Domingo, 3 de outubro de 2010

27º do Tempo Comum (Ano “C”), 3ª Semana do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde

 

Hoje: Dia do Cirurgião Dentista Latino Americano e Dia do Prefeito

 

Santos: Dionísio Aeropagita (Grécia), Maximiano (Sév V, África), Irmãos Ewald (Séc. VII), Geraldo (959), André Yachinda, Beregiso, Geraldo Gicogoro)

 

Antífona: Senhor, tudo está em vosso poder e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós fizestes todas as coisas: o céu, a terra e tudo o que estes contêm; sois o Deus do universo! (Est 1, 9.10-11)

 

Oração: Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedei, no vosso imenso amor de Pai, mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

I Leitura: Habacuque (Hab 1, 2-3; 2, 2-4)
O justo viverá por sua fé

 

2Senhor, até quando clamarei, sem me atenderes? Até quando devo gritar a ti: "Violência!", sem me socorreres? 3Por que me fazes ver iniquidades, quando tu mesmo vês a maldade? Destruições e prepotência estão à minha frente; reina a discussão, surge a discórdia. 2,2Respondeu-me o Senhor, dizendo: "Escreve esta visão, estende seus dizeres sobre tábuas, para que possa ser lida com facilidade. 3A visão refere-se a um prazo definido, mas tende para um desfecho, e não falhará; se demorar, espera, pois ela virá com certeza, e não tardará. 4Quem não é correto, vai morrer, mas o justo viverá por sua fé".  Palavra do Senhor

 

 

 

Salmo Responsorial: 94 (95), 1-2.6-7.8-9 (+ cf5)
Não fecheis o coração; ouvi vosso Deus!

 

1Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! 2Ao seu encontro caminhemos com louvores, e com cantos de alegria o celebremos!

 

6Vinde adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! 7Porque ele é o nosso Deus, nosso pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão.

 

8Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: "Não fecheis os corações como em Meriba, 9como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras".

 

 

 

II Leitura: Paulo a Timóteo (2Tm 1, 6-8.13-14)
Não te envergonhes de dar testemunho de nosso Senhor

 

Caríssimo, 6exorto-te a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. 7Pois Deus não nos deu um espírito de timidez mas de fortaleza, de amor e sobriedade. 8Não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor nem de mim, seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo evangelho, fortificado pelo poder de Deus. 13Usa um compêndio das palavras sadias que de mim ouviste em matéria de fé e de amor em Cristo Jesus. 14Guarda o precioso depósito, com a ajuda do Espírito Santo que habita em nós. Palavra do Senhor.

 

Evangelho: Lucas (Lc 17, 5-10)
Recomendações aos discípulos

 

Naquele tempo, 5os apóstolos disseram ao Senhor: "Aumenta a nossa fé!" 6O Senhor respondeu: "Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: 'Arranca-te daqui e planta-te no mar', e ela vos obedeceria. 7Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: 'Vem depressa para a mesa?' 8Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: 'Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso tu poderás comer e beber?' 9Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10Assim também vós; quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: 'Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer"'. Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas do contexto: Mt 18, 6-7; Mc 9,42

 

 

 

A força de quem tem fé

 

 

 

Cristianismo é fé. Esta é sua característica específica. "Nós afirmamos muito facilmente, como pressuposto, que religião e fé são a mesma coisa. Mas isso só é verdade até certo ponto...

 

Por exemplo, o Antigo Testamento se apresentou, em seu conjunto, não sob o conceito de fé, mas de lei.

 

Encama primariamente um gênero de vida, no âmbito do qual o ato de fé vai continuamente adquirindo maior importância.

 

Mais tarde, para a religiosidade romana não é realmente decisivo que se emita um ato de fé no sobrenatural; ele pode, decerto, faltar sem, por isso, diminuir a religião. Sendo a religião essencialmente um sistema de ritos, o elemento determinante é representado a seus olhos pela minuciosa observância das cerimônias“. (J. Ratzinger).

 

O justo viverá pela fé

 

A história da fé começa com Abraão. Sua atitude diante de Deus é de fé. Ainda que nosso pai na fé não tenha percebido distintamente o objeto de sua fé, teve, entretanto, todas as condições pessoais necessárias a fé. Respondeu prontamente sim ao chamado de Deus que derruba seus planos, disposto a dar-lhe tudo, até o filho, desprezando todo cálculo humano.

