LEVÍTICO    

11. OS SACRIFÍCIOS E A INVESTIDURA SACERDOTAL

Regulamentados os vários tipos de Sacrifícios principia-se a constituição do elemento fundamental de sua existência, sem o qual não há possibilidade de sua concretização: a investidura de Aarão e dos seus filhos para o exercício perene do Sacerdócio, tal como delineado o seu "projeto" no n.° 7 do Capítulo 4, referente a Ex. 28-29:

"O Senhor falou a Moisés, dizendo: "Toma contigo Aarão e seus filhos, as vestes, o óleo da unção, o bezerro para o sacrifício expiatório, os dois carneiros e o cesto de pães ázimos, e reúne toda a comunidade à entrada da tenda de reunião". Moisés fez como o Senhor lhe tinha mandado e a comunidade se reuniu à entrada da tenda de reunião. Moisés disse à comunidade: "É isto que o Senhor mandou fazer". Depois mandou que se aproximassem Aarão e seus filhos, e os lavou com água. Vestiu Aarão com a túnica, cingiu-lhe o cinto, revestiu-o com o manto, colocou-lhe o véu umeral e o prendeu, atando-o com o respectivo cinto. Pôs-lhe o peitoral com os urim e os tumim. Colocou-lhe na cabeça a mitra, e na parte dianteira a lâmina de ouro, o diadema sagrado, conforme o Senhor havia mandado a Moisés. Depois Moisés pegou o óleo da unção, ungiu o tabernáculo e tudo o que nele havia, para consagrá-lo. Aspergiu sete vezes o altar, e ungiu-o com todos os utensílios, bem como a bacia com o suporte, consagrando-os. Derramou óleo de unção sobre a cabeça de Aarão, e o ungiu, para o consagrar. Depois mandou aproximarem-se os filhos de Aarão, vestiu-lhes as túnicas, cingiu-lhes o cinto e lhes pôs os turbantes, como o Senhor havia mandado a Moisés" (Lv 8,1-13).

"Moisés fez como o Senhor lhe tinha mandado e a comunidade se reuniu à entrada da Tenda de Reunião. Moisés disse à comunidade: 'É isto que o Senhor mandou fazer'": coube a Moisés, em virtude de sua condição de "eleito" já comprovada desde o Egito e com as qualidades atinentes, advindas conforme a cultura religiosa de então, conduzir e celebrar a consagração do Sacerdócio Pleno. A investidura de Aarão caracteriza desde aqui a função principal do Sumo Sacerdote, conhecido como "o Sacerdote da Unção" por ser o que recebe o "óleo de unção sobre a cabeça". Somente após a conclusão de todo o ritual de Consagração do Santuário total e de Aarão é que se dá a unção de seus filhos, agora em conjunto com Aarão e por aspersão (cfr. Ex 29,5-8.21). Com isso fica clara a unidade e indissolubilidade colegial do Poder Sacerdotal fundamentado em Aarão, o Sumo Sacerdote, o Chefe da Família Sacerdotal:

"Derramou óleo de unção sobre a cabeça de Aarão, e o ungiu, para o consagrar. Depois mandou aproximarem-se os filhos de Aarão, vestiu-lhes as túnicas, cingiu-lhes o cinto e lhes pôs os turbantes, como o Senhor havia mandado a Moisés" (Lv 8,12-13).

Após a "unção sobre a cabeça de Aarão", vem outra por aspersão, com uma separação sintomática, de "Aarão e suas vestes, e seus filhos e suas vestes":

"Moisés tomou um pouco do óleo de unção e do sangue que estava sobre o altar, aspergiu Aarão e suas vestes, bem como os filhos de Aarão e suas vestes. Assim consagrou Aarão, seus filhos e as respectivas vestes" (Lv 8,30).

Jesus vai manter esse caráter de unidade e indissolubilidade sacerdotal no Colégio Apostólico que instituir. Tal como aconteceu com Aarão, ungido por primeiro, e depois a Aarão junto com os seus filhos, também a Pedro foi dado por primeiro o poder de "ligar e desligar" (Mt 16,19) e depois o mesmo poder foi dado a Pedro junto com os demais Apóstolos (Mt 18,18).

