NÚMEROS
Terceira Parte
Nas margens orientais do Jordão

5.21  NORMAS PARA OS DESPOJOS E PARA A DIVISÃO

Dessa Guerra Santa, movida contra Madiã, poder-se-á compreender os critérios dos Despojos e da Divisão da Terra Prometida entre as tribos:

 

5.21.1. DOS DESPOJOS

Os despojos seriam distribuídos conforme as normas de Iahweh e, também, a partir da experiência histórica, que se sedimentava, estabelecendo as condições e as regras, servindo de inspiração e referência para o futuro (Js 22,8; 1Sm 30,24-25):

"E pelejaram contra Madiã, como Iahweh ordenara a Moisés; e mataram a todos os homens. Com eles mataram também os reis de Madiã, a saber, Evi, Requem, Sur, Hur e Reba, cinco reis de Madiã; igualmente mataram à espada a Balaão, filho de Beor. Também os filhos de Israel levaram presas as mulheres dos madianitas e suas crianças; e despojaram-nos de todo o seu gado, e de todos os seus rebanhos, enfim, de todos os seus bens; queimaram a fogo todas as cidades em que eles habitavam e todos os seus acampamentos; tomaram todo o despojo e toda a presa, tanto de homens como de animais; e trouxeram os cativos e a presa e o despojo a Moisés, a Eleazar, o sacerdote, e à congregação dos filhos de Israel, ao arraial, nas planícies de Moab, que estão junto do Jordão, na altura de Jericó. Saíram, pois, Moisés e Eleazar, o sacerdote, e todos os príncipes da congregação, ao encontro deles fora do arraial" (Nm 31, 7-13)

Transparece, ao lado da atrocidade de uma guerra daqueles tempos, a corporificação da Missão de Israel em exercício, tal como determinado por Iahweh motivando a sua eleição, que será em pouco ratificada em plenitude:

"Porque o meu anjo irá adiante de ti, e te introduzirá na terra dos ("nomeiam-se sete povos pagãos") e eu os aniquilarei. Não te inclinarás diante dos seus deuses, nem os servirás, nem farás conforme as suas obras; antes os derrubarás totalmente, e quebrarás de todo as suas colunas. Servireis, pois, ao Senhor vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de vós as enfermidades. (...) Não habitarão na tua terra, para que não te façam pecar contra mim; pois se servires os seus deuses, certamente isso te será uma armadilha" (Ex 23,20-33 cfr. Ex 34,13; Lv 18,3.24-30; 27,29; Nm 21,2-3; 33,51-52; Dt 7,5; 12,3.29-31)

" Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando houverdes passado o Jordão para a terra de Canaã, desapossareis de diante de vós todos os moradores da terra, destruireis todas as pedras com figura e também todas as suas imagens fundidas e deitareis abaixo todos os seus ídolos; tomareis a terra em possessão e nela habitareis (...) Porém, se não desapossardes de diante de vós os moradores da terra, então, os que deixardes ficar ser-vos-ão como espinhos nos vossos olhos e como aguilhões nas vossas ilhargas e vos perturbarão na terra em que habitardes. E será que farei a vós outros como pensei fazer-lhes a eles" (Nm 33,51-56).

Vencidos os madianitas, Moisés e Eleazar coordenam as atividades para se evitar a profanação do Santuário, com a impureza advinda da mortandade havida, e do contato com pagãos, devendo as coisas e aqueles que tivessem alguma impureza submeter-se à purificação:

"Acampai-vos por sete dias fora do arraial; todos vós, tanto o que tiver matado alguma pessoa, como o que tiver tocado algum morto, ao terceiro dia e ao sétimo dia purificai-vos, a vós e aos vossos cativos. Também purificai-vos no tocante a todo vestido, e todo artigo de peles, e toda obra de pelos de cabras, e todo utensílio de madeira. Então Eleazar, o sacerdote, disse aos homens de guerra que tinham saído à peleja: Este é o estatuto da lei que Iahweh ordenou a Moisés: o ouro, a prata, o bronze, o ferro, o estanho, o chumbo, tudo o que pode resistir ao fogo, fá-lo-eis passar pelo fogo, e ficará limpo; todavia será purificado com a água de purificação; e tudo o que não pode resistir ao fogo, fá-lo-eis passar pela água. Também lavareis as vossas vestes ao sétimo dia, e ficareis limpos, e depois entrareis no arraial" (Nm 31,19-24).

