NÚMEROS
Primeira Parte
Os últimos dias do Sinai

5.1.  PRIMEIROS PREPARATIVOS.

Dois anos e dois meses depois da saída do Egito, ainda no Deserto do Sinai e antes da partida, algumas providências são tomadas em preparo para a Conquista e a posse da Terra Prometida:

"Falou Iahweh a Moisés no deserto de Sinai, na tenda da reunião, no primeiro dia do segundo mês, no segundo ano depois da saída dos filhos de Israel da terra do Egito..." (Nm 1,1).

O primeiro passo foi uma organização militar com todos os homens aptos para a guerra, tirados das várias tribos dos Filhos de Israel:

"Fazei um recenseamentos de toda a congregação dos filhos de Israel, segundo as suas famílias, segundo as casas patriarcais, conforme o número dos nomes de todo homem, cabeça por cabeça; os da idade de vinte anos para cima. Todos aqueles em Israel hábeis para a guerra tu e Aarão contareis segundo os seus esquadrões." (Nm 1,2-3).

Não se tratava da organização de um exército regular como as nações costumam manter, mas de um levantamento total (Nm 1,3.20.22.24.26.28 .30.32.34.36.38.40.42.45) dos homens das várias tribos de Israel em condições de lutar. Ficariam acampados em torno do Santuário (Nm 2,1-34), aptos e prontos para marchar para a guerra sob as ordens e direção de Iahweh, sempre que necessário. Estariam sujeitos ao comando de um representante de cada uma das tribos dos Filhos de Jacó que seria o seu chefe: (Nm 1,4-16), como se denominam "...os cabeças dos milhares de Israel" (- aqui "milhares" caracteriza na época o caráter militar da separação que se faz). E, nesse recenseamento não se incluíram os levitas, separados que foram inicial e exclusivamente para o cuidado do Santuário:

"Mas os levitas, conforme a sua descendência, não foram contados entre eles; porquanto Iahweh dissera a Moisés: Somente não contarás a tribo de Levi, nem tomarás a soma deles entre os filhos de Israel; mas dispõe os levitas sobre o tabernáculo do testemunho, sobre todos os seus móveis, e sobre tudo o que lhe pertence. Eles levarão o tabernáculo e todos os seus móveis, e o administrarão; e acampar-se-ão ao seu redor. Quando o tabernáculo houver de partir, os levitas o desarmarão; e, quando o tabernáculo se houver de assentar, os levitas o armarão. O estranho que dele se aproximar será morto. Os filhos de Israel acampar-se-ão, cada um no seu acampamento, e cada um junto ao seu estandarte, segundo os seus esquadrões. Mas os levitas acampar-se-ão ao redor do tabernáculo do testemunho, para que não suceda acender-se ira contra a congregação dos filhos de Israel; pelo que aos levitas caberá a guarda do tabernáculo do testemunho" (Nm 1,27-53).

"Então executaram os filhos de Israel conforme tudo o que Iahweh ordenara a Moisés..." (Nm 1,54), elaborando a primeira etapa operacional da preparação da Conquista, com a separação e contagem dos homens aptos para a guerra. Essa estruturação de uma força armada com uma convocação deles quando necessário não se limitaria a essa conquista. Mas, principalmente pela proteção do Santuário "portátil" que fora erigido, "a habitação de Iahweh", cuja Santidade não poderia sofrer a profanação do "impuro". Então, além da "eleição" dos levitas para dele cuidarem sempre, era necessário lhe preparar uma proteção toda especial pela disposição dos Filhos de Israel, tribo por tribo. Foram então situados até quando acampados, em torno dele e de frente para a Tenda da Reunião onde estava a Arca da Aliança com os Querubins, onde Moisés falava com Iahweh:

"Disse Iahweh a Moisés e a Aarão: Os filhos de Israel acamparão, cada um junto ao seu estandarte e as insígnias patriarcais; ao redor e em frente da tenda da reunião acamparão" (Nm 2,1-2).

Pelo que vem narrado em seguida observa-se facilmente que era essa a disposição das tribos de Israel em torno do tabernáculo: no centro a tribo de Levi, contornando-o e protegendo-o diretamente, sabendo-se já que eram os transportadores do Santuário desmontado, ficando as demais tribos chefiadas pelos representantes escolhidos (Nm 1,4-16 / 2,1-34) acampadas ao redor:

"Mas os levitas, segundo a tribo de seus pais, não foram contados entre eles; porque Iahweh dissera a Moisés: 'Não recensearás a tribo de Levi, nem a contarás entre os filhos de Israel; mas incumbe-os de cuidar do tabernáculo do testemunho, de todos os seus móveis, e de tudo o que lhe pertence. Eles levarão o tabernáculo e todos os seus móveis, exercerão nele o seu ministério e acamparão ao seu redor. Quando o tabernáculo houver de partir, os levitas o desarmarão; e quando o tabernáculo se houver de assentar, os levitas o armarão; e o estranho que dele se aproximar será morto. Os filhos de Israel acamparão, cada um no seu acampamento, e cada um junto ao seu estandarte, segundo os seus regimentos. Mas os levitas acamparão ao redor do tabernáculo do testemunho, para que não se manifeste a Ira contra a congregação dos filhos de Israel. E os levitas terão a seu cuidado a guarda do tabernáculo do testemunho." (Nm 1,47-53).

Em primeiro lugar, obedecendo-se à ordem das casas patriarcais, no lado oriental do Tabernáculo estará a bandeira de Judá. Será composta pelas tribos de Judá, Issacar e Natanael, os últimos filhos de Lia (Gn 35,23), afastados que foram da linha da primogenitura, Rúben e Simeão, conforme a bênção de Jacó (Gn 49,3-7). "Prevalecendo Judá, apesar do direito de José" (1Cro 5,1-2), sendo a maior tribo (Nm 1,27) e consoante a luta interna das tribos a que já se referiu, chefiou essa ala Naasom, filho de Aminadab, como acima foi transcrito. Ao seu lado chefiadas respectivamente por Natanael e Eliab as tribos de Issacar e Zabulon (Nm 2,3-9). No lado sul da Tenda da Reunião ficará a tribo de Rúben, comandada por Elisur, ladeada pela de Simeão com o comandante Salamiel e a tribo de Gad com a chefia de Eliasaf (Nm 2,10-16):

"Então partirá a tenda da reunião com o quartel dos levitas no meio dos demais quartéis. Marcharão na mesma ordem em que acamparem, cada um em seu lugar e sob as suas insígnias." (Nm 2,17).

A escolha da Tribo de Levi para a guarda do Tabernáculo não pode ter outro motivo que a defesa de Iahweh, por ocasião da episódio do "Bezerro de Ouro" (Ex 32), quando demonstraram sua coragem e bravura, podo fim à sedição ensejada. Ao ocidente Efraim, Manassés e Benjamim, os filhos de Raquel, com os seus comandantes Elisão, Gamaliel e Abidã, respectivamente (Nm 2,18-24). No lado norte estariam acampados ou em marcha as tribos de Dã, com o comandante Aiezer, de Aser com Fegiel e a de Neftali com a chefia de Aíra, que "entrarão em marcha por último" (Nm 2,25-31). Ficava assim estabelecida a formação do exército de Israel, que nessa disposição acampar-se-ia e movimentar-se-ia, em obediência a Iahweh (Nm 2,1-33):

"Assim fizeram os filhos de Israel, conforme tudo o que Iahweh ordenara a Moisés; acamparam-se segundo as suas insígnias e marcharam, cada qual segundo as suas famílias, segundo as casas patriarcais" (Nm 2,34).

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