Como já se expôs (n.° 7 do Capítulo 4), "durante a Investidura foi seguido o ritual já estabelecido e próprio (Ex 29), durante o qual, além da Unção de Aarão e seus filhos, vários ritos de purificação foram executados para a indispensável Santificação geral e deles, oferecendo-se durante o cerimonial os seguintes Sacrifícios:

  • Sacrifício pelo Pecado (Lv 8,14-17 / Ex 29,10-14);
  • Holocausto (Lv 8,18-21 / Ex 29,15-18); e,
  • Sacrifício Pacífico (Lv 8,22-32 / Ex 29,19-26)".

Resta agora uma explanação mais ampla da utilização desses tipos de rituais na consagração sacerdotal de Aarão e seus filhos, Sacrifícios oferecidos por Moisés, o mediador da Aliança, a começar com o Sacrifício Pelo Pecado, o primeiro oferecido:

"Mandou trazer o bezerro para o sacrifício pelo pecado. Aarão e seus filhos impuseram-lhe as mãos sobre a cabeça. Depois de imolá-lo, Moisés pegou sangue e untou com o dedo os chifres em volta do altar, purificando-o. Derramou o sangue ao pé do altar, e o consagrou, fazendo sobre ele a expiação. Depois tomou toda a gordura que envolve as vísceras, a camada gordurosa do fígado e os dois rins com a sua gordura, e queimou tudo no altar. O bezerro, sua pele, carne e excrementos, queimou-os fora do acampamento, como o Senhor lhe tinha mandado" (Lv 8,14-17).

Como visto no número anterior (n.° 9, 3.°) este ritual tem por finalidade a Santificação em geral, tanto das pessoas como dos objetos, para uma perfeita união com Deus, pelo que são purificados pelo Sangue da Vítima imolada por Moisés que "unge" os chifres com o dedo embebido e o derrama em redor do Altar, fazendo a devida expiação e purificação, após a imposição das mãos por Aarão e seus filhos. Queima as gorduras no Altar e o bezerro, seu pelo, a sua carne e os excrementos fora do Santuário, nada indo para o celebrante para não se aproveitar de sua própria falta, por quem também é oferecido [(cfr. Lv 6,17-23 / Lv 4, conforme dito alhures que "no caso do oferecido pelo pecado do Sumo Sacerdote ou da Comunidade, ninguém dele comerá, devendo ser totalmente queimado, pois o sangue é derramado em lugar santo (Lv 6,23)]". Ao que se vê este Sacrifício se destina à Santificação do Santuário, de seus pertences e objetos, do oficiante, dos ofertantes que são consagrados e da vítima.

Vem em seguida o Holocausto:

"Mandou trazer o carneiro do holocausto, para que Aarão e os filhos impusessem-lhe as mãos sobre a cabeça. Moisés o imolou, e derramou o sangue em volta do altar. Depois de esquartejar o carneiro, Moisés queimou a cabeça e os pedaços com a gordura. Moisés lavou com água as vísceras e as patas, e assim queimou o carneiro inteiro no altar. Era um holocausto de suave odor, um sacrifício feito pelo fogo ao Senhor, como o Senhor tinha mandado a Moisés" (Lv 8,18-21).

Moisés oferece aqui este tipo de Sacrifício, o mais perfeito ato de culto de então, traduzindo o nada do Homem na destruição total da vítima toda queimada "em suave odor" a Deus, ato de reconhecimento da soberania de Deus de que o Sacerdote é medianeiro. Com este Holocausto a purificação atinge a plenitude pela expiação conseguida e Aarão e seus filhos ficam então em condições de Santidade para o exercício do Sacerdócio, pela imposição das mãos sobre a vítima que praticaram (Lv 8,18) e da renúncia de si face a majestade e soberania de Iahweh significadas no aniquilamento da vítima totalmente destruída pelo fogo.

Terminada esta fase do ritual passa Moisés à final, ao Sacrifício Pacífico, à Refeição Sagrada, todos estando agora em condições de Santidade para se alimentar, entrando em comunhão com Deus, e tendo então condições para o Sacerdócio ensejado oferecendo o que se denominou "Carneiro da Consagração ou da Investidura":

"Mandou trazer o segundo carneiro, o carneiro da consagração, e Aarão e seus filhos impuseram as mãos sobre a cabeça do animal. Depois de imolá-lo, Moisés pegou o sangue e untou o lóbulo da orelha direita de Aarão, o polegar da mão direita e o polegar do pé direito. Mandou aproximarem-se os filhos de Aarão, e untou-lhes com sangue o lóbulo da orelha direita, o polegar da mão direita e o polegar do pé direito, e depois derramou o sangue em torno do altar" (Lv 8,22-24).