Regulamenta-se a distribuição dos despojos buscando satisfazer culturalmente o direito dos combatentes, sem se descurar do da comunidade e o dos integrantes do sacerdócio e ofícios religiosos. É que, de uma ou de outra forma, também participaram dos combates, em virtude da unidade de toda a assembléia no Santuário. Parece, numa visão superficial do fato, que os combatentes foram injustiçados mas, é de se observar que sendo menor o número deles, em comparação com os não combatentes, recebem cada um uma maior porção. Nota-se ainda que se trata de uma Guerra Santa, ordenada pelo próprio Iahweh, também participando da partilha pela oferendas que se LHE destinam, entregues naturalmente no cerimonial de um Sacrifício (Dt 12,4-7). O que se buscava objetivamente era uma justiça participativa e não apenas e propriamente distributiva:

"Disse mais Iahweh a Moisés: Faze a soma da presa que foi tomada, tanto de homens como de animais, tu e Eleazar, o sacerdote, e os cabeças das casas paternas da congregação; e divide-a em duas partes iguais, entre os que, hábeis na guerra, saíram à peleja, e toda a congregação. E tomarás para Iahweh um tributo dos homens de guerra, que saíram à peleja; um em quinhentos, assim dos homens, como dos bois, dos jumentos e dos rebanhos; da sua metade o tomareis, e o dareis a Eleazar, o sacerdote, para a oferta alçada de Iahweh. Mas da metade que pertence aos filhos de Israel tomarás um de cada cinqüenta, tanto dos homens, como dos bois, dos jumentos, dos rebanhos, enfim, de todos os animais, e os darás aos levitas, que estão encarregados do serviço do tabernáculo de Iahweh. Fizeram, pois, Moisés e Eleazar, o sacerdote, como Iahweh ordenara a Moisés" (Nm 31,25-31).

O texto é claro, dispensando-se qualquer comentário adicional. Por sua vez, os diversos comandantes que haviam guerreado, trouxeram os despojos que apreenderam da guerra, e deles fizeram a sua oferenda, também de purificação sacrificial:

"Então chegaram-se a Moisés os oficiais que estavam sobre os milhares do exército, os chefes de mil e os chefes de cem, e disseram-lhe: Teus servos tomaram a soma dos homens de guerra que estiveram sob o nosso comando; e não falta nenhum de nós. Pelo que trouxemos a oferta de Iahweh, cada um o que achou, artigos de ouro, cadeias, braceletes, anéis, arrecadas e colares, para fazer expiação pelas nossas almas perante Iahweh. Assim Moisés e Eleazar, o sacerdote, tomaram deles o ouro, todo feito em jóias. E todo o ouro da oferta alçada que os chefes de mil e os chefes de cem fizeram a Iahweh, foi dezesseis mil setecentos e cinqüenta siclos. Por sua vez, os homens de guerra haviam tomado despojo, cada um para si. Assim receberam Moisés e Eleazar, o sacerdote, o ouro dos chefes de mil e dos chefes de cem, e o puseram na tenda da reunião por memorial para os filhos de Israel perante Iahweh" (Nm 31,48-54).

São oferendas para o Sacrifício de Ação de Graças pela milagrosa proteção havida, inexistindo a "perda de um só" (Nm 31,49b), bem como pelos contatos com a impureza, com os pagãos. Ainda, pela apuração da "soma dos homens de guerra que estiveram sob o nosso comando", considerado em Israel uma ofensa a Iahweh tal contagem, impondo-se, por tudo isso, a expiação (Ex 30,11-16; 2Sm 24,1-25).

