (cf. o salmo responsorial, Sl 47[46]) e nós, obedientes a sua palavra, colaboramos com o sentido definitivo que ele estabelece e há de julgar. [Pe. Johan Konings, sj, Vida Pastoral, n.278, Paulus]

 

O destino do homem novo

 

Interpretando teologicamente a Ascensão de Jesus, recomendam os anjos que não se fique a olhar para o céu, mas que se espere e prepare a volta gloriosa do Senhor. Esta é, até o fim dos tempos, a missão da Igreja, em tensão entre o visível e o invisível, entre a realidade presente e a futura cidade para a qual caminhamos.

 

O homem à direita de Deus

 

A fórmula do nosso Creio: "Ressuscitou, subiu aos céus, está sentado à direita do Pai", exprime a fé pessoal da Igreja no destino de Jesus de Nazaré. Este homem, com o qual os apóstolos "comeram e beberam" durante sua existência terrena, "tornou-se Senhor" depois de sua morte, porque o Pai o associou definitivamente à sua vida, ao seu poder sobre os homens e sobre o mundo: "Todo poder me foi dado no céu e na terra" (evangelho A). Vivo, depois de sua paixão (1ª leitura), está ele presente entre os seus numa nova dimensão, e  anda  com  eles  nos  caminhos do mundo, aonde os envia como testemunhas da ressurreição, anunciadores do perdão dos pecados e da vida de filhos de Deus, portadores da força do Espírito que reúne os homens de todas as nações na única Igreja. Com a fé e o batismo, todos os homens entram na nova dimensão do Ressuscitado, pensam e buscam "as coisas do alto, onde Cristo esta assentado à direita de Deus" (Cl 3,1), participam, como membros do corpo de Cristo, da "plenitude daquele que completa inteiramente todas as coisas" (2ª leitura).

 

Pensando nesta realidade, podem-se compreender as expressões de entusiasmo dos antigos cristãos: "A ascensão do Cristo é a nos­sa ascensão; já que o Corpo é convidado a elevar-se até a glória em que o precedeu a cabeça, vamos cantar nossa alegria, expandir em ação de graças todo o nosso júbilo. Hoje, não apenas conquistamos o paraíso, mas, no Cristo, penetramos nos mais altos céus" (S. Leão Magno).

                                                      

O céu é Alguém

 

Afirmar que a humanidade, na pessoa do Cristo, já esta no céu, significa contestar as imagens espontâneas de um céu "espacial" (lá em cima, para além das estrelas) e a de uma felicidade eterna que começaria repentina­mente, depois desta vida no tempo. Para Jesus, o céu é a participação plena na vida de Deus, de um homem verdadeiro, possuindo a mesma matéria e a mesma história de todos nós; uma relação nova entre o Criador e a criatura numa total transparência, livre dos limites e das dificuldades da condição terrena. Para nós será assim um dia (excetuando o caráter único da relação entre o Pai e o Filho), quando se manifestar abertamente aquilo que já somos; quando, pelo conhecimento e o amor, o corpo não for mais obstáculo, mas perfeito meio de comunicação. Um céu assim não é simplesmente a "recompensa" de uma vida justa e boa, porque os sofrimentos do momento presente não são comparáveis com a glória futura que será revelada em nós" (Rm 8,18). Nem é tampouco um narcótico para pessoas passivas e resignadas, um álibi para o compromisso de trabalhar neste mundo pela realização (mesmo que imperfeita) daqueles valores de liberdade, justiça, paz, fraternidade, comunhão, vida, amor, alegria, que constituem a bem-aventurança do homem completo segundo o plano de Deus. Uma comunidade dos que crêem e caminham nesta direção - isto é, aberta ao mundo, a serviço de todos - torna-se testemunha da nova humanidade realizada em Cristo Jesus.

 

Realidade terrestre e engajamento dos que crêem

 

A reflexão conciliar sobre a relação Igreja-mundo expressou-se na Constituição Gaudium et Spes com alguns textos fundamentais, que é bom reler: Reação a uma apresentação alienante da religião: "Entre as formas do ateísmo hodierno não deve ser esquecida aquela que espera a libertação do homem principalmente da sua libertação econômica e social. Sustenta que a religião, por sua natureza, impede esta libertação, à medida que, estimulando a esperança do homem numa quimérica vida futura, o afastaria da construção da cidade terrestre". Um novo equilíbrio a ser encontrado: "Somos advertidos, com efeito de que não adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder a si mesmo (cf Lc 9,25). Contudo, a esperança de uma nova terra, longe de atenuar, antes deve estimular a solicitude pelo aperfeiçoamento desta terra. Nela cresce o Corpo da nova família humana que já pode apresentar algum esboço do novo século. Por isso, ainda que o progresso terreno deva ser cuidadosamente distinguido do aumento do Reino de Cristo, contudo é de grande interesse para o Reino de Deus, na medida que pode contribuir para Organizar a sociedade humana". [Missal Dominical, ©Paulus, 1995]

 

Oração da assembleia (Missal Dominical, Paulus, 1995)

O Pai do céu colocou todas as coisas nas mãos do Senhor Jesus, que ressuscitou e subiu ao céu. Ele intercede por nós. Digamos com fé: Conduzi-nos a vós, Senhor!