Este Sacrifício toma aqui uma conotação diferente pela sua específica finalidade de se destinar à consagração sacerdotal pelo uso do Sangue da Vítima, antes de derramá-lo no Altar, para banhar por primeiro "o lóbulo direito, o polegar da mão direita e o do pé direito" de Aarão e depois de seus filhos, como que a prepará-los para o exercício do Sacerdócio. Tinha essa unção o mesmo sentido purificador dos chifres do Altar e somente após é que era o Sangue derramado.

Também as partes destinadas aos Sacerdotes aqui sofrem modificação estrutural, indo, após o rito da agitação perante Iahweh, para Moisés o peito, o celebrante, e a perna direita com a gordura e outras partes, e a oblação, passando tudo pelas "mãos de Aarão e seus filhos", para o "gesto de oferta a Iahweh", sendo então queimadas:

"Pegou a gordura, a cauda, toda a gordura que cobre as vísceras, a camada gordurosa do fígado, os dois rins com a gordura, e a perna direita. Do cesto dos ázimos, posto diante do Senhor, tomou um pão sem fermento, uma torta sem fermento amassada com azeite e um bolinho, e colocou sobre as partes gordurosas e sobre a perna direita. Entregou tudo isso nas mãos de Aarão e de seus filhos, para que apresentassem com um gesto de oferta ao Senhor. Depois, tomou tudo das mãos deles e queimou no altar, em cima do holocausto. Era o sacrifício de consagração, um sacrifício pelo fogo de suave odor ao Senhor. Depois Moisés pegou o peito do carneiro e o apresentou com um gesto de oferenda ao Senhor. Esta foi a porção do carneiro da consagração, pertencente a Moisés, como o Senhor lhe tinha mandado" (Lv 8,25-29).

Com a "unção sagrada" completa-se a consagração de Aarão e seus filhos, e suas vestes, Santificando-se para o Sacerdócio:

"Moisés tomou um pouco do óleo de unção e do sangue que estava sobre o altar, aspergiu Aarão e suas vestes, bem como os filhos de Aarão e suas vestes. Assim consagrou Aarão, seus filhos e as respectivas vestes" (Lv 8,30).

Santificação que se consuma com a Refeição Sagrada, "entrando então em comunhão com o Altar", como ensina São Paulo (1Co 10,18), cujo cerimonial vai se repetir durante "sete dias" tempo em que Aarão e seus filhos permanecerão "à entrada da Tenda da Reunião" (Ex 29,35-37), no local onde "cozinhai a carne" com o que se manifesta o caráter religioso e não alimentar de toda a consagração:

Moisés disse para Aarão e seus filhos: "Cozinhai a carne à entrada da tenda de reunião. Ali mesmo a comereis com o pão que está na cesta das ofertas da consagração, conforme eu mandei, dizendo: Aarão e seus filhos hão de comê-la. O que restar da carne e do pão, devereis queimá-lo. Durante sete dias não saireis da entrada da tenda de reunião, até se completarem os dias da vossa consagração, pois ela durará sete dias. O que se fez no dia hoje, o Senhor ordenou que se fizesse para expiar por vós. Ficareis durante sete dias, dia e noite, à entrada da tenda de reunião, e observareis o que o Senhor mandou, para não morrerdes, pois esta é a ordem que recebi". Aarão e seus filhos fizeram tudo o que o Senhor lhes mandou por meio de Moisés" (Lv 8,30-36).