 

Superou as aparentes contradições para entregar-se somente à palavra de Deus, e nela viu a verdade que salva.

 

Durante toda a história do povo de Deus, os profetas foram os arautos da fé; convidaram a superar as seguranças e alianças humanas para se apegar com confiança à palavra dada por Deus.

 

Crer é dar-se a Deus. Vemo-lo na primeira leitura: Deus "parece" ausente da história. O profeta o interroga sobre o enigma da opressão e da injustiça que invadem a sociedade em que vive, tanto dentro de Israel como entre as nações pelas quais os fracos são esmagados. Deus responde que a fé é o único caminho para compreender o mistério da história.

 

A resposta de Deus, porém, não é fácil consolação: fala de espera ainda longa. O que importa é permanecer firmemente ancorados só em Deus; crer no seu amor apesar de todas as aparências contrárias, porque sua palavra não nos pode enganar.

 

A fé é adesão incondicional à pessoa de Jesus

 

No Novo Testamento o objeto da fé atinge a plenitude: o Filho de Deus se manifesta e seu reino é constituído. Mas a atitude pessoal continua a mesma; uma decisão da vontade que ama, move a inteligência a superar os cálculos humanos para entregar-se a Deus com toda fidelidade.

 

A fé não consiste, pois, tanto numa adesão intelectual a uma série de verdades abstratas, mas é a adesão incondicional a uma pessoa, a Deus, que nos propõe seu amor em Cristo morto e ressuscitado. A fé é, portanto, obediência a Deus, comunhão com ele, vitória sobre a solidão.

 

É dom de Deus, mas dom que espera nossa livre resposta, que quer tornar-se a alma da nossa vida cotidiana e da comunidade cristã.

 

Fé como libertação de todos os Ídolos

 

É também conhecimento novo, modo de ler a realidade com o olhar de Cristo. "A fé é virtude, atitude habitual da alma, inclinação permanente a julgar e agir segundo o pensamento de Cristo com espontaneidade e vigor".

 

O cristão animado pela fé, nela encontra a crítica permanente a todas as ideologias e a libertação de todos os Ídolos. "Esta é a vitória que venceu o mundo, a nossa fé" (1Jo 5,4).

 

O cristão vive hoje num mundo secularizado do qual Deus está ausente, que vive e se organiza sem ele. Com sua fé, tem o cristão neste mundo a tarefa de destruir as falsas seguranças propondo-lhe as questões fundamentais e oferecendo a todos sua grande esperança. A fé cristã é posta diante de um desafio: tomar-se propugnadora de problemas que nenhum laboratório, experiência ou computador eletrônico podem resolver, e que, no entanto, decidem o destino do homem e do mundo.

 

Portanto, é mais do que atual para os cristãos a invocação dos discípulos: "Senhor, aumentai a nossa fé".

 

 

 

 

 

 

São Francisco de Assis

Amanhã, dia 4 de Outubro é dia de São Francisco de Assis. Por seu apreço à natureza, é mundialmente conhecido como o santo patrono dos animais e do meio ambiente. Pra mim ele é, porém, o Santo dos Jovens. Um exemplo de conversão a ser seguido.

 

Francisco de Assis nasceu na cidade de Assis, Úmbria, Itália, em 1182. Pertencia à burguesia, e dessa condição tirava todos os proveitos. Como seu pai, tentou o comércio, mas logo abandonou a idéia por não ter muito jeito para isso. Sonhou, então, com as glórias militares, procurando desta maneira alcançar o status que sua condição exigia.

 

Contudo, em 1206 para espanto de todos, Francisco de Assis abandonou tudo, andando errante e maltrapilho, numa verdadeira afronta e protesto contra sua sociedade burguesa. Entregou-se totalmente a um estilo de vida fundado na pobreza, na simplicidade de vida, no amor total a todas as criaturas. Com alguns amigos deu início ao que seria a Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos.

 

Pobrezinho de Assis, como era chamado, foi uma criatura de paz e de bem, terno e amoroso. Amava os animais, as plantas e toda a natureza. Poeta, cantava o Sol, a Lua e as Estrelas. Sua alegria, sua simplicidade, sua ternura lhe granjearam estima e simpatia tais que fizeram dele um dos santos mais populares dos nossos dias. [http://www.pevermelho.net/thiago/]