Pela Igreja, corpo místico de Cristo, para que continue fielmente, no mundo, a missão de salvação de sua Cabeça, e dê um testemunho luminoso da glória que nos espera, rezemos ao Senhor.

Por todos os povos da terra e pelos chefes de governo, para que o auxílio às nações em via de desenvolvimento, o respeito pelos recursos naturais e pelo meio ambiente, a divulgação das descobertas científicas, o uso dos meios de comunicação social, preparem a consciência de uma fraternidade universal e um novo tipo de humanidade, rezemos ao Senhor.

Por todos os homens, para que sejam libertados da fome, do medo, da opressão e possam acolher a Palavra de Cristo para sua salvação e para uma felicidade maior que toda expectativa humana, rezemos ao Senhor.

Por esta comunidade, párea que a esperança de um mundo novo não a dispense do compromisso de prepará-lo desde já através do amor fraterno, rezemos ao Senhor

(outras intenções)

 

 

Prefácio da Ascensão do Senhor, I:

Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso. Vencendo o pecado e a morte, vosso Filho Jesus, Rei da glória, subiu (hoje) ante os anjos maravilhados ao mais alto dos céus. E tornou-se o mediador entre vós, Deus, nosso Pai, e a humanidade redimida, juiz do mundo e senhor do universo. Ele, nossa cabeça e princípio, subiu aos céus, não para afastar-se de nossa humildade, mas para dar-nos a certeza de que nos conduzirá à glória da imortalidade. Por essa razão, transbordamos de alegria pascal, e aclamamos vossa bondade, cantando (dizendo) a uma só voz...

Oração sobre as Oferendas:

Ó Deus, nós vos apresentamos este sacrifício para celebrar a admirável ascensão do vosso Filho. Concedei, por esta comunhão de dons entre o céu e a terra, que nos elevemos com ele até a pátria celeste. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos, aleluia! (Mt 28,20)

 

Oração Depois da Comunhão:

Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedeis conviver na terra com as realidades do céu, fazei que nossos corações se voltem para o alto, onde está junto de vós a nossa humanidade. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Ascensão do Senhor

Dom Paulo Mendes Peixoto, Bispo de São José do Rio Preto - SP

 

Celebramos o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais, com o tema “Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital”. Dia que coincide com a Festa da Ascensão do Senhor, como fato que solidifica a comunicação de Deus com o seu povo, criando possibilidade do humano se tornar divino.

 

Na Ascensão o Senhor Jesus volta para a casa do Pai, de onde saiu, confirmando e abrindo caminho para todo aquele que procura vivenciar a autenticidade da vida de fé e de testemunho da verdade. Este fato acontece dentro de uma dimensão de comunicação e de relação consciente com Deus, na vivência comunitária.

 

O relacionamento humano acontece num processo de comunicação, seja no “calor humano”, seja intermediado pelos meios da tecnologia, pelas ondas midiáticas, destacando hoje a admirável força da internet, podendo aproximar ou também distanciar as pessoas no seu relacionamento e convivência.

 

Os cristãos se esforçam para comunicar a presença de Deus no meio das pessoas. Foi o que fizeram os apóstolos do Senhor com o instrumental que tinham. O mesmo acontece nos novos tempos com recursos de alta qualidade. A tecnologia é a grande aliada do anúncio da Palavra de Deus, qualificando as formas de comunicar.

 

A mídia faz com que a comunicação transcenda os limites do próprio comunicador. É o milagre da vida que passa pelo avanço tecnológico, revelando perfeitamente o mistério de Deus e o mistério da criatura humana na capacidade de comunicação. Esta é a dinâmica com Criador tornando possível o existir por força de sua Palavra.

 

Neste dia dos meios de comunicação social damos destaque para a imprensa, o rádio, a televisão e a internet. Podemos até dizer que, para o cristão tornar-se testemunha da fé, no contexto de hoje, ele deve estar presente nestes meios, fazendo com que ali haja o espírito de vivência cristã.

 

A mídia, para ser autêntica, não pode ser marcada tão fortemente pelo sensacionalismo, provocadora de consumismo e maliciosa em favor da opressão e da injustiça. É fundamental ter em conta o “senhorio” de Cristo, que vence o mal com a vida. [Fonte: CNBB]

 

Pesquisando na Bíblia sobre a ascensão

 

Tradições bíblicas populares falam da ascensão de personagens que voltariam no fim dos tempos (Gn 5,21-24; 2Rs 2,11-13; Jd 14). Ressurreição e Ascensão de Jesus são um e o mesmo mistério (Lc 24,1.13.50-53; Jo 20,17-23; Rm 8,34). Somente At 1,1-11 fala de um intervalo de 40 dias entre a Ressurreição e Ascensão. O binômio descida-subida ilumina o sentido da ascensão (At 2,29-36; Fl 2,6-11; Ef 4,10; 1Pd 3,19-22; Rm 10,5-7); João concentra estes dois aspectos na palavra exaltar (Jo 3,12-15; 8,27-29; 12,31-34). Afirma a divindade de Cristo e tem uma dimensão escatológica (Lc 24,26; At 1,9-11; Ef 1,20; Hb 9,24; 1Pd 3,22; cf. Mt 24,30-31). É garantia da nossa salvação (Jo 14,2s; Rm 8,17.34; Ef 2,5s; 1Pd 1,3-4).