11.1. As Primícias dos Sacerdotes

Terminada a "sagração" e com o decurso dos sete dias perante a Tenda da Reunião, "no oitavo dia", são oferecidas as "primícias" da Investidura Sagrada, qual seja o "Primeiro Ofício Sagrado" dos Primeiros Sacerdotes, Aarão com a assistência de seus filhos:

"No oitavo dia Moisés chamou Aarão, seus filhos e os Anciãos de Israel, e disse para Aarão: "Escolhe um bezerro para o sacrifício expiatório pelo pecado, e um carneiro para o holocausto, ambos sem defeito, e apresenta-os ao Senhor. Falarás aos israelitas, dizendo: Tomai um bode para o sacrifício expiatório, um bezerro e um cordeiro, ambos de um ano e sem defeito, para o holocausto, um touro e um carneiro para o sacrifício pacífico, a fim de sacrificá-los perante o Senhor, e uma oblação amassada com azeite, porque hoje o Senhor vos aparecerá" (Lv 9,1-4).

Em primeiro lugar é de se ver que "... Moisés chamou Aarão, seus filhos e os Anciãos de Israel..." - reaparecendo os Anciãos de Israel, como que num retorno ou numa renovada atuação representativa do povo e para participarem da "entrega" que Moisés fazia de sua função sacerdotal. São destacados como homens maduros que participam de uma espécie de Conselho Diretor, gozando de respeitosa autoridade moral, judiciária, de governo e representativa do povo, já nos dias do Egito e após a Aliança do Sinai (Ex 3,16.18; 4,29; 12,21; 17,5-7; 18,12.13-26; 19,7; Lv 4,15):

"Disse então o Senhor a Moisés: Ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel, que sabes maduros e aptos para o governo e os trarás perante a tenda da reunião, para que estejam ali junto de ti. Então descerei e ali falarei contigo, e tirarei do espírito que está sobre ti, e o porei sobre eles; e contigo levarão eles o peso do povo para que tu não o leves só. ...(...)... Saiu, pois, Moisés, e relatou ao povo as palavras do Senhor; e ajuntou setenta homens dentre os anciãos do povo e os colocou ao redor da tenda. Então o Senhor desceu na nuvem, e lhe falou; e, tomando do espírito que estava nele, infundiu-o nos setenta anciãos; e aconteceu que, quando o espírito repousou sobre eles profetizaram, mas depois nunca mais o fizeram" (Nm 11,16-25) / "Diante das cãs te levantarás, e honrarás a face do ancião, e temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor" (Lv 19,32) / "Os anciãos da congregação porão as mãos sobre a cabeça do novilho perante o Senhor; e imolar-se-á o novilho perante o Senhor" (Lv 4,15).

Sempre irão compor a organização religiosa e política de Israel desaguando futuramente como um dos elementos constitutivos do Sinédrio judaico e no Cristianismo ao lado dos Apóstolos como os Presbíteros (At 11,30; 15,2-6; 20,17; Tt 1,5), assim conhecidos em diversas confissões cristãs, e como Padres no Clero da Igreja Católica. Presbítero é palavra de origem grega significando "ancião" e também "senior > senhor" do latim com o mesmo significado de "o mais velho" (donde a referência de "senhor" dirigida a um Padre não ser um pronome de tratamento). É uma das Instituições da cultura antiga, não só dos Israelitas, mas até mesmo de outros povos (Gn 50,7; Nm,22,4.7) e cujo significado se perdeu, não se sabendo ao certo as dimensões exatas de sua atuação, em virtude da amplitude de esferas em que são mencionados, da consultiva à diretiva.

Então, prosseguindo, Aarão com a assistência de seus Filhos e em obediência ainda a Moisés, assumem sua função:

"Então trouxeram até a entrada da tenda da reunião o que Moisés ordenara, e chegou-se toda a congregação, e ficou de pé diante do Senhor. E disse Moisés: 'Isto o que o Senhor ordenou que fizésseis; para que a glória do Senhor vos apareça'. Depois disse Moisés a Aarão: 'Chega-te ao altar, e apresenta a tua oferta pelo pecado e o teu holocausto, e faze expiação por ti e pelo povo; também apresenta a oferta do povo, e faze expiação por ele, como ordenou o Senhor" (Lv 9,5-7).