 

5.21.2. DA DIVISÃO DA TRANSJORDÂNIA

Coroada de êxito a conquista (Nm 21,32-35), ultimados os despojos, duas das tribos legatárias da terra se apresentam com o propósito de tomar posse de imediato, ao pretexto da quantidade de rebanhos e animais que possuíam:

"Os filhos de Rúben e os filhos de Gad tinham gado em enorme quantidade; e viram a terra de Jazer e a terra de Galaad, e viram que o lugar era bom para o rebanho. Vieram, pois, os filhos de Gad e os filhos de Rúben e falaram a Moisés, e ao sacerdote Eleazar, e aos príncipes da congregação, dizendo: (...) a terra que Iahweh derrotou perante a congregação de Israel é terra boa para o gado e os teus servos têm muito. Disseram mais: Se achamos mercê aos teus olhos, dê-se esta terra em possessão aos teus servos; e não nos faças passar o Jordão" (Nm 32,1-5).

Os vários problemas, oriundos do relacionamento humano, sempre vão se sucedendo, exigindo medidas imediatas e concretas para a solução. De um entrechoque de situações, sempre desabrocham estruturas racionais para manter a paz social, mediante a justiça das disposições que contiverem. Este pedido dos filhos de Rúben e Gad surpreende, uma vez que, planejou-se tomar posse de toda a terra primeiro, a partir do Sul (Nm 20,21-23 / Dt 2,27-30) e depois dividir, segundo a regra básica:

"...e tomareis a terra em possessão, e nela habitareis; porquanto a vós vos tenho dado esta terra para a possuirdes. Herdareis a terra por sorteios, segundo as vossas famílias: à família que for grande, dareis uma herança maior, e à família que for pequena, dareis uma herança menor. O lugar que por sorte tocar a cada um, esse lhe pertencerá; e, recebereis a herança em possessão segundo as tribos patriarcais" (Nm 33,53-54).

Mas, não se tratava apenas de distribuir e entregar a terra ao legatário, por sortes ou proporcional ao número de pessoas da tribo, pura e simplesmente. Havia ainda um termo da Aliança e da Missão de Israel, muito importante, fundamental mesmo, qual seja, conforme a ordem de Iahweh, a destruição da idolatria dos cananeus (Nm 21,3):

"Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando houverdes passado o Jordão para a terra de Canaã, lançareis fora todos os habitantes da terra de diante de vós, e destruireis todas as suas pedras em que há figuras; também destruireis todas as suas imagens de fundição, e desfareis todos os seus lugares altos; (...) Mas se não lançardes fora os habitantes da terra de diante de vós, os que deixardes ficar vos serão como espinhos cravados nos olhos, e como estrepes nos flancos, e vos perturbarão na terra em que habitardes; e eu vos farei convosco como pensei em fazer com eles." (Nm 33,51-52.55-56).

Se não se cumprisse essa outra parte das condições da conquista, as conseqüências seriam danosas para todos, dada a unidade emanada das cláusulas da Aliança, desde Abraão. Pela sua natureza objetiva e eterna, obrigava a todos os seus descendentes, dela parte integrantes e com ela comprometidos, inexoravelmente:

"Quanto a mim, eis a minha Aliança contigo, serás pai de muitas nações; não mais serás chamado Abrão, mas Abraão será o teu nome; pois por pai de muitas nações te hei posto; far-te-ei frutificar sobremaneira, e de ti farei nações, e reis sairão de ti; estabelecerei a minha Aliança contigo e com a tua descendência depois de ti em suas gerações, como Aliança Perpétua, para ser o teu (?) Deus e o da tua descendência depois de ti. Dar-te-ei a ti e à tua descendência depois de ti a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em perpétua possessão; e serei o teu Deus. Disse mais Elohim a Abraão: Ora, quanto a ti, guardarás a minha Aliança, tu e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações." (Gn 17,4-9)

"Naquele mesmo dia fez Iahweh uma Aliança com Abrão, dizendo: Á tua descendência tenho dado esta terra..." (Gn 15,18-20).

