NÚMEROS
Primeira Parte
Os últimos dias do Sinai

5.6. A DEDICAÇÃO DO SANTUÁRIO

Quase sempre as narrativas bíblicas não obedecem a uma ordem lógica. Seguem muitas vezes o critério de se completar inteiramente o assunto já começado. Depois então, na medida das necessidades de uso ou de se destacar e conhecer a origem é que apresentam os elementos intermediários, sem levar em conta a seqüência. Assim, nota-se que o narrador volta ao que expôs no final de Êxodo, após a edificação do Santuário (Ex 40,16-35), como ele mesmo informa:

"No dia em que Moisés acabou de levantar o tabernáculo, ele o ungiu e santificou com todos os seus pertences, bem como o altar e todos os seus utensílios. Depois de ungi-los e santificá-los, os príncipes de Israel, os chefes patriarcais fizeram as suas ofertas, que eram os mesmos príncipes das tribos que procederam o recenseamento. Trouxeram a sua oferta perante Iahweh: seis carros cobertos, e doze bois; por dois príncipes um carro, e por cada um, um boi; e os apresentaram diante do tabernáculo. Então disse Iahweh a Moisés: 'Recebe-os para serem utilizados no serviço da tenda da reunião e os darás aos levitas, a cada qual segundo o seu serviço'. Assim Moisés recebeu os carros e os bois e os deu aos levitas. Dois carros e quatro bois deu aos filhos de Gérson, segundo o seu serviço; e quatro carros e oito bois deu aos filhos de Merari, segundo o seu serviço, sob as ordens de Itamar, filho de Aarão, o sacerdote. Mas aos filhos de Caat não deu nenhum, porquanto lhes pertencia o serviço de levar o santuário, e o levavam aos ombros" (Nm 7,1-9).

Conclui-se que ainda estavam no Sinai, onde tem lugar o oferecimento de carros para a remoção do Santuário desmontado, em número de "...seis carros cobertos, e doze bois; por dois príncipes um carro, e por cada um, um boi; e os apresentaram diante do tabernáculo...". "Dois carros e quatro bois deu aos filhos de Gérson, segundo o seu serviço; e quatro carros e oito bois deu aos filhos de Merari, segundo o seu serviço..." por causa do transporte cargo deles (Nm 4,21-33) "Mas aos filhos de Caat não deu nenhum, porque lhes pertencia o serviço de levar o santuário, e o levavam nos ombros". Após esse escalonamento se dá a apresentação das oferendas pelos chefes escolhidos das casas patriarcais. "São esses os que foram chamados da congregação, os chefes das tribos patriarcais, os cabeças dos clãs de Israel" (Nm 1,16), denominados de "príncipes", os que foram separados para o recenseamento, e são agora os ofertantes, em nome de suas tribos, dos Sacrifícios destinados à dedicação do Santuário:

"Os príncipes fizeram também oferta para a dedicação do altar, no dia em que foi ungido; e os príncipes apresentaram as suas ofertas perante o altar. E disse Iahweh a Moisés: Cada príncipe oferecerá a sua oferta, cada qual no seu dia, para a dedicação do altar" (Nm 7,10-11).

A cada um dos doze escolhidos caberá a entrega das oferendas, todas elas iguais, correspondentes à Tribo que representa. Mencionam-se os vários utensílios para o culto (Ex 25,29; 37,16; 38,3), com quase nenhuma diferença de narrativa e mudando-se apenas o nome, a descendência e a tribo do ofertante (Nm 7,12-83):

"No (primeiro, segundo etc.) dia apresentou a sua oferenda (...), filho de (...), da tribo de (...) que. A sua oferenda foi uma bandeja de prata do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambas cheias de flor de farinha amassada com azeite, para a oblação; um vaso de ouro de dez siclos, cheio de incenso; um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; um bode para o sacrifício pelo pecado; e para o sacrifício pacífico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferenda de (...), filho de (...)" (Nm 7,12-17).

Essas oferendas dos Israelitas destinadas aos sacrifícios que são mencionados foram também "recenseados", finalizando-se assim com essa cerimônia de purificação final:

"Estas foram as oferendas para a dedicação do altar pelos príncipes de Israel, no dia em que foi ungido: doze bandejas de prata, doze bacias de prata, doze vasos de ouro, pesando cada bandeja de prata cento e trinta siclos, e cada bacia setenta; toda a prata dos vasos foi dois mil e quatrocentos siclos, segundo o siclo do santuário; doze vasos de ouro cheias de incenso, pesando cada vaso dez siclos, segundo o siclo do santuário; todo o ouro dos vasos foi cento e vinte siclos. Os animais para holocausto foram doze novilhos, doze carneiros, e doze cordeiros de um ano, com as respectivas oblações. Para o sacrifício pelo pecado, doze bodes. E os animais para sacrifício pacífico foram vinte e quatro novilhos, sessenta carneiros, sessenta bodes, e sessenta cordeiros de um ano. Estas foram as oferendas para a dedicação do altar depois que foi ungido" (Nm 7,84-88).

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