Aarão dá então início ao Cerimonial das Primícias, composto das diversas oferendas e celebrando todos os Sacrifícios, a começar pelo Holocausto e o Sacrifício Expiatório, ou Pelo Pecado, por si mesmo, por sua casa e pelo povo:

"Aarão, pois, chegou-se ao altar, e imolou o bezerro que era a sua própria oferta pelo pecado. Os filhos de Aarão trouxeram-lhe o sangue; e ele molhou o dedo no sangue, e o pôs sobre os chifres do altar, e derramou o sangue à base do altar; mas a gordura, e os rins, e o redenho do fígado, tirados da oferta pelo pecado, queimou-os sobre o altar, como o Senhor ordenara a Moisés. E queimou fora do acampamento a carne e o couro. Depois imolou o holocausto, e os filhos de Aarão lhe entregaram o sangue, e ele o espargiu sobre o altar em redor. Também lhe entregaram o holocausto, pedaço por pedaço, e a cabeça; e ele os queimou sobre o altar. E lavou os intestinos e as pernas, e as queimou sobre o holocausto no altar" (Lv 9,8-14).

Seguem os mesmos sacrifícios pelo povo ali reunido em comunidade, seguido da Oblação e do Sacrifício Pacífico observando-se fielmente todos os rituais, até mesmo a movimentação da vítima e entrega ao celebrante, em tudo buscando na Refeição Sagrada a amizade e a reconciliação com Iahweh:

"Então apresentou a oferta do povo e, tomando o bode que era a oferta pelo pecado do povo, imolou-o e o ofereceu pelo pecado, como fizera com o primeiro. Apresentou também o holocausto, e o ofereceu segundo o ritual. E apresentou a oblação e, tomando dela um punhado, queimou-a sobre o altar, além do holocausto da manhã. Imolou também o boi e o carneiro em sacrifício de oferta pacífica pelo povo; e os filhos de Aarão entregaram-lhe o sangue, que ele espargiu sobre o altar em redor, como também a gordura do boi e do carneiro, a cauda gorda, e o que cobre a fressura, e os rins, e o redenho do fígado; e puseram a gordura sobre os peitos, e ele queimou a gordura sobre o altar; mas os peitos e a coxa direita, ofereceu-os Aarão por oferta movida perante o Senhor, como Moisés tinha ordenado" (Lv 9,15-21).

Então vem a Bênção de Aarão, seguida de outra conjunta com Moisés, após permanecerem na Tenda da Reunião, com o gesto estendido traduzindo a Imposição das Mãos, manifestando-se então a Glória de Deus com o Fogo Sagrado consumindo as vítimas:

"Depois Arão, levantando as mãos para o povo, o abençoou e desceu, tendo acabado de oferecer a oferta pelo pecado, o holocausto e as ofertas pacíficas. E Moisés e Aarão entraram na tenda da reunião; depois saíram, e abençoaram o povo; e a glória do Senhor apareceu a todo o povo, pois saiu fogo de diante do Senhor, e consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; pelo que todos os presentes aclamaram e prostraram-se com os seus rostos em terra" (Lv 9,22-24).

Não pode ser outro o teor dessa Bênção que o determinado pelo próprio Iahweh:

"Disse mais o Senhor a Moisés: Fala a Aarão, e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel; dir-lhes-eis: O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; o Senhor levante sobre ti o seu rosto, e te dê a paz. Assim porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei" (Nm 6,22-27).

"... todos os presentes aclamaram e prostraram-se com os seus rostos em terra" (Lv 9,24), assim se consumava, com a Instituição do Sacerdócio, o Santuário, "figura" que "cumprir-se-á com Jesus:

"Eles me farão um Santuário, e Eu Habitarei no meio deles" (Ex 25,8).

"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós... " (Jo 1,14).

Tal como no Jardim do Éden Deus continua conduzindo o Homem para uma vida em comunhão agora significada nos efeitos dos Sacrifícios tal como era visto pelos Israelitas, "figura" do que se "cumprirá" com Jesus. Cristo Jesus é o retorno do Homem ao Jardim de Deus:

"Disse então ("o Bom Ladrão"): 'Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.' Respondeu-lhe Jesus: 'Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso" (Lc 23,42-43).

Cabe aqui uma observação importante a respeito das vestimentas dos Sacerdotes Israelitas: os Ofícios Religiosos eram celebrados por eles descalços, sem calçados de espécie alguma nos pés, apesar de toda a pompa de seu paramento, eis que se moviam em "lugar santo", o Santuário, em obediência à ordem de Iahweh a Moisés:

"Prosseguiu Deus: Não te aproximes e tira os sapatos dos pés, porque o lugar em que tu estás é terra santa" (Ex 3,5).


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