Outro dos princípios, de fundamental importância, que norteava a Missão de Israel, além da destruição dos ídolos e dos locais de adoração ou santuários, impunha-se "...não fazer com elas aliança alguma nem ter piedade delas..." (Dt 7,2) - Este trecho que aparenta uma intolerância inacreditável, partindo do próprio Deus, é amenizado por uma regra geral traçada para a Conquista:

"Quando te aproximares duma cidade para combatê-la, apregoar-lhe-ás a paz. Se ela te responder em paz, e te abrir as portas, todo o povo que se achar nela será sujeito a trabalhos forçados e te servirá. Se ela, pelo contrário, não fizer paz contigo, mas guerra, então a sitiarás, e logo que Iahweh o teu Deus a entregar nas tuas mãos, passarás ao fio da espada todos os homens que nela houver; porém as mulheres, os pequeninos, os animais e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás por presa; e comerás o despojo dos teus inimigos, que Iahweh o teu Deus te deu. Assim farás a todas as cidades que estiverem mais longe de ti, que não são das cidades destas nações. Mas, das cidades destes povos, que Iahweh o teu Deus te dá em herança, nada que tem fôlego deixarás com vida; antes ferirás com interdito (...) como Iahweh o teu Deus te ordenou; para que não vos ensinem a fazer conforme todas as abominações que eles fazem a seus deuses, e assim pequeis contra Iahweh o vosso Deus." (Dt 20,10-18).

Daí por que, com relação aos cananeus, havia o dever de, "das cidades destes povos, que Iahweh o teu Deus te dá em herança, nada que tem fôlego deixarás com vida; antes ferirás com interdito", pelo perigo da influência idolátrica que representavam aos novos ocupantes da terra de Canaã. Moisés conhecia bem, em virtude dos problemas e tumultos havidos, bem como das sedições anteriores e do flagelo de Baal-Fegor, a índole ainda titubeante e o temperamento indócil dos Israelitas. Pressente então os males que adviriam de sua inexperiência e fraqueza, ao se apossarem de suas heranças e passarem à vida sedentária, e tenta evitá-los com medidas e recomendações enérgicas. É que, não conhecendo o sistema climático e agrário da região, passando abruptamente de nômades a sedentários, teriam que se socorrer dos naturais da terra, para as informações necessárias ao cultivo e à colheita. Desse intercâmbio, acabariam por sofrer a influência de pagãos, que tinham deuses ligados à fertilidade e fecundidade das searas, a quem recorriam com superstições e encantamentos e, com isso, sabotariam a Aliança com Iahweh. Por outro lado, de um relacionamento, inicialmente apenas com referência ao plantio e à colheita, viriam relações sociais mais intensas e as uniões matrimoniais ilícitas, levando-os ao contato com deuses estranhos. Isso não condizia com a Conquista ensejada, de conotação exclusivamente religiosa, para a difusão da Glória e do Nome de Iahweh, o Deus Vivo, contracenando com os deuses de barro dos gentios, deuses sem vida. Por tudo isto, impunha-se a sua erradicação total, por uma questão até mesmo de sobrevivência política e paz social:

"Quando Iahweh, teu Deus, te introduzir na terra a qual passas a possuir, e tiver lançado muitas nações de diante de ti, (...) totalmente as destruirás; não farás com elas aliança, nem terás piedade delas; nem contrairás matrimônio com os filhos dessas nações; não darás tuas filhas a seus filhos, nem tomarás suas filhas para teus filhos; pois elas fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira de Iahweh se acenderia contra vós e depressa vos destruiria. Porém assim lhes fareis: derrubareis os seus altares, quebrareis as suas colunas, cortareis os seus postes sagrados e queimareis as suas imagens de escultura. Porque tu és povo santo a Iahweh, teu Deus; Iahweh, teu Deus, te escolheu, para que fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra" (Dt 7,1-6).

Assim e por causa disso, o pedido dos filhos de Rúben e de Gad, assustou em muito Moisés, Eleazar e toda a comunidade israelita. O fato leva Moisés a fazer um protesto enérgico, recordando-lhes a amarga experiência dos quarenta anos de deserto, por causa de um ato em muito semelhante, outra sedição de funesta conseqüência:

"Porém Moisés disse ao filhos de Gad e aos filhos de Rúben: Irão vossos irmãos à guerra, e ficareis vós aqui? Por que, pois, desanimais o coração dos filhos de Israel, para que não passem à terra que Iahweh lhes deu? Assim fizeram vossos pais, quando os enviei de Cades Barne a ver esta terra. Chegando eles até ao vale de Escol e vendo a terra, desencorajaram o coração dos filhos de Israel, para que não viessem à terra que Iahweh lhes tinha dado. Então, a ira de Iahweh se acendeu naquele mesmo dia, e jurou, dizendo: Certamente, os varões que subiram do Egito, de vinte anos para cima, não verão a terra que prometi com juramento a Abraão, a Isaac e a Jacó, porquanto não perseveraram em seguir-me, exceto Caleb, filho de Jefoné, o cenezeu, e Josué, filho de Num, porque perseveraram em seguir a Iahweh. Pelo que se acendeu a ira de Iahweh contra Israel, e fê-los andar errantes pelo deserto quarenta anos, até que se consumiu toda a geração que procedera mal perante Iahweh. Eis que vós, raça de homens pecadores, vos levantastes em lugar de vossos pais, para aumentardes ainda o furor da ira de Iahweh contra Israel. Se não quiserdes segui-lo, também ele deixará todo o povo, novamente, no deserto, e sereis a sua ruína" (Nm 32,6-15).

"...porquanto não perseveraram em seguir-me..." - eis o fundamento religioso de tudo o que aconteceu e que aconteceria de novo, e pela falta de unidade. Transparece isso quando é dito que "se não quiserdes segui-lo, também ele deixará todo o povo, novamente, no deserto, e sereis a sua ruína". Então, conseqüentemente, a ira de Iahweh irá novamente se manifestar "em todo o povo", por culpa deles, que se tornavam desertores, com esse desejo de se desligar dos demais. Alertados assim tomam consciência dos perigos que seu desejo propiciava e voltam atrás, prometendo solenemente fidelidade à união de todos os Israelitas. Assumem o compromisso de prosseguir armados, perfilando as mesmas fileiras militares até a conquista, a distribuição e a posse da terra terminar, deixando em segurança, na porção que lhe fora antecipada, os seus familiares e rebanhos:

"Então, chegaram-se a ele e disseram: Edificaremos currais aqui para o nosso gado e cidades para as nossas crianças; porém nós nos armaremos, apressando-nos adiante dos filhos de Israel, até que os levemos ao seu lugar; e ficarão as nossas crianças nas cidades fortes, por causa dos moradores da terra. Não voltaremos para nossa casa até que os filhos de Israel estejam de posse, cada um, da sua herança. Porque não herdaremos com eles do outro lado do Jordão, nem mais adiante, porquanto já temos a nossa herança deste lado do Jordão, ao oriente" (Nm 32,16-20)

Com o compromisso de "...não voltar para nossa casa até que os filhos de Israel estejam de posse, cada um, da sua herança...", Moisés se recompõe e condiciona a ratificação da posse antecipada que tiveram: cumprindo-o, "...voltareis e sereis desobrigados perante Iahweh e perante Israel; e a terra vos será por possessão perante Iahweh":

"Então, Moisés lhes disse: Se isto fizerdes assim, se vos armardes para a guerra perante Iahweh, e cada um de vós, armado, passar o Jordão perante Iahweh, até que haja lançado fora os seus inimigos de diante dele, e a terra estiver subjugada perante Iahweh, então, voltareis e sereis desobrigados perante Iahweh e perante Israel; e a terra vos será por possessão perante Iahweh. Porém, se não fizerdes assim, eis que pecastes contra Iahweh; e sabei que o vosso pecado vos há de achar. Edificai vós cidades para as vossas crianças e currais para as vossas ovelhas; e cumpri o que haveis prometido" (Nm 32,20-24).

Assim contratados, Moisés dá as ordens, frisando bem todos os seus termos, ao sacerdote e à toda a comunidade, para o seu cumprimento. Estes termos dever-se-iam satisfazer e respeitar, sob pena de perderem os pretendentes o direito que adquiriram naquele local (Nm 32,28-30). Por isso, os filhos de Rúben e Gad os ratificam solenemente (Nm 32,25-27.31-32), e recebem a parte que se lhes antecipou, juntamente com meia tribo de Manassés que ai aparece abruptamente (Nm 32,33), onde seus descendentes vão construir várias localidades e conquistam outras propriedades (Nm 32,34